Uma autoridade sensata ou irresponsável? Quando lerem o artigo abaixo lembrem que a lei Americana e o sistema judiciário funcionam mesmo. E tirem suas conclusões.
http://www.nytimes.com/2012/06/19/us/to-avert-liability-washington-town-drops-helmet-laws.html?_r=1&emc=eta1
Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
quarta-feira, 20 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
“Contran libera advertência (por escrito),
...
em vez de multa, para infrações leves e médias. Dentre as quais (caixa texto
dentro do artigo): “Leves: Estacionar em calçada. Estacionar em faixa de
pedestre. Médias: Excesso de velocidade (até 20%). Desrespeitar rodízio. Fechar
cruzamento. Circular com luzes queimadas.” “Os beneficiados são aqueles sem
antecedentes...”
Só
pode ser piada. A prioridade é a preservação da vida. É questionável que estes
artigos sejam considerados infrações leves porque atentam contra o próprio CTB.
Um carro estacionado sobre a calçada obriga uma mãe com carrinho de bebe a ir para
a rua e ficar completamente exposta ao perigo, por exemplo. O posicionamento da
faixa de pedestre na via é definido por critérios técnicos que levam em
consideração vários fatores de segurança para pedestres e condutores de
veículos. Qualquer veículo ou situação que impeça a correta utilização da faixa
de pedestre não só está colocando em risco vidas, como arrebentando todo esforço
no sentido da correta e legal utilização da sinalização existente.
Acredito
que o CONTRAN tenha consciência que a maioria dos acidentes, principalmente
atropelamentos e colisões envolvendo ciclistas, ocorrem no período noturno,
portanto trafegar sem luz... Acredito também que devam ter conhecimento sobre
os custos previdenciários relativos a doenças respiratórias geradas por poluição
veicular; fruto principalmente de engarrafamentos; vide cruzamentos. Etc...
O que
o CONTRAN diz com é “Você ganha um prêmio por ser bonzinho”. Não! É inaceitável
porque atenta contra a vida. “A Resolução 404 publicada” é mais um ato de boa
vontade irresponsável. Aponta para um CONTRAN cego para a realidade
extremamente violenta de nosso trânsito. Cria um buraco jurídico. Como se julga
um acidente provocado por um “beneficiado por bons antecedentes?” Pedagogia? O
Brasil está cansado de ver o péssimo resultado deste tipo de afago. A lei
existe para ser cumprida – sempre e por todos, sem exceção. O contrário faz
algo como 35 mil mortos/ano. Escolha.
Artigo
publicado no caderno Metrópole, pg. C1, Terça-feira, 19 de Junho de 2012, do
jornal O Estado de São Paulo.
carta enviada ao O Estado de São Paulo; São Paulo Reclama:
carta enviada ao O Estado de São Paulo; São Paulo Reclama:
segunda-feira, 18 de junho de 2012
carta ao SP Reclama, do Estadão: Mortes de pedestres caem 43,6% no Centro
Depois da matéria "Mortes de pedestres caem 43,6% no Centro - Dados se referem
aos dez meses de campanha de redução de atropelamentos", fica a pergunta: quem
se responsabiliza pelas dezenas de milhares de mortes ocorridas até hoje nesta
capital? O Ministério Público vai continuar acreditando que a responsabilidade é
de só pedestres, motociclistas, ciclistas e motoristas, sem olhar as
responsabilidades estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro? Ou a lei é
falha?
NY Times: ciclista mata pedestre em São Francisco
Recomendo a leitura deste artigo do NY Times:
http://www.nytimes.com/2012/06/16/us/san-francisco-cyclist-charged-with-manslaughter.html?_r=1&emc=eta1
Esta é uma situação que já passamos aqui no Brasil e que ainda não repercutiu na imprensa. Seria bom que o pessoal que está a frente tivesse uma base para lidar com um caso inevitável de morte causado por ciclista.
Eu já tive a experiência, faz muito tempo, de um juiz que estava julgando a colisão frontal de dois ciclistas ligar para casa para pedir ajuda. Hoje a situação seria diferente, com uma repercussão pesada e negativa.
Todos nós sabemos que há muita fumaça, portanto deve haver fogo. Ouve-se muitas histórias, nunca confirmadas, sobre acidentes graves em parques, ciclovias e ciclo faixas de lazer.
Hoje há grande interesse por parte de autoridades para que a coisa da bicicleta tenha boa imagem. Mas...
http://www.nytimes.com/2012/06/16/us/san-francisco-cyclist-charged-with-manslaughter.html?_r=1&emc=eta1
Esta é uma situação que já passamos aqui no Brasil e que ainda não repercutiu na imprensa. Seria bom que o pessoal que está a frente tivesse uma base para lidar com um caso inevitável de morte causado por ciclista.
Eu já tive a experiência, faz muito tempo, de um juiz que estava julgando a colisão frontal de dois ciclistas ligar para casa para pedir ajuda. Hoje a situação seria diferente, com uma repercussão pesada e negativa.
