domingo, 6 de setembro de 2026

Justiça brasileira? Brasil?


Este texto de Fernando Schüler deveria ser editorial e divulgado em todos meios.

Não é novidade que nossa justiça sempre foi lenta, que tarda e falha, e vez ou outra corrupta. Se podia afirmar sem medo de errar que era elitista. E com jabuticabas tipicamente brasileiras como a justiça do trabalho, isto sem dizer um emaranhado de leis confusas, muitas obsoletas, e não raro absurdas.

Pelo lado do povo tínhamos uma OAB que veio derretendo para se transformar num sabe se lá o que. Ainda existe? A pergunta é pertinente frente a um silêncio mortal. E por fim, o STF, o Supremo, que ainda era crível. Era, definitivamente não o é mais.

O que temos hoje? Uma justiça lenta, que tarda, falha, é cara, elitista, não é neutra, está politizada, e a cada dia se mostra mais envolvida em corrupção das boas. Ou seja... A resposta a este 'ou seja...' vai da cabeça de cada um de uma população irracionalidade dividida que só quer que este absurdo sirva a suas ideias e fanatismos, ponto final.

Entre os predicados de nossa justiça ia esquecendo de mais uma novidade: julgamentos que incluem a Bíblia no veredito. São os novos Messias a proteger nossa pecadora sociedade. Olhando pelo lado deles, os juízes, é um ótimo negócio que junta os ganhos fartos de nossos tribunais com o que se pode tirar da Fé sem ter o Fisco por perto.

Minha única esperança é que o resultado das urnas nos leve a deputados estaduais, deputados federais e senadores que sejam brasileiros. O que temos hoje são, em sua maioria, traidores, cujo interesse imediato é o para si próprio e de seus pares. O resto que se exploda, como diria Chico Anisio.

Quanto aos majoritários, tenho uma tênue esperança que a turma do "nós ou eles" não desintegrem de vez o que resta deste Brasil que eles vêm 'construindo' com tanto fervor

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