sábado, 6 de junho de 2026

Dia D

 


A água do estado de São Paulo está secando

 

Desculpem, senhoras e senhores, mas a responsabilidade não é só do governo, seja municipal, estadual ou federal. A responsabilidade deste e de outros descalabros é de todos. Silenciamos perante absurdos. Alguém aí já viu o rio Tietê ou quase seco ou inteirinho branco de espuma? Alguém aí já viu um vizinho lavando a calçada com esguicho e ensaboando o quintal com muita espuma para ficar limpinho? O que isto terá a ver com a condição do Tiete lá na frente, de Santana do Parnaíba para o oeste? Alguém aí já viu as invasões nos córregos que dão na Billings e Guarapiranga? Alguém se lembra do Projeto Córrego Limpo Sabesp/PMSP? Alguém aí deu bronca quando a água da pia ficou aberta sem parar no lavar dos pratos? Alguém tomou alguma providência para evitar o que temos hoje? 

Parabéns pelo projeto de recuperação das águas, mesmo que tarde. Nós, todos, sem excessão, nunca, jamais em sã consciência poderíamos ter abandonado tudo, principalmente a água vital.



O exemplo que dou a seguir é sobre como o poder público é lento, o que já sabemos, mas vale a pena repetir. Acompanhei o projeto de criação da ciclovia do Rio Pinheiros desde sei início. A ideia do projeto remete a 1980, com Sérgio Luis Bianco. Dos anos 80 até José Serra ter ordenado a implantação da ciclovia, passando por cima de muitos, foram 40 anos de reuniões e desacordos e sabotagens de cinco órgãos governamentais que tinham, e talvez ainda tenham, pleno poder sobre o rio, suas águas e margens. Foi dentro do processo que entendi o emaranhado descabido e inútil para o interesse público, mas próprio de vaidades. Pouco depois da inauguração da ciclovia encontrei Fabio Bueno, que por alguma razão estava metido no meio do processo,. Falei sobre o sucesso, o número de ciclistas, e ele disse que o que estava impressionando as autoridades era o aumento assustador das reclamações sobre a condição da água e das margens do rio. Ou seja, 1: chega de morosidade para agir, 2: quem vê se interessa, quem se interessa se mexe, 3: não é o parece, é o que é. Sem informação correta fica difícil.

Pelo que me lembro, responsáveis pelo rio Pinheiros: CETESB, Emae, Enel, PMSP, Governo do Estado de São Paulo, SVMA, Secretaria de Obras, CPTM, STSP, etc... Sem assinatura de todos, não vai. Posso ter errado os nomes e siglas, mas dá uma noção da baderna. Outro exemplo, as pontes velhas e desativadas no Morumbi e Jaguaré tem projeto para servir para cruzar ciclistas entre margens. O projeto tem décadas....






sexta-feira, 5 de junho de 2026

Revolução industrial? Sabe quanto o Brasil está atrasado?

Já escrevi sobre a decadência da indústria brasileira de bicicletas, que chegou a ser a segunda ou terceira maior do mundo nos anos 80 e praticamente desapareceu. A razão é simples de entender: obsolescência industrial e mental de seus proprietários. A mental foi a mais crítica. O "sabe com quem está falando", tão brasileiro e típico de quem tem o mercado na mão e faz o que bem entende com ele. Aí entra o industrial, com máquinas obsoletas produzindo componentes com tolerâncias inaceitáveis em material de segunda linha, em outras palavras, baixíssima qualidade. Soberba para dar e vender e comemorar. Óbvio que subestimaram os usuários da bicicleta, que no exato momento que descobriram o que era uma bicicleta de verdade... tchau, prazer em conhecê-los.

Hoje num almoço entre ciclistas, se falou sobre porque o Brasil não tem uma indústria de automóveis totalmente nacional? Sacanagem das grandes? Falta de apoio do governo? Não, respondi eu, incompetência. A Embraer não está aí para todo o planeta ver? Então não dá para buscar justificativas em cima de teorias da conspiração.

