segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Manifesto pela Cidade: o primeiro resultado

Entrou no Instagram uma fala do Ricardo Cardim pedindo atenção para o que os candidatos pensam sobre as cidades. Ricardo foi das primeiras pessoas com quem entrei em contato ainda na feitura do Manifesto. Ele pediu desculpas, mas naquele momento estava com um problema pessoal e não teria condição de colaborar. Aliás, nem precisaria explicar, estava na sua expressão. De qualquer forma entreguei o primeiro croqui do Manifesto e o resultado está aí. Ricardo Cardim tem um ótimo trabalho de divulgação da questão verde, e com isto um bom público. Ele falar na mesma linha da ideia básica do Manifesto pelas Cidades é ótimo. Espero que a ideia vá se espalhar. Tem que se espalhar.

https://www.instagram.com/reel/DdwTsNGhqaw/?stkn=MXF3emhvYjl0ZGJuZA==

Por uma justiça que minimamente funcione


Ok, boa explicação. É fato que o que temos é uma baderna e como resultado final é muito ruim, para dizer o mínimo.

Bom, e daí, o que é necessário de fato para que nós, brasileiros, tenhamos uma justiça que, mesmo torcendo o nariz, se possa entender como justiça. Por onde se começa? Quais as prioridades? Os passos?

Com certeza e para começar, assembleias, congresso e senado que tenham um mínimo de interesse honesto por nós, brasileiros. E isto só não basta, que tenham uma remota noção da diferença entre um cardápio de restaurante caro e um livro, que saibam somar 2+2, que não tenha pôbrema com justissa... Um mínimo de inteligência também não faz mal.

Enfim, não vamos sair deste caos com estes parças, irmãos e cummpanheros que estão aí.

Breve pesquisa no Google:

No Brasil, estima-se que existam mais de 4 a 5 milhões de leis e normas regulamentares vigentes somando os três níveis de poder (esferas Federal, Estadual e Municipal). - pesquisa Google.

Todas as normas desde 1988: Um levantamento histórico do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) apontou que, desde a promulgação da Constituição de 1988, foram editadas mais de 7,4 milhões de normas jurídicas no país (uma média de mais de 500 novas regras por dia). Esse número gigantesco inclui não apenas leis ordinárias, mas também decretos, portarias, instruções normativas e medidas provisórias nas três esferas. - pesquisa Google.

Não acredita? Faz uma pesquisa onde quiser. Já fiquei sob aviso: se aprofundar a loucura fica muito muito muito pior, mas muito pior mesmo.

sábado, 26 de setembro de 2026

Teu candidato vai ser decidido por uma bandeirola?

"Limpar a imagem e arranjar um punhado de votos" está no subtítulo. Algum deles, candidatos, faz diferente? "São tudo bonzinho (os meus)".

Eleições sempre foram um 'me engana que eu gosto', mas nenhuma chegou perto da esculhambação que vivemos agora. Isto acontece porque eles se sentem livres para dizer e fazer qualquer coisa, e de fato estão. Quem dá este papel em branco com plenos poderes a eles somos nós. No passado eles não cruzavam certos limites porque sabiam que não teriam apoio. Hoje...

Esta não é só uma eleição para presidente, como parece que está sendo discutida e posta. É a definição de qual o tamanho do abismo que vamos nos meter. Que o abismo é certo, creio que não há mais dúvidas. Você não vê abismo, por favor, peço que acorde, pelo menos pelos seus.

Se os brasileiros tiverem um mínimo de juízo, um mínimo, vão ter muito cuidado para escolher os nomes dos deputados estaduais, federais e principalmente senadores. É a única saída. O menos pior, o voto neste para aquele não entrar, a opção mais aparentemente fácil nos trouxe até aqui. Se continuarmos com este baixíssimo nível no congresso e assembleias o que será deste país? Sendo mais claro e objetivo: o que será de sua vida e dos seus? Ou para não ficar ruim com os companheiros, os parças e os tão fiéis, vai votar no que?

