domingo, 6 de setembro de 2026

Delírios de pobres (ricos) para uma cidade

Fez uma ponte, que maravilha. Fez uma ciclovia, que maravilha. Construiram um edifício novo e bonito, que maravilha. Ajeitaram a calçada, que maravilha. Uma praça nova, que maravilha. Reformaram, que maravilha..

Pergunta: qual o problema com todas estas maravilhas citadas acima? 

Cidade é a união de tudo, bem entendido, uma cidade com boa qualidade de vida para todos é formada pelo conjunto de tudo que funciona harmoniamente em conjunto (explicação horrosa, mas compreensiva). Não é a ponte nova, a ciclovia, a praça, o edifício novo, a calçada, as reformas, manutenções, as árvores, o transporte público.. tudo separado, não raro até sem nexo. Deveria ser tudo junto e unido de forma a trazer qualidades que melhorem a vida de todos e tudo. É exatamente isto que não acontece em nossas cidades. 

Mas não é assim (como acontece nas nossas cidades) lá fora? De certa forma, é. O que acontece é que é difícil para uma pessoa que vive fora da realidade,  trancada dentro de muros,  cercada de seguranças, dentro de shoppings estéreis, perceber as 'sutilezas'. E não deveriam ser, porque muitas delas de sutil não tem nada. 

Comecemos pelo que liga tudo a tudo, as calçadas   

Milton Santos dizia, em A Natureza do Espaço (1996), que o espaço é “um sistema de objetos e um sistema de ações”, nunca um cenário neutro. Maravilhoso. 

O budismo coloca que não há liberdade sem disciplina. E não há. Há uma enorme diferença entregar liberdade e libertinagem, o que neste momento nós,  brasileiros,  temos uma profunda dificuldade em diferenciar. 

Liberdade, ora liberdade, o que é e o que nos oferece. A "História da Felicidade", Peter N. Stearns. A relação da liberdade com a felicidade, as formas de pensá-las, vivê-las. Trabalhei, penso e escrevo ou deliro um pouco sobre cidades e melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. O maravilhoso texto deste livro enfiou boa parte do que pensava no liquidificador. Agora "estou viajando na maionese". Li, reli, rerreli e relerei o texto para dar o tempo certo da confusão divina que se formou e não desandar a maionese.

Um texto publicado por Karnal colocou mais ingredientes na. Inha maionese.

Milton Santos dizia, em A Natureza do Espaço (1996), que o espaço é “um sistema de objetos e um sistema de ações”, nunca um cenário neutro, cita Karnal.

"Nem prisioneiros do solo, nem deuses sobre ele: somos seres abaixo da onipotência divina e acima da impotência da pedra. Apenas humanos, isto é, seres que, diante de cada paisagem, ainda precisam decidir o que fazer com ela. E essa decisão, precária e cotidiana, é talvez o único território em que a liberdade ainda faz morada", termina Karnal.

Quem somos? O que somos como indivíduos e cidadãos nesta discreta, sutil bagunça que vivemos? Somos a cidade ou a cidade é quem somos? Liberdade perante o coletivo ou coletivo perante a liberdade? Que liberdade? Quem ou que determina? Liberdade ou libertinagem? Nossa, como cidadãos, ou deles como empreiteiros, construtores, encorporadores, e transformadores de nossas cidades, portanto de nossas vidas?

Vale a pena dar uma lida em: https://jornal.usp.br/atualidades/da-polis-grega-a-transformacao-das-metropoles-uma-reflexao-sobre-o-processo-de-urbanizacao/


Justiça brasileira? Brasil?


Este texto de Fernando Schüler deveria ser editorial e divulgado em todos meios.

Não é novidade que nossa justiça sempre foi lenta, que tarda e falha, e vez ou outra corrupta. Se podia afirmar sem medo de errar que era elitista. E com jabuticabas tipicamente brasileiras como a justiça do trabalho, isto sem dizer um emaranhado de leis confusas, muitas obsoletas, e não raro absurdas.

