quinta-feira, 3 de abril de 2025

Crescem os números de mortes no trânsito

Fórum do Leitor
O Estado de São Paulo
Rádio Eldorado FM

Foram divulgados o números de mortes no trânsito de São Paulo, e cresceram, muito, são os piores em muitos anos, uma  década. Aliás, cresceram como os números da violência urbana, das mortes por assassinatos. Triste coincidência? Não é, tem tudo para não ser. A meu ver são dados entrelaçados, reflexo da qualidade de vida geral que temos, ou, melhor, nos permitimos ter. É o que somos. 

O drama social do Brasil é de total responsabilidade de cada um de nós, do completo desinteresse dos brasileiros pelo coletivo, a única forma de resolver qualquer situação. Estou errado, a responsabilidade é das autoridades, como insistem? É mesmo? Quais são as outras hipóteses? Não existe outra hipótese? Eles são os únicos culpados? É mesmo? Só passando para lembrar que o que chamamos de autoridades são funcionários públicos, explicando melhor, os que exercem cargos delegados por nós, cada um de nós, o povo em geral. É mais complicado do que isto? É, mas em última estância é isto, eles são funcionários que contratamos para nos servir, nada mais. Pois então, de quem é a responsabilidade?

Alguém aí está realmente preocupado com a morte do próximo? Se estiver, explica, porque no silêncio, na mudez, não dá para ouvir e entender. Se não se entende, se não se explica, como se pode acreditar?

Os números divulgados sobre mortes no trânsito, ruins, são os brutos, mas... Quais são os dados particulares? Onde, quando, quem, como e por que? Alguém sabe? É fácil criar imaginários em cima de números brutos, uma imagem inacabada da realidade. É muito mais difícil de ser enganado quando a informação vem bem investigada, detalhada, aprofundada.
 
A quem interessa números brutos? 

Como vieram os dados da pesquisa tirados polícia técnica e legistas? Aliás, alguém os viu? Como e por quem foram analisados? Alguém sabe? 
Deixar um morto no meio da rua por horas para só então fazer a perícia é o ideal? Não se perde detalhes que podem mudar a sequência dos fatos que resultaram o acidente e o óbito?

Trânsito pode ser analisado como um jogo onde todos participantes devem respeitar regras e principalmente os outros participantes. A ciência, através dos dados que fartamente coletados em diversas partes do planeta e não só em relação ao trânsito, reza que quanto mais tranquilo, mais calmo for o jogo, menor a quebra do respeito às regras e normas de segurança, portanto menor a possibilidade de acidentes. 
Paz no trânsito, menos acidentes, menos mortes. Por isto a opção pelo acalmamento de trânsito, técnica usada e aprovada em todas partes do mundo onde a acidentalidade é baixíssima. 
Está provado que segregação, qualquer que seja, cria castas, privilégios, o que contribui para uma segurança particular, individual, não coletiva, que numa análise mais profunda não se sustenta para qualquer sistema de segurança. Trânsito incluído.  

Se há uma forte pressão, válida, pelo fim da discriminação, segregação e privilégios, por que no trânsito a opção é por segregar? Sim, eu sei, há situações que separar, segregar, é a única alternativa de segurança, pelo menos por um determinado momento, então pelo menos que se segregue onde de fato é necessário, não indiscriminadamente. Os dados sobre pais super protetores que estão vindo a tona ultimamente colocam este comportamento como um erro crasso. 

Minta, minta, minta mil vezes e a mentira se tornará verdade. Ciclovias e ciclofaixas são seguras. É mesmo? Quem disse? A fonte é segura? Sim, dão mais segurança ao ciclista, mas como, quando, por que e principalmente com que efeitos colaterais? A pergunta que fica: quanto ciclovias e ciclofaixas tem responsabilidade sobre os índices de acidentalidade? Nada a ver? Não mesmo?

Minta, minta, minta! Faz décadas que a melhor opção para a segurança individual foi (e segue sendo) a construção de muros, segurança particular, barreiras e outras medidas segregatórias de contensão. Pergunto: funcionou? A segurança de todos aumentou? Que sociedade temos?

A cidade é a resposta para nosssos dramas. Que cidade queremos? Segregada? Discriminatória? De privilégios? É o que seguimos construindo.

