quarta-feira, 13 de março de 2013

Banania split

O cara sai da balada às 5 horas da manha dirigindo com 3 vodcas e um energético na cabeça, atropela e por sorte só quase mata um ciclista que estava indo para o trabalho. Foge do local. Normal. O motorista é estudante universitário, de classe média. Normal. Cursa psicologia, o que é para poucos. Tem 22 anos, já não é uma criança, imagina-se que deva saber o que faz.

Segundo notícias da Internet vinha brincando com o carro na av. Paulista, fazendo zig-zag para caçar (chutar) os cones da Ciclo-faixa de Domingo que ainda estava sendo implantada. E dentro do espaço conificado, portanto segregado, havia um ciclista...  Com o impacto frontal o ciclista tem o braço decepado pelo para-brisa. O estudante de psicologia, ciência médica, foge do local sem prestar socorro por ter medo da reação dos que estão na rua às 5 da manha daquele domingo. Vai carregando o braço amputado. Vai até um córrego e descarta ali o incomodo pedaço de carne sangrenta. Um pouco mais tarde se apresenta numa delegacia (parece que com manchas de sangue na camisa) “ainda exalando hálito etílico”... , acompanhado de advogado, e (mesmo assim) vai preso. Haja burrice, haja imbecilidade!


Esta não é nada mais que uma história comum e cotidiana deste Brasil brasileiro. Acontece às pencas. O que faz alguma diferença é o braço amputado, mas como normalmente não são divulgados detalhes de nossas habituais barbáries, vai que também é fato não tão inusual assim.


No dia seguinte descobre-se que o ciclista estava na contramão, o que é noticiado aos quatro ventos. Na contramão! Mais tarde é esclarecido que ele foi para a contramão porque ali a av. Paulista já estava conificada para a abertura ao público, duas horas mais tarde, da Ciclo Faixa de Lazer de Domingo.


Quero ver como será julgada pela justiça toda esta história cheia de detalhes. Como ficará a vida do jovem amputado? Dos responsáveis pelo trânsito? E o motorista? As famílias? Amigos? Como seguirá nossas vidas?


Fora o fato normal, o que aconteceu? Como se pode julgar socialmente o estudante de psicologia? Faltou educação? Ética? Princípios morais? Caráter? O que nos falta? O que está acontecendo?


Como você olha o seu Brasil através deste espelho?

segunda-feira, 11 de março de 2013

Banânia sem braço

Ontem, Domingo 10 de Março de 2013, um jovem ciclista trabalhador foi ‘atropelado’ na av. Paulista esquina com av. Brig. Luiz Antônio e perdeu um braço, que ficou preso no para-brisa do veículo que causou o acidente, que por sua vez fugiu e jogou o braço num córrego. O motorista, um jovem que parece que havia saído da balada, se apresentou a Polícia e foi preso. E dai?

Esta história tem sido lugar comum nestas décadas de mortoboys, os inimigos número um do trânsito paulistano (?). E agora mais ainda com a socialização do uso da moto República do Nunca Antes da Banânia afora. Histórias como estas lotam em até 42% dos leitos hospitalares de algumas localidades do nordeste. Com desconto e ficando na média deve dar uns 30 e tantos por cento. Junta ai os pedestres e um pouquinho dos outros do trânsito, incluindo ciclistas. Alguém ai já viu o percentual (do custo) da saúde no PIBinho?
Tirando os garotos e meninas ligados nas redes sociais que foram protestar na av. Paulista provavelmente não vai acontecer mais nada. O pobre trabalhador de 21 anos vai ter que reaprender a viver sem o braço; o motorista vai ser julgado sabe lá quando, a justiça será feita, mas provavelmente não será justa... E a vida continua na República da Banânia.

Infelizmente somos nós, população, e eles. Os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo não nos representam mais, são um outro país, uma realidade própria completamente desvinculada da população. Inclua-se ai, por mediocridade, a imprensa. Eles, brasileiros, governam nós, banânias. O resultado final é pífio, um desrespeito à Lei do Consumidor, que hoje, 11 de Março, comemora seu dia. Eles não entregam o que é devido e Banânia consenti.
Mas esta história também me remete à briga dos estudantes da USP contra a entrada da PM no campus. Aos bares próximos às universidades... No direito à liberdade, digo libertinagem... Na fantástica Constituição moderna que temos... Nos jornalistas assassinados...

