A onipresença das bets tem de acabar
'A filha está ficando adolescente, então vende o sofá'. Vale a gozacão, que em outras palavras reflete a forma trivial de pensar como nós resolvemos problemas. Como tudo, a nossa questão é educação, a básica do básico, aquela que rege qual linha não se deve passar, que não é inteligente sequer se aproximar. E a falta de interesse do que acontece lá fora, das referências. E o "você sabe com quem está falando? Eu sei o que estou fazendo" que impera entre nós.
Sempre fiz minha fezinha na Mega Sena, mas confesso que tenho uma 'certa' desconfiança sobre a lisura dos jogos oficiais. Como a cidade que mais aposta no país é tão pouco premiada? Por que a lei da probabilidade tem uma variação tão... estranhamente variável? Quantos políticos já ganharam na loteria oficial? Para onde vai de fato o dinheiro arrecadado? Vai para bens sociais, como deveria? Será?
Tirando meus pensamentos conspiratórios, brasileiros têm razões de sobra para não confiar no 'oficial', o que quer que seja, incluindo jogos. Em quem você confia mais, no governo federal ou num jogador de futebol vencedor mundo afora?
Nos falta educação, a social, familiar, e a escolar, o b a ba, nos falta discernimento, capacidade de julgamento, senso pragmático. Nos falta noção de limite. Nosso problemão é o sofá da sala.
Eu gostaria de ver uma entrevista das boas, sem censura, dom jornalista inteligente fazendo perguntas para um bicheiro dos grandes que soltasse o verbo sobre o que de fato foram e são estas bets no Brasil. Eu quero muito saber qual é a história real por trás disto tudo, inclusive os reais vencedores desta história. Pensamentos conspiratórios? Será?
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