terça-feira, 22 de setembro de 2015

Quem são os ciclistas de São Paulo?


Fórum do Leitor
O Estado de São Paulo

Quem e quantos são os ciclistas de São Paulo

Estou vendo o Bom Dia Brasil. Eles acabam de dar uma matéria sobre o perfil dos ciclistas em São Paulo e falaram o óbvio: a maioria dos ciclistas que circulam pela cidade é trabalhador de bairros periféricos e não contam com sistema cicloviário (que só é implantado onde, onde mesmo; para quem?)... Não, verdade? Que coisa! Era um fato desconhecido? NÃO, DEFINITIVAMENTE NÃO! Não sabia quem não queria ou não tinha interesse.
Há duas questões ai. Primeira: um jornalismo que não investiga, de péssima qualidade, que não faz ideia do que é trânsito e segurança do trânsito, muito menos pedestres e ciclistas. Fazer matérias em cima do CTB, de técnicos da panelinha, ou de ativistas trapalhões, é desvincular-se completamente da realidade. Que jornalista fala sobre a questão técnica, engenharia de vias e aplicação de sinalização? O jornalismo não questiona, simplesmente acredita, aceita e divulga. Não é um problema exclusivo da Globo, mas de toda imprensa. Os números sobre ciclistas paulistanos sempre existiram, mesmo que com algum erro, e sempre apontaram quantos e onde circulavam: trabalhadores, madrugadores (portanto invisíveis para a classe média que acorda mais tarde) e periféricos. Fiz parte do Projeto GEF / Banco Mundial / SVMA PMSP em 2005 onde tive oportunidade de ver com os próprios olhos estes ciclistas circulando, e é uma massa inacreditável. Vai de 4:00 h às 6:00 h até a ponte que liga a av. Dr. Assis Ribeiro, São Paulo, com a av. Santos Dumont em Guarulhos e descubra a verdade sentado. Procura a matéria do Canuto entrevistando o Sérgio Luís Bianco na Ponte do Socorro... Vai atrás, tem ‘n’ exemplos.
Segundo ponto; a posição dos ciclo ativistas, a maioria com verborreia de esquerda, o que quer que seja isto. Boa parte deles sabia bem qual é a verdade dos ciclistas paulistanos e quem precisava de verdade melhorias de segurança cicloviária, mas em interesse próprio calaram e, remediados de classe média, meteram fogo no circo para ganhar ciclovia onde lhe fosse útil, é claro. Ganharam. Seria um processo natural não fosse o discurso agressivo, de uma falta de civilidade sem tamanho, a beira do nojento.
A matéria do Bom Dia Brasil é boa e vale a pena ser vista. Vou procurar o link. Triste é que tive muitas conversas com vários dos jornalistas grandões da Globo (e de outras emissoras e jornais) sobre o que estavam divulgando. Trânsito é um fator humano, muito além de um CTB que está rapidamente ficando desatualizado e perigoso.
O fato é que brasileiro gosta e quer mentira, de preferência as que o indivíduo acha que pode tirar proveito próprio. 
Matéria do Bom Dia Brasil

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

banda de músicos surdos

Uma banda de músicos surdos? Quando a Márcia me convidou para ver uma apresentação deles no PUC eu fui por pura curiosidade. Quando tocaram a primeira música eu quase cai da cadeira. São muito melhores que muitas bandas que já ouvi. Não coloquei nenhum vídeo deles tocando porque as gravações que encontrei no YouTube não mostram a real qualidade do trabalho deles.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ciclovia em favela é azul...

Discussão ridícula. Foi o mesmo auê com a ciclovia do Ibirapuera que também tem trechos em azul. Que diferença faz? Se for bem projetada e implantada nenhuma, zero!
A obrigatoriedade da cor vermelha para ciclovias estabelecida no CTB, Código de Trânsito Brasileiro, é uma destas besteiras tipicamente brasileiras que não tem tamanho. Por isto somos o que somos. Em praticamente todos os países, estados e cidades civilizadas deste planeta as marcações que definem uma ciclovia são feitas das mais diversas maneiras, normalmente discretas, algumas através com cores, mas nenhuma delas obrigando o uso contínuo de tinta vermelha. Tinta de asfalto custa muito caro e país rico não costuma jogar dinheiro fora. Já país de pobre e ignorante, que acha que é rico, a ciclovia tem que ser completamente pintada para ser vista até da Lua para chamar atenção. Sem dizer o que uma ciclovia pintada em vermelho agride a paisagem urbana. Mais, o ciclista brasileiro, o paulistano em particular, que se diz ambientalmente correto, acha normal e até recomendável a ciclovia passar sobre o jardim do canteiro central. Vai-se o verde em nome da segurança exclusiva para o ciclista.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O ataque ao Sistema S de serviço social

