quarta-feira, 8 de julho de 2015

Emocionante. Liberdade tornada realidade

É um dos vídeos mais emocionantes que assisti. Antes de ver pense no seguinte: em off, um funcionário da Prefeitura de São Paulo contou que se calcula que existam 500.000 deficientes físicos, pessoas com alguma deficiência grave, que simplesmente não conseguem sair de casa, são prisioneiros invisíveis, de quem não se fala, não se vê, não se ouve falar, sequer se imagina a existência. Sim, 500 mil, meio milhão de cidadãos paulistanos.
Quando fico furioso com a forma como está sendo levada a questão da bicicleta, quando falo em sonhos, falo em inclusão, destes cidadãos invisíveis, dos que são eventualmente visíveis, dos deficientes de mobilidade, um total que faz 17% de todos nós, paulistanos. Mais ainda, fico furioso por que não se fala uma palavra sobre pedestres... E ai vamos. Não se fala uma palavra... sobre sonho, isto é o mais duro. Parece que os ciclistas não conseguem sonhar.
Veja o vídeo.

terça-feira, 7 de julho de 2015

um ano de Brasil 1 X 7....

Parabéns Brasil!!! Impossível esquecer. Pela manha a rádio estava choramingando que amanha fará um ano da da surra dos Brasil 1X7 Alemanha na Copa do Mundo. Me recuso a dizer que foi fatídica por que não foi. Foi a consequência natural de um Brasil que está sendo sistemática e silenciosamente despedaçado, transformando-se no país do nunca antes. É mais justo comemorar um Brasil 1X7 sem citar contra quem, ou o que, por que este país do nunca antes vem sendo espancado por tudo e por todos, principalmente de pelas nossas próprias vergonhas. Tal qual trânsito, futebol é reflexo direto da população que representa. 
Brasil sil sil sil!!!

(Por favor, quando sair à rua não jogue lixo no chão. É o mínimo)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

pedestre cruzando a Ponte Cidade Jardim

guia rebaixada e faixa de pedestre ficam atrás do poste e lixo.


eis o pedestre e lá vem o ciclista

o pedestre tem que parar para não ser atropelado pelo ciclista
o pedestre, depois do susto com o ciclista olha os carros


como o pedestre é visto na Ponte Cidade Jardim

Esta é a visão que os motoristas tem dos pedestres que estão cruzando a alça de saída da Ponte Cidade Jardim.
Olha ai o pedestre,

o pedestre fica invisível duas vezes, dois postes

Mágica! o pedestre sumiu!