"Limpar a imagem e arranjar um punhado de votos".  Algum destes candidatos está fazendo diferente? "Somo tudo bonzinho. Vote nim mim", "Deus lhe pague". Acredite, vote neles, pega o número, o número que interessa, a propaganda manda. Vai lá, aposta nesta. Não vai demorar para descobrir que as bets são um probleminha de nada.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Quem ganhou foram só as bets? E agora?



De 40% vai se passar para 80% as apostas ilegais? Com estes valores citados na matéria do Estadão? Uau! Isto é que é ameaça! E feita na cara dura. 

Queda da arrecadação, perdas na publicidade, falência do futebol...? Primeiro, para quem está indo a arrecadação? Perguntei para quem, não para que, pergunta mais que pertinente neste estado de coisas. Publicidade, o mercado de publicidade vai perder? Vire-se. Meus caros, é livre mercado. Vocês ganharam dinheiro com algo profundamente prejudicial ao povo brasileiro e se sentem no direito de reclamar? Futebol, aí sim é mais que pertinente perguntar para quem está indo o arrecadado. O futebol brasileiro virou... como dizer... uma fábrica de más notícias, principalmente "meteram a mão". Futebol brasileiro destruído já está, basta ver os resultados e a maravilha que é ir a estádio.

Infelizmente a Polícia Federal não tem estrutura para ir atrás de todos absurdos. Mui provavelmente iríamos ver mais muitos bonzinhos e bonitinhos de todos matizes metidos até a unha encravada nesta história. Alguém aí acredita que eles perderam esta boquinha?

Fato: o que está aí foi decisão dos poderes legislativo e executivo. Ou, de todos, com apoio irrestrito dos "nós ou eles". Fato: mais uma vez todos nós, simples mortais do povo, nus fú para valer.

Este descalabro de números absurdos, dezenas, centenas de bilhões, demonstra algo muito mais preocupante que a barbaridade que está aqui. A administração pública do país é dividida em dois, os funcionários públicos permanentes, concursados, e os que eleitos estão governando. Quem é eleito tem o poder de mandar, mas o corpo de funcionários concursados, permanente, tem seu poder, grande por sinal, e querendo ser um regulador ou mesmo freio consegue com facilidade. Dentro do serviço público tem muita gente de alta qualidade, com bom discernimento das coisas, capaz de dar bom rumo às decisões. Eu sei, entre os funcionarios por um lado há um forte corporativismo, por outro é um mato sem cachorro, os dois juntos, com foice voando no escuro. Normalmente o corporativismo do salário impõe regras. É a vida.

Um governo eleito tem o dever, ou deveria ter, de tirar da estrutura permanente do funcionalismo o melhor para criar políticas de longo prazo, políticas de Estado. Se faz isto ouvindo com respeito, o que duvido que esteja acontecendo faz muito. A surdez é generalizada, e atende bem a interesses bem particulares. As bets são fruto de um desacerto monumental generalizado. Como tudo indica está acontecendo com tudo. Impossível não prever o tamanho da mer... que se transformaria e se transformou a entrada das bets como foi feita. Há experiências internacionais que servem de referência.

Com o que se apresenta ainda tem gente que acredita que este governo é de esquerda, que tem como meta o bem só povo..., desculpem meus caros, mas acho que vocês estão mal informados. 

O que aconteceu foi política de governo, mas não só, porque foi amplamente aprovado por todos, situação e oposição, mais os pseudo neutros, os nem lá nem cá. 

Como até este buraco das bets virar um abismo sem fundo visível não havia, como ainda não há, manifestação do outro lado, os messiânicos da direita (deles), está claro que o jogo jogado era exatamente o mesmo.

Neste caso todos os dois lados assinaram a permissão desta loucura pouco se importando com o bem estar do país e de sua população.

As apostas esportivas ("bets") foram legalizadas no Brasil em dezembro de 2018, no final do governo de Michel Temer, por meio da Lei nº 13.756/2018. - pesquisa Google. Acredito que se tenha tido tempo para ajustes que evitariam a baderna que estamos vivendo. Pelo jeito não houve interesse. Por que será?

