A escola, a bicicleta e a vida
Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Por uma discussão honesta sobre a velhice
Olhar a rua, ver a cidade
No vídeo é citado o absurdo Minhocão do Maluf. Primeiro, foram pouquíssimos os que se manifestaram contra o projeto e sua construção, mesmo entre urbanistas e arquitetos. Uma reportagem publicada faz muito levantou o nível de degradação que o Minhocão causou até bem além das redondezas. No entorno direto a degradação é absolutamente clara e inegável. Segundo, o longo tempo de discussão sobre o que fazer com aquele aborto urbano diz muito sobre nossa total falta de compreensão do que deveria ser a dinâmica organizacional e de crescimento de uma cidade. Terceiro, a luta para transformar aquilo em um parque é triste, porque não se importa se alguns problemas crônicos causados pelo viaduto permanecerão, e estejam certos, permanecerão.
A luta deveria ser por colocar aquilo no chão, seja por uma questão de qualidade de vida nas avenidas e ruas que estão debaixo ou ao redor dele, como pelo custo de médio e longo prazo para sua manutenção. Estudos mostram que desmontar e aproveitar as vigas é a saída mais barata em vários sentidos.
Digo que o Minhocão foi e continua sendo um simbolo da ignorância brasileira sobre o que deveria ser uma cidade. Não é sobre a criação de um parque para um número de cidadãos, mas sobre a vida de todos cidadãos, incluindo os moradores do entorno. Não é sobre o desejo de um determinado grupo, é sobre a cidade.
Querem um parque ali? Acho mais que justo, acho necessário. Pois então que lutem para transformar algumas ruas em vias livres de veículos motorizados, incluo aí as malditas auto propelidas.
Brasileiro aceita corrupção
Brasileiro aceita corrupção? Que é isso? Você jura? Todos, sem exceção, e não estou falando dos que estão lá, mas cada um de nós, todos. Quem aí não joga lixo no chão? Quem aí se comporta com civilidade no trânsito? Quem aí não pagou um guardador de vaga, um segurança particular? Quem aí deixou de fazer algum B.O. que por lei seria obrigatório? Quem aí não silenciou perante uma ilegalidade, uma contravenção? Quem aí não se fez de guardião da lei e dos bons costumes passando por cima da lei e dos poderes constituídos? Quantos estão se movendo para frear este país indescritível? Faz mais de duas décadas que o que acontece neste país é mais que incompreensível, é absolutamente inaceitável em todos termos. Faz mais de duas décadas que o pais vem degringolando pesado, com sucessivos escândalos de cá, de lá, de acolá, dos grandes, dos médios e dos pequenos, de todos, de todo mundo. Quem se mexeu para dar um basta? Quem teve coragem? Agora, quando está escancarado que nada mais escapa da vergonha, vai faltar coragem, vai faltar bom senso, hombridade, para buscar uma saída. Vamos apostar numa solução, num caminho que nós levará a três décadas de escândalos, corrupção, roubos, assaltos, mortes, insegurança, analfabetismo funcional generalizado, nem-nem... É isto? Este será nosso marco civilizatório que deixaremos para o futuro de nosso filhos e netos? É com isto que você quer viver o resto de sua vida? Uau! Parabéns, você merece!
https://www.instagram.com/reel/DZAapGkxVZb/?igsh=Ym45aHlldWo3bm9z
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Brasil, o que eu posso ajudar?
Estou feliz. Tem gente da sociedade cívil se mexendo para tentar recolocar este país nos trilhos. O SPIW, São Paulo Innovation Week, foi um grande passo para entender onde estamos e discutirmos o que fazer com o nosso futuro. O 'Brasil Avante', ciclo de debates e propostas para o futuro governo do Brasil é um importante passo para o país corrigir erros crônicos, parar com o desgoverno, a baderna, a maluquice que vivemos. Tenho 71 e nunca vi nada igual ao que esta acontecendo. Deprimente. A sociedade cívil se mexer - civilizadamente - tem tudo para dar bom resultado. É assim que foi feito e assim que se faz em todo lugar e por toda história moderna da humanidade. Sempre foi a alternativa mais acertava para chegar os melhores resultados.
Hoje aconteceu o primeiro debate, que prefiro dizer 'falas'. Foi bom, mas esperava mais, mais tempo, mais respostas... Acredito que eles saibam o que fazem, e tenho certeza do nível de ansiedade que tenho para ver um rumo certo tomado.
Enfim, é um ótimo passo a frente.