ele desaparecer duas vezes. A visão o pedestre tem também é ruim

não há sinalização na ponte que indique o cruzamento de pedestres ali

um bondoso motorista para. Os carros que vem atrás só podem ver o carro

Cruzou! Mas o poste esconde um pedestre que está na ilha vindo para cá


Lutando contra o que considero errado

São duas coisas distintas, a primeira é minha luta pelo que considero qualidade, boa versão do dinheiro público, a segunda são minhas convicções humanas. Minhas posições estão baseadas no que a vida me ensinou.
A saber:
Fui contra a forma como o Pró Ciclista da SVMA SP criado por Paulo Salim Maluf caminhou, fui contra a ciclovia da Radial Leste, contra a ciclovia do rio Pinheiros, contra a Ciclo Faixa de Domingo, assim como sou contra a forma como se está fazendo o cicloviário de São Paulo. Sou contra a bicicleta? Não, não sou.
Por partes:
O Pró Ciclista da Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, administração Paulo Salim Maluf, criado pelo ex Secretário Werner Zulauf, sendo responsável Gunter Bantel, tinha como projeto a implantação de várias ciclovias espalhadas e sem ligação entre si pela cidade de São Paulo. Era apelidado de minhocário. Bantel, homem de posições fortes e na época um tanto inflexível, criou muitos atritos, alguns ainda hoje não esquecidos pela CET e outros técnicos de transporte. Pouca coisa foi entregue, praticamente todo trabalho e investimento foi perdido.
Fui contra a Ciclovia da Radial Leste pela forma como foi construída, em paralelo a via expressa Radial Leste, muito em razão de sua visibilidade. O ideal é que fosse implantada do outro lado das linhas de Metro e trem, o que diminuiria muito custos, facilitaria o intermodal, melhoria a mobilidade dentro de vários bairros, chamaria muito mais ciclistas. Enfim, melhor custo/benefício. A obra, de novo, cara, parou no meio do caminho. O acesso à ciclovia e desta às estações e bicicletários obriga o sempre perigoso cruzamento da Radial Leste. A ciclovia ficou muito tempo vazia. Eu tinha contato com o primeiro escalão do Serra e fiz minhas críticas pessoalmente e por escrito. Infelizmente não encontro os textos. Continuo contra.
Fui contra a ciclovia do Rio Pinheiros por que o número de ciclistas circulando seria pequeno pela falta de acessos, que são muito caros. Fui o único a condicionar meu apoio à assinatura de um termo de contrapartida de devolução para o rio de uma faixa de rodagem da marginal. Quase apanhei. Mesmo o alto número de ciclistas que circula nos fins de semana, a maioria esportista ou lazer, talvez não justifique o dinheiro invertido ali quando se leva em consideração a grande quantidade de ciclistas que se transportam no traçado urbano paralelo ao rio. Passados muitos anos o número de acessos é pequeno e a maioria ruim, o que dificulta o uso massivo de quem pedala para transportar-se. Pelo menos fico feliz que esta ciclovia tenha servido para o que ninguém imaginava: um aumento maluco de reclamações sobre as condições das águas do rio Pinheiros. Mais: o pessoal tem um lugar para treinar e diminuiu muito o problema dentro da Cidade Universitária da USP, que era para lá de sério. Agora os conflitos entre ciclistas alucinados e humanos normais passaram para as margens do Pinheiros.
Fui contra a Ciclo Faixa de Lazer de Domingo. Quem estava na reunião de apresentação lembra bem da confusão que armei. O ideal teria sido uma grande ação de acalmamento de trânsito aos domingos e feriados que educaria para o convívio pacífico todos, ciclistas, pedestres, motoristas e motociclistas. Mais, com o acalmamento, principalmente redução de velocidade nas vias escolhidas, provavelmente a Prefeitura teria conseguido gerar algum commultas por excesso de velocidade. Na reunião de apresentação da Ciclo Faixa de Domingo afirmei que o projeto não serve para educação no trânsito, como diziam técnicos, o que está mais do que provado. Tira os bandeirinhas e veja quantos ciclistas vão parar no sinal fechado. Outra questão é que a operação custa um caminhão bem grandão de dinheiro. “É patrocínio...” É dinheiro de patrocínio para projeto público, que não vai para outros projetos, educação séria, por exemplo. No final de contas é dinheiro público mal gasto. O lado bom é que o sucesso total da Ciclo Faixa de Domingo gerou uma pressão social sem precedentes.

Bom, enfim....
Do que foi feito no Pró Ciclista pouco restou, quase tudo se perdeu. Muito investimento perdido.
A Ciclovia da Radial Leste teve um investimento que talvez ainda hoje não se pague.
A ciclovia do Rio Pinheiros, que hoje está funcionando pela metade, tem um custa alto de manutenção e mesmo assim as histórias de problemas e assaltos não param. Infelizmente dinheiro não nasce em árvore e o custo dos acessos é bem alto. Lembre-se que o ciclista tem que passar por cima da linha do trem e da larga via expressa marginal ao Pinheiros. É uma obra e tanto.
A equação custo/benefício das melhorias para ciclistas é muito positiva a médio e longo prazo, mas isto não justifica investir de qualquer forma em qualquer coisa. Dinheiro público não nase em horta comunitária.
Parece que não cai a ficha do pessoal por que o Brasil nunca antes tão maravilhoso vai tão maravilhosamente bem. Já não experimentamos demais desta cachaça? “Faz que depois se conserta” é de uma irresponsabilidade sem tamanho. Mais, é de uma falta de civilidade, falta de patriotismo, falta de auto respeito sem tamanho.
É óbvio que de toda esta bagunça vai sobrar algo de bom, mas a que custo, a que custo?
Tenho muito medo que estejamos entrando no mesmo caminho da Argentina populista que afunda sem parar a 60 anos.

Minhas convicções políticas: “NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS!”. Mais...
Sim, tenho um problema com quem até bem pouco sacaneou o que pode a bicicleta, ciclistas e pedestres; que fez o que pode e não pode (burrice, incompetência, prepotência, soberba, imbecilidade...) pelo automóvel e moto e com isto arrebentou a maioria das cidades brasileiras. Sim, tenho um problema com quem deixa a cidade com um ar de péssima qualidade pela falta de inspeção veicular. Sim, tenho problema com quem ajudou a estraçalhar meu país; com quem pedalou inflação, economia e outros dados oficiais. Sim tenho problema com quem foi a público em apoio ao Estado Islâmico, ao Chaves, à Cristina Kirchner, a outras ditaduras; que entregou a ditadura de bandeja quem pediu asilo político; que abriga julgados e condenados de países inquestionavelmente justos. Acredito que você leitor, como eu, tenha algum problema com que apoiou os que desintegraram a Petrobrás; que dividiu toda sociedade em nós e eles. Tenho um problema contra quem fica ao lado de Presidente da República que diz em público qualquer barbaridade sem se lembrar que representa uma nação e não os interesses próprios e dos companheiros. Tenho problema com quem diz que fez pela educação o que os fatos mostram que não é bem assim. Tenho um puta problema com escravagistas de todo tipo, talvez principalmente os que compram com mentiras e dinheiro a liberdade dos necessitados. Tenho mais problema ainda em aceitar gente que criou, foi responsável, aceitou, apoiou tudo isto e mais uma infinidade de outras imbecilidades que fizeram do Brasil o que ele é hoje e ninguém pode negar.
Por favor, peço pela enézima vez, vejam os quatro capítulos do “Revistando a Segunda Guerra Mundial” sobre o surgimento do nazismo. Venho repetindo isto muito antes de Reinaldo de Azevedo ter usado palavras sarcásticas, que considero exageradas, mas não tão deslocadas do que está acontecendo.
Bicicleta é do bem, sempre foi. Dá para continuar no mesmo caminho?