Na Holanda surgiu uma cidade onde se extinguiu as ruas como as conhecemos, ou seja, sem calçadas, sarjetas, ruas, faixas de sinalização, sinais, semáforos, ou qualquer outro elemento que separe, segregue. Foram transformadas em espaços públicos indiscriminado, realmente para todos. O que parece uma loucura para a maioria, e não é, os números provam, é o aprofundamento do conceito de cidades acalmadas que há muito se pratica. Quando implantaram pela primeira vez foi uma gritaria: vai matar muita gente! Muito pelo contrário, diminuiu drasticamente o número de acidentes, e mortes. É aplicável em todo e qualquer lugar? Não, mas é o caminho. Aliás, é sim aplicável, depende da inteligência de quem aplicará. 

Ciclovias e ciclofaixas são necessárias? Sim, certamente são, mas definitivamente não são 'a' solução para a segurança de ciclistas, e não o são porque os dados que se tem são muito direcionados para o que se quer publicitar e ver, exatamente da mesma forma que muros 'são' seguros para seus moradores.

Por que temos toda esta vergonhosa insegurança? O que fizemos deu certo? Não estará na hora de pensar alternativas? Não passamos da hora de ter um olhar mais profundo sobre o que nos afeta? 

Vi este vídeo a seguir sem som, e mostra bem como pode ser a transformação das vias, leia-se espaços públicos, de uma cidade, da organização habitual e tradicional, para as ruas "espaços públicos", sem divisões, sem segregações, sem privilégios. É só um exemplo, nada mais. Por favor assistam, simplesmente assistam, sem 'nós ou eles'. 

Antes de assistir lembre-se que nós, brasileiros, (paulistas, paulistanos, no meu caso) somos seres humanos. A voz corrente que nós somos diferentes se sustenta? A meu ver definitivamente não. Se as cidades são todas semelhantes, se usam praticamente os mesmos conceitos e praticas para se organizar, crescer, fortalecer e enriquecer, porque não se pode usar as mesmas boas práticas experimentadas?

 






quarta-feira, 26 de março de 2025

Degradação da seleção brasileira é reflexo do que?

Fórum do Leitor 
O Estado de São Paulo 

Nosso futebol vem sendo degradado faz muito. Não deixa de ser reflexo de um pais que vem sofrendo uma degradação social espantosa. Os bons números da economia mascaram o nosso fracasso geral como sociedade. Faça um bet, quem será o próximo assassinado? Faça outro bet, quem será o vencedor do BBB de bandidagem e ladroagem? A seleção brasileira é só um reflexo do que é o país. De vergonha em vergonha, de derrota em derrota, sigamos em frente sem olhar para o passado de glórias. Aliás, olhar para trás, quem se importa, quem se interessa, quem sente alguma vergonha.

E no final, selfie!

terça-feira, 25 de março de 2025

Padarias, pães quentes e muito pedal atrás deles

Minha vida nos pedais se consolidou pegando pães saídos do forno e descobrindo novas padarias. Meu santo irmão, dez anos mais velho, comprou uma bicicleta, uma Caloi SS aro 27 sem marchas, em 1976 ou 77. Digo santo porque provavelmente ele tinha consciência que a bicicleta não acabaria dele. Na mosca! Pelo menos eu perguntava "posso dar uma volta?"

Ainda morávamos todos juntos, minha mãe, meu irmão, minha irmã e eu, mais a santa empregada, que era um tanto da família. Na hora do almoço minha mãe vinha e avisava que o almoço já ia sair e pedia o "vai pegar o pão", o que me fazia sair feliz da vida e trazer de volta para casa pão quente, muitas vezes baguete italiana saída do forno que era devorada por completo no almoço, todos juntos, sentados, entre as conversas mais variadas que não terminavam. Delícia! Que saudades.

A 1 km de casa ficava a Padaria Vesúvio, talvez o melhor pão italiano que comi na vida. Sempre estava no caixa um dos donos, José ou Napolitano. Nas vezes que tive esperar a delícia sair do forno os dois davam boa prosa. Foram eles que me deram uma boa noção do que é uma padaria, como funciona e suas dificuldades. Um dia venderam a padaria e não demorou muito os novos donos arrebentaram com o negócio. Com muita tristeza vi o mesmo acontecer com outras padarias. A Colony, na rua Suzano, foi a mais dolorida. Discreta, numa rua passava só o trânsito do bairro, pouco mesmo na hora do rush, tinham um pão preto e um croissant divinos, que demoraram muito para reaparecer na cidade. Não demorou muito para falir.

