terça-feira, 22 de setembro de 2026

O que dá certo no Brasil (e no mundo)

Duvido que algum candidato se interesse realmente por este precioso artigo. Nosso formato de eleição não abre espaço para colocações como a desta preciosa verdade aqui apresentada. Bandeirolas? Horário político obrigatório? Debates de duas horas com candidatos ausentes e temas genéricos? "Nós ou eles" e todos seus fanáticos seguidores já deram provas cabais que querem o poder, o resto que se dane. Acho deprimente escrever isto, mas creio com profunda tristeza que não esteja tão errado.

Chama atenção datas citadas para a criação da Embrapa, ITA e Embrear, 1969, 1970, plena 'dentadura'. E em relação ao Porto Digital, 1990, poucos anos pós 'dentadura'. Nos comentários vem outros exemplos, todos do mesmo período. Eu citaria a Engesa. Gurgel não, há muito de nacionalismo aí e desconhecimento do interno. De qualquer forma, as datas de suas criações foram dentro da 'dentadura' ou embrionadas ali. Não é uma defesa, é um fato. Algum exemplo tão notável pós ditadura? Por favor, dêem.

A única saída para o Brasil, como para qualquer sociedade do mundo, em qualquer momento da história, está na qualidade, que, como citado no texto, por vezes pode não funcionar por diversas razões externas a qualidade. Mas sem qualidade não há progresso, não há futuro, ponto. Os brasileiros, todos, de todos níveis econômicos e educacionais, sem exceção, ainda não entenderam isto. Se tivessem entendido haveria apoio maciço à pesquisa, o que definitiva e vergonhosamente não temos.


A filosofia irresponsável do precisamos de quantidade para distribuir trás consigo um futuro incerto, errático, que em algum momento vai dar problemas, vai sobra para muitos alguens, isto é líquido e certo. Muito pior é o faz de qualquer jeito, instituição brasileira, marca registrada, desastre certo.

Obrigado pelo artigo. Pena que só vá ser lido por assinantes. Fico ansioso pelos artigos complementares.

Deixo meu profundo agradecimento ao Marcos Lisboa, um brasileiro. De verdade.

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