A escola, a bicicleta e a vida
Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Corrupção generalizada / master
Fanatismo é a forma mais fácil de se levar a cegueira. Estamos colhendo os frutos do fanatismo, que no passado era chamado de "inocente util", e hoje virou "nós e eles" ou também "nós e eles", escolha seu lado. Não sentiu o cheiro de queimada quem não quis, o fogo ardendo vermelho e quente está lá faz muito.
Depois que foram descobertos os campos de concentração, os aliados pegaram toda a população de cidades no entorno e os levaram para ver a barbárie in loco. Hoje temos informações de qualidade a disposição, basta ler.
Temos um país com uma riqueza natural sem igual. Como só olhamos para o próprio umbigo destruímos sistematicamente nosso potencial, e com ele nosso futuro. Alguma novidade no que está vindo a tona? Não sei, mas não me surpreende muito, aliás, não me surpreende nada.
Aos "nós e eles", dos dois lados, que tal vocês deixarem de ser fanáticos inocentes úteis para se transformar em brasileiros?
A única verdade na história da humanidade é "unidos venceremos". Fraticidio é para os doentes. A maluquice que vivemos só irá parar quando nós quisermos - todos, unidos, mesmo discordantes. Não há outra saída. O problema não são diferenças, mas a cegueira que não deixa ver a realidade. E a realidade não está no proprio umbigo, ou dos iguais.
Diferenças, com o uso da inteligência, aponta caminhos e soluções novas. Não sabe disto quem não quer ou não tem capacidade.
PS.: a cegueira, o desinteresse, o olhar só o próprio umbigo, é fato corriqueiro deste Brasil desde sempre, em tudo, em todos setores da sociedade e economia. Os erros que cometemos em tudo beiram o absurdo. "O Brasil não é para iniciantes", dito lá pelos anos 60 ou 70, já deveria ter acabado há muito, mas muito tempo mesmo. O que nos destrói é uma soberba altamente destrutiva embutida no "nós somos diferentes, fazemos do nosso jeito". O jeitinho Brasileiro é mágico quando olha para a eficiência, o contexto, o futuro, o que os outros fazem e nós podemos melhorar.
Nós e eles é de uma mediocridade sem tamanho. Remete a falência de inúmeras sociedades, a História prova de maneira farta.
Olha só que boa coincidência. O segundo Opinião do Estadão traz o seguinte.
Meu comentário, ainda no Opinião "O ecossistema da corrupção"
Recomendo a leitura do outro Opinião de hoje, "Um grito de socorro pelas universidades", pricipalmente os três últimos parágrafos. Não se faz necessário lembrar que o mesmo texto poderia ter sido escrito como um olhar sobre a outra face do " nós e eles". Infelizmente, não terá a universidade se transformado numa nova religião? Que diferença há?
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Resposta a Miguel Reale Junior
domingo, 3 de maio de 2026
Zanardi; renascer, reinventar, renascer, reinventar, renascer....
Inaugurada a terceira maior ponte marítima do Brasil
Quarenta anos de projeto? Aos brasileiros, assistam os capítulos sobre a China atual que está passando no JN da Globo para entender onde nós, brasileiros, estamos. E o que significa estes 40 anos de projeto. Me faz lembrar a Serra do Café na Regis Bitencourt.
Sobre o ambiental, óbvio que uma nova obra cria problemas. A questão é que nós, brasileiros, riscamos do dicionário "contornar com inteligência", que vai ou deveria ir mais ou menos pelo mitigar. Em outras palavras, como mitigar, como transformar um problema em uma alavanca para a solução prática, eficiente e inteligente? Sem números, muitos números, dados precisos sobre todos ângulos, fica difícil saber.
Números, dados, pesquisas, ciência? Não é nosso forte. Planejamento bem estruturado, de curto, médio e longo prazo? Também não.
O que me assusta nesta história é alavancar o turismo. Este sim poderá ser o pior problema ambiental. Pior mesmo! Os exemplos, inúmeros, quase todos, não deixam dúvidas.
Valor agregado? Aqui? O que é isso? O Brasil que funciona para valer, e como funciona bem, só nos dá prazer porque trabalha sob os sistemas ISO e outros de qualidade. Quando chegamos a coisa pública... ah! a coisa pública! caímos num populismo Balneário Camboriú.
Medo do turismo? Lógico que tenho. É para menos?
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Lixo, reciclável
PSG 5 X 4 Bayern
O futebol que se prática por aqui é um bom reflexo do que é o Brasil: arbitragem que lembra o STF, jogadores caindo como que quisessem falar no celular durante o trabalho, visual selfie para se diferenciar, o técnico sempre é o culpado, assim como o empresário, patrocinadores ricos, mas curiosos, assim como os carrões milionários que circulam esnobando pelas ruas...
Vale notar que na Europa futebol é um dos esportes populares, uma das modalidades de grande público, sem esquecer as outras. Em outras palavras, todos importam, todos interessam. Aqui, Futebol, Ponto final. Lá, Europa, ou primeiro mundo, unidos, mesmo que diferentes, num objetivo coletivo, o que se reflete no esporte, nos esportes, na noção de trabalho coletivo, responsável, responsável pelo próprio grupo e consciente da responsabilidade por todos outros. Aqui, nós e eles, o outro é um inimigo, eu sou o único, eu sou o bom, eu sei, o que valida qualquer simulação de dor, o urrar o mal que outro faz, o erro grotesco do juiz em nome de uma "vitória arrasadora sobre o adversário, leia-se inimigo.
Nelson Piquet, o tri campeão de F1, disparou que para o brasileiro o segundo colocado é o primeiro perdedor. Definição correta, brilhante e trágica ao mesmo tempo. Assim trágica que terá quem qualificará ou desqualificará qualquer palavra de Piquet num nós e eles, coisa de país de semi deuses a serem seguidos.
"Perdemos porque ele não estava em campo". Responsabilidade coletiva?
Gostaria de estar da saída do estádio deste PSG 5 x 4 Bayern para ouvir os comentários do público. Duvido que os torcedores franceses tenham pensado de forma tão desrespeitosa dos torcedores alemães. Antes de ser futebol, é a arte de um continente. Por isto são o que são.










