Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
quinta-feira, 11 de junho de 2015
revistando a II Guerra Mundial
Revisitando a II Guerra Mundial é nome de uma série de
documentários, não sei se da BBC ou da History Chanel, que mostra filmes e
documentos inéditos sobre o que foi realmente a Segunda Guerra Mundial. Creio
que citei estes documentários. A diferença para o que foi divulgado até agora é
que a censura é muito. Estamos fazendo cinquenta anos do fim da guerra e com a
situação política mundial que temos hoje é de grande valia ver o que foi
realmente a barbárie.
Aqui na França geralmente acordo e vejo os noticiários para melhorar o ouvido para o francês. A qualidade e variedade das notícias é
notável e me deixa com raiva da baixíssima qualidade da informação e discussão
que temos no Brasil. Ficamos emaranhados em canalhices estúpidas que nos irão atolar mais ainda. Não temos capacidade de rever com honestidade o passado e por isto não conseguimos fazer um futuro bom e perene.
Voltando à França; mais de uma vez vi documentários sobre vários
temas históricos, todos de altíssima qualidade, provavelmente produções demoradas, complicadas e caras. Há uns dias passaram a história
do Qatar, noutro foi a sobre história da pesca na costa Atlântica. Agora estou vendo
um sobre a vida das crianças francesas durante a grande guerra, ou seja, Segunda Guerra Mundial. São inúmeros depoimentos
de senhores e senhoras que choram ao lembrar, por exemplo, que um deles e
seu irmão menor estavam indo pedalando pela estradinha rural para a escola e viam que toda a pequena vila estava em chamas. Chegaram lá e a vila praticamente não existia mais. Ou todas as crianças que
tiveram que ser evacuadas para sobreviver, por serem crianças não conseguiam entender para onde e por que estavam indo ou se voltariam a ver os pais, irmãos mais velhos, amigos,
professores, vizinhos, suas cidades, suas casas. Os depoimentos se sucedem,
contados com a suavidade da velhice e lágrimas, mesmo quando riem das
desgraçadas histórias passadas.
A duas noites passou um documentário sobre os momentos finais da guerra e a rendição incondicional dos nazistas. Nunca havia visto a sequência completa
de um fuzilamento. O sujeito condenado caminhando com dignidade, acompanhado e sem ser
tocado, para ser amarrado num tronco sem reagir, a calma conversa final dele com os
soldados e civis que o cercam, talvez até conhecidos, risadas, o último cigarro, o distanciamento dos fuziladores, o alinhamento, a
preparação, o fuzilamento, e para minha surpresa a filmagem não para, segue em
frente, com o fuzilado curvando o corpo, agonizando, os fuziladores se
aproximando, alguém levantando a camisa e vendo os ferimentos, o fuzilado
balbuciando qualquer coisa, alguns outros se aproximando, tudo dentro de uma normalidade que deve ser típica de guerra.
Soldados semimortos e mortos vão passando pela lente da câmera, um com um buraco perto da orelha que sangra e mostra que o tiro deformou o maxilar. O ferido levanta a cabeça tenta falar algo, mas o maxilar não responde, mas é claro que está como querendo sair dali, ser socorrido, mas é deixado para trás. Outro, aparentemente morto, cara no chão, tenta
desesperadamente fazer algum movimento para que os que o filmam salvem o que resta de sua
vida; move os olhos, pisca, não consegue falar, mas a câmera
segue em frente filmando indiferente. Imagens paradas e longas de corpos aos pedaços ou
queimados, pessoas maltrapilhas caminhando por cidades ainda em fogo, queimando as mãos nos destroços para ver se ainda encontram
algo que lhes sirva. As tomadas de imagem, longas, paradas, focam o destroçamento humano. A diferença destes documentários para o que vi antes é que não são propaganda para os vencedores, mas um documento sobre a estupidez humana em seu estado mais bruto.