Pelo lado do povo tínhamos uma OAB que veio derretendo para se transformar num sabe se lá o que. Ainda existe? A pergunta é pertinente frente a um silêncio mortal. E por fim, o STF, o Supremo, que ainda era crível. Era, definitivamente não o é mais.

O que temos hoje? Uma justiça lenta, que tarda, falha, é cara, elitista, não é neutra, está politizada, e a cada dia se mostra mais envolvida em corrupção das boas. Ou seja... A resposta a este 'ou seja...' vai da cabeça de cada um de uma população irracionalidade dividida que só quer que este absurdo sirva a suas ideias e fanatismos, ponto final.

Entre os predicados de nossa justiça ia esquecendo de mais uma novidade: julgamentos que incluem a Bíblia no veredito. São os novos Messias a proteger nossa pecadora sociedade. Olhando pelo lado deles, os juízes, é um ótimo negócio que junta os ganhos fartos de nossos tribunais com o que se pode tirar da Fé sem ter o Fisco por perto.

Minha única esperança é que o resultado das urnas nos leve a deputados estaduais, deputados federais e senadores que sejam brasileiros. O que temos hoje são, em sua maioria, traidores, cujo interesse imediato é o para si próprio e de seus pares. O resto que se exploda, como diria Chico Anisio.

Quanto aos majoritários, tenho uma tênue esperança que a turma do "nós ou eles" não desintegrem de vez o que resta deste Brasil que eles vêm 'construindo' com tanto fervor

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O que deveria resultar do estímulo a bicicleta

Acabei fazendo um vídeo furioso sobre a construção de uma ciclovia de canteiro central na av. dos Semaneiros, Alto de Pinheiros. Nem me lembrava mais do início deste texto sobre o que deveria ser um sistema cicloviário e sobre o temos aqui. O vídeo está no final deste POST. Depois explico.

Entre 2005 e 2012 trabalhei e fui treinado por holandeses e americanos. Mais, coloquei dinheiro do meu próprio bolso para ir in loco ver o que eles estavam falando. Acabei conhecendo muito bem o que foi feito pela bicicleta em Amsterdã, Paris e NYC, e outras, e posso dizer ou repetir o que eu li, vi e me ensinaram: "a bicicleta deve ser uma ferramenta de transformação da vida na cidade". Todo o processo aplicado lá fora extrapola muito o simples "quantos mais km de vias segregadas melhor" que foi a diretriz aqui. 

Agora, aviso, a última vez que estive em Amsterdã já senti na pele o que veio a ser a 'delicia' das elétricas estranhas circulando na ciclovia. E lá já começava um discussão pesada sobre o futuro do sistema cicloviario perante as 'autopropelidas'.

Perdemos, aqui no Brasil, a oportunidade de ter usado a introdução da bicicleta como uma ferramenta de transformação profunda no urbanismo errático de nossas cidades. A bicicleta deveria ter invadido e tomado espaços melhorando a vida de mulheres, crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais, meio ambiente, ar, verde, paisagem, mobiliário urbano, diminuição da violência, reestruturação da micro economia..., etc..., etc..., etc... Foi para isto que a bicicleta despertou interesse na Europa e Estados Unidos, não foi única e exclusivamente pela mobilidade, pela luta contra os motorizados, pela bicicleta.

Agora é muito difícil que aconteça. A "luta" era uma, agora, com a baderna que instalou, inclusive nas ciclovias e ciclofaixas, é outra. Aliás, o que pretendíamos no passado é completamente irreal frente a realidade das elétricas que infestam tudo. Onde tudo isto vai parar? Ninguém sabe, e creio que mesmo os Europeus também não saibam. O exemplo vindo da Ásia pouco serve pela imensa diferença cultural.

Claro, quantas mais bicicletas elétricas e autopropelidos menos carros nas ruas, mais espaço publico e espaço privado de uso público. 

Por outro lado, a magia da bicicleta está na circulação com velocidade em escala humana, o que aumenta a percepção do meio ambiente onde está passando, o que é elemento integrador. Já a velocidade mais alta das elétricas faz com que seus condutores tenham uma percepção muito reduzida do ambiente, quase a mesma de um motorista ou motociclista, o que é desintegrador.

