quarta-feira, 18 de março de 2026

Pesquisa Radio Eldorado sobre o trânsito de São Paulo

Rádio Eldorado FM está pedindo comentários sobre nossa vida no trânsito de São Paulo, que vem piorando de maneira assustadora. 
Mandei para eles um pouco do que conheço desta história de como chegamos nesta situação horrorosa. 

Em 1965 Arturo José Condomi Alcorta levou para o então diretor de trânsito, Coronel Fontenelle, a mudança das parábolas dos semáforos, o que tornou visível as luzes vermelha, laranja e verde. Projeto dele Arturo José e de seu primo José Luiz Whitaker Ribeiro (fundador da Engesa).

Logo após Arturo José apresentou um projeto de sincronização sequêncial dos semáforos, como usado em Buenos Aires e em diversas capitais do mundo. Foi recusado.

A história de um olhar para o trânsito errada vem de longe e foi alertada por diversos estudiosos e especialistas sobre cidades.

Na década de 70 houve uma gritaria por parte de eminentes urbanistas contra a construção do Minhocão e de outras obras viárias pontuais que estavam fadadas a criarem problemas futuros. Criaram, a prova está ai.  

É o caso do Boulevard Paulista, obra primordial para o trânsito não só local, morreu nos seus primeiros metros. Como estaria a Av. Paulista se seu trânsito tivesse dois níveis, um deles privilegiando pedestres? 

Desde 1898 as grandes cidades se reúnem para trocar experiências que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos. Desde que me conheço por gente ouço "somos diferentes, sabemos o que estamos fazendo".

Nós anos 80 Mario Covas Prefeito deu início a um projeto de transporte coletivo baseado na experiência de Curitiba. Seu sucessor, o personalista Jânio, deformou a ideia inicial.

Erundina declarou que um de seus maiores erros foi acabar com o projeto Boulevard JK. Ou seja, trânsito expresso no subsolo, e local privilegiando pedestres e ligação entre bairros.  
 
Visitei a Central CET Bela Cintra em 2005 e pasmado constatei quase a metade dos monitores apagados, outros sem nitidez, e o uso de computadores ainda de tela verde.

Na administração Haddad se tentou fazer uma gambiarra no sistema dos semáforos, mesmo com inúmeros alertas que não funcionaria. Não funcionou. 

Os novos semáforos, outra solução mais em conta, como manda a lei de licitação, já estão apagando.

Faz muito que parte do corpo técnico da própria CET pede a mudança completa de todo sistema semafórico e outros investimentos urgentes para o trânsito de MSP.

A pergunta que tem uma resposta consistente se deve fazer é para a população: vocês se interessam mesmo, de verdade, pela melhora no trânsito? Sinceramente, eu duvido. Que realmente se interessa vai atrás.


Muda administração, mudam as prioridades. Não há continuidade. Não há projeto. E vale afirmar, a população entalada no trânsito não se manisfesta.

Analise

A análise da curadora Téo Foresti Girardi mais que merece u a leitura cuidadosa, deve ser tomada como um norte pelo qual devemos nos movimentar para alcançar. 
Como pensar plano, como abranger em círculos o que realmente é produtivo? Como aproveitar uma oportunidade histórica?  

Como acontece com frequência, comentários a textos, análises, proposições, são feitos com soberba. Soberba temos ou somos todos, mas qual é o limite entre o construtivo e o destrutivo que devemos aceitar numa soberba? Como filtrar o conteúdo da soberba mais soberba, do espelho, espelho meu, alguém mais inteligente que eu? Eu diria treinamento, o que nos falta. Me falta.

Liberdade de expressão? Apoio, total, mas uma coisa é liberdade de expressão, de ser, e outra é usar ferramentas expressivas, batidas, que já cansaram, para misturar coisas, confundir, sabotar pelo sabotar, pelo prazer de se posicionar socialmente nas mídias enaltecendo sua própria gloriosa soberba. 

