sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Ontem, que dia triste, deprimente

É simplesmente inacreditável a quantidade de notícias péssimas que estamos tendo todos dias, dia após dia, neste país. Pior, já deixamos o dia após dia para entrar no a cada hora. O fundo do poço, virou abismo, o abismo virou buraco negro, aquele fenômeno astronômico que suga impiedosamente tudo que está em volta, não se sabe para onde. 

E ontem foi um dia particularmente deprimente, péssimo. Recebi as notícias da morte de Lito e que não seria realizado o debate dos candidatos a presidente na Globo quase ao mesmo tempo. Que perda, que horror, que nojo, que asco! E não demorou muito vieram as razões para a suspensão do debate. Sem palavras. 

Nasci em 1955. Em 1964 estava na casa de uma vizinha quando ouvimos pelo rádio que os militares estavam nas ruas... Voltei para casa aos prantos, apavorado.

Em 1975 um amigo, o Pancho, e mais dois conhecidos, Diniz e Noronha, foram brutalmente assassinados pela Rota 66. No mesmo ano Wladimir Herzog foi assassinado pelas forças de segurança. Ainda neste mesmo ano, um pouco depois destes assassinatos, ouvi de Lúcia, que fazia faculdade comigo, que Geisel tinha sido derrubado. Uns dias depois ela me contou que ele tinha voltado ao poder, uma história que só chegou a público anos depois. 

Já em 1975 começaram as articulações para dar um basta àquela situação, que aos olhos de muitos era inaceitável. Em 1982 acabei como ouvinte na Casa Madre Teodora. Alguns anos depois as passeatas e o grande comício no Anhangabaú, aquele que uns imbecis chacoalharam o caminhãozinho da Globo na tentativa de joga-lo de cima do Viaduto do Chá.

Em 1986 chorei a não poder com o Sarney assumindo no lugar de Tancredo doente. Anos depois, sentado ao lado de minha mãe, vi a imbecil da Zélia anunciar o confisco geral...

Enfim, tenho alguma vivência para dizer que nunca antes neste país tivemos uma merda tão grande, mole, fedida, escorregadia, pegajosa, contaminante, como a que temos agora. Absolutamente nada se compara ao que temos hoje, nada, até porque a diarréia virou pandemica e afetou o cérebro da maioria. Merda na cabeça de muitos não é novidade, mas nesta escala, não tenho referência. 

Esfacelamos de tal forma que fica difícil saber por onde buscar uma saída. 

Aos de bem, respirem fundo, soltem o ar contaminado devagar, respirem de novo. Temos que pensar com calma. Temos que olhar este desastre total como uma janela de oportunidade. Como? Não faço ideia, ainda.


Aliás, um segundo depois desta publicação caiu a ficha: sei sim, a união da maioria que agora olha de fora todo este absurdo, aquela que considera inaceitável tudo isto. A única saída estará aí.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Lito, muito muito obrigado

Acredito que perda do Lito é muito maior do que a maioria das pessoas está falando. Lito conseguiu quase um milagre, criar interesse pela qualidade, procedimentos, necessidade de colheita de dados e informações precisos, processos de correção de erros para evitar a repetição de problemas, e o valor do bem feito, da segurança, isto num país com uma população muito afeita ao 'faz de qualquer forma que vai ficar bom'.

Com milhões de seguidores, é muito provável que a semente do bem que Lito deixou plantada traga bons frutos, o que ninguém havia conseguido antes nesta escala. Falo aqui de Brasil.

Lito provavelmente será insubstituível pela simples razão que ele praticamente fechou a vivência do círculo do que é de fato a aviação. Foi aprendiz, mecânico, instrutor, piloto, estudioso, professor e comunicador cativante de rara qualidade, o que é raro, muito raro de se encontrar numa só pessoa.

Muito, muito obrigado, Lito

Boa viagem, bom vôo 


Aos de Lito, um forte abraço.