Pouco tempo depois do desaparecimento da Vesúvio, Colony e da Regente, na esquina da rua Sampáio Vidal com Groelândia, e de outras tantas, a qualidade geral do pão paulistano degringolou por completo. Começaram a produzir pães franceses enormes, turbinados a promato, com gosto para lá de duvidoso, que depois de frio esfarelava, virava pó. Eu odiava, mas era o que o povo queria, era o que vendia. Nunca entendi tanta ignorância palatar. Um horror.

Com meu caro amigo Tio Lu, que conhecia para valer a cidade de ponta cabeça, saíamos para pedalar longe, eu, ele, e Teresa, volta e meia mais alguém, e pelo caminho íamos pingando aqui e ali, pagando pedágio nas padarias. Não faço ideia de quantos cafés por km pedalados fazíamos, e quantas degustações, mas foi aí que conheci várias padarias paulistanas longe de casa e pude ter uma noção clara do gosto paulistano. A maioria era e segue sendo padaria de bairro, nada especial, mas aqui e ali encontramos umas poucas que valem conhecer. Quais? Não digo. O divertido, além do pão, é a descoberta. Não espere que todos os pães expostos sejam maravilhosos. Via de regra sempre há uma especialidade da casa. Aliás, se quiser saber qual o babado da padaria não vá para os recheados, os cheios de fricotes. Para saber a verdade peça um pão com manteiga e um expresso, ou café com leite. Se tirarem o miolo e colocarem margarina saia correndo.

Vale uma explicação. Quem não deu com pães vermelhos, laranjas, pretos ou com formas exóticas? Em grandes padarias esta é uma técnica para chamar clientes. O pessoal compra? Pelo que ouvi dos donos da Galeria dos Pães, não. Boa parte vai para o lixo. Aliás, esqueci de citar a Padaria Dengosa da rua Melo Alves, dos mesmos donos, onde começaram, uma das que fez de São Paulo referência em padarias. Os pães eram muito bons e o sanduiche... ah! o sanduiche. Eles tinham um chapeiro, o Pereirinha, um gênio dos sanduiches, mas cheio das suas. Um dia um dos donos perdeu a paciência de vez e colocou Pereirinha para correr no meio do atendimento e casa cheia.  

Falando desta época, ou de antes, não posso deixar de citar o Beijamin Abraão, provavelmente a figura mais importante da história da padaria paulistana, talvez até brasileira. Minha mãe conhecia e falava muito bem da sua primeira padaria, a Barcelona, numa travesa da Cardoso de Almeida. Não sei quando ele abriu a Beijamin Abraão na rua Maranhão, próxima a casa da FAU USP, onde meu irmão dava aulas. Seu Abraão não só tinha o melhor conjunto de pães da cidade, como criou um curso de padaria que formou toda uma geração, a que tirou São Paulo da deprimente era do bromato e nos trouxe de volta "pães". Um dos crimes que cometi nesta vida foi não ter conhecido pessoalmente o Sr. Beijamin Abraão, ouvido suas histórias, apertado sua mão em eterno agradecimento.

Um dia, já sem o saudoso Tio Lu, fomos pedalando até a São Domingos, que é das mais antigas, conhecidas e respeitadas padarias de São Paulo, pão italiano referência. Tive a sorte de encontrar a senhora que era casada com um dos fundadores, ou dono, sei lá, da deliciosa casa, e ela no meio da conversa perguntou se eu gostaria de conhecer os fornos. Que dúvida? Lá fui eu. Para minha surpresa o discreto sobrado da rua São Domingos que atende o público no que originalmente deveria ser uma garagem, se perde para o fundo em vários níveis e incontáveis fornos. Pedi autorização e ela me permitiu pegar um filão que tinha acabado de sair do forno. "Você vai queimar a mão", me avisou, mesmo assim peguei, voltamos para a loja com o filão sendo jogado para o alto para não queimar, e lá comprei provolone, que derreteu deliciosamente num sanduiche crocante que aí sim queimou minha boca.   

