segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Ler a coluna de Karnak como Manifesto pela Educação

Poucas vezes em minha vida um texto pegou tão pesado quanto este de Leandro Karnal sobre a situação da educação brasileira. Sou professor, prefiro dizer que sou educador. Como professor dei aulas em colégios estaduais por um curto período, e em particular por alguns anos, isto entre 1978 e 1984, época que a educação brasileira já apresentava problemas, mas nada na escala que se tem hoje.

A educação no Brasil entrou em colapso, e não só a educação escolar, mas a social também. As formalidades mínimas para um decente convívio social, coletivo, estão num limbo de "você sabe com quem está falando", nós ou eles, é meu direito, pandemia de celulares, selfies e redes sociais "veja meu sorriso e como sou rico, lindo, e gostoso". Ok, desculpem, ia esquecendo o politicamente correto que obriga a uma correção "como sou rica, linda e gostosa". A distorção geral do que é conhecimento e saber é um horror. 

Karnal pública um texto no Estadão, este que consegui copiar e está aqui abaixo, que é com certeza um Manifesto pela Educação do Brasil. Pedi nos comentários do Estadão que seja liberado por Karnal e o Estadão em Word ou PDF para ser divulgado para público muito além dos assinantes. Com o dito palavrão e tudo mais. 

É deprimente ver o que a educação escolar se transformou. Tem que mudar. Ou melhora ou estamos muitíssimo mais fodidos que estamos agora.

Salvem a educação. Salvem a escola. Salvem os professores. Salvem o Brasil. 

E se não entenderam, salve se quem puder, o que em qualquer hipótese não acontecerá. 

Sem educação, sem professores, você e os seus simplesmente não têm qualquer futuro, não importa quem ou o que você seja. Se você acha que estou errado..., bom, aí... fazer o que? Meu caro, a história não mente.

Leandro Karnal, muito muito obrigado. 



Estadão 

Coluna semanal do historiador Leandro Karnal, com crônicas e textos sobre ética, religião, comportamento e atualidades

Opinião


Quando a admiração pelo professor passa ao influenciador, a crise não é da escola - é da sociedade
Qualquer lugar virou opção, menos a sala de aula. A desilusão tem causas objetivas: Salário baixo, sala superlotada, violência escolar, desprestígio social, pais que desautorizam, celulares que disputam a atenção, redes sociais que difamam o docente por esporte
Por 
20/09/2026 | 05h30
Sócrates não cobrava. Os sofistas, sim. O debate sobre o preço de ensinar é tão antigo quanto a filosofia ocidental, e parece que nunca o resolvemos. No Brasil de 2026, entretanto, o problema mudou de foco.

Os números assustam quem quiser olhar. Entre 2010 e 2021, houve uma redução de cerca de 26% nas matrículas em cursos de formação de professores no Brasil, segundo o Censo da Educação Superior do Inep. Um quarto dos aspirantes simplesmente desapareceu. Evaporaram para onde? Para cursos tecnológicos, para o empreendedorismo digital, para a vida adulta precoce dos aplicativos de entrega. Qualquer lugar virou opção, menos a sala de aula.

Há um dado que eu repetiria em qualquer mesa de jantar, só para ver a reação dos comensais. Das 2,8 milhões de vagas ofertadas em cursos de licenciatura em 2021, apenas 300 mil foram preenchidas. Apenas 15% dos quase 4 milhões de ingressantes em cursos superiores optam por licenciatura. Mais de 50% dos matriculados abandonam a formação antes de concluí-la. Traduzo: abrimos as portas da vocação, e os corredores estão vazios. Quem entra desiste. Quem não desiste chega ao fim desencantado e, por vezes, endividado. Minha área de formação virou um território de crise.

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A desilusão tem causas objetivas. Salário baixo, sala superlotada, violência escolar, desprestígio social, pais que desautorizam, celulares que disputam a atenção, redes sociais que difamam o docente por esporte. O rendimento médio do professor brasileiro da educação básica com nível superior foi de cerca de R$ 5.500 em 2024, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica (Todos pela Educação, com dados do Inep e da RAIS), enquanto a média da OCDE chega praticamente ao dobro. Mas há também uma causa subjetiva, menos discutida: o professor deixou de ser figura de aspiração. O menino que admirava o mestre passou a admirar o influenciador. A menina que queria ser professora agora quer ser algo, qualquer coisa, que produza conteúdo em vídeo vertical. Pesquisa Varkey de 2018, em 35 países, colocou o Brasil em último lugar em prestígio docente: ficamos atrás inclusive da Argentina, da Colômbia e do Peru.