E termino com a declaração de Frankito, o curioso, publicada no Estadão, que expõe mais uma qualidade de Lito. 
Que perda absurda este Brasil teve. Muito triste, muito triste.



Frankito, o curioso 
Franklin Weise
Os dados mostram. Eu explico

Opinião

Lito era exatamente como nos vídeos: acessível, simpaticíssimo e low profile. Foi um gigante

Lito foi um ser humano excepcional, não só por ter milhões de seguidores (pois muitos têm isto em tempos de influencers), mas por ser um exemplo de vida

Por
01/10/2026 | 21h36
Atualização: 01/10/2026 | 21h50

Como muitos aqui, acompanhava o Lito pelo canal Aviões e Músicas. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ele era meu seguidor no X! E pude ajudá-lo com algumas estimativas e gráficos que ele me pediu. Com isso, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente em sua escola de manutenção aeronáutica, em Guarulhos. O que me chamou a atenção: o quanto ele, pessoalmente, era exatamente o que parecia ser nos vídeos. Alguém acessível, simpaticíssimo, low profile – e muito admirado pelo seu time de colaboradores.

No escritório de Lito, tive uma grande surpresa: ele era obstinado com o Eugenio Costa – um navio de cruzeiro que, coincidentemente, foi o que me trouxe da Alemanha para o Brasil com minha família. Ele tinha arrematado vários itens de memorabilia do navio (quando foi desmontado, há alguns anos, na Índia) e mandou construir uma maquete belíssima e detalhada, da qual ele muito se orgulhava. Juntos, conseguimos localizar, naquela maquete, os locais do navio nos quais eu tenho fotos no colo da minha mãe, algo que me emocionou demais, pois foi um retorno simbólico ao meu passado distante. Lito mandou um vídeo muito legal para meu filho (que também é fã), com as tradicionais saudações aeronáuticas.

Mantínhamos contato pelo WhatsApp, e a última conversa que tivemos foi um mês antes do anúncio da doença. Como todo o Brasil, fiquei abalado, principalmente após saber do prognóstico praticamente sem esperanças para portadores da doença de Creutzfeldt-Jakob. Mesmo sabendo disso, do seu óbito me derrubou.

Acabo de ler que o Lito foi um grande incentivador da Maria Carolina Gontijo, minha colega no Estadão, quando ela estava começando a criar conteúdos online. Confesso que o mesmo se aplica a mim: o grau de profissionalismo, dedicação, detalhismo e empolgação que ele tinha ditou o que eu queria fazer algum dia (lembro que foi através de uma mensagem dele que descobri que podcast demandava roteiro, algo que eu ignorava, já que parecia uma conversa leve e informal). E o meu vodcast Triturando Dados, que recém estreou aqui no TecMundo, foi fruto dessa inspiração (e, obviamente, o Lito estava na lista de convidados que eu queria trazer).

Pesquisas mentem? Saiba o que está por trás dos números | Triturando Dados #1

Frankito, o Curioso, entrevista Raphael Nishimura, especialista em metodologia e estatística, sobre pesquisas eleitorais. Crédito: edição: Larissa Kinoshita 

Lito foi um ser humano excepcional, não só por ter milhões de seguidores (pois muitos têm isto em tempos de influencers), mas por ser um exemplo de vida, algo raro – principalmente no Brasil, um país tão carente de referências. Eu o tenho como um modelo e levarei isso para o resto dos meus dias.

Envio meus sinceros sentimentos para a Mila e para o Malone.

Lito, você foi um gigante!

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Nossa Senhora, que bagunça!

Aproveitando a oportunidade, esta que agora se apresenta onde até Nossa Senhora Aparecida virou cabo eleitoral... Minha Nossa Senhora, que bagunça!