Um pedido de desculpas e a explicação

Tenho que pedir desculpas por vários textos que tenho publicado. Tenho entrado em temas e assuntos que não creio estar dentro do que este blog propõe. A bicicleta, a escola e a vida, no fundo no fundo tem a intesão de levantar pontos e ideias que ajudem a pensar e se possível agir para melhorar a qualidade de vida de todos, sem exceção. Alguns parecem desconectados do propósito, mas não o são.

Fui educado, quase condicionado, para a prioridade. No sentido coletivo o ensinamento ficou claro e é posto. No pessoal nem tanto ou pouco, mas isto é outra história que não vem ao caso.

A prioridade máxima neste momento é evitar que o Brasil colapse para valer. Nem nos piores momentos dos anos militares, que chamo de 'dentadura', e tenho minhas razões, a coisa ficou tão ruim, tão fora do controle, tão inaceitável, tão absurda como temos agora. Falo isto porque vivi num vasto meio que tinha de tudo, esquerda revolucionária, esquerda, centro, direita, direita religiosa, extrema direita, etc..., portanto me sinto cômodo no que penso. As gerações daquela época podiam ser o que se bem pensem, mas uma coisa é certa: tinham noção clara dos limites que não se devem cruzar. 

Com muitos que tenho conversado, alguns de esquerda, todos concordam que se esta escala de estupidez que vivemos hoje tivesse acontecido naqueles tempos duros, os militares teriam dado um basta inclusive metendo em cana os mais assanhadinhos da direita, da sua própria turma, como aconteceu. Há histórias endossando este meu pensamento, a mais conhecida foi eles, militares, terem dado um basta na ala mais alucinada no pós Herzog. Aliás, como foi feito pelos militares na tentativa de golpe atual quando Bolsonaro foi avisado que se continuasse seria preso.

Quis a vida que praticamente todos anos entre 1969 e 1980 eu fosse mandado para Buenos Aires nas férias. Sei bem o que um desvario como o que estamos vivendo pode fazer com um país de grande potencial. Os populismos fizeram Argentina caminhar para trás, desintegrar lentamente, durante 70 anos seguidos, com seguidos voos de galinha que sempre acabaram na goela das raposas. "Foda-se o povo". Não quero que repita aqui, mais, não quero que continue se repetindo aqui. 

Temos que encontrar um caminho seguro. Não existe segurança quando há histéricos sem controle alucinando todos em nome de seus próprios delírios.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Roubaram a placa comemorativa do...



Deprimente. Espero que recuperem. Mas... por onde começar? Roubaram mais um patrimônio histórico? Deprimente! Falando nisto... Descobriram onde foi parar a escultura de 400 kilos de bronze que foi arrancada da parede da praça Carlos Gomes? Se sabe onde foi parar tudo que foi roubado dos cemitérios, e olha que deve ter sido muito mais que os 400 kg da praça? Grana legal! Aliás, explica como alguém no meio da noite consegue arrancar um treco de 400 kg de uma parede em local público sem ser notado? Ou, num único dia roubarem 4 km de cabo elétricos, notícia que até hoje sou meio descrente, mas como todas as redes divulgaram... A plaquinha histórica é pequena... biscoito fácil, espero que recuperem, espero mesmo. Estará ainda inteira, nas mãos de quem? Desdentados ou protestantes indignados com acusações infundadas aos seus?

Roubos pequenos... por onde começar? Uma loja da Kalunga dentro de shopping de classe media alta tem em média uma perda de 5% ao dia. O mesmo para a loja da Hering, C&A, e outras... um pouco mais, um pouco menos... em dias normais... Fins de semanas e datas especiais a diversão é melhor. E as figurinhas da Copa das Coca-Cola? Ok, estou descriminando? O que será que acontece no Santa Luzia, o mercado mais chique do país, classe AAA? Nos restaurantes? "Você está brincando! Levaram o que? O lustre?" perguntei pasmado para uma amiga dona de restaurante. A coisa aqui é master muito antes do escândalo (?) Master. Farra nacional generalizada.