Sala de aula vazia na Escola Estadual Tacísio Alvees Lobo (Eetal), na Feguesia do Ó, em São Paulo, em foto de janeiro de 2001. Foto: Celso Junior/Estadão
Opinião por Leandro Karnal
É historiador, escritor, membro da Academia Paulista de Letras, colunista do Estadão desde 2016 e autor de 'A Coragem da Esperança', entre outros

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Karnal, parabéns! Sua análise toca no âmago da questão. Apesar de já não ser mais jovem, ainda me recordo dos meus professores com afeto, e com o passar dos anos, apercebi-me de suas limitações, afinal todos temos no exercício de nossas profissões e tarefas, e de suas magnanimidades. Infelizmente, fico sempre com a sensação de que, apesar dos "estímulos" do governos, de que há um profundo interesse dos deles em manterem a população no desconhecimento e na ignorância.
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Olhando para a realidade sem filtros, sinto que a sala de aula virou um doloroso teste de resistência. Exigimos que um professor exausto dispute a atenção de mentes hiperestimuladas, pagando um salário que ridiculariza o ato de ensinar. Mas o erro é culpar a tecnologia ou demonizar o jovem. Para quem enfrenta a precarização, a tela oferece uma rota real de fuga, ao passo que o diploma virou uma promessa vazia. Trata-se do colapso de um pacto onde a atenção virou moeda e o esforço paciente perdeu valor. O influenciador não substituiu o mestre por carisma, mas porque a sociedade mercantilizou o imediatismo e abandonou a base do saber. Se a escola não ressignificar seu papel diante dessa economia do engajamento, restará apenas a ilusão dos tutoriais vazios. Taxar a busca dos jovens pela monetização digital como uma fantasia revela um ponto cego diante da precarização do mercado de trabalho tradicional. Para a periferia, a tela representa uma estratégia de sobrevivência racional e imediata, uma vez que a promessa de ascensão social por meio do diploma universitário perdeu eficácia prática. Em outras palavras, a crise da educação não decorre de uma hipnose tecnológica da juventude, mas do colapso de um pacto social onde a escola permaneceu engessada, o diploma perdeu sua força de ascensão e a tela se tornou a única rota palpável de sobrevivência material e validação em um mundo dominado pela pressa.
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Em relação à sociedade, eu vejo todo dia porque trabalho como secretário de escola. Todo santo dia várias mães e pais ficam indo na escola retirar o filho ou filha mais cedo sempre alegando os mais variados motivos, só que a maioria fala médico e dentista, e sabemos que vários é mentira. É um desrespeito enorme com a educação. E a cada buscada interrompe a aula e atrapalha todos: o professor, os alunos e o próprio aluno que está indo embora. E se questionamos esses pais, eles acham ruim ainda, acham que estão certos. Além disso, vários alunos inventando dor para ir embora, com o detalhe de a maioria ser tudo depois do recreio, e pior: os pais ainda buscam, por isso fica mal acostumado e vira meio de vida. E mais uma situação: hoje se o professor chama a atenção do aluno, a mãe ou o pai vai lá querer falar com a diretoria para reclamar do professor. A situação tá bem difícil. Isso também foi um desabafo da minha parte. O buraco está bem fundo mesmo. A sociedade não valoriza a educação, essa é a realidade.