Todos os povos têm suas distorções, mas nós realmente exageramos. Mais do que ‘Brasil, um país de tolos’, pode-se afirmar: ‘Brasil, um país de covardes, pobres, ineptos...’ Todos, sem exceção.
Não vai mudar nada.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ponte USP - Parque Villa Lobos para pedestres e ciclistas


Finalmente São Paulo deve ter a primeira ponte sobre um dos grandes rios especialmente desenhada para ciclistas, pedestres e pessoas com deficiência, no caso o rio Pinheiros. Ligará a USP, de sua praça central, ao Parque Villa Lobos, exatamente onde este tem limite de terreno com o Shopping Villa Lobos.
O significado desta obra, caso ela realmente saia do papel, é imenso para o futuro da cidade e da vida de todos paulistanos e, por que não dizer, brasileiros. As mobilidades vivas não motorizadas ainda são relegadas à segundo (terceiro, quarto, quinto...) plano, até mesmo aos olhos das leis, incluindo ai o Código de Trânsito Brasileiro.

Sempre houve inúmeros projetos de passarelas sobre os rios, que por diversas razões nunca saíram do sonho, papel e tinta, e muita conversa fiada jogados no lixo, nada muito justificável. Justificativa mais plausível e real sempre foi a falta de pressão popular, o que é verdade. No passado falar em cidade para vida era coisa de louco, sonhador, utópico, imbecil, este último adjetivo normalmente o mais usado. A atual cidade brasileira foi formada principalmente por engenheiros e sua lógica um tanto cartesiana, completamente apoiados por quem tinha e segue tendo o real poder, construção civil e setor automobilístico, e uma população ignorante e com um forte complexo de inferioridade.
Mesmo sendo quase a realização de um sonho e de achar ‘bonito’ o projeto, gostaria de ter visto mais inteligência, força, simbologia, algo bem mais marcante, afinal é um marco histórico da nossa Inteligência.

Ponte – passarela.... estaiada. O povão adora estaiadas, principalmente nossa classe média e classe alta baixa. Acha chique, coisa de gente rica. Sabe como é? Faz vista! É moderno. É mesmo? Mas custa algumas tantas vezes mais que uma ponte normal. Não fosse estaiada sobraria para construir a ponte-passarela-ciclovia ligando bairro e favela Real Parque com o Brooklin, necessidade social econômica urgente-urgentíssima.
Pontes estaiadas roubam a perspectiva do horizonte, do ver longe. É uma intervenção vertical sobre as águas, como a imensa ponte estaiada do Brooklin, que aliás não foi a nossa primeira estaiada e que também desrespeita a lei por que não serve para pedestres e ciclistas. Simbolicamente paulistana.

A futura ponte-passarela-ciclovia faz par, isto sim, com a chiquérrima estação Santo Amaro do Metro suspensa sobre o mesmo rio Pinheiros.  Guarda as mesmas linhas de todas passarelas das estações da CPTM. Forma um conjunto. Oferece conforto de cobertura e certa proteção de ventos. No Ano do Dragão Chinês parece o próprio. Ou remete as maravilhosas pontes cobertas, em particular a de Zurique.
Não é por que a maioria das nossas pontes e passarelas é um horror temos que descartar projetos em concreto propendido em balanço, ou outras soluções de desenho leve, como se discretamente jogadas no ar, e que interferem tão pouco na paisagem que a população praticamente não as vê. Não confunda técnica mal aplicada com produto de baixa qualidade. Não confunda frufru e geringonça com obra de arte. Estaiada discreta é bem legal. Por que não com o estaiamento invertido?

Pelo que se vê nos desenhos de divulgação fico com dúvidas sobre como será seu funcionamento, se haverá horários de restrição, principalmente por que USP e o Parque Villa Lobos tem horário de fechamento.
Ficarei feliz, muito feliz, quando for inaugurado. Espero que eu olhe a obra final e diga: “Cara, que texto eu fiz? Isto aqui ficou muito legal!”. Não tenho medo de errar. Tenho medo de parar de sonhar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

8.666

Para quem não sabe, 8.666 é o número da Lei de Licitação em vigor no Brasil. Costumamos dizer que é a lei do infinito (8) apocalipse (666), uma brincadeira que está muito próxima da mais pura verdade.