Elétricas, como tudo indica, é o grito de vitória das motociclistas e Scooters. Bicicleta, mas bicicleta mesmo, aquela do arroz com feijão, é mais uma vez perante a história a grande derrotada, e junto com ela seus sonhos e realizações. 




Aqui carecemos de um mínimo de noção do que é uma cidade para cidadãos, todos.

Quando ainda existia a Rádio Eldorado eu mandei um áudio para eles furioso sobre a marcação que estava sendo feita no canteiro central da Av. dos Semaneiros e que eu tinha certeza que seria uma ciclovia. Um pouco depois começaram a obra, que não foi para a ciclovia que então pensei, mas a troca da tubulação de água pluvial.

Lembrando a marcação que foi feita, é óbvio que era de uma futura ciclovia de canteiro central, a mesma que está sendo implantada agora. É um nojo. Vão extinguir as ciclofaixas para criar vagas de estacionamento para os fiéis da igreja? Vão.


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Nosso caos nasce na cidade

As notícias bombas vindas de Brasília são resultado de algum desvio social feito a muito tempo atrás, mas de onde? A formação básica vem de casa, da família. A formação social vem de um convívio maior, mais abrangente. É aí que entra a cidade e sua capacidade de formar cidadãos. "O melhor espelho de uma sociedade é seu trânsito", Roberto DaMatta. Trânsito pode ser traduzido como cidade, a relação é praticamente direta.


São raros os cidadãos paulistanos que acham que o que vem acontecendo no desenvolvimento da cidade é bom. Quem tem um mínimo de esclarecimento sobre o que deve ser uma cidade está horrorizado com a selvageria urbana que estamos vivendo. Plano Diretor? O que temos é um abre alas libertino. Algumas das barbáries que vem acontecendo serão prejudiciais até para o mais selvagem dos capitalistas, o que dizer para os cidadãos paulistanos.

Não faltam exemplos sobre qual caminho seguir para a construção e manutenção de uma cidade que proporcione qualidade de vida para seus cidadãos. Assim como não faltam exemplos claríssimos do que não se deve fazer. Infelizmente não damos qualquer atenção aos bons exemplos e achamos lindo absurdos novos-ricos, absolutamente pobres de noção. Infelizmente poucos sabem quem é Jeanette Sadik-Khan e qual o impressionante legado seu trabalho deixou para NYC, mas muitos, muitos mesmo, acham uma maravilha um edifício palito que literalmente arranhe o céu. "Quanto mais alto melhor, mais bonito, mais chique". Quanta pobreza! Provavelmente estes ficariam extasiados frente a um dos edifícios palitos de NYC que provavelmente não sabem que rangem, trincam, fazem sombra, criam turbulências, barulhos, onde seus moradores com vista panorâmica tem que tomar remédio para não vomitar com o balanço. Chiquérrimo! Por isto estão vazios.

O pouco que foi divulgado sobre a liberação de áreas para novos edifícios mostra um completo desinteresse com a cidade, com a vida de seus cidadãos, com o futuro. Um deles tem tudo para ser a ponta de lança para o futuro sumiço da imensa área do Jockey Clube. Faz tempo que querem aquela área para projetos imobiliários. Danem se todos. Para que áreas verdes? De imediato a liberação da ilha entre a avenida Cidade Jardim e o Jockey atende aos interesses de um pequeno grupo de moradores que finalmente se livrarão de suas casas e obviamente aos das construtoras. Será só isto?


Atender a interesses mui particulares vem de longe. A saber, o projeto original do Parque Ibirapuera deveria ter ido até a avenida Ibirapuera. O Parque Dom Pedro... Os poucos luxuosos edifícios a direita da avenida Oscar Americano... São tantos exemplos...

Nunca São Paulo viveu um ciclo tão selvagem, tão depredador, como o que temos agora. Definitivamente isto não é civilizatório, não é urbanismo, não atende a preceitos de cidadania e qualidade de vida. Atende única e exclusivamente a interesses mui mui particulares. E cá para nós, pobres, muito pobres.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

E dai, como tira o cara?