Então, cá estamos, no meio de um messias e de um salvador dos pobres e oprimidos. Não, não o "Messias", aquele enviado por Deus; nem o Salvador que cuidou de pobres e oprimidos, não, não é Jesus Cristo, mas um dos Bolsonaros que por sobrenome tem 'Messias' e Lula, que é conhecido por muitos como o salvador dos pobres e oprimidos. Pensando bem, só nesta frase eu poderia considerar finita as minhas considerações.

Mas arderei no inferno com minha língua solta e meus dedos que insistem em digitar. 

A história de Jesus Cristo começou a ser escrita 60 anos depois de seu desaparecimento. Faz pouco descobri que os primeiros escritos foram em hebraico e aramaico arcaicos, ainda abjad, o que não fazia ideia o que fosse, mas pela explicação de Leandro Karnal, abjad é uma forma de escrita onde as palavras ainda não tem vogais, não há separação entre palavras, e a compreensão do que está escrito tem variáveis. O mesmo Karnal soltou um texto sobre o 'tradutor' São Jerônimo, 347 - 420 D.C., o responsável da tradução da Bíblia para o latim e nesta tradução também há uma série de palavras com mais de um sentido ou com diferenças sutis na escrita. Um dos inúmeros exemplos atuais e besta é a palavra casa. Estamos falando do que do lar, da moradia, ou de casamento, ou ainda de coisas que tem algum encaixe? Agora, imagine as variantes de algumas palavras em épocas quando haviam pouquíssimos escritos e leitores, pouquíssimos documentos para referenciar e dar precisão.

Voltando para os dias de hoje, totalmente aloprado, desvairado. 

Como Cristo estará pensando sobre esta baderna e sobre estes pretendentes a um lugar no Céu dos bons? O que Cristo acha sobre as religiões que têm como base sua história? E sobre seus fiéis seguidores? Um passo atrás, como Cristo lê a sua própria história contada pelas mais diversas e inúmeras traduções, versões e outras 'cositas mas'? Ele embarcaria? Ele ficaria feliz com os seus 'retratos', suas inúmeras imagens criadas pelos séculos e séculos, Amem? O loiro de olhos azuis das traseiras dos caminhões? 

O que Ele deve estar pensando sobre a forma como os dois lados, os ditos messias e os ditos salvadores dos pobres e oprimidos, se engalfinham? E sobre os seguidores destes tão fanáticos que se dizem proprietários do bem e da justiça? Se estivesse aqui, o que faria? Eu aposto que ele teria um ataque e expulsaria de novos os vendilhões do templo, e que Ele me perdoe por supor.

O Cara, Jesus Cristo, deve ter sido alguém muito muito especial, não há outra forma de sua vida ainda ser contada com tantas celebrações. Tudo leva a crer que neste ponto não há discórdia. Quis a vida me fazer conviver com simples mortais muito especiais e não teve um único que não fosse perspicaz e de bom humor, humor inteligente. Pelo que se sabe, o Cara, o lá  de Cima, tinha uma forte capacidade de agregação, então é de se acreditar que Ele esteja um pouco, vamos dizer, chateado com esta história de "nós ou eles". Aliás, acabei de ver uma entrevista de um cientista político que afirmou que as gerações mais novas não aguentam mais esta imbecil polarização, boa notícia.

Sempre gostei de qualquer evento popular, daqueles que junta um povão, mas de preferência, sem barulheira ensurdecedora. Ir pedalando no meio da romaria de Nossa Senhora de Aparecida é bem divertido, recomendo. Qualquer com faz, com juízo. Nada de brincar de super herói. Tem ajuda por todo percurso da Dutra, barracas, grupos, amigos, famílias, gente que vai para lá para distribuir água, bananas, maçãs, dar uma sombra, em alguns pontos oferecem massagistas, atendimento médico básico... Que eu me lembre, no meio destas boas almas tem evangelistas e messiânicos oferecendo conforto aos cristãos.