Imagens de Berlim logo depois da entrada dos aliados. E de outras cidades. Cenas longas. Crianças do exército nazista, que segundo o texto do
documentário era o que de pior havia naquele momento, os mais brutais, perigosos,
doutrinados, obstinados, mentalmente deformados, doentes. Nos documentários mais antigos eram pobres crianças obrigadas a ir para a guerra pelo exército nazista; agora, sem
censura, veio a tona pré adolescentes e adolescentes sem qualquer limite para proteger seus líderes, o que de fato eram então. Aliás, como muitos são hoje e sempre foram; é um estágio biológico típico da idade.
Há filmagens de vários comandantes, de vários países,
principalmente ingleses, americanos e russos, fazendo inspeção nos recém
descobertos campos de extermínio. A loucura esquelética e morta que está no
chão já se viu e, infelizmente, já nos acostumamos, se é que algum dia se
poderá acostumar e aceitar. Mas estas filmagens coloca um longo foco nas
expressões dos comandantes, de suas tropas e dos que os cercam. Filmam de frente o
numeroso grupo de jornalistas que foram levados para ver a monstruosidade nazista
e fixam a imagem em suas expressões incrédulas, deprimidas, mesmo para quem estava cobrindo uma carnificina generalizada. Aparece neste contexto um comandante da SS nazista vindo sorridente e com mão estendida para o comandante aliado congelado pela raiva, que fica com as mão imóveis junto próprio corpo. O nazista não dá atenção, recolhe a mão, segue falando como se aquele fosse um encontro
trivial, como se dando as boas vindas ao inimigo intruso em seus afazeres.
Muitas imagens do exército russo e seus comandantes. Jamais havia visto estas imagens por que o que, nós ocidentais, víamos era o que o nosso lado tinha interesse em mostrar. A alegria e
grandes comemorações por todas as partes. Corta para soldados do exército alemão rendidos caminhando
ensanguentados, alguns velhos, muitos assustados. E assim seguem as imagens. Fica claro que a guerra não acabou e pronto, mas que a loucura se estendeu ainda por um bom tempo, bom tempo.
No Revisitando a II Guerra Mundial pela primeira vez se vê filmes
da tropa aliada executando soldados da Alemanha já completamente rendidos, de
braços abertos e para os céus. Não havia como mante-los vivos. Não havia água, comida, remédios, soldados disponíveis para fazer a segurança. Não há bonzinhos, há uma guerra mais que
sanguinária. Literalmente bombardearam cidades industriais alemãs até que elas
ficassem absolutamente arrasadas, no chão. Vi Stuttgart, não preciso ver mais. Foi muito mais arrasador que as bombas atômicas do Japão,
o que nunca havia sido dito.
Ainda há uma história que tem que ser contada. Certamente há
muito material censurado. A geração pós II Guerra Mundial ainda não viu nada.
Hoje olho as construções e as paredes destas pequenas e maravilhosas vilas europeias e é fácil ver que boa parte delas foi bombardeada. E eles, europeus, aprenderam com a
guerra. Hoje buscam o acordo, a paz.
Não temos documentários neste nível sobre praticamente nada no Brasil. Dentre o pouco que temos, pouquíssimos documentários são neutros, contam a história verdadeira.
Não há interesse em contar nossa história por que nosso inimigo está dentro de cada um de nós mesmos e tem nome: covardia. "Moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza; Que beleza, mais que beleza, tem carnaval..."
Não há interesse em contar nossa história por que nosso inimigo está dentro de cada um de nós mesmos e tem nome: covardia. "Moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza; Que beleza, mais que beleza, tem carnaval..."
terça-feira, 9 de junho de 2015
pedalando contra o vento...
Estou em Angers, no Pays de la Loire, "pedalando contra o vento,
sem lenço sem documento..." Não sei quantos dias vou aguentar pedalar no
Loire por que realmente está um vento forte de proa. Um ciclista me disse que
hoje está a 29 km/h - na cara. O primeiro dia foi o pior: primeira, segunda,
primeira, segunda, opa... engatei a terceira, trinta metros depois segunda...
Cada vez que dá uma lufada mais forte fico pensando no Zé Lobo e Rodrigo que
estão fazendo o mesmo caminho, mas pegaram um trem para começar na outra ponta.
