A escola, a bicicleta e a vida
Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
terça-feira, 22 de setembro de 2026
22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro... e daí?
O que dá certo no Brasil (e no mundo)
Duvido que algum candidato se interesse realmente por este precioso artigo. Nosso formato de eleição não abre espaço para colocações como a desta preciosa verdade aqui apresentada. Bandeirolas? Horário político obrigatório? Debates de duas horas com candidatos ausentes e temas genéricos? "Nós ou eles" e todos seus fanáticos seguidores já deram provas cabais que querem o poder, o resto que se dane. Acho deprimente escrever isto, mas creio com profunda tristeza que não esteja tão errado.
Deixo meu profundo agradecimento ao Marcos Lisboa, um brasileiro. De verdade.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Ler a coluna de Karnak como Manifesto pela Educação
Poucas vezes em minha vida um texto pegou tão pesado quanto este de Leandro Karnal sobre a situação da educação brasileira. Sou professor, prefiro dizer que sou educador. Como professor dei aulas em colégios estaduais por um curto período, e em particular por alguns anos, isto entre 1978 e 1984, época que a educação brasileira já apresentava problemas, mas nada na escala que se tem hoje.
A educação no Brasil entrou em colapso, e não só a educação escolar, mas a social também. As formalidades mínimas para um decente convívio social, coletivo, estão num limbo de "você sabe com quem está falando", nós ou eles, é meu direito, pandemia de celulares, selfies e redes sociais "veja meu sorriso e como sou rico, lindo, e gostoso". Ok, desculpem, ia esquecendo o politicamente correto que obriga a uma correção "como sou rica, linda e gostosa". A distorção geral do que é conhecimento e saber é um horror.
Karnal pública um texto no Estadão, este que consegui copiar e está aqui abaixo, que é com certeza um Manifesto pela Educação do Brasil. Pedi nos comentários do Estadão que seja liberado por Karnal e o Estadão em Word ou PDF para ser divulgado para público muito além dos assinantes. Com o dito palavrão e tudo mais.
É deprimente ver o que a educação escolar se transformou. Tem que mudar. Ou melhora ou estamos muitíssimo mais fodidos que estamos agora.
Salvem a educação. Salvem a escola. Salvem os professores. Salvem o Brasil.
E se não entenderam, salve se quem puder, o que em qualquer hipótese não acontecerá.
Sem educação, sem professores, você e os seus simplesmente não têm qualquer futuro, não importa quem ou o que você seja. Se você acha que estou errado..., bom, aí... fazer o que? Meu caro, a história não mente.
Leandro Karnal, muito muito obrigado.
domingo, 20 de setembro de 2026
Quem recuperará o STF em profundo descrédito?
sábado, 19 de setembro de 2026
Passageiros sem civilidade
Faz uns 20 anos fiz uma pesquisa de trabalho sobre transporte público aqui em São Paulo. Fui até a SPTrans, fui recebido por uma diretora. Questionei sobre qual seria o maior problema para os motoristas de ônibus. A resposta, dada de imediato e sem titubear: os passageiros. Perplexo, achando que a resposta era uma piada, a diretora contou que as empresas de ônibus estavam com um sério problema para renovar seu plantel de motoristas, uma geração inteira estava se aposentando, e que por causa disto a SPTrans tinha acabado de realizar uma extensa pesquisa. Praticamente todos motoristas responderam que o problema não era o trânsito, nem o barulho do ônibus, nem salário, ou outros, mas ter que lidar com o público, com os passageiros. "Se tirar o passageiro eu trabalho feliz" foi o que mais se ouviu. Quem se transporta por ônibus sabe bem o que os motoristas falam. Eles tem toda razão. O que se vê hoje é lastimável.
É deprimente saber que está medida da ANAC não tenha sido tomada antes, e muito muito antes. E não só ter controle de um mínimo de civilidade dentro dos aviões, mas também dentro dos aeroportos.
Brasil se transformou há muito no país do "você sabe com quem está falando?". Os problemas em vôo são reflexo de um comportamento generalizado, que começa no papelzinho jogado no chão e termina no deprimente exemplo do STF, nesta ordem.