Que seja. O nosso país, Brasil, é um Estado laico. Religião é uma coisa, política de Estado é outra. Diz a sabedoria, e a inteligência também, que não se deve misturar as coisas. Perdemos a noção de limites e aceitamos enfiar Nossa Senhora Aparecida na bagunça. Quanta burrice! O que o Pessoal lá de cima estará achando desta discreta gritaria alucinada? 

O apito e a eleição

Ouvi um apito e o ciclista passou rápido por mim com apito na boca. Me deu arrepios. Faz um bom tempo em NYC surgiu a moda de ciclista pedalar usando apito e apitando para tudo quanto era lado. Não demorou muito começou a dar problemas, as autoridades começaram a investigar e o resultado acabou sendo publicado inclusive numa das revistas especializadas para ciclistas, talvez a Bicycling, não me lembro ao certo. O artigo extenso mostrava dados e alertava para que não se pedalasse de apito na boca, o que inclusive tinha causado morte de ciclista.

Eu e o ciclista com apito na boca paramos no sinal, fui conversar com ele, contei sobre o alerta publicado em revista americana. Ele ouviu até que o sinal se abriu. Ai o ciclista cruzou a avenida soltando impropérios e mandando eu calar a boca porque o apito tinha salvado sua vida inúmeras vezes e eu não fazia ideia do que estava falando. 

O trânsito brasileiro é um dos mais violentos do planeta, aliás, melhor, o Brasil é bem disfuncional muito por conta que todo brasileiro sabe o que faz, tem sua verdade inabalável e o que faz sempre dá certo. Pesquisas, dados, informações, fatos, nada disto interessa, tudo isto são besteiras, coisa de ignorantes que não sabem o que falam, a única verdade é a que a pessoa tem para si própria. "EU!", o resto está errado. Ou, tem o seguir a boiada; os outros todos estão errados.

Aproveitando a ocasião, o Estadão publicou uma série de três reportagens "O Brasil que dá certo", sobre a história da Embrapa, do ITA \ Embraer, e do Porto Digital de Recife. Vale a pena procurar e ler. Funcionaram exatamente porque tiveram o cuidado de acreditar em qualidade, ouvindo outros, buscando informações, procurando como se faz correto e como minimizar a possibilidade de erros.  

Daqui uns dias vamos para os votos. Como será tua decisão em quem votar, pela propaganda da TV, pelas bandeirolas que enchem nossas ruas, pelos santinhos ou pela cara de honesto dos candidatos?

Neste contexto do "eu estou absolutamente correto, todos vocês estão errados", se pode colocar mais um fator interessante: "Gostei de sua cara", uma ótima forma de se dar um 'veredito' sobre alguém desconhecido, no caso candidatos ao poder legislativo ou executivo que farão o seu futuro.

Ainda neste mesmo contexto entra o "gostei deste número", aquele que está sendo divulgado por ai em bandeirolas, santinhos, publicidades, propagandas obrigatórias, etc... Será o número que decidirá sua vida, jogo do bicho total. Aposto que vai dar zebra.

Fato é que eu me pergunto se deveria ter tentado alertar o ciclista com apito na boca. Ou devia deixar que ele corresse um risco? O risco dele é também o aumento de risco para todos. 

Nas minhas dúvidas sobre minha atitude com o ciclista vou me perguntando se um candidato passar sorridente tocando o apito quantos cidadãos iriam atrás e votariam nele. Já o outro, aquele que avisa, sempre será o responsável por todos males. 