Não fizeram isto por que sabiam do vento, mas por que tiveram que deixar as
malas em Nantes, para onde estão voltando e onde devem entregar as bicicletas.
Estou esturricado pelo sol e com as pernas cansadas, mesmo tendo
pedalado só 30 km, o que faço brincando em São Paulo. Pensei que o primeiro dia
eu fizesse uns 40, no segundo uns 60... O tempo está mudando, vamos ver como
fica amanha.
Já fiz uns 100 km, e vi um único buraco! Algumas irregularidades
discretas, mas um único buraco, único! É incrível como o asfalto e mesmo a
terra batida são lisos. Para se ter ideia ontem pedalei pelo menos 10 km com a
garrafa de água solta entre os alforjes e não caiu. E olha que passei por
trechos de terra, subi e desci de guia rebaixada, passei por trilho de
bonde....
(Da janela do hotel onde estou dá para ver uma parada de ônibus. Um
senhor cego está esperando seu ônibus. Todos ônibus que passaram pararam
exatamente nele, abriram a porta e todos motoristas informaram que linha era.
Fácil de perceber por que o senhor cego só respondia algo depois de um tempo que
a porta de entrada se abria.
Voltando ao Pays de la Loire. Parei numa vila de 1.400 habitantes para
almoçar. Absolutamente impecável. Aliás, todo o trajeto é impecável, tudo é
impecável. Nossa natureza é muito mais rica e bela, mas não dá para pensar em
montar uma estrutura de turismo como esta por que certamente haveria alguns
probleminhas... Pena, por que é um negócio maravilhoso. Todos ganham,
principalmente a população local. Não sei quanto a circulação de ciclista representa
para o Pays de la Loire, mas certamente é muito.
Ontem dormi numa tenda típica do Himalaia, em forma de oca. Cheguei numa
cidadezinha e vi o esforço que todos fazem para te acomodar. Uma senhora gentilíssima
telefonou para Deus e o mundo para depois de muito tentar conseguir a tenda do
Himalaia. Fui meio ressabiado, mas foi ótimo. É lógico que o banheiro é numa
casinha do lado de fora com privada a seco, ou seja, você faz o Nº 2 e joga
serragem de madeira em cima. Duro foi relaxar e conseguir..., mas consegui! São
três tendas e três casinhas instaladas num gramado forrado com umas
margaridinhas brancas minúsculas. Maravilhoso! Sai para caminhar e vi numas outras
flores um beija-flor de no máximo 5 cm. Sem óculos achei que era um inseto,
depois percebi que era um mini beija-flor. Estava ventando muito e o bichinho mantinha
exata distância da flor agitada. Já tinha visto documentários sobre ele, mas só
vendo para entender como é pequeno. De tão pequeno teria que fotografar muito de
perto, uns 20 cm se tanto. Com o vento chacoalhando tudo, flor e beija-flor,
simplesmente nem tentei. Depois disto passei acreditar em gnomos e coisas do
gênero.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A política e a rede social
Ouest France
Justice et LibertéLundi 8 juin 2015
Commentaire:
La politique autrement
http://politique.blogs.ouest-france.fr/archive/2015/06/08/la-politique-autrement-14219.html#more
O artigo fala sobre a questão do impasse que todo mundo está passando: de um lado a política tradicional, doutro as redes sociais. A questão é muito mais complicada do que esta dualidade monolítica. Como fazer a transição entre as estruturas administrativas e gerenciais que existem e o mundo novo, se é que ele realmente existe, das redes sociais. Meu medo está na negação do passado que se tem feito do que nos trouxe até aqui, e a vontade de se jogar numa novidade, a rede social, que ninguém sabe exatamente o que é. Acredito que o caminho estará entre os dois polos. "Não existe milagre", não existe situação pronta, tudo se tem que trabalhar, conversar, dialogar, ceder, ceder, ceder.
O ponto principal não está sendo discutido, que é mais gente que nossas forças e o planeta pode aguentar. Tudo está entrando em colapso e deve piorar. A população não para de crescer e envelhecer, uma fórmula matemática que tende a dar erro constante.