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A PND do ano passado teve um milhão e setenta mil inscritos, ou seja, há muito licenciado em prontidão. Ao contrário do que dizem, há muito, mas muito mais diplomados do que o que pode ser absorvido pela necessidade. Caso se considere a tendência de redução do crescimento populacional, isso se acentua mais. Além disso, o professor não é mais, nunca foi, o único que pode ensinar hoje. Recomendo o Mariano Fernandez Enguita, intelectual espanhol muito reconhecido: "hoje não nada que se possa aprender na escola que não possa ser aprendido fora dela". As coisas mudam, gente.
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Meus parabéns caro Professor Karnal. É espantoso, à Luz da tragédia que a sociedade brasileira passa com o desmonte da estrutura republicana e democrática, na esteria de um projeto (Brasil República de fato) que nunca se realizou totalmente, vermos um sem número de bandeirolas nas cidades brasileiras estampando políticos e aspirantes aos cargos da atual eleição como se tudo estivesse um maravilhoso espetáculo. Tenho muita convicção de que o riso dos políticos nestas fotos é de nós e não para nós. Estamos assistindo um circo de horrores na gestão da coisa pública em todos os níveis e o seu diagnóstico é muito preciso. Temo que o estado Orwelliano que vivemos e o aparelhamento do estado, junto da inércia do poder do Centrão e os resquícios do poder concentrado nos donos das Capitanias Hereditárias estejam em rota de colisão com o que o senhor aponta como diagnóstico. No momento é só ladeira abaixo. Que Deus nos ajude.
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Hoje já li diversas notícias em vários veículos de comunicação. Essa coluna foi a que mais me deixou abalada por sua realidade nua e crua. Estamos preocupados e falando amplamente sobre o crescimento da IA e seus perigos na sociedade? Isso é um detalhe pequeno em comparação a falta de educadores em nossa sociedade. Esse artigo cumpriu seu papel: me fez pensar muito, mas também me deixou apreensiva .
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Professor parabéns pelo verdadeiro texto. Como seu colega de docência veja a cada ano o desprestígio da profissão, o desinteresse e a ausência de qualquer política pública verdadeira sobre a educação. Os governos e os candidatos nesse tema falham miseravelmente. Uma tragédia.
É um dos textos mais pesados que li na vida, pior, absolutamente realista. É um manifesto. Peço encarecidamente que o Estadão e Karnal liberem este documento em Word ou PDF para divulgação pública. Tem que ganhar outra escala, muito além da nossa, assinantes. Por favor, liberem.
“Não haverá um Brasil que valerá a pena num futuro imediato…” é ser muito otimista, professor. O nosso pobre Brasil está indo ladeira abaixo na educação, na segurança, na infraestrutura e não há menor esperança de que o cenário vai mudar nas próximas décadas. Na matéria de capa hoje aqui no Estadão o assunto é o estrago que a atitude do ‘ministro’ Dino fez na campanha de reeleição de Lula. O que aconteceu essa semana no STF foi vergonhoso e absurdo, mas o governo só faz as contas de quanto o episódio vai interferir nas eleições. É só isso que interessa ao governo: se reeleger. A educação? A segurança? A saúde? Não é problema deles…
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Se daqui a 10 anos professores forem substituídos por salas de videoconferência com IA dando aulas, não se espantem. Se daqui a 10 anos, influenciadores forem convidados para dar aulas, também não se espantem.