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Muito alarido, pouco resultado


São Paulo reclama
O Estado de São Paulo
Domingo, 28 de Junho de 2015
Notas & Informações

Sobre "Muito alarido, pouco resultado"

A verdade é uma só: com o sistema semafórico que temos, burro e obsoleto, nada e ninguém terá a fluidez minimamente adequada. Qualquer cidade que queira ser global player, como é o caso de São Paulo, precisa oferecer um mínimo de qualidade nas mobilidades e nos transportes. Pensar em soluções isoladas como, por exemplo, corredores de ônibus e ciclovias, é gerar factoides, é roubar o futuro da cidade mais importante do país. A fluidez de corredores de ônibus, de ciclovias, do pedestre ou até de automóveis e motos, só será possível quando a cidade tiver um (complexo) sistema inteligente de semáforos que trabalhe todas as fluidezes em conjunto e cada modal em particular. E, óbvio, que não pare de funcionar na primeira gota de chuva ou vento. É crucial não só para a fluidez de trânsito, como também para aumentar o nível de segurança de todos, principalmente pedestres, os mais vitimados de nosso trânsito. É investimento urgentíssimo, mas é difícil de ser capitalizado em votos, tão invisível como uma rede de esgoto. Pelo que sei na administração passada, de Kassab, iniciaram trabalhos para a troca de todo um novo sistema semafórico, ou seja, a compra de supercomputadores, cabeamento, sensores, câmeras, monitores, semáforos, instalação, treinamento... Também pelo que sei, esta administração, Haddad, optou por mais um remendo do que está ai, que é definido em off pelo pessoal da CET como lixo.
Mesmo um sistema semafórico menos sofisticado, básico, que trabalhe só a fluidez geral, sem particularizar, já seria um enorme ganho para a cidade de São Paulo. É caro, muito caro, e não é nada populista.


Complementando esta carta enviada ao Estadão: Quando da campanha para a Prefeitura de São Paulo que elegeu Haddad eu tentei fazer que os manifestos entregues a todos candidatos fizessem o pedido da troca de todo sistema semafórico da cidade, e fui voto vencido, infelizmente. É preciso "perceber" o trânsito e fazer cálculos complexos para que ônibus trafegando em corredores, que tem uma velocidade determinada, e ciclistas circulando em sistemas cicloviários, que tem outra velocidade, cheguem nas esquinas e encontrem o semáforo aberto; mas isto tem que ser feito sem colocar em colapso a fluidez dos outros modais. Com um sistema inteligente é possível dar o tempo apropriado para pedestres atravessar avenidas em segurança, que aqui em São Paulo morrem atropelados às pencas. Um sistema de semáforos inteligente pode diminuir a necessidade da construção de ciclovias, o que melhora a segurança de pedestres, por exemplo. Com inteligência as ciclovias ficam mais seguras. E ai vamos. 
Simples: você prefere um sistema burro ou inteligente? Inteligência custa caro, mas vale cada centavo. Burrice só empobrece.

domingo, 28 de junho de 2015

inauguração da ciclovia Av. Paulista

Criticando ou não, é inegável que a inauguração da ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, está sendo uma grande festa para os ciclistas. A felicidade dos ciclistas estava estampada em todos. Fica aqui meus votos para que dê certo. 
Subi para a Paulista pela Av. Rebouças, a partir da rua dos Pinheiros, não pela calçada quase sem pedestres, como sempre faço, mas pedalando na própria avenida junto a uma quantidade de ciclistas que nunca vi antes, todos indo para a Paulista. Na esquina da Av. Consolação, já na Paulista, o número de ciclistas (2 primeiras fotos) era grande tanto pela estrutura montada no entorno da Praça do Ciclista, como pela distribuição grátis de camisetas do Bradesco. Dai para frente a avenida estava conificada, provavelmente por que a prefeitura esperava que pedestres aparecessem para prestigiar em massa, o que não aconteceu. Os pedestres que circulavam estavam nas calçadas e tinham jeito de estar lá como se fosse um domingo qualquer. 
Que tenha um bom futuro e seja o início de alguma coisa boa.

As primeiras fotos foram feitas antes da inauguração, lá pelas 9:30 h. e as demais depois, lá pelas 11:00 h.