Voltando às bicicletas, fora os erros grotescos que aconteceram que não estavam restritos ao setor industrial, não tínhamos escala de produção, não tínhamos nome lá fora, o Brasil está longe de todos mercados..., e a questão fiscal, baderna de 54 impostos, burocracia. Enfim, problemas existem para serem contornando - se houver interesse.

Bom, enfim, agora, tempo de campanha eleitoral, é que se discute o que fazer com o atraso da indústria nacional. Só agora? É muito perigoso o Brasil não ter um setor industrial que funcione com um mínimo de qualidade e produtividade rentável. Já era claro que para voltar a ser minimamente competitivo tem que acertar muita coisa para chegar na indústria que se tem lá fora, automatizada, eficiente, precisa, produtiva, competitiva. 

Mas e se o nosso buraco for infinitamente mais embaixo? E se a diferença para a indústria de ponta agora for muitíssimo maior do que o mais eloquente dos delírios de um leigo interessado, aliás até de gente da área possa pensar? Quanto? Um automóvel fabricado, pronto para venda a cada 72 segundos, sim 72 segundos, da injeção da matéria em prensas até o carro completamente finalizado, pronto para venda. Se o vídeo que está ai é fato, e parece que é, não é a indústria brasileira que dançou, é o planeta que vai dançar rapidinho. Tudo indica que não é fake, portanto nós estamos na idade da pedra.

Pequeno estúpido detalhe, a versão esportiva deste treco fabricado em segundos é o carro com volta mais rápida em Nuburbring, o que em outras palavras significa uma inacreditável "estupidez" de tecnologia. 

Prestem atenção nos fatores macro econômicos. É assustador. 

Esta maluquice apavorante, um carro novo a cada 72 segundos, me faz lembrar a história da GM de São José dos Campos. E outras histórias mais de lutas sindicais..


https://youtu.be/kfpRz_GXe1A?si=hARQ4s4Yb4Jg2MKq


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Por uma discussão honesta sobre a velhice

Velho, idoso, a melhor idade, preferencial, ou a PQP. Vamos começar pelo o que as pessoas melhor entendem, dinheiro.
O que é ser velho? Quem é velho? Velho para sí? Velho para a sociedade? 
Velho. 

Qual é o lado da finitude que praticamente ninguém quer ver? Velhice não é um passo da finitude? O que o idoso é aqui no Brasil? Faço aqui um olhar para o que está fora do prumo, e quem está no meio do pântano sabe bem como é. 
Uma coisa é a propaganda, outra é a realidade crua de boa parte dos idosos.

Quanto custa um velho ou velha? Quem tem um velho doente em casa sabe. Custa dindim, custa trabalho, custa desgaste, custa, custa, custa, custa...
 
"Velho não pode!" Idoso? Melhor idade? É a mesma coisa que velho. Politicamente correto? É  mesmo? A designação deve ser correta, o resto é o resto? Fila preferencial? "Vai mais rápido..." Vai mesmo, então entra nela.
Então volto ao ponto que interessa mesmo: quanto custa um velho? Óbvio que custa, para todos, disto não se escapa.

Ok, ela ou ele tem aposentadoria, então não custa nada, muito pelo contrário, responderá. Ok. (Errou!!!) Então vamos ao outro lado das aposentadorias, aquele quando ela ou ele, a ou o aposentada/o, sustenta a família. Bom, e daí é moleza, até quando acabar a aposentadoria, portanto o aposentado morrer, ou seja, a fonte de renda acabar. "O vleho não pode morrer!" E então, como ficam os 'dependentes'? (Dependentes ou chupins?)
Quem paga a aposentadoria? De onde no final das contas sai o dinheiro? Dinheiro público, portanto todos cidadãos estão pagando.