Tenho lutado muito para não me empastelar com minhas próprias soberbas estupidas. Olho para trás e vejo quanto foram improdutivas, para mim e para a construção coletiva, que bem lá no fim das contas é o que realmente conta. Até para mim mesmo.

Se lerem os comentários desta análise e acharem que errei, por favor, peço que digam. 
Não posso copiar e publicar comentários dos outros aqui. 
Adoraria debater. No tete a tete sou presa fácil. Escrevendo consigo sobreviver. 

co. U

Parabéns pelo texto, parabéns pela inteligência, parabéns pela iniciativa. E sinto muito pelo baixo nível de alguns comentários, aqui e em outras. Já estive no meio da coisa pública e tenho boa noção do que é. Aliás, não é necessário viver um incêndio para ter uma noção do que é. Alguns comentários me fazem lembrar inúmeras passagens passadas onde quem tinha respostas foi ridicularizado por sentados numa cadeira. E cá estamos nós, neste Brasil...

Passamos da hora de quem quer um país de fato começar a ouvir quem realmente interessa, quem realmente tem o que dizer, quem tem ideias positivas, funcionais, por mais difíceis que sejam de implementar.

Lembro de um funcionário público, Renato Brandão, que um dia apareceu com uma pequena lata cilíndrica e disse que aquilo era o futuro, a mesma que hoje enche os supermercados. Foi pesadamente ridicularizado. O mesmo Renato Brandão foi para sul de Minas e criou uma pequena granja de porcos com padrão europeu, foi chamado de louco. E assim foi. Pelo menos os grandes fazendeiros do café, reunidos num canto discreto de uma pequena padaria, quando viram Renato entrar na padaria o chamaram para ouvir sua opinião. O resto é história, o cafezinho nosso de cada dia e nossas exportações quero digam.

terça-feira, 10 de março de 2026

Semáforos que apagam. Economia estúpida.

Sobre semáforos quebrados, quando a imprensa vai fazer uma matéria profunda sobre a qualidade da semaforizacão que temos em São Paulo. A troca pelos novos, os de borda amarela, falham tanto quanto os velhos. Os velhos, os ainda da geração gambiarra feita pela administração Haddad, tentava de solução barata que tinha tudo para não funcionar, apagam na primeira chuva.

Aliás, vergonhoso é uma cidade que responde a 17% do PIB do país não resolva um problema como este que afeta brutalmente a fluidez, portanto a economia. Tempo é dinheiro, nossos brutais congestionamentos são burrice extrema.

Finalizando: ou se faz um projeto para a troca completa do sistema, do semáforo ao softwares, passando por cabeamento e transmissão de dados às telas de controle, ou continuaremos nesta palhaçada.

Resta saber quem ganha com está baderna.
Quem perde sabemos bem, todos nós. Só não entendo por que não há um levante popular contra nosso caos no trânsito. Aliás, entendo. Nós acostumamos com o ruim. Pura e deprimente verdade.

Velhice é uma merda!

"O cú do cupido está entupido" *.
Entupiu. Que merda! Não experimente. 

Fui para Penedo, fugir um pouco da loucura paulistana e aproveitar para subir pedalando para Visconde de Mauá, 1.300 metros de altimetria e 960 metros de subida em 10 km no meio de um verde Mata Atlântica maravilhoso. 

"Cada subida é uma subida" dizem os profissionais, ciclistas. Pura sabedoria. Me lembro das outras subidas longas que fiz e sei que esta foi a mais difícil. Cheguei lá em cima no limite, e não teria chegado caso não tivesse uma técnica apurada. O limite desta vez foi uma área tênue muito próxima de dar ruim, uma sensação estranha de poder, muito estranha, que traz consigo um gostinho de fundo de perigosa irresponsabilidade. Quem já competiu sabe bem que cruzar a linha de chegada no limite do limite é a glória. Se bobear dá ruim, e pode ser bem ruim mesmo.