Foram raras as noites que passei em festas ou gandaia. Em Cambuquira, sul de Minas, quando ainda era adolescente, depois de sair da boate, fui pegar pão saído do forno para levar para meu tio e primos. Entrei pela porta de serviço, pedi para acompanhar os trabalhos, põe e tira pão do forno. Xereta, fui olhar a espátula entrando no forno e largando os pães para assar. O padeiro puxou rapidamente a espátula para trás e acertou no meu saco. Foi um dia dolorido, começando com um café da manhã elogiado por todos, as gargalhadas, óbvio. 

quinta-feira, 13 de março de 2025

Bonita? Por favor, olhemos o que realmente importa

Fórum do Leitor 
Rádio Eldorado FM 
O Estado de São Paulo 

Muito muito antes de ouvir a palavra feminismo, praticamente ainda bebê, entendi o valor das mulheres e apoiei toda minha vida em valores de inúmeras tias, amigas, primas, irmã e sobretudo mãe, ou mães, muitas delas seres de rara inteligência, sabedoria e fortaleza. Não só apoiei, como no que pude agi.
Muito antes de Lula ser conhecido ouvia histórias dele e suas negociações estranhas a portas fechadas com a Villares. Meu pai foi o terceiro piloto do avião da empresa e amigo dos Villares.
Muito antes da oficialização do PT fui impedido de participar das reuniões formadoras do novo partido por usar mocassins. Parece piada, mas não é mesmo.


Bonito é um adjetivo que significa agradável à vista, ao ouvido ou ao espírito. Pode também significar formoso, belo, lindo, generoso, bom, vantajoso, nobre. 
Exemplos de uso 
"Ele é muito bonito!"
"Que bonitinha essa sua pulseira, onde você comprou?"
"Aii, que bonitinho o presente que ele te deu!"
Sinônimos de bonito 
Atraente, Encantador, Formoso, Airoso, Elegante, Esbelto, Garboso, Galante, Bem-apessoado.
Origem da palavra
A palavra "bonito" vem do termo latino bonus, que significa "bom". Entrou no português no século XVI, provavelmente depois de ter ido buscar o sufixo diminutivo ito no espanhol


Ou seja, desde criancinha posso dizer que sou pró mulheres, se quiser usar o termo "feminista", ok. 
Tenho várias razões para não morrer de amores pelo semi-deus Lula, salvador das boas causas, e pelo politicamente correto PT. Tenho sérias restrições com o populismo, aliás também com o politicamente correto. Salve Chico Anísio.

O que vem matando o futuro do Brasil são os exageros, inclusive da imprensa, quando urge gastar tempo, espaço e inteligência com o que realmente importa.

O significado de "bonita" no dicionário vai além de dondoca, minha tradução para o que jornalistas estão batendo. 
Por favor, gastemos saliva com o que fará diferença. Deixem para Janja acertar as contas com Lula a quatro paredes. Para isto ela servirá.

quarta-feira, 12 de março de 2025

Atentado na Estação Pinheiros?

Fórum do Leitor
O Estado de São Paulo 

Dois pacotes ou caixas suspeitas foram encontrados na Estação Pinheiros lá pelas 6h00 da manhã. Soube do fechamento do terminal e ouvi a detonação de um dos pacotes. O que quer que tenha sido, quem quer que tenha feito, neste momento plantar algo numa estação é de uma falta de noção completa do que é contexto histórico, coisa de ignorantes, que é o que mais temos neste Brasil. Ofensa minha? Definitivamente não. Os números oficiais do Governo Federal assinam em baixo por mim.

Estou farto de boçalidade dita revolucionária. Quem viveu tempos passados sabe o que falo. Quem não, que ouça Revolution 1 dos Beatles. 
Não entendeu ainda. Ouça o que diz Gabeira sobre estas "ideias revolucionárias". 

Só vamos resolver está baderna quando decidirmos pensar. E eu duvido que aconteça.



terça-feira, 11 de março de 2025

1.000 km? Ou traffic calming?

Já contei várias vezes isto, mas vale relembrar sempre.