Ainda vou escrever sobre minha palestra no Velo City por que "Rede social, Qualidade e Equidade" tem justamente a ver com toda esta história. Estou publicando o link deste artigo pela ironia do destino de que tenha sido publicado agora, logo depois que ninguém entendeu uma palavra do que disse. E como PS.: Não entenderam por que eu não soube deixar o recado, o que é relativamente comum. Se tiver um amigo que consiga ler o texto em francês peça uma ajuda por que vale a pena. Aliás, francês é uma língua que traz uma bela abertura de horizontes.
viajar como um adolescente
A bicicleta preta, básica, frágil, seis marchas, manetes plásticos, freios em aço, bagageiro de aço fininho, para-lamas, é uma brincadeira meio inconsequente de quem definitivamente não quer voltar a juventude, mas quer rir das próprias loucuras passadas. "Ou você ri da vida, ou a vida vai rir de você", diria minha mãe, mulher de rara sabedoria.
Em Nantes, pela manha, toquei os alforges da coitada da bicicleta, mais a mochila, duas travas, mala-bike, e carrinho de carregar os alforges, e deu nisto que se vê na foto. Quando olhei a 'coisa' desandei a rir sem parar. "Vai desmontar. E eu vou ficar louco".
Felizmente as estradinhas para ciclistas e pedestres daqui, Pays de la Loire, França, são de uma 'lisura' de casca de pêssego. Mesmo os poucos trechos de terra são muito lisos, sem um buraco. A bicicleta não chacoalha, do contrário ainda estaria chegando ao fim do primeiro trecho.
A paisagem é bonita e fica mais agradável por causa da limpeza e ser muito bem cuidada. Como paisagem a nossa, tropical, não existe; dá de dez a zero. Em compensação as cidadezinhas são maravilhosamente bem cuidadas, floridas, limpas, tranquilas, impecáveis. Almocei muito bem num café a beira de um córrego. Um pão de forma com fatias muito finas de maçã verde, camembert, mel, e curry, que foi levado ao forno e servido com uma simples salada de pequenas alfaces. Recomendo a receita, simples e deliciosa.
A bicicletinha veio vem até aqui e tudo indica que continuará assim. Tenho que dar um tapa na centragem da roda traseira e só. Normal para uma bicicleta nova.
Sinceramente recomendo que se leia os sites sobre cicloturismo, em especial o ótimo Clube de Cicloturismo do Brasil, antes de viajar. E não tente repetir as besteiras deste Arturo. Eu só estou viajando no meu passado.
Preferia estar acompnhado, o que recomendo a todos.
sábado, 6 de junho de 2015
Ciclos da vida
Vir aqui para Nantes
e estar no Velo City foi uma experiência muito estranha. Não tenho mais quase
nada a ver com toda esta coisa da bicicleta. Ficaram ótimos amigos e uma
geração que me deixa esperançoso. Meu tempo se foi, como é natural para todos.
A maioria de vocês provavelmente não consegue colocar o dedão do pé na boca, o
que qualquer bebe faz brincando. No geral as coisas melhoram, mesmo que você
fique mais velho, enrugado, lento e peidorento!
Vim para cá por que
quis o destino. Por pura brincadeira fiz a inscrição de ideias que venho
juntando a tempo na última hora do último dia. Sabia do Velo City pelo Eric
Ferreira que havia me pedido minha colaboração num trabalho genial que ele
estava inscrevendo. A minha palestra "Qualidade e Equidade", que na criação
do abstrato obrigatório foi levemente modificada pelo Eric para "Redes
Sociais, Qualidade e Equidade" emplacou. O trabalho do Eric,
"Velocidade efetiva", não. Depois entrou, depois saiu, depois entrou e
finalmente aqui, na hora H não foi apresentado. Uma confusão só. Não muito
diferente do que aconteceu com o meu.