Todos nós sabemos que há muita fumaça, portanto deve haver fogo. Ouve-se muitas histórias, nunca confirmadas, sobre acidentes graves em parques, ciclovias e ciclo faixas de lazer.
Hoje há grande interesse por parte de autoridades para que a coisa da bicicleta tenha boa imagem. Mas...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Rio+20 e os vícios
O que aconteceu comigo foi uma overdose que praticamente zerou minha glicemia, fato bastante comum (por isto aquela larica típica). O corpo estabilizou a tempo e eu tive muita sorte de sair inteiro da brincadeira. No dia seguinte à minha dita “morte” ficou clara uma dimensão mais palpável do que é vida, estar vivo, viver.
Alguns anos mais tarde; depois de
me separar perdi 10 kg em três semanas e logo em seguida fiquei duas semanas
com uma miopia muito forte. Estas duas crises me levaram a mais exames e o
início do tratamento de diabete estabelecido pelo Dr. Luís Carlos Bettarello, planejado
sem a ortodoxia que a medicina de então mandava. Na época ainda tratava-se
diabete com um “corta tudo: açúcar, massas, batatas...”, ou seja, tratamento de
choque. Em vez disto, Bettarello tratou a crise com uma mudança gradual de
hábitos, me ensinando como, quando e o que comer e beber. Funcionou tão bem que
hoje equilibro meu metabolismo só com alimentação e exercícios.
Durante anos infelizmente vi muitos
amigos simplesmente ficarem pelo caminho, mortos, transformados em zumbis ou
dependentes dos diversos tipos de drogas, químico ou sociais. Sei como é
dificílimo tirar alguém do vício e infelizmente perdi pessoas que amei (e sigo
amando) de fato porque as portas deles se fecharam.Micro e macro; ovo e galinha. Física pura de dinâmica e equilíbrio psicossocial. Yin-yang...
Rio+20. Que diferença há entre
fazer mudanças sociais em larga escala e recuperar viciados? Numa sociedade
altamente consumista, comunista de desejos, capitalista selvagem de vontades
próprias, como fazer a boiada parar de ruminar?
No fundo não há muita diferença: somos
todos biologicamente, psicologicamente e socialmente parecidíssimos; só muda o
tipo de dependência. Como podemos usar a experiência pessoal para ter um olhar
mais claro sobre a questão social? Eis a questão.
Normalmente a grande distorção
entre as realidades micro e macro está em não saber olhar-se no espelho com
isenção. O espelho sempre está muito embaçado pelo pó dos vícios sociais. Quem
sou eu? Tudo passa longe neste mundo de ilusões individualistas. A santa
inquisição está viva dentro de cada um de nós, todos nós. Estamos todos presos
no próprio círculo vicioso e a sociedade moderna aprendeu muito bem a fomentar
este círculo vicioso individual e endêmico “para o bem de todos”.
Os ditos desvios sociais sempre
foram, de uma forma ou outra, aceitos, mesmo que combatidos com crueldade, para
dar vazão as incertezas próprias da inteligência (ou estupidez) humana. Exemplo
leve e triste: a experiência do espontâneo Festival de Woodstock foi engolida e
absorvida pela sociedade para dar vazão a um novo e imenso mercado voltado para
pseudo-revolucionários-pacifistas. Este pessoal consumiu e ficou quieto, como
sempre aconteceu. A máquina do progresso azeitou seus problemas. “O sonho
acabou”. A bicicleta, antes coisa de pobre e atraso de vida, hoje é carro chefe
de um sem número de publicidades cheias de status (qual não se sabe). A história se repete. A criatura engole o criador, faz a digestão e caga novos criadores. Quem somos nós, tropa de frente do tempo ou inocentes úteis? Depende da qualidade do que deixamos plantado. Ganha quem viciar mais.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Building true green economy
CSE Director Sunita Narain wrote an excellent article on 'Green Economy' for World
Environment Day. Her analysis of the World's harsh realities and plea to become part of
'Environmentalism of the Poor' make a true message for Rio+20 (20-22 June).
http://www.downtoearth.org.in/content/building-true-green-economy
Bicycles will undoubtedly be seen at Rio+20, active transport easily serves as an icon to build
a green and sustainable image. However, taking active transport serious means stepping
away from the icon of cheap and easy gains. In order to substitute 20% of transport
emissions, cycling mobility needs to be developed from a common >2% trip share to a 5%
critical mass for real scale jumps to 15% (cycling cities) to 30% (Netherlands) to 50% (climate
target). For developing critical mass, in infra and society, and for creating scale jumps, in infra
and society, we need investments and innovations at the level of electric vehicle development
targeting at the other 50% trip share.
In order to play its role internationally the Dutch knowledge on bicycle infrastructure must
innovate towards creating scale jumps (infra, performance) and partner with local knowledge
on local development (society). Which is my message to Dutch delegates at Rio+20.
Jaap Rijnsburger
~ ~ ~
Cycling Lab ~ Fietslab
Raaigras 12, 2804NC Gouda, The Netherlands,
tel: +31 (0)6 270 55 865 ~ skype: Jaap_Rijnsburger
Social enterprise of Rijnsburger-MOX ~ KvK nr 24347662
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