"Você sabe com quem está falando?", ou o nosso maravilhoso "nós ou eles", que só está aí porque a imensa maioria dos cidadãos brasileiros, repito, cidadãos brasileiros, calam perante absurdos. Passaram a acreditar que cidadania e civilidade só existe nos extremos. Deprimente
Saber distinguir uma emoção da outra, saber filtrar, aprender a tolerar. Nos comentários aqui do Estadão vivo batendo na questão da cidadania, que remete à disciplina social e tolerância, o que neste país do "você sabe com quem está falando" praticamente desapareceu, o que por sua vez vem criando uma quantidade enorme de pequenos traumas coletivos. O resultado está neste insuportável "nós ou eles".
Como educador me pergunto constantemente como se pode tirar toda uma população de vícios destrutivos? A resposta talvez esteja em comer os pequenos traumas pelas bordas.
Ótimo artigo, Luciana Garbin
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Minha sugestão para acalmar o tarifaço
- A mesma escola de samba que saiu com o enredo Lula agora deverá sair com enredo Trump.
- O carnavalesco deve ser o roteirista do Dark Horse
- Só serão permitidos participantes e sambistas votantes ou ligados a família Bolsonaro e messiânicos
- Só serão permitidas passistas loiras, magras, pele alva, com prévia aprovação pessoal do Sr. Trump
- A bateria terá de ser formada por milicianos treinados
- O júri no sambódromo será composto por americanos natos de famílias cubanas
- A apoteose deve ser realizada única e exclusivamente com os dissidentes injustamente presos na justa tentativa de anulação das eleições
- O acesso ao sambódromo será realizado por urnas eletrônicas
- Serão distribuídas a toda audiência perucas loiras e estes serão obrigados a usá-las para permanecer no local
- Uma duble da Exc. Sra. Trump abrirá os desfiles
- Está sumariamente proibida a execução ou canto do "Samba do crioulo doido"; único ponto já aceito - plenamente e sem discussão - pelo Governo Lula e esquerdas que o apoiam
- Todas lojas da Havan trocarem a estátua da liberdade por uma estátua dourada duas vezes maior do Sr. Trump.
- Será construída a torre a mais alta e bela em Balneário Camboriú, com portal dourado, que receberá o nome de Trump Tower.
- Será construído o Trump Resort no Lago Paranoá
- As inteligências que apoiarem estarão automaticamente elegíveis para o Prêmio Nobel da Paz
Vale a pena ver este Instagram
https://www.instagram.com/reel/DdJyxgYy1c-/?stkn=cTg4bjZyaGxmaTRq
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Privacidade está ruça
Privacidade? Quando, onde? Se tiver a indicação de um livro sobre a história da privacidade, que escrevendo aqui acho que lembrei que tem, quero ler. É claro que atualmente mesmo antes do IA já se estava acelerando muito a invasão de privacidade de todos. Em se falando da Rússia, deve ser mais ainda. Lá não é novidade, que o diga a dita 'maravilhosa' (para alguns) União Soviética. Ou o macartismo. Ou..., enfim, escolha o sua invasão de privacidade predileta.
A qualidade da privacidade está intimamente relacionada a integridade e inteligência de quem temos por perto ou no comando. A escolha é de cada um.
Um esquizofrênico ou um louco no poder e a qualidade da privacidade de todos acabará sendo um pouco estranha, por assim dizer ou dizer o mínimo.
Privacidade, privacidade, a deliciosa privacidade, esta infelizmente está esvanecendo, ou acabando paft puft. Quando votar escolha a sua e depois não reclame.
('Alexa...' . ...no meu banheiro não.)
Vale uma historinha: em 1973 eu e um amigo tomamos um 'discreto' puxão de orelha. Foi assustador descobrir que eles sabiam minúcias da besteira que tinhamos feito, incluindo todos locais e nomes. E não foi política.
Se quiserem ir atrás da informação e tiverem um mínimo de bestunto, vão chegar aos fatos. Não é novidade, nunca foi.
Agora, o que a Rússia vive é uma nova versão da Santa Inquisição, muito mais sofisticada. E não só na Rússia, tenham certeza. Pior, vota se nos santos inquisidores, de todos tipos, acreditando que eles são o caminho.
Fato: a estupidez está em moda. E a privacidade está ruça.