No final das contas, é da natureza nossa que "eu sei o que estou fazendo, o outro só diz besteiras"

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Manifesto pela Cidade: o primeiro resultado

Entrou no Instagram uma fala do Ricardo Cardim pedindo atenção para o que os candidatos pensam sobre as cidades. Ricardo foi das primeiras pessoas com quem entrei em contato ainda na feitura do Manifesto. Ele pediu desculpas, mas naquele momento estava com um problema pessoal e não teria condição de colaborar. Aliás, nem precisaria explicar, estava na sua expressão. De qualquer forma entreguei o primeiro croqui do Manifesto e o resultado está aí. Ricardo Cardim tem um ótimo trabalho de divulgação da questão verde, e com isto um bom público. Ele falar na mesma linha da ideia básica do Manifesto pelas Cidades é ótimo. Espero que a ideia vá se espalhar. Tem que se espalhar.

https://www.instagram.com/reel/DdwTsNGhqaw/?stkn=MXF3emhvYjl0ZGJuZA==

Por uma justiça que minimamente funcione


Ok, boa explicação. É fato que o que temos é uma baderna e como resultado final é muito ruim, para dizer o mínimo.

Bom, e daí, o que é necessário de fato para que nós, brasileiros, tenhamos uma justiça que, mesmo torcendo o nariz, se possa entender como justiça. Por onde se começa? Quais as prioridades? Os passos?

Com certeza e para começar, assembleias, congresso e senado que tenham um mínimo de interesse honesto por nós, brasileiros. E isto só não basta, que tenham uma remota noção da diferença entre um cardápio de restaurante caro e um livro, que saibam somar 2+2, que não tenha pôbrema com justissa... Um mínimo de inteligência também não faz mal.

Enfim, não vamos sair deste caos com estes parças, irmãos e cummpanheros que estão aí.

Breve pesquisa no Google:

No Brasil, estima-se que existam mais de 4 a 5 milhões de leis e normas regulamentares vigentes somando os três níveis de poder (esferas Federal, Estadual e Municipal). - pesquisa Google.

Todas as normas desde 1988: Um levantamento histórico do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) apontou que, desde a promulgação da Constituição de 1988, foram editadas mais de 7,4 milhões de normas jurídicas no país (uma média de mais de 500 novas regras por dia). Esse número gigantesco inclui não apenas leis ordinárias, mas também decretos, portarias, instruções normativas e medidas provisórias nas três esferas. - pesquisa Google.

Não acredita? Faz uma pesquisa onde quiser. Já fiquei sob aviso: se aprofundar a loucura fica muito muito muito pior, mas muito pior mesmo.

sábado, 26 de setembro de 2026

Teu candidato vai ser decidido por uma bandeirola?

"Limpar a imagem e arranjar um punhado de votos" está no subtítulo. Algum deles, candidatos, faz diferente? "São tudo bonzinho (os meus)".

Eleições sempre foram um 'me engana que eu gosto', mas nenhuma chegou perto da esculhambação que vivemos agora. Isto acontece porque eles se sentem livres para dizer e fazer qualquer coisa, e de fato estão. Quem dá este papel em branco com plenos poderes a eles somos nós. No passado eles não cruzavam certos limites porque sabiam que não teriam apoio. Hoje...

Esta não é só uma eleição para presidente, como parece que está sendo discutida e posta. É a definição de qual o tamanho do abismo que vamos nos meter. Que o abismo é certo, creio que não há mais dúvidas. Você não vê abismo, por favor, peço que acorde, pelo menos pelos seus.

Se os brasileiros tiverem um mínimo de juízo, um mínimo, vão ter muito cuidado para escolher os nomes dos deputados estaduais, federais e principalmente senadores. É a única saída. O menos pior, o voto neste para aquele não entrar, a opção mais aparentemente fácil nos trouxe até aqui. Se continuarmos com este baixíssimo nível no congresso e assembleias o que será deste país? Sendo mais claro e objetivo: o que será de sua vida e dos seus? Ou para não ficar ruim com os companheiros, os parças e os tão fiéis, vai votar no que?

"Limpar a imagem e arranjar um punhado de votos".  Algum destes candidatos está fazendo diferente? "Somo tudo bonzinho. Vote nim mim", "Deus lhe pague". Acredite, vote neles, pega o número, o número que interessa, a propaganda manda. Vai lá, aposta nesta. Não vai demorar para descobrir que as bets são um probleminha de nada.