Eu cito com frequência a Casa Madre Teodora. Achei no Google uma explicação breve sobre o que foi realizado ali. Sei que o detalhamento do plano de governo Montoro foi muito mais profundo. Lembro do grupo que trabalhou a questão ambiental urbana e que dentre outras coisas já pedia que fossem plantadas árvores frutíferas originárias da Mata Atlântica para trazer de volta a cidade pássaros que se alimentassem de insetos, em particular cupins, um problema ainda hoje sério. Encabeçando o grupo de estudos e propostas estava Aziz Ab'Saber, já então considerado como uma sumidade internacional em geologia.
Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Eduardo Suplício, Orestes Quércia, Walter Feldman, economistas que estruturaram o Plano Real, Miguel Reale, José Carlos Dias, participantes da Constituinte, e inúmeros outros mais nomes de destaque na história do Brasil não só participaram, mas estruturaram o Plano de Governo Montoro, que acabou fazendo muita diferença boa para todos nós.
Da pesquisa no Google:
A "Casa da Madre Teodora" foi a residência paulistana onde intelectuais, técnicos e militantes elaboraram o plano de governo de Franco Montoro para o Estado de São Paulo (1983-1987). O endereço tornou-se o berço da chamada "Turma Sorbonne", grupo que desenhou propostas democráticas fodas na descentralização e participação popular.O Grupo da Madre Teodora localização: A casa servia como um espaço aberto e informal de debate.Integrantes: Reunia jovens acadêmicos, sanitaristas e especialistas, muitos dos quais assumiriam posições de destaque na política nacional.Apelido: Devido ao peso intelectual das discussões, o grupo foi carinhosamente apelidado de "a turma Sorbonne".Pilares do Programa de Governo participação e Descentralização: O programa baseava-se em uma gestão democrática e participativa, buscando descentralizar o poder estadual e valorizar os municípios.Questões Sociais: Houve forte priorização de problemas concretos da sociedade, como educação (municipalização da merenda), saúde pública e agricultura.Legado: As propostas forjadas nessa casa transformaram-se em ações governamentais amplamente debatidas pela sociedade civil.Para aprofundar-se no contexto e nos impactos do plano elaborado, a trajetória e a documentação desse período podem ser exploradas através do acervo histórico do Memorial da América Latina ou do histórico da Fundação ITESP.
domingo, 24 de maio de 2026
'Brasil Adiante", ciclo de debates, propostas para o futuro imediato
Talvez seja a melhor notícia que leio faz um bom tempo. Vivenciei a Casa Madre Teodora, 1982, onde foi feito o projeto de Governo de Franco Montoro para o Estado de São Paulo, e sei o quão importante foi reunir cabeças de ponta para ter um projeto com propostas concretas de recuperação do desastre deixado pelo governo Maluf, que foi um horror, mas fichinha perto da baderna que vivemos agora. Não falo de ideologias, mas da devastadora desordem geral destes dias. Da Casa Madre Teodora saíram projetos que mais tarde ajudaram a organizar e melhorar e muito o Brasil. Participaram ativamente e assinam o projeto de Governo Franco Montoro especialistas de inúmeras áreas, dentre eles alguns que mais tarde ajudariam a criar partidos ligados a diversas ideologias e princípios, de direita, centro e esquerda. O importante ali foi 'como posso ajudar', ou como posso colaborar para melhorar.
O ciclo de debates 'Brasil Adiante' começa bem, com Fabio Barbosa encabeçando. Conheço histórias da capacidade de Fabio através de pessoas que trabalharam com ele ou foram concorrentes, e só ouvi coisas boas. Uma das histórias sobre Fábio Barbosa me marcou muito: a forma como ajudou amigos vizinhos de infância relatada com emoção por um deles, meu amigo que já se foi.
'Propostas concretas', claras, acima de tudo factíveis, é disto que o Brasil precisa urgentemente. Como diz Fábio, não havendo dúvidas sobre o diagnóstico e o objetivo final, que se possa divergir sobre o caminho - e ter um plano exequível entregue em mãos do futuro governante para os dois primeiros anos de governo do Brasil. Vamos lá.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
A história do Renault Teimoso. (Quem? O que?) Lixo ou luxo
‘Não há saída para crise climática dentro dos marcos do capitalismo’
Emergência climática é uma realidade. Não temos planeta B. Não há segunda chance quando se trata de corrigir a rota que estamos percorrendo
Prof. Josemar Carvalho
‘Não há saída para crise climática dentro dos marcos do capitalismo’
Emergência climática é uma realidade. Não temos planeta B. Não há segunda chance quando se trata de corrigir a rota que estamos percorrendoProf. Josemar Carvalho