Enfim, quis o destino
que minha despedida do ativismo pela bicicleta, dessa vez uma chique e
internacional, fosse aqui no Velo City. E me despedi em grande estilo: ninguém
entendeu porra nenhuma de minha palestra. Pela cara das pessoas já havia
percebido que minha fala estava um pouco fora da curva. Fica a esperança que
tenha ficado algum petardo em alguma cabeça que lá estava, o que para mim já é
bom negócio.
Tive que trocar de
moradia e quando voltei estavam desmontando tudo no Velo City. O alívio que senti
quando entrei no centro de convenções e vi aquilo já quase vazio foi muito
grande. No final de contas, acho que alguma coisa valeu destes mais de 30 anos
de trabalho.
Amanha vou pedalar no
Vale do Loire. Hoje comprei uma bicicleta muito simples e barata e só me dei
conta que ela lembra demais minha primeira bicicleta quando estava fazendo os
últimos ajustes. Fiquei lembrando de como, na garagem escura do meu prédio,
apanhei para regular a minha primeira bicicleta, que hoje sei que era quase
impossível regular. Aquela era branca e amarela, como a luz, um ponto de
referência; esta é preta, cor do vazio, do recomeço. Amanha saio na porra
louca, sem ter nada programado, exatamente como saia quando era jovem.
Dentro de uns dias
volto a São Paulo e para a arte. Ou para um trabalho qualquer. Nâo vou deixar
de fazer arte, seja lá o que signifique isto. Na fila da leitura estão livros
sobre a história do transporte na Itália e França, e outros, mais preciosos,
sobre a história das mulheres e das bruxas. Foram elas que de fato mudaram
nossa cabeça, pode estar certo. A história é sempre dos vencedores, mas nem
sempre a verdadeira. E, como dizia dona Lollia (minha mãe): O tempo diz tudo a
todos.
Velo City Nantes, França
Abaixo alguns links de pessoas ou empresas que participaram do Velo City de Nantes, França, que achei interessante. Muita bicicleta ou elétrica ou com suporte de motor elétrico. Ouvi comentários sobre a pressão que esta indústria está fazendo e olhando a feira do evento fica claro que eles vão entrar para valer.
A maioria do pessoal que conversei reclamou muito das palestras, que no geral foram muito mesmice e um caldeirão de egos. Outro ponto que chamou atenção foi a desorganização. A alegação deles é que o número de participantes foi o maior da história, mesmo assim não justifica alguns erros bobos, como por exemplo não ter um mapa do evento na porta. A mudança de salas marcadas para as palestras e mesas foi irritante. Perdi uma das falas por que ninguém informava corretamente para onde havia sido transferida.
Depois tenho que enviar minha sugestão para o Velo City, que é dividir o congresso em temas, como novas idéias, projetos técnicos, e variedades, e dar tempo para os palestrantes falar. Por incrível que pareça fiz minha intervenção no tempo exato, mas se tivesse mais tempo teria conseguido passar corretamente o recado, coisa que não aconteceu.
http://www.velobility.net/ - Esther Weber, Switzerland
http://bfluid.com/ - sonia.lavadinho@bfluid.com - Suiça - ótima!!
http://tracetel.fr/?lang=fr - Gil Bento / Jean Emery
http://onestreet.org/ - Sue Knaup - sue@onestreet.org - ótima - bicicletaria social
http://www.twinshift.bike/ Norbert Rolland - os dois trocadores numa única mão - genial
http://www.villes-cyclables.org/ - Pierre Sierne - muito bom
http://effia-transport.fr/ - bicicletas coletivas
https://lesboitesavelo.wordpress.com/ - muito interessante, chic
http://www.navico.fi/ - Finland - Pekka Tahkola (é um homem) pekka.tahkola@navico.fi - pedalar a -25º. gente boa
http://www.bikecitizens.net/ - interessante
http://www.terraeco.net/ - revista
http://www.ademe.fr/ - agencia ambiental francesa - desenvolvimento de modos ativos
http://pbsc.com/ - bicicletas comunitárias - Canada e
http://cycleurope.fr/ - bicicletas com assistência elétrica - ótimos projetos
http://www.eurovelo.org/downloads/eurovelo-map/ - UOPS!!!! de arrepiar
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