Aposentadoria acaba, a entrada de dinheiro acaba, e um pequeno detalhe que não se fala: é um problema que afeta e afetará a macro economia. Uma série de negócios vão perder um cliente, o dinheiro do aposentado, principalmente o negócio da velhice, que começa na farmácia e termina no sistema hospitalar. Velho dá lucro? Upa! e como! 
Em quanto por cento as aposentadorias ativam a estrutura econômica da comunidade, do bairro, da cidade? E do país? Você já viu os dados? Eu não. Sabe o impacto na estabilidade econômica e social que a falta da entrada da aposentadoria causará no macro?

Não faz muito saiu um artigo fazendo uma análise exatamente sobre esta questão macro economia, e é pior do que eu próprio imaginava. Toda uma estrutura imobiliária está pensada para os idosos aposentados, estrutura esta que no futuro não estará ano alcance das gerações mais novas. E é só um lado da questão. 

Entre família, com quem sobra o idoso dependente?
"Você é o responsável...". Vamos à verdade, na maioria dos casos a pessoa entra num processo irreversível natural à velhice e todos se afastam, saem correndo. O idiota que sobrar que se vire. Agora, morreu, tem dinheiro na jogada, aparece tudo de volta e começa o salseiro, todos foram bons filhos, netos, sobrinhos, amigos... Estou sendo cruel? Uai, pergunte a qualquer advogado de família e ele vai contar muitas historinhas interessantes. Criminalista acha muito mais leve que (advocacia de) família.
Apoio, presença, uma ligação, saber notícias? Nicas. "Vai mané, vai que a bola é sua!" Você já teve que cuidar de um idoso disfuncional? Já conversou abertamente com quem sobrou com um idoso na mão?

"Bom, se o idoso é uma bomba, o que se pode fazer com ele?"

Você já entrou numa casa de repouso? Já entrou num asilo? Sabe quanto custa?

Uma das melhores respostas que tive foi: "Você já teve uma conversa aberta e honesta com um idoso que está consciente sobre sua situação? Já ouviu de um idoso que é consciente dizer que seu tempo acabou?" Já ouviu "Quero que acabe"? 

Morrer em casa ou ser ressuscitado sem parar numa casa de repouso? Morrer ou virar fonte de renda para terceiros? Pelas informações que estou tendo, velhice é muito rentável, para muitos, se não para todo um setor montado para 'acolher e dar uma boa vida ao idoso'.

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência:
"Eu não sou o que vai decidir (sobre entrar nos cuidados paliativos ou deixar ir)". 
"Se não fizermos a intervenção (absurdamente cara), morre" - Conversa entre parentes sobre um paciente já praticamente morto. Intervenção realizada, paciente morto em seguida. Óbvio que a intervenção teve que ser paga pela família.

Acompanhar, vivenciar, tratar, organizar, segurar as pontas. Sim, com certeza, mas de que forma. O que temos agora é mais uma distorção social e econômica que precisa ser discutida se chiliques.


Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência:
A senhora está vegetando faz anos. O filho não consegue aceitar seu fim e gasta fortunas para tê-la maquiada, penteada, bem vestida com roupas que ela teria usado quando tinha lá seus 60 anos ou menos. Hoje está perto dos 100. O filho faz questão de sentá-la na cadeira ao lado, pegar um braço semi morto dela para jogá-lo por trás do seu pescoço, deitar a cabeça no ombro dela. A cabeça da senhora não se sustenta mais. Nada se sustenta. A cuidadora sempre sentada atrás da idosa atenta no teatro de mantê-la 'viva'. 

Quantas mulheres deram suas vidas para cuidar dos outros e estão terminando largadas? Homens costumam ir mais cedo, as estatísticas apontam.

Afetuoso não é sinônimo de respeitoso. Cuidadoso não significa respeitoso. 
Afeto a que, a quem, por que, com que fim?
Cuidadoso por que, para que?
Quem ganha, quem perde neste jogo de afeto e respeito? Sim, jogo de respeito, por que envolve um forte emocional socialmente bem estruturado e porque não dizer doutrinado pelos mais variados interesses, ou jogos sociais.  