A plaquinha comemorativa é muito mais que uma placa. Quem tem idade para ter vivido aqueles tempos sabe o que significaram para todo país, para toda o povo, aquelas manifestações, que diga-se de passagem, eram inteligentes, não raro bem humoradas, nada parecido com a estupidez generalizada que temos hoje.

Dado que a OAB está cada dia mais ausente, nada a ver com os tempos da 'plaquinha comemorativa' arrancada do chão, será que moverá uma palha para recuperá-la? Ou permanecerá com suas preocupações corporativistas tão lucrativas que balançam em Brasília e no STF? Ora, se um dia o Brasil deixar de ter uma justiça tão corporativa e lucrativa para alguns, ou uma 'justiça', peço que tenhamos uma "práca" irremovível. Irroubável dependerá muito do que queremos ser. Digo, como civilização. Hoje somos 'Brasil'.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro... e daí?

Hoje é o dia mundial sem carro, letras minúsculas e sem aspas. Hoje deveria ser o 'Dia Mundial Sem Carro'. Poderia, deveria, seria legal, divertido. Seria. Quem se lembra.

Não lembro quando e onde criaram este dia de manifestação, que levado no bom sentido serviria para fazer a população pensar num mundo novo, pelo menos um pouco menos congestionado. Nos primeiros anos houve até uma pequena e interessante adesão. Foi diminuindo, diminuindo, diminuindo... Até me lembrei da data, não creio que vá esquecê-la, tive momentos bem divertidos nas comemorações, mas hoje, em particular, neste dia de chuva intensa e alertas de tempestades, sem carro complica. Complica dentro de uma sociedade como a nossa que perdeu seu bom humor coletivo faz tempo. 

A bem da verdade decidi escrever este texto porque na minha rede social recebi um texto de um ciclista daqueles bem ciclistas confessando que justo hoje estava de carro. "Vai de retro Satanás". Não, eu não entro nesta. Eu absolvo este pecado até porque já tive que fazer exatamente o mesmo. E absolveria caso eu não tivesse pecado igual. Quanta besteira!

Ontem abri o mapa de Manhattan no Google Maps e descobri que a Broadway Ave. praticamente desapareceu do mapa. Simples, de uma das mais importantes e movimentadas avenidas de NYC, a partir de 2007 foi transformada num espaço público para pedestres, ciclistas e quem quiser simplesmente sentar, mais o que restou para os carros,  uma simples rua separada por vasos de flores. A gritaria inicial mudou para total apoio, e mais e mais avenidas hoje estão quase sem carros, ou automóveis. Pandemia de "Dia Mundial Sem Carro", contagiante. O mesmo em Paris, Londres, etc e tal, tantas que não me lembro mais - felizmente. 

Eu não tenho mais saco para sair de carro. Se já não tinha muito, agora estourou. Não só o meu. Que tal fazer 4 km dirigindo ou como passageiro em quase uma hora? Sim. A pé se vai mais rápido. Que tal não ter mais qualquer previsibilidade de tempo de viagem num automóvel? O mesmo trajeto pode durar 15 minutos ou dar graças a Deus que conseguiu chegar em casa e não fez pipi no carro. 

'Dia Mundial Sem Carro' poderia ser o início de algo muito bom para todos, especialmente para os próprios motoristas. É muito provável que não tenha colado porque se deve ter enfiado no mesmo saco do "nós ou eles", como tudo que vem acontecendo neste país. Ideia de comunista? Carro é o simbolo do capitalismo? Nossa! que mais? Triste.

O automóvel não vai desaparecer, disse um amigo que sabe das coisas. E não vai, nem deve, não pode. Não há outra saída a não ser racionalizar seu uso. Só isto já ajuda uma barbaridade.

'Dia Mundial Sem Carro'.

PS.: Sair de bicicleta em dia de chuva é uma benção. Os motoristas ficam encalacrados, você segue em frente. Basta uma boa capa... ou não só. Os ineptos que projetaram as ciclovia e ciclofaixas esqueceram que chove, se chove junta água, se junta água faz poça, se tem poça o ciclista mesmo com a melhor capa se encharca... Como nossa educação, inclusive a Universitária, está secando, virando deserto, não ensinam o que é drenagem. Faz todo sentido.