 


Quando eu jogava futebol, daqueles que amigos se reúnem num terrão meio esburacado, um dia apareceu um bonitinho pedindo para jogar. O cara era bom. No primeiro jogo fez uma ou outra reclamação, no segundo reclamou mais ainda e assim foi, até a coisa ficar insuportável. O cara jogava bem, mas virou insuportável com suas grosserias. Mas ninguém falava nada, ninguém pedia que ele baixasse a bola, fosse mais respeituoso. Até um dia que ele passou de todos os limites e um dos jogadores se colocou entre ele o amigo que estava quase sendo agredido. Com mãos para trás e olho no olho no bonitinho, foi empurrado, teve sua camiseta rasgada, enquanto gritava que aquele era o final, que o agressor fosse embora. Ninguém ajudou, ninguém se manifestou, ninguém fez nada. O bonitinho sumiu.

Tempos depois soubemos que estava jogando no campo principal com um grupo que entre eles tinha quem disputava o Desafio ao Galo, um torneio de várzea que fazia os times profissionais suar para valer a camisa.
Não demorou muito o bonitinho colocou as manginhas de fora. E logo veio a notícia que num dos seus ataques de fúria durante a partida os outros 21 dentro de campo, todos do outro time mais todos do próprio, cercaram e lincharam ele. Acabou todo quebrado, quase morto, na UTI de um hospital próximo. Nunca mais se ouviu falar dele.

A história é verdadeira, eu a vivenciei pessoalmente. Aqui serve como um conto, uma referência sobre o que vem acontecendo neste Brasil e que agora explode nesta divulgação de mensagens entre um ente do Supremo e o... 'Master', direi eu.

No campinho de futebol todos calaram por meses. Quando um solitário reagiu dando um basta, todos não só continuaram calados, como se distanciaram, quase como um sinal de "Não importa, deixa como está...", como se os meses insuportáveis passados fossem parte da vida.

No outro campo, a reação foi outra, furia coletiva que quase mata o sujeito. 

Tenho perguntado em meus posts e comentários como se resolve a baderna que vivemos. Uma coisa tenho certeza, nem é esperar que alguém resolva por todos, muito menos entrar dentro da fúria coletiva e linchar. Sempre há uma saída que realmente dê bons resultados, sem consequências futuras. Via de regra é acalmar, juntar forças, pensar, ouvir, ponderar e agir de forma produtiva. 
Eu sei, numa situação como a que vivemos manter a calma está bem difícil, mas é a única saída real para isto tudo. E concordo, que dá vontade de esganar, isto dá, mas repito, não funciona.

Só a inteligência nos salvará, a nossa, não dos outros ou do IA.

Aos fieis de 'los el savadores de la patria' (Brasil)

A maioria dos que falam sobre El Salvador Bukele não faz ideia sobre o que está falando. Sim, estão exaustos com a violência absurda que vivemos, mas desconhecem o que pode ser um regime autoritário sem freios. Eu vivenciei a vida de Buenos Aires, meses por ano, todos anos entre 1969 e 1986, portanto a dos militares e de Isabelita (peronismo raiz) com seu El Brujo, Jose Lopes Rega, no fim das contas a mesma coisa com roupa diferente. Eu vi a barbárie, escapei dela sem ter feito nada, só pelo cabelo comprido, falando português. Tenho família e amigos lá, falava fluentemente porteño, sem sotaque, não fui tido como brasileiro ou turista. Falar português talvez tenha salvo minha vida. Cabelo comprido era delegacia, sem saber se havia volta. A maioria do meu pessoal de lá, queridos, é de direita e mesmo os mais ferozes um dia deram um basta na estupidez. Aqueles tempos foram um desastre para o futuro da Argentina, os números provam, inclusive para a piora da segurança.

Repito, quem apoia uma loucura destas não sabe o que fala. Uma coisa é querer viver em segurança, outra é ter 'segurança' a qualquer custo, o que via de regra não resulta em segurança. A história da humanidade prova que no hay el salvador para a segurança, mas trabalho inteligente e persistência. Tolerância Zero foi isto, inteligência e persistência, não a besteira do "senta porrada" que repetem por aí.