Larguei muito errado numa prova de mountain bike. Quando dei conta do tamanho da besteira sai atrás do prejuízo. Fiz a subida sem preocupação com o cardíaco e continuei a besteira na descida. Resultado, pedalei uns 50 metros desmaiado, sim desmaiado, com a cabeça gritando "acorda idiota, você está numa competição, acorda!". Quando voltou a consciência, caiu a ficha do absurdo e parei. Contei para meu médico que explicou que eu tinha chegado ao limite máximo do meu coração, o que não deveria repetir. 
Num treino de natação decidi medir forças com um amigo, triatleta profissional. Simples: nadei uns 400 metros lutando para não desmaiar. De novo, coloquei meu coração num limite que não deveria.

A brincadeira para Visconde de Mauá são 960 metros de aclive até o topo da montanha e mais 420 de declive até a vila. Subi consciente, cheguei bem cansado, bem cansado. Quando começou a descida aí caiu a ficha em qual limite meu corpo estava. Na vila acabaram as forças. Demorei um bom tempo para normalizar o cardiorrespiratorio, bem mais que o normal.

Estabilizei, almocei, peguei carona de volta, e terminado o dia estava muito mais inteiro do que imaginava e minha experiência diz que deveria estar. 
A noite fui para a cama sem cãibras, o que depois de tudo não é normal. Enfim, foi ótimo. Dormi bem.

Dia seguinte "o cu do cupido está entupido". Não quero relembrar. Posso dizer que no meio do horror, e toca horror, meu coração chegou muito próximo do limite, mas um limite aterrorizante onde você vira passageiro do estado clínico. Não há forma de conseguir baixar o cardiorrespiratorio, pelo menos não tenho prática, e não pretendo ter.
Resolvido o problema constrangedor, leve feito uma pena, comecei a sentir um leve estiramento no adutor. Só pode ser piada, depois de sair bem da heroica subida da serra, vou sentir a perna no trono?


Sai de São Paulo com a ideia de ver como estava subindo para Visconde de Mauá, descansar uns dias, partir para o Rio e subir o Cristo Redentor. Micou de cara. Uma tromba d'água encheu Penedo logo na  minha chegada. Resultado numa roupa empapada e bunda suja de terra. As notícias sobre tempestades e enchentes fizeram o Cristo Redentor ficar para um dia quem sabe. 
Aliás, nunca fiz uma viagem com tantas intercorrências, no sentido médico e figurativo, quanto esta. Até uma garrafa de mel partiu-se ao meio quase do nada. Vivendo e aprendendo.


* José A B C, grande amigo, disparou no meio de uma aula de religião "o cu do cupido está entupido". O padre, que era uma fera, ouviu, virou-se e seguiu-se uma explosão de gargalhadas da gurizada que demorou para ser controlada. Zé quase foi expulso do colégio, até porque a frase virou hino de guerra nas aulas chatérrimas de religião.


domingo, 8 de março de 2026

"Não adianta falar. Eles não entendem"

Ontem pedi informações sobre dados detalhados de trânsito para uma pessoa que está na coisa pública e tem possibilidade de consegui-los na CET. Em específico, curva de carga de trânsito, horários e locais, para ver novas possibilidades de caminhos alternativos para ciclistas e dar ferramentas de organização para os passeios noturnos. O número de passeios noturnos diminuiu porque dependendo do local e horário de saída o pessoal simplesmente não consegue pedalar. A cada dia aumenta a saturação de carros das ruas e mesmo ciclistas não tem mais espaço para seguir em frente.  Foi um baile até ela entender sobre o que eu estava falando, e a hora que entendeu sua expressão mudou de "o que este cara está falando?" para uma expressão com um jeitinho um tanto "este cara é louco".
E uns dias depois ampliei o pedido para curva de carga de trânsito, horários e locais, valor agregado por veículo, e no rosto dela a expressão passou para um "não acredito, quem interna este fdp!". Mesmo assim recebi como resposta, imediata, tiro certo, que é muito provável que a CET não tem estes dados por falta de pessoal. Deprimente.