domingo, 20 de setembro de 2026

Quem recuperará o STF em profundo descrédito?


"STF não representa o Brasil"? Desculpem, todos, STF é o reflexo mais fiel, preciso, de quem somos. Por favor, acordem. Nosso judiciário é o mais perfeito reflexo do que é o Brasil, ou os brasileiros. Nossas leis, uma baderna que serve bem a interesses particulares, são o reflexo do que somos e queremos. Não resta a menor sombra de dúvida.

O que temos hoje e tanto criticamos é o belo fruto de quem somos. Quem acredita que o outro é sempre o culpado presta um desserviço a si próprio, aos seus e principalmente ao país, que desintegra. É impossível desvincular o que está acontecendo do profundamente enraizado "você sabe com quem você está falando" que todos nós, brasileiros, sem excessão, falamos ou demonstrarmos nos mais triviais comportamentos. "Eu tenho direito!"

Não tem! Tem direitos e deveres, ou talvez melhor, muito melhor, deveres e direitos.

Sim, como este editorial diz, de uma forma ou de outra o STF terá que entrar nos eixos, e provavelmente será pela força do povo (força é uma coisa, porrada e quebra quebra de imbecis é outra). Para entrar nos eixos, para ter isenção, neutralidade, ser justo, e porque não dizer ser honesto, e assim atender de fato os interesses coletivos, o STF precisa de uma referência forte, precisa sentir que não serão aceitos deslizes, precisa da certeza a quem serve. Pergunto a todos: no país cego e muito contaminado pelo "nós ou eles" isto acontecerá?

sábado, 19 de setembro de 2026

Passageiros sem civilidade

Faz uns 20 anos fiz uma pesquisa de trabalho sobre transporte público aqui em São Paulo. Fui até a SPTrans, fui recebido por uma diretora. Questionei sobre qual seria o maior problema para os motoristas de ônibus. A resposta, dada de imediato e sem titubear: os passageiros. Perplexo, achando que a resposta era uma piada, a diretora contou que as empresas de ônibus estavam com um sério problema para renovar seu plantel de motoristas, uma geração inteira estava se aposentando, e que por causa disto a SPTrans tinha acabado de realizar uma extensa pesquisa. Praticamente todos motoristas responderam que o problema não era o trânsito, nem o barulho do ônibus, nem salário, ou outros, mas ter que lidar com o público, com os passageiros. "Se tirar o passageiro eu trabalho feliz" foi o que mais se ouviu. Quem se transporta por ônibus sabe bem o que os motoristas falam. Eles tem toda razão. O que se vê hoje é lastimável.

É deprimente saber que está medida da ANAC não tenha sido tomada antes, e muito muito antes. E não só ter controle de um mínimo de civilidade dentro dos aviões, mas também dentro dos aeroportos.

Brasil se transformou há muito no país do "você sabe com quem está falando?". Os problemas em vôo são reflexo de um comportamento generalizado, que começa no papelzinho jogado no chão e termina no deprimente exemplo do STF, nesta ordem.

"Você sabe com quem está falando?", ou o nosso maravilhoso "nós ou eles", que só está aí porque a imensa maioria dos cidadãos brasileiros, repito, cidadãos brasileiros, calam perante absurdos. Passaram a acreditar que cidadania e civilidade só existe nos extremos. Deprimente

Saber distinguir uma emoção da outra, saber filtrar, aprender a tolerar. Nos comentários aqui do Estadão vivo batendo na questão da cidadania, que remete à disciplina social e tolerância, o que neste país do "você sabe com quem está falando" praticamente desapareceu, o que por sua vez vem criando uma quantidade enorme de pequenos traumas coletivos. O resultado está neste insuportável "nós ou eles".

Como educador me pergunto constantemente como se pode tirar toda uma população de vícios destrutivos? A resposta talvez esteja em comer os pequenos traumas pelas bordas.

Ótimo artigo, Luciana Garbin

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Minha sugestão para acalmar o tarifaço



Minha sugestão:

  1. A mesma escola de samba que saiu com o enredo Lula agora deverá sair com enredo Trump.
  2. O carnavalesco deve ser o roteirista do Dark Horse 
  3. Só serão permitidos participantes e sambistas votantes ou ligados a família Bolsonaro e messiânicos
  4. Só serão permitidas passistas loiras, magras, pele alva, com prévia aprovação pessoal do Sr. Trump 
  5. A bateria terá de ser formada por milicianos treinados
  6. O júri no sambódromo será composto por americanos natos de famílias cubanas
  7. A apoteose deve ser realizada única e exclusivamente com os dissidentes injustamente presos na justa tentativa de anulação das eleições 
  8. O acesso ao sambódromo será realizado por urnas eletrônicas
  9. Serão distribuídas a toda audiência perucas loiras e estes serão obrigados a usá-las para permanecer no local
  10. Uma duble da Exc. Sra. Trump abrirá os desfiles
  11. Está sumariamente proibida a execução ou canto do "Samba do crioulo doido"; único ponto já aceito - plenamente e sem discussão - pelo Governo Lula e esquerdas que o apoiam
  12. Todas lojas da Havan trocarem a estátua da liberdade por uma estátua dourada duas vezes maior do Sr. Trump.
  13. Será construída a torre a mais alta e bela em Balneário Camboriú, com portal dourado, que receberá o nome de Trump Tower.
  14. Será construído o Trump Resort no Lago Paranoá
  15. As inteligências que apoiarem estarão automaticamente elegíveis para o Prêmio Nobel da Paz


Vale a pena ver este Instagram 

https://www.instagram.com/reel/DdJyxgYy1c-/?stkn=cTg4bjZyaGxmaTRq



terça-feira, 15 de setembro de 2026

Privacidade está ruça

Privacidade? Quando, onde? Se tiver a indicação de um livro sobre a história da privacidade, que escrevendo aqui acho que lembrei que tem, quero ler. É claro que atualmente mesmo antes do IA já se estava acelerando muito a invasão de privacidade de todos. Em se falando da Rússia, deve ser mais ainda. Lá não é novidade, que o diga a dita 'maravilhosa' (para alguns) União Soviética. Ou o macartismo. Ou..., enfim, escolha o sua invasão de privacidade predileta.

