quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Reformas urbanas que não acabam. Projetos que desaparecem.

Vendo uma matéria sobre a reforma da av. Santo Amaro, no SPTV 2, lembrei que quando ainda estava trabalhando nos projetos cicloviarios, portanto meio dentro da Prefeitura, entre 2005 e 2007, soube de fonte segura que o Banco Mundial fez uma oferta de U$ 1 bi para reforma e recuperação da av. Celso Garcia e redondezas, algo parecido com o que se está fazendo na Santo Amaro. Minha fonte foi um dos que colocaram a proposta na mesa. Fiquei sabendo porque deveria trabalhar no projeto. Sumiu, ninguém sabe, ninguém viu.

Com muito atraso, como nos é trivial, a reforma da av. Santo Amaro pela metade, já extrapolou o custo previsto, como também é trivial. E com problemas de acabamento. Devemos dizer que pelo menos saiu do papel?

Como já contei, fui contratado para fazer um funcional da ciclovia e recuperação das margens do entorno da Guarapiranga. Fiz as vistorias, entreguei um relatório com um croqui pré funcional, fui pago e finito. Não abriram quem estava por trás. Sumiu, ninguém sabe, ninguém viu. Mas neste caso, por um acidente, uns 10 anos depois, um dos responsáveis pelo projeto estava tomando sorvete ao meu lado. No meio da conversa sobre bicicletas e ciclovias, ele riu e contou. O projeto seria a contra partida da vinda do Guggenhein para São Paulo, que seria instalado no Jardim Guarapiranga.


Depois destes fui contratado por ONG americana para o funcional cicloviario de apoio a ciclovia Eliseu. Sumiu, ninguém sabe, ninguém viu.

O mesmo com a consultoria do cicloviario de Guarulhos. Sumiu...

Bom, enfim, até quando vamos continuar com projetos que não acabam, ou pior, que tem início e somem, literalmente. Acreditem, definitivamente não sai 'di gratis'.

Sentir-se um trouxa é uma coisa. Ver dinheiro público desaparecer sem sentido não dá mais. Aliás, nunca deu.

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