A quem interessa o que está aí em relação à velhice? Quem leva vantagem? Quem perde? 
Não tenha dúvida que os grandes perdedores são os idosos, até mesmo aqueles que dizem serem tratados com "afeto e respeito". 

Escrevo este como um idoso de classe média alta que acompanhou de perto a velhice até seu fim de avô, avó, mãe, pai, amigos e agora prima, além de outros. Escrevo este como alguém que esteva junto a adultos próximos à dita velhice e que viveram aqueles anos com angústia da aposentadoria ou pior, do cancelamento social, sim cancelamento social, e é este o termo correto para a imensa maioria dos que cruzam os 60. Melhor e mais justo, ou muito pior, com as imposições do mercado de trabalho a partir dos 50 anos. Virou velho, "está acabado" ouve-se em sussurros discretos.

Entregar uma boa aposentadoria? Prêmio de consolação? 



Olhar a rua, ver a cidade

No vídeo é citado o absurdo Minhocão do Maluf. Primeiro, foram pouquíssimos os que se manifestaram contra o projeto e sua construção, mesmo entre urbanistas e arquitetos. Uma reportagem publicada faz muito levantou o nível de degradação que o Minhocão causou até bem além das redondezas. No entorno direto a degradação é absolutamente clara e inegável. Segundo, o longo tempo de discussão sobre o que fazer com aquele aborto urbano diz muito sobre nossa total falta de compreensão do que deveria ser a dinâmica organizacional e de crescimento de uma cidade. Terceiro, a luta para transformar aquilo em um parque é triste, porque não se importa se alguns problemas crônicos causados pelo viaduto permanecerão, e estejam certos, permanecerão.

A luta deveria ser por colocar aquilo no chão, seja por uma questão de qualidade de vida nas avenidas e ruas que estão debaixo ou ao redor dele, como pelo custo de médio e longo prazo para sua manutenção. Estudos mostram que desmontar e aproveitar as vigas é a saída mais barata em vários sentidos. 

Digo que o Minhocão foi e continua sendo um simbolo da ignorância brasileira sobre o que deveria ser uma cidade. Não é sobre a criação de um parque para um número de cidadãos, mas sobre a vida de todos cidadãos, incluindo os moradores do entorno. Não é sobre o desejo de um determinado grupo, é sobre a cidade.

Querem um parque ali? Acho mais que justo, acho necessário. Pois então que lutem para transformar algumas ruas em vias livres de veículos motorizados, incluo aí as malditas auto propelidas. 





Brasileiro aceita corrupção

Brasileiro aceita corrupção? Que é isso? Você jura? Todos, sem exceção, e não estou falando dos que estão lá, mas cada um de nós, todos. Quem aí não joga lixo no chão? Quem aí se comporta com civilidade no trânsito? Quem aí não pagou um guardador de vaga, um segurança particular? Quem aí deixou de fazer algum B.O. que por lei seria obrigatório? Quem aí não silenciou perante uma ilegalidade, uma contravenção? Quem aí não se fez de guardião da lei e dos bons costumes passando por cima da lei e dos poderes constituídos? Quantos estão se movendo para frear este país indescritível? Faz mais de duas décadas que o que acontece neste país é mais que incompreensível, é absolutamente inaceitável em todos termos. Faz mais de duas décadas que o pais vem degringolando pesado, com sucessivos escândalos de cá, de lá, de acolá, dos grandes, dos médios e dos pequenos, de todos, de todo mundo. Quem se mexeu para dar um basta? Quem teve coragem? Agora, quando está escancarado que nada mais escapa da vergonha, vai faltar coragem, vai faltar bom senso, hombridade, para buscar uma saída. Vamos apostar numa solução, num caminho que nós levará a três décadas de escândalos, corrupção, roubos, assaltos, mortes, insegurança, analfabetismo funcional generalizado, nem-nem... É isto? Este será nosso marco civilizatório que deixaremos para o futuro de nosso filhos e netos? É com isto que você quer viver o resto de sua vida? Uau! Parabéns, você merece!

https://www.instagram.com/reel/DZAapGkxVZb/?igsh=Ym45aHlldWo3bm9z

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Brasil, o que eu posso ajudar?