Terminada a administração Haddad fui procurado por seus partidários que haviam trabalhado no projeto cicloviário, leia-se 400 km, e me disseram que pelo menos 25% do que havia sido implantado não servia para nada. Passado um tempo um deles, gente que sabe o que fala, afirmou que 25 desperdiçados era pouco. Mais, ninguém sabia e continua não sabendo quanto custou.

Agora estão forçando para chegar aos 1.000 km. Quantos km não servirão para nada? O que do que foi feito realmente vale o quanto foi gasto? Tem dinheiro sobrando? Quais são as prioridades urgentes urgentíssimas dos cidadãos e da cidade para o parco dinheiro?

"Nós (holandeses) pedalamos. Americanos usam capacete".
A ironia, se é que se pode dizer isto, pendurada em grandes placas nas locadoras de Amsterdam, é de um humor inteligente tipicamente holandês, de gente que sabe o que fala quando o assunto é qualidade de vida urbana, cidade e bicicleta, nesta ordem. 
Os holandeses constroem cidades de alta qualidade de vida. Nós brigamos por quando mais melhor.

Nós, paulistanos, não conseguimos nos livrar de nossas tacanhices. Nos recusamos a ver e aprender com o que está estabelecido e apresenta resultados positivos inequívocos. No caso da bicicleta, ou da mobilidade alternativa, continuamos a cacarejar o discurso ciclovias e ciclofaixas, sem saber exatamente sobre o que se fala, mas crendo piamente que é certo, que é verdade. Felizmente sobre o capacete diminuiu a histeria.

Relembrei a crítica sobre os 25% agora porque, muito tarde, se está acertando a geometria viária do cruzamento da esquina da rua Estados Unidos com Canadá. Ou seja, acalmamento de trânsito, traffic calming, a solução que oferece de fato segurança para pedestres, as grandes vítimas de nosso trânsito, também para ciclistas, e todos os outros cidadãos, memo aqueles que muitos ciclistas afirmam que não o são. 
Traffic calming. É o que se faz em todas as cidades civilizadas. Aqui? Acertar a geometria das esquinas, uma cá, outra lá, muito aos poucos enquanto os mortos não esperam, com critério de implantação que não consigo entender bem qual ou para que?

1.000 km de ciclovias e ciclofaixas. Pedestres? Que olhem com atenção para os dois lados.
Se é para falar em números, quantos traffic calming foram implantados?

O uso de bicicleta cresceu 18%? Tenho perguntas. Como? Onde? Por que? O que, ou quanto o sistema cicloviário tem a ver com isto? Quantas perguntas não estão respondidas? 

O número de atropelados também cresceu. Não quero ver o número, mas onde é por quem foram atropelados?

Sou contra ciclovias, ciclofaixas e capacetes? Não, definitivamente não, repito.
Sou contra fazer pelo fazer, fazer da forma como foi feita, quando há provas sólidas e irrefutáveis que há técnicas de engenharia de trânsito para segurança muito mais eficazes para se chegar aos resultados desejados.

É burrice minha ficar batendo na mesma tecla. Confesso estar exausto, mas o que devo fazer? Calar? Nunca!

Estamos assistindo de deprimente camarote a derrocada de um império que se curvou ao populismo da pior espécie. Ignóbil! Populismo da pior espécie são todos.

Aqui estamos. Vamos fazer São Paulo melhor de novo. Acho que já ouvi isto antes.

A ignorância é uma benção... para o populismo.   


segunda-feira, 10 de março de 2025

'cê tenta

'cabou o 'cê senta, começa o 'cê tenta,  que de interessante termina num 69 e inicia o nós que aqui estamos por vós esperamos", inexorável. Não, não é só o que pensa, mas também o chamado da melhor idade, que cansei de ouvir e rir de quem nela está: Melhor idade é a puta que o pariu.

Como dizia meu pai, depois dos 50 se você acordou sem dores é porque está morto. 

Passei do tempo, devo ter um pé no céu e outro no inferno, isto quando as câimbras não me deixam duro. Pelo menos algo ainda fica duro, sempre a perna esquerda.

Primeiros minutos deste dia festivo, acordo suado, calor infernal, ligo a luz e dou com uma senhora barata subindo na cama. Até agora me pergunto que presságio foi aquele.

Obrigado