Quem quer segurança, e todos queremos, está falando em eleger um dos dois lados que já mais que provaram que têm muita responsabilidade em toda a barbárie que vivemos. Os dois lados, um por longa omissão e por fazer ideológica vista grossa, outro por milíciar na cara dura. Qual a diferença entre os dois para nossa segurança futura? Pergunte a quem está no meio do fogo cruzado entre os traficantes e as milicias. Pergunte qual dois traz mais segurança. Quem cobra menos, quem ameaça menos. Quem melhorou as coisas, de segurança a todos. Vai lá, pergunte. E ouça. E não esqueça de perguntar sobre a presença do Estado para protegê-los. Ouça, e pergunte se por que o Estado é ausente.

Pergunta que não quer calar: os assaltos que temos com frequência são frutos do tráfico ou das milicias? Como você sabe que são do tráfico? Quem disse? Vorcaro? Quem então? Disseram? Todo mundo sabe? Estas respostas, tão óbvias, nos tem melhorado a segurança?

"NÓS OU ELES", esta será sua escolha para resolver a violência do Brasil? Sob este prisma, resta saber quem será o "el salvador" do Brasil. Sem dúvida, inteligentíssimo!

Os números que temos depois de décadas da esquerda PT estão ai, ponto final. São péssimos. A incompetência do PT e de suas esquerdas na segurança é notória, inegável. Mais, dados um discreto "Petrolão" (sumiço de 64 bi Euros), um Lava Jato (?), e outras 'cuecas' mais não serão uma razão para pensar? Tudo mentiras? Alguém se lembra dos famosos acordos da esquerda de Brisola com os 'donos' dos morros (publicados nos jornais da época)? O eterno apoio às ditaduras de esquerda nada democráticas, com vastos históricos de corrupção e violência de milícias, inclusive tráfico internacional? São incontáveis posturas e falas de apoio a estes. Não está totalmente errado quem 'imagina' que este governo, por diversas razões, falhou no quesito segurança pública.

Pelo outro lado, Bolsonaro e sua tropa carregam inúmeras 'suspeitas' sobre envolvimento com as milícias e outros 'exterminadores do futuro'. No âmbito pessoal da família, o poleiro também 'parece' estar bem sujo, aliás, e mal preso (entre as telas). A pátria mãe dos bolsonaristas é um estado que tem quantos ex governadores presos? Cinco? Seis? O estado onde mandam e desmandam é o que as maledicências 'dizem' exportar crime organizado, negócio altamente rentável e quase intocável. Que maravilha! Como sequer conseguem resolver a própria segurança correm para baixo das asas de Trump. 'El Salvador' é fiel, nos trará a segurança. Você realmente acredita nisso? Vai continuar acreditando quando seu filho for sumido sem razão, ou, pelo bem da segurança? "Não vai acontecer com os meus". É mesmo? Boa sorte.

De novo, estas são as opções? O mundo acaba aí?

domingo, 30 de agosto de 2026

Obama e o respeito ao diferente

Espero que consigam abrir este Instagram do Obama mandando o público, seu público, respeitar um senhor que grita algo no meio do estádio lotado com um cartaz do Trump nas mãos. Obama explica para toda audiência porque ele, o senhor que protesta, de ver respeitado.

Estou digitando isto no meio de um acesso de choro que não para e casa vez dói mais. Estou velho, fiz o que pude como cidadão, gostaria de ter feito muito mais, mas muito mais mesmo, e tudo que gostaria de ver, de ainda ver, seria um Brasil onde as pessoas conversassem feito gente, que tivessem respeito pelos diferentes.

Ouvi mais de uma vez que o que está acontecendo aqui é um fenômeno mundial, mas eu estou aqui e acredito piamente que o primeiro passo para o bom caminho se dá dentro de casa.

https://www.instagram.com/reel/DZF4wd6oDlp/?igsi=ZGpuNjMxdW45amJy

Achei no YouTube, mas no Instagram está melhor