A lei 8.666 foi criada na melhor das intensão e tem por princípio que as licitações devem ter como prioridade o menor preço. Qualidade fica em segundo lugar, mas com uma série de instrumentos de controle. Instrumentos de controle? No Brasil, principalmente no Brasil atual? Piada! Não funciona! O resultado é o que se vê por ai, em todas as partes: péssima qualidade, tudo desfazendo rapidamente, perdas imensas, impossibilidade de bom uso; problemas com transporte, saúde, educação, serviços públicos de toda ordem... Um lixo.
Mesmo quem sempre defendeu esta Lei de Licitação está mudando o discurso. A boa intensão não funciona, nunca funcionou, é um desastre. O Brasil empobreceu muito depois dela. Vale para tudo, da compra de papel a construção dos estádios da copa, da falta de papel higiênico nos aeroportos a ambulância do SAMU quebrada.

Um dos problemas para a lei 8.666 não dar certo é a baixíssima qualidade do trabalho prestado pela grande maioria dos brasileiros, tanto na habilidade específica, quanto no caráter. O prazer, correção e a honra do trabalho estão hoje passados.
Infelizmente tive que fazer uma obra de reforma de um banheiro. Quem já teve a experiência sabe do que estou falando. A obra que deveria estar pronta em 15 dias, ficou em quase 3 meses; o horário de trabalho deveria ser de 8 horas diárias, mas o pessoal, quando vinha, chegava lá pelas 10 h e ia embora lá pelas 15 h antes do trânsito. Obviamente paravam para almoço. paravam por falta de material (não pedido). Obviamente estouraram um cano, encheram de água; deixaram a obra inacabada, com problemas de acabamento, limpeza, mal funcionamento, esgoto entupido por uma palha de aço jogada na privada, os outros cômodos sujos, paredes com mãos, móveis manchados... Fizeram, refizeram para corrigir o erro... Desapareceram ferramentas minhas, algumas vistas nas mãos deles, apesar de meu pedido para não toca-las. Um quarto fechado a chave foi aberto e revirado, roupas desapareceram, um brinquedo raro foi quebrado... Custou umas 3 vezes o previsto, sendo que boa parte do custo foi para pagar erros básicos e estúpidos dos próprios trabalhadores... Não deveria reclamar por que não foge a regra do que contam amigos que trabalham na construção civil, ou mesmo do que vi na reforma das ruas de meu bairro.


Bernardo, ótimo ciclista, preocupado com a qualidade, faz mecânica e manutenção de suas bicicletas em casa por que praticamente não há mecânicos de qualidade no mercado. E a situação só piora. Não é só nas bicicletarias, mas na maioria dos setores, públicos e privados, a qualidade da mão de obra só piora. Mas porque acontece isto?
Olho para o que aconteceu em meu banheiro e para minha vivência com a Argentina, junto os dois e tenho uma teoria, senão uma certeza: o problema é o caráter coletivo no ar, desintegrado por este populismo barato e extremamente perigoso.

Continuo buscando resposta e olho mais longe, para o Brasil de “antes”. Sempre tivemos um problemão de educação formal, escola, mas também sempre tivemos uma mão de obra que se esforçava muito para trabalhar direito, para crescer, progredir. Progredir! E construímos um país. Não se pode negar que naqueles tempos, do antes, construímos um país, andamos para frente, que as coisas que foram feitas naquela época duravam. Havia muitos e graves problemas, mas aos poucos fomos para frente.
O desrespeito que o trabalhador (?) tem pelo trabalho é notável. Trabalho hoje é quanto e ponto. Perdeu-se a noção de trabalho ligado a honra, a uma obra, ao futuro coletivo. Eu sou pobre e tenho direito vem em primeiro e disparado no frente.

Infelizmente poucos que creem na construção de um Brasil justo falam sobre a importância da qualidade, que só é construída sobre os pilares da boa educação e principalmente de bons valores sociais. Infelizmente socialistas e comunistas de plantão ou ocasião, como os de hoje, se esquecem que o justo objetivo só é alcançável dentro da coletividade e honestidade. Coletividade significa todos, sem distinção. O que temos hoje são aproveitadores que estimulam o consumismo e individualismo exacerbado em troca de votos para a permanência no poder. Nesta condição é impossível fazer valer algumas leis bem intencionadas. Lembre-se disto quando passar por aquele defeito na ciclovia recém construída.