Estou feliz. Tem gente da sociedade cívil se mexendo para tentar recolocar este país nos trilhos. O SPIW, São Paulo Innovation Week, foi um grande passo para entender onde estamos e discutirmos o que fazer com o nosso futuro. O 'Brasil Avante', ciclo de debates e propostas para o futuro governo do Brasil é um importante passo para o país corrigir erros crônicos, parar com o desgoverno, a baderna, a maluquice que vivemos. Tenho 71 e nunca vi nada igual ao que esta acontecendo. Deprimente. A sociedade cívil se mexer - civilizadamente - tem tudo para dar bom resultado. É assim que foi feito e assim que se faz em todo lugar e por toda história moderna da humanidade. Sempre foi a alternativa mais acertava para chegar os melhores resultados.

Hoje aconteceu o primeiro debate, que prefiro dizer 'falas'. Foi bom, mas esperava mais, mais tempo, mais respostas... Acredito que eles saibam o que fazem, e tenho certeza do nível de ansiedade que tenho para ver um rumo certo tomado.

Enfim, é um ótimo passo a frente.

Eu cito com frequência a Casa Madre Teodora. Achei no Google uma explicação breve sobre o que foi realizado ali. Sei que o detalhamento do plano de governo Montoro foi muito mais profundo. Lembro do grupo que trabalhou a questão ambiental urbana e que dentre outras coisas já pedia que fossem plantadas árvores frutíferas originárias da Mata Atlântica para trazer de volta a cidade pássaros que se alimentassem de insetos, em particular cupins, um problema ainda hoje sério. Encabeçando o grupo de estudos e propostas estava Aziz Ab'Saber, já então considerado como uma sumidade internacional em geologia.

Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Eduardo Suplício, Orestes Quércia, Walter Feldman, economistas que estruturaram o Plano Real, Miguel Reale, José Carlos Dias, participantes da Constituinte, e inúmeros outros mais nomes de destaque na história do Brasil não só participaram, mas estruturaram o Plano de Governo Montoro, que acabou fazendo muita diferença boa para todos nós.

Da pesquisa no Google:

A "Casa da Madre Teodora" foi a residência paulistana onde intelectuais, técnicos e militantes elaboraram o plano de governo de Franco Montoro para o Estado de São Paulo (1983-1987). O endereço tornou-se o berço da chamada "Turma Sorbonne", grupo que desenhou propostas democráticas fodas na descentralização e participação popular.O Grupo da Madre Teodora localização: A casa servia como um espaço aberto e informal de debate.Integrantes: Reunia jovens acadêmicos, sanitaristas e especialistas, muitos dos quais assumiriam posições de destaque na política nacional.Apelido: Devido ao peso intelectual das discussões, o grupo foi carinhosamente apelidado de "a turma Sorbonne".Pilares do Programa de Governo participação e Descentralização: O programa baseava-se em uma gestão democrática e participativa, buscando descentralizar o poder estadual e valorizar os municípios.Questões Sociais: Houve forte priorização de problemas concretos da sociedade, como educação (municipalização da merenda), saúde pública e agricultura.Legado: As propostas forjadas nessa casa transformaram-se em ações governamentais amplamente debatidas pela sociedade civil.Para aprofundar-se no contexto e nos impactos do plano elaborado, a trajetória e a documentação desse período podem ser exploradas através do acervo histórico do Memorial da América Latina ou do histórico da Fundação ITESP.