Dois depois deste pedido, uma aula de expressão facial, encontrei uma das peças mais atuantes dentro do poder público e fiz o mesmo pedido, contando que já havia pedido o mesmo para outra pessoa, que ela conhece. Ela se interessou, disse que vai ver o que consegue, e sobre a cara de espanto do outro com minha demanda ela deu o tiro: "Não adianta, eles não entendem". Eles quem? "Todos". Ah, ok.

Eu, Renata, Sérgio, e outros tantos pre históricos da bicicleta, tivemos num passado distante inúmeras vezes a mesma experiência que tive desta vez, uma cara de incompreensão seguida de um risinho inconfundível que diz com todas as letras "este cara é completamente maluco, é um idiota". Era e continua sendo uma reação socialmente quase pré estabelecida para tudo que é ou parece ser, ou se quer incompreensível. Dependendo sobre o que se entrava a fundo, antigamente o pessoal ouvia com atenção e fazia de conta que estava interessado ou queria entender. No caso da bicicleta normalmente o martelo estava batido no discurso corrente "bicicleta é coisa de pobre", então era ponto pacífico "este cara (o que está falando sobre bicicletas) é um idiota". 
Para muitos assuntos a reação era mesma, principalmente para aqueles onde havia esta distinção 'inteligentíssima', direi eu, entre pobres e ricos.

Tudo muda. Com tempo a bicicleta passou de assunto 'desinteressante e até desagradável' para um tema que hoje levanta a orelha geral. 
Faz um bom tempo, numa reunião de família, um primo, que sempre fizera bullying sobre meu gosto pela bicicleta, pediu orientação sobre que bicicleta comprar. Infelizmente eu caí na gargalhada e tirei um sarro sem tamanho e em voz um tanto alta que os mais próximos ouviram. Ou, rebati a bola com força e mach point para mim, ele e todos que haviam ridicularizado a bicicleta por tanto tempo de certa forma engoliram o próprio "maluco e idiota" estampado durante anos em suas caras e falas.

Falo aqui sobre bicicletas, mas este desinteresse por muitos assuntos continua igual, com as mesmas reações.

A piãozada se empoderou. Passaram de meros "ignorantes, analfabetos" para os donos da situação. Não que no geral tenham mudado, aliás, mudaram, para pior. Num passado distante eram cuidadosos, respeitosos, a maioria fazia um serviço bem feito, com orgulho do esmero, e terminavam o que estavam fazendo. Hoje, além da "rebiboca da parafuseta" que quem contrata tem que engolir, ou não resolvem o problema, quando resolvem.

"Não adianta falar, eles não entendem", ouvi sobre esta baderna bandalheira asquerosa do Banco Master.

Quem não entende? Todos nós, sem exceção.
Afinal, quem é o idiota nestas histórias?
Não responda que fico deprimido.

Com jeito de comemoração, ouvi "A empresa é ótima, não dá para acreditar. Entraram, fizeram o serviço rápido (a troca de uma coluna de esgoto em dois apartamentos), saíram, e quando fui conferir se estava tudo certo não dava para ver onde eles tinham realizado o trabalho". Deveria ser regra, mas não é. Geralmente entram, quebram tudo, transformam o ambiente em cenário de guerra, fecham rapidinho do jeito que for e saem correndo deixando para trás "tá tudo limpo" tipo cracolândia. 

Eu adoro a expressão "rebiboca da parafuseta", define bem o que nos tornamos, contratantes e contratados. Reboca da parafuseta é um retratos fiéis deste país. Estou errado? Vide nosso índice de produtividade e qualidade, e porque não dizer, no roubo e na corrupção. Fato é que só nós, o povo, estamos nesta contramão.