A qualidade da privacidade está intimamente relacionada a integridade e inteligência de quem temos por perto ou no comando. A escolha é de cada um.

Um esquizofrênico ou um louco no poder e a qualidade da privacidade de todos acabará sendo um pouco estranha, por assim dizer ou dizer o mínimo.

Privacidade, privacidade, a deliciosa privacidade, esta infelizmente está esvanecendo, ou acabando paft puft. Quando votar escolha a sua e depois não reclame.

('Alexa...' . ...no meu banheiro não.)

Vale uma historinha: em 1973 eu e um amigo tomamos um 'discreto' puxão de orelha. Foi assustador descobrir que eles sabiam minúcias da besteira que tinhamos feito, incluindo todos locais e nomes. E não foi política.

Se quiserem ir atrás da informação e tiverem um mínimo de bestunto, vão chegar aos fatos. Não é novidade, nunca foi.

Agora, o que a Rússia vive é uma nova versão da Santa Inquisição, muito mais sofisticada. E não só na Rússia, tenham certeza. Pior, vota se nos santos inquisidores, de todos tipos, acreditando que eles são o caminho.

Fato: a estupidez está em moda. E a privacidade está ruça.

sábado, 12 de setembro de 2026

A Rede Globo, a transmissão de jogos, e nós

Sim, infelizmente esta compra dos direitos sobre transmissão de futebol terá uma influência enorme no futuro do país que queremos. Ou alguém acha aí que o que vem acontecendo no futebol é completamente desconectado com a baderna generalizada que vivemos? Futebol, o esporte das massas, a conversa sagrada do botequim. Não estou falando que a Globo é culpada de todos os males, o que é repetido aos quatro ventos pelos torcedores mais fanáticos, políticos no caso. "A Globo é a culpada, ponto final", afirmam categoricamente, outro encontrar um eterno e inevitável culpado útil para os próprios erros. Não resta dúvida, o outro é culpado, sempre! Falo sobre futebol, aquele de glórias passadas e fracassos embaraçosos presentes que terminam nunca. Pode apostar!

Falando de futebol, aquele esporte das massas, do pão e circo do passado, virou sócio majoritário do espetáculo deprimente que está aí, nos campos, nas ruas e no Planalto. Qual a diferença entre a arbitragem desastrosa que temos no nosso futebol com o STF? Qual a diferença nos resultados? No que eles, juízes, todos, de todas áreas, influenciam o comportamento da população?

Particularmente não gosto das transmissões esportivas da Globo, superficiais, bobas, algumas irritantes, mas quem mantém aquilo em pé somos nós, o povo, a audiência, os votantes. Sem nós, acabou. Ou eles mudam o caminho. Caso tivéssemos tirado nosso apoio a todos os que fazem o futebol ou Brasília que temos agora o que você acha que aconteceria?

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Horário eleitoral obrigatório

Decidi tomar coragem e deixar a TV ligada no horário eleitoral obrigatório. Como definir esta mesmíssima coisa que temos todas eleições faz décadas. Um show de mediocridade. Não estou falando dos candidatos que, como humanos, tem de tudo e acaba se não sabendo quem é o que. Estou falando do formato, da inexistência de comunicação, de uma desinformação total que este horário eleitoral obrigatório nos remete. "Vote em mim..." é a maior imbecilidade possível. Alguém ainda tem alguma dúvida que este formato de campanha política tem responsabilidade inequívoca e direta na baderna, neste caos que o país está atolado? "Sou... Fiz.... Vou.... Vote em mim..." é literalmente inaceitável. Chega! Queremos saber de fato e por direito em quem se pode votar. O horário eleitoral obrigatório só manda um recado: E aí, trouxa, escolhe um e cala a boca!" E nós aceitamos, quietos