Organizações Tabajara. Seu Creysson. Estaríamos muitíssimo melhor se fossemos por aí. Em tudo. Mas não, queremos ser "ríquio", como dizia o genial Seu Creysson, e aí está o problema. Mas "não pode!", como diz a também genial professora da escolinha do Irmão do Jorel, desenho animado.
Neymar não funciona porque é pobre. (Posso bem imaginar o que está passando pelas cabeças que me lêem aqui). Neymar é um pobre-rico-pobre, ou um coitado cheio da grana que pensa de maneira errada. (Melhorou ou piorou o que aqui coloco?). Neymar foi e segue sendo um péssimo exemplo para o país. É excepcional quando quer jogar, começa por aí; 'quando quer jogar'. Mas é mimado, frágil, infantil, não raro não só inútil, mas prejudicial ao time. Não assume sua dádiva, precisa mostrar quão ríquio e puderosio é. E arrasta com este seu pobre-rico-pobre uma geração de jogadores que querem ser iguais fora de campo, porque dentro de campo se ajoelham ao ídolo e sua ideologia futebolista ríquia. Seu Creysson que o diga, que narre a partida com o 10 nas costas caindo para a torcida. Heresia total, camisa 10. Falta de respeito ao Negão, ao gênio, ao semi deus atleta do século, Pelé. Ao rico rico rico humilde. Obrigado Pelé, obrigado.
Neymar será um reflexo dos Vorcaros do momento? Ou o contrário? Afinal, seus parças são tão parecidos com os Master. Não será o vexame de nossa seleção um simples reflexo do que este país se transformou há muito?
A genial riqueza de nosso futebol, aquele que se perdeu no passado longiquo, foi-se com o sumiço dos campinhos, da várzea, com a destruição de nossas cidades, o brutal empobrecimento de nosso pensar, ver a vida, entender o que realmente é riqueza, cultura, tradição, educação, respeito, respeito ao próximo. Brasil é um pobre-rico-pobre país, ou somos todos, com certeza.
Os últimos momentos de Neymar em campo representando nosso país foi um asco que deveria ser reprimido com veemência. Mas não. Mostra bem no que nos transformamos.
JK pensou 50 anos em 5, e embarcamos nele. Coisas deram certo, coisas deram errado, mas demos um belo salto a frente. E nossa seleção começou então a trazer a Jules Rimet para casa. E aqui, neste Brasil, foi roubada e nunca mais se soube da original. O que está lá é uma cópia, em outras palavras, uma vergonha nacional. Símbolo do país que vinha com força e está aí para quem quiser ou não quiser ver. A roubada deve ter sido transformada em churrasquinho com cerveja para os parças, e nenhum deles deve ter se interessado como aquilo aconteceu. Dane se! Exatamente como agora. Vamos para o próximo churrasquinho.
Tetra e penta foi construído em cima de exemplos que estavam lá, jogando ou treinando. Não me lembro de nenhum deles esnobando suas riquezas para subordinar seus semelhantes e companheiros à sua glória. E aqui chegamos ao "eles e nós", tão brasileiro, tão canarinho. Eu diria, tão canalhinho.
Viva seu Creysson, viva as Organizações Tabajara. Aquele país, aquele Brasil, aquelas nossas seleções eram muitíssimo mais ricas do que isto que temos hoje. Ou se ri da vida ou a vida ri de você. A única saída para esta tragédia anunciada que temos agora é a esculhambação. É muitíssimo mais inteligente do que todos estes imbecis nos estão propondo e prometendo.
Não tenho dúvidas, 7X1 foi pouco. E digo como brasileiro, de família de brasileiros, de tradições brasileiras, de esforços suados, amados, trabalhados para construir um país, o Brasil.
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