Vale a pena ver a fala do Alexandre Garcia no Bom Dia Brasil de 04 de Maço de 2013: http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/v/alexandre-garcia-questiona-a-ma-qualidade-das-estradas-brasileiras/2438901/

E o texto de Renato Janine Ribeiro, “Ciclistas apoiam a democracia?”, publicado no Valor Econômico também de 04 de Março de 2013: http://www.valor.com.br/politica/3029706/ciclistas-apoiam-democracia#ixzz2MZu3JCWa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Fórum Mundial da Bicicleta 2013, Porto Alegre, RS

(Minha fala, última mesa do Fórum Mundial da Bicicleta de 2013)
Começo com uma provocação:
Você já leu a bíblia? Deveria. Dependendo da versão, é um fantástico livro. Trata sobre comportamento e organização social. Li, não faz muito tempo, a versão de um missal que foi de minha mãe quando jovem; leitura muito leve e agradável. Pouco depois de ler o missal encontrei a Bíblia que éramos obrigados a ler no colégio de padres que estudava então, uma versão de texto pesado, cheio de preconceitos, o que me fez ter horror pela igreja. Tentei ler o Corão, mas não consegui por que era muito pesado. Talvez tenha outra versão. Já li um resumo do Bhagadav Gita, dificílimo, e algo sobre Budismo. Infelizmente não sei nada sobre o Torá.
Recomendo a leitura do livro “bíblia”, numa versão neutra, simples, como meio de compreensão do que somos. Também é uma história fascinante.


É da condição humana o péssimo hábito de rotular tudo, situações e pessoas. Trazemos a realidade para que esta se encaixe o melhor possível em nossa vida e capacidade de aceitação. Há um componente biológico que traz uma necessidade de ambientar a própria consciência num cenário imaginário no qual se possa sobreviver. Do receio ou medo do que nos cerca surgem mitos, fantasmas, fantasias.
Com o tempo e os fatos da vida amadurecemos e a realidade fica mais lógica, compreensível, menos assustadora. Isto acontece tanto pelas experiências da vida quanto pela desaceleração biológica do próprio funcionamento do corpo. O mesmo acontece com a sociedade.
A melhor e ao mesmo tempo a mais malévola qualidade é nossa imensa capacidade de adaptabilidade, seja para o bom ou ruim. Adaptabilidade muitas vezes leva a aceitação, que exagerada é veneno mortal.
 

O que vi ou ouvi no Fórum Mundial da Bicicleta de Porto Alegre 2013 me deixou... alegre, feliz de verdade. É normal que o movimento pró uso da bicicleta amadureça. E amadureceram. Felizmente o forte viés que colava a esquerda e a questão da bicicleta como uma coisa só está se desfazendo, pelo jeito rapidamente. Num passado não muito distante era feita uma mistureba que na realidade é muito prejudicial aos objetivos dos ciclistas, da bicicleta, da própria sociedade e principalmente de cada um dos ativistas individualmente. Fechava-se as portas ou criava-se restrições para quem pensasse diferente, o que é burrice e perda de tempo. Falava-se em processo democrático com uma leviandade incrível. Ainda há um pouco de distorção, mas parece que se vê o surgimento de um caminho novo, realmente democrático.

Confesso que provoquei o pessoal felizmente sem ouvir ou ver caras. É óbvio que a maioria ainda é muito ligada a ideologias históricas da esquerda, mas agora parece que estão dispostos a ouvir. Deu a impressão que caiu a ficha que bicicleta é uma coisa e ideologia e partido político é outra. Uau! Equilíbrio e justiça social não é criação ou propriedade da esquerda, assim como o movimento de melhoria da qualidade de vida nas cidades não é exclusividade do movimento da bicicleta. Muito menos de qualquer de seus segmentos ou grupos.

