Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Não ficar quieto. Não ficar só nas críticas durante a cervejinha
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
As leis brasileiras, o 'advogues', e a enganação legal
As leis brasileiras são para iniciados, não para leigos. Não saber ou não entender um contrato não é exclusividade da nova geração, mas uma realidade perene neste país. O famoso 'advogues', ou escrever para que só os próprios entendam ou até que nem eles realmente entendam, mas afirmem que entenderam, é uma realidade incontestável. Além do mais, é trivial deixar o que interessa na incerteza contando que a morosidade,ou, melhor, a baderna do judiciário tardará ou nunca chegará a um veredito.
Cair numa cilada jurídica neste Brasil é trivial. Neste caso em específico, o que aconteceu deveria ser investigado a fundo. Os contratos duvidosos são só um pequeno detalhe frente a deformação urbana e suas consequências sociais que vem causando. Acredito que os que deram a largada a esta baderna vão sair sem sequer bater a poeira de suas roupas de grife.
O interessante é que mais uma vez os que entendem de fato do recado calaram. Por que será? Quem não entendeu que se vire.
sábado, 17 de janeiro de 2026
As imagens dos tiros do agente da ICE em Ms. Good
Quem está seguindo a investigação sobre a abordagem do ICE, seguida de tiros que mataram Ms. Good, tem tido a oportunidade de ver e ouvir várias versões sobre o que aconteceu vindas de todo tipo de gente, de políticos, militantes, especialistas, cidadãos e aproveitadores de todo tipo. No meio desta enxurrada vi defensores da ação do ICE usando vídeos que aposto foram reeditados, talvez até por inteligência artificial. Num deles, a SUV de MS. Good atropela o policial e quase o derruba. Ilusão ótica induzida pela narrativa? Pode ser.
Achei estranho porque desequilibrado o policial, como parece ser em algumas entrevistas que relatam que ela jogou o carro em cima, provavelmente não teria condição de disparar três tiros tão precisos.
Não sou especialista, não estou tirando conclusões. Acho muito estranho o mesmo ponto de filmagem gerar imagens, sequências tão diferentes, ou pelo menos levar o público a chegar a esta conclusão.
Acho deprimente que uma pessoa tão calma, como fica claro no momento que ela diz sorrindo para um policial algo como "não tenho nada contra você", tenha acerado para matar, e acabado morta da forma como foi. Mas não é meu ponto aqui.
Eu já vi uma meia dúzia ou mais de entrevistas e comentaristas. Ou estou completamente gaga, louco, cego, ou a mesma coisa é diferente conforme o interesse de quem fala. Sim, eu sei que é, sempre foi, mas não me lembro de tamanha diferença entre o que foi divulgado. Filmagens diferentes? A princípio pensei, mas depois gritou em mim que era o mesmo, mas diferente.
O que realmente me assusta é que tenho a nitida sensação que imagens retrabalhadas estejam servindo como base de defesa de pontos de vista, e que estas possam chegar aos tribunais. Pior, muito pior, que emissoras de grande poder de divulgação, com grande público, estejam colocando no ar versões diferentes criadas ou editadas a partir de uma gravação original. Mais, é muito mais que um absurdo (literal) que as editorias não tenham checado a originalidade do material divulgado. Ou, a veracidade do fato divulgado. Sim, eu sei, acontece cada vez com mais frequência
Esta entrevista na CNN, mostrando e explicando frame a frame, joga luz no que realmente aconteceu.
Que loucura estamos vivendo? Vai ao gosto do freguês, não importa as consequências? Pelo jeito, vai! Ou, vai mesmo, eu que sou um tônho. Do fundo da alma, espero que eu esteja completamente gaga e que a sensação que tive nesta enxurrada de notícias esteja errada, mas provavelmente será uma questão de tempo para o IA ir mais fundo do que as atuais fake news.
Sobre edição da verdade, sempre aconteceu. O que assusta é a entrada de um novo player, o mesmo que já não perde mais no poker e jogo de xadrez. O que será do judiciário?
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Itens de segurança ou limite de velocidade?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Reformas urbanas que não acabam. Projetos que desaparecem.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Bienal de São Paulo. O que é arte? Quem sou eu?
Sai feliz. Aliás, sai deprimido por deixar o ar condicionado e ter que caminhar no frita ovo. Quem quer que tenha feito a curadoria saiu do atoleiro do que vi na última Bienal que fui. Quando? Não me lembro, mas a memória emocional dela que ainda resta em mim é bem desagradável. Hoje eu a definiria como "politicamente correta", aquela. Esta também, mas menas, muito menas, mas muito menas mesmo. Esta Bienal tinha muita coisa boa, boa mesmo. Acabou.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Gilles Lapouge ; 1923 - 2020 / a perda de uma inteligência. E Cassia Eller; 1962 - 2001 / a perda de um gênio
Como é que é? Algo assim: seguimos atrás do cachorro catando os seus dejetos... O original, de onde tirei esta acertiva, está a seguir, no copia e cola do artigo / entrevista publicado hoje no Estadão. Maravilhosa metáfora do que nos transformamos. A diferença de sentido, ou metáfora, ou que realmente é, está no texto: "cachorros são amor puro". 












