Tenho que pedir desculpas por vários textos que tenho publicado. Tenho entrado em temas e assuntos que não creio estar dentro do que este blog propõe. A bicicleta, a escola e a vida, no fundo no fundo tem a intesão de levantar pontos e ideias que ajudem a pensar e se possível agir para melhorar a qualidade de vida de todos, sem exceção. Alguns parecem desconectados do propósito, mas não o são.
Fui educado, quase condicionado, para a prioridade. No sentido coletivo o ensinamento ficou claro e é posto. No pessoal nem tanto ou pouco, mas isto é outra história que não vem ao caso.
A prioridade máxima neste momento é evitar que o Brasil colapse para valer. Nem nos piores momentos dos anos militares, que chamo de 'dentadura', e tenho minhas razões, a coisa ficou tão ruim, tão fora do controle, tão inaceitável, tão absurda como temos agora. Falo isto porque vivi num vasto meio que tinha de tudo, esquerda revolucionária, esquerda, centro, direita, direita religiosa, extrema direita, etc..., portanto me sinto cômodo no que penso. As gerações daquela época podiam ser o que se bem pensem, mas uma coisa é certa: tinham noção clara dos limites que não se devem cruzar.
Com muitos que tenho conversado, alguns de esquerda, todos concordam que se esta escala de estupidez que vivemos hoje tivesse acontecido naqueles tempos duros, os militares teriam dado um basta inclusive metendo em cana os mais assanhadinhos da direita, da sua própria turma, como aconteceu. Há histórias endossando este meu pensamento, a mais conhecida foi eles, militares, terem dado um basta na ala mais alucinada no pós Herzog. Aliás, como foi feito pelos militares na tentativa de golpe atual quando Bolsonaro foi avisado que se continuasse seria preso.
Quis a vida que praticamente todos anos entre 1969 e 1980 eu fosse mandado para Buenos Aires nas férias. Sei bem o que um desvario como o que estamos vivendo pode fazer com um país de grande potencial. Os populismos fizeram Argentina caminhar para trás, desintegrar lentamente, durante 70 anos seguidos, com seguidos voos de galinha que sempre acabaram na goela das raposas. "Foda-se o povo". Não quero que repita aqui, mais, não quero que continue se repetindo aqui.
Temos que encontrar um caminho seguro. Não existe segurança quando há histéricos sem controle alucinando todos em nome de seus próprios delírios.
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