Fizemos piadas (politicamente incorretas? coisa horrorosa!) entre amigos e rimos muito. Em alguns momentos o fórum lembrava um AAA (associação de alcoólatras anônimos) ou uma assembleia de deus... Nunca vi tanta bicicleta fixa junta, das boas, o que nos leva a que ser de esquerda numa fixa deve ser mais chique (e caro)...
Infelizmente estava exausto e não acompanhei a bicicletada... ops!, desculpa... a massa crítica... ops! desculpem outra vez... Não, não sei como chamar o passeio. Ops! mais uma vez desculpas; não é passeio... Enfim, a porra que seja, que estava bem bacana e cheia. Também não fui a festa de confraternização, da qual até os mais experientes acharam um tanto estranha (o povo), mas gostaram.
Pelo que soube todo evento foi organizado essencialmente por cinco pessoas, a maioria meninas. Através de arrecadação espontânea pelo site conseguiram cobrir os gastos, o que me deixa muito feliz, feliz mesmo. Em várias oportunidades do passado o evento tão de ‘companheiros’ sobrava feio no rabo do organizador. Eram todos iguais, menos na hora de socializar os custos. Típico. Socialismo é bom com o dinheiro dos outros, diz a piada.
Não posso deixar de elogiar a programação e o público presente, sempre enchendo as salas, algumas com palestras ou falas simultâneas.
 

Aproveitando a oportunidade fizemos um encontro para falar da UCB – União dos Ciclistas do Brasil, que não anda nada bem das pernas. Estou presidente, com restrições, e espero que consigamos resolver as questões e que a UCB tenha futuro promissor.


Passei por Joinville para ver como vão os trabalhos de reabertura do Museu de Bicicletas de Joinville, que ficou fechado nestes dois últimos anos e tanto, numa ação que a administração da prefeitura do PT de então nunca conseguiu explicar bem a razão. Patético e sem sentido. Bom, enfim, dia 9 de Março próximo o MUBI reabre as portas com garantias de bom futuro.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MoMA coloca no catálogo uma bicicleta

The New York Times

February 13, 2013

Wheelies at the Museum

“When we were planning the spring catalog, I came across a Brooklyn Cruiser parked in SoHo,” said Emmanuel Plat, merchandising director of the retail division of the Museum of Modern Art, explaining how a bright red bicycle happened to be among the MoMA Store’s latest offerings. “We liked the idea of supporting a local company with an attractive and affordable bike that is great for commuting.”
Brooklyn Cruiser was founded two years ago in Williamsburg by Ryan Zagata, who designed the red bike with Grant Petersen, taking their inspiration from 1950s Raleighs. The step-through style, with cream-colored tires, sells for $580 (the wooden crate is $80 extra). The red color is exclusive to the museum and available only in a limited edition of 15; a black option is not limited.
Information: (800) 851-4509 or momastore.org.

http://www.nytimes.com/2013/02/14/garden/a-limited-edition-bicycle-from-brooklyn-cruiser.html?emc=eta1&_r=0

É muito simbólico que o MoMA, um dos principais museus de NY e do mundo, tenha em catalogo uma bicicleta, como esta Brooklyn Cruiser, cópia, ou inspirada em uma Raleigh da década de 50. No Museu da Bicicleta de Joinville, que reabre neste próximo 9 de Março, há uma original. Não só a Raleigh usou este desenho simples e belo.
O fato é que a bicicleta está se instalando como realidade da vida de todo nível de classe social para a população de NY, que uma importantíssima ponta de lança de modernidade para o mundo.

Julgamento de ciclista em Boston enfurece ciclistas

The Boston Globe

 
http://www.bostonglobe.com/metro/2013/02/15/cyclists-react-with-anger-after-grand-jury-returns-indictment-wellesley-bike-crash-case/JDTtJSawtj34hxAAP5Y0RI/story.html?camp=newsletter

Situações como esta são relativamente normais em todas as partes. Já li sobre alguns casos nos Estados Unidos e provavelmente devem ocorrer em outras partes.
No Brasil, um dos campeões mundias de linchamentos (fato real), é regra culpar o outro, no caso motoristas, mesmo que depoimentos e provas não deixe dúvida quanto a responsabilidade do ciclista. Repito, infelizmente o brasileiro tem o péssimo hábito de se achar sempre vítima e que a resposabilidade é do outro. É óbvio que somos todos humanos e não somos únicos, mas lá fora os limites são bem claros, estabelecidos por lei e por comportamento social.
Distorcer a realidade é ruim para se chegar a justiça honesta e péssimo para a segurança de todos ciclistas no dia a dia do trânsito.
Infelizmente tem muito ciclista repetindo a deprimente história dos motoboys. Bicicleta é do bem, deveria ser mesageira de paz e qualidade de vida, e não símbolo de insegurança e vítimas.
Joga o jogo. Quer perder ou se machucar? Fica resmungando. Afinal, "quem não sabe perder jamais saberá vencer"