Publicado no Estadão em artigo opinião de Demi Getschko sobre diferenças de respostas do IA:
É da expectativa humana que, a toda pergunta, se houver uma resposta supostamente correta, ela tenderá a ser única. Pode ser difícil cavar essa resposta no universo do conhecimento, mas, escondida em algum canto, ela seria fixa.



quarta-feira, 4 de março de 2026

terça-feira, 3 de março de 2026

Pedágio urbano para frear o uso do carro

NYC não foi a primeira. Muito antes várias cidades européias usaram instrumentos para frear o uso indiscriminado do automóvel nos centros urbanos. Não só pedágio.

Como europeu passou por duas guerras brutais, a forma de pensar é outra, pragmática. Eles até acreditam em milagre, mas meio da boca para fora. Na hora de resolver as coisas, pensam de maneira prática e realista, o que definitivamente não é nosso caso.

Até dá para impor um pedagio urbano em São Paulo, eu até sou a favor, mas há uma série de senãos aí, começando pela questão social, que aí sim é uma questão a ser muito bem pensada. Em NYC, ou em qualquer cidade européia, não há o abismo social que temos por aqui, o que é um fator a se pensar bem. Pedágio urbano gera mudanças significativas no fluxo de dinheiro. Quanto maior a diferença social, maior o impacto na macro economia urbana. 

Temos que resolver o caos que estamos vivendo e que só piora. Para isto precisamos de um planejamento que olhe para a cidade e seu cidadãos, sem imediatismos ou delírios. É mudança de médio longo prazo, mesmo que necessitemos de uma ação dura para sanar gravíssimos problemas ontem.

NYC começou um plano de recuperação e reestruturação da cidade na década de 80, quando disseram um basta a uma violência incontrolável de 82 assassinatos por 100 mil. O primeiro passo foi colocar ordem na questão social, diminuindo a violência brutal, através do Tolerância Zero. O segundo passo foi iniciar o que é conhecido como Cidade Sustentável, que teve Jeanette Sadik Khan e sua reforma da Broadway av inaugurada em 2007. Pedágio urbano faz parte do processo, de certa forma está contabilizado e equacionado pela população.

Em Bogotá, outra cidade que teve uma profunda mudança urbana, o que Penalosa fez só foi possível porque foi preparado o caminho pelo prefeito anterior Antanas Mockus. Ou seja, houve um planejamento de longo prazo que foi seguido.

Não há referência histórica do "faz que dá certo" que tenha realmente dado certo. O melhor exemplo de que o "eu sei, eu faço, vai dar certo..." não funciona está aí e tem nome: Trump. Os próprios americanos estão só començando a pagar o pato.

Outro exemplo deste tipo a não ser seguido chama-se São Paulo, o Município e sua área metropolitana. Desde a década de 70 se faz tudo no "eu sei, vai dar certo..." O resultado está aí. Planejamento? De longo prazo? 

Interessante é que nos dois casos, Bogotá e NYC, o ITDP teve atuação marcante na transformação das mobilidades destas cidades. Na mesma época, o ITDP estive aqui, deixaram muitos ensinamentos, mas parece que não aprendemos nada.

"Nós sabemos, nos somos diferentes, faz isto que vai dar certo..." dito e repetido aqui sem parar parece, repito, parece que não deu certo, só parece. 

Eu definitivamente não quero mais. 

A saber, em plena ditadura, em seus momentos mais duros, houve por parte dos que sabiam o que era uma cidade uma gritaria contra a construção do Minhocão. O sonho destes estudiosos então era a construção de uma cidade em cima de um plano diretor organizado e realista a ser seguido, que tinha como base experiências nacionais e internacionais. Curto, médio e longo prazo. Venceu o "eu sei o que estamos fazendo, nós somos diferentes..." É isto aí, somos diferentes, o resultado está aí, no sonho de boa parte dos brasileiros que todas cidades se transformem em Balneários Camboriu. Que beleza! Igualzinho a Manhattan. 

Que pobreza vergonhosa!