Fórum do Leitor
O Estado de São Paulo

Mais um atentado contra a qualidade brasileira

Qualidade é o que faz a diferença para o bem ou para o mal. O Brasil que não deu certo é o Brasil despreocupado com qualidade: no uso de dinheiro público, na saúde, segurança pública, transportes, educação, serviços sociais, programas sociais... Pelo outro lado, tudo que deu certo neste mesmo Brasil e nos enriqueceu está construído sobre bases sólidas da qualidade: Embrapa, agronegócio, Embraer, o que um dia foi a Petrobrás...
É inquestionável a importância do Sistema S - SESC, SESI, SENAI, SENAC, SENAR, IEL, SEST, SENAT, SESCOOP – como referência de qualidade para os brasileiros; da formação de ótimos profissionais ao lazer e cultura. É entrar em qualquer uma de suas unidades para imediatamente voltar a acreditar no sonho de um Brasil grande e socialmente justo.
Dilma acaba de anunciar dentro do pacote de ajuste fiscal um grande corte de verbas para o Sistema S, um completo absurdo. Por que? Dilma e o PT estarão se vingando por não ter conseguido colocar sua mão pesada sobre o Sistema S? O PT está dinamitando o Sistema S para frear a carreira política Paulo Skaf, o populista presidente da FIESP, que vergonhosamente tem usado o Sistema S em suas propagandas? Ou simplesmente o PT segue no seu caminho de socializar a pobreza e a miséria e por isto enforca um vasto serviço social de qualidade invejável comprovada que só socializa riqueza?
Se a sociedade brasileira se calar o Brasil realmente acabou.

Fotos da maravilhosa exposição "Loucos por Bicicleta" (MUBI) no SESC Santos. Padrão SESC, padrão Sistema S. Qualidade!
https://escoladebicicletafotos.blogspot.com/b/post-preview?token=3kDU3k8BAAA.DDlHHohkq0VKYNE130J3X4GZZsqFDDQvbF_LECoS_Eq4_Qje2IsSWH5UtVLAnlN0uJUSoLu8qVKT3ITQ20sK4A.n6hslXVHlsEh78fyiIUkmg&postId=8448884025408978509&type=POST

Haddad e os carros elétricos e híbridos


Fórum do Leitor
O Estado de São Paulo

Haddad anunciou que carros elétricos e híbridos estarão livres do rodízio veicular. Parece lógico. Só que, segundo reportagem da Rádio Estadão, o Município de São Paulo conta com menos de 400 destes veículos. Incluído táxis, que obviamente são isentos de rodízio? Que diferença faz 400 veículos não poluentes (?) numa frota de milhões rodando sem inspeção veicular? Estímulo para o futuro? Quando? E até lá?
Mais uma vez Haddad aparece com uma conveniente novidade logo depois que a anterior começou a desaparecer do noticiário ou apresentar algum problema. Terá este anúncio alguma relação com a recém morte da ciclista Mariana?
Há uma grande possibilidade das boas notícias de Haddad seguirem o mesmo caminho das falácias nunca antes neste país. São Paulo precisa de “n” mudanças. Precisa de um sistema de transporte de massa eficiente, confiável e confortável, de um sistema cicloviário seguro e amigável, diminuir a poluição emitida por veículos, de um macro plano de mobilidade não excludente e sobre tudo inteligente. Corredores de ônibus, ciclovias, ampliação de calçadas, veículos elétricos ou híbridos, e outras medidas importantes para a cidade, são medidas pontuais, simplistas e simplórias, que tem exatamente o mesmo carácter dos programas sociais do Brasil do nunca antes do PT do qual Haddad fez e continua fazendo parte.
Autolib - Paris: política pública de verdade

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Hipster

Hipster, é isto? Us muderrnu tupiniquim também é hipster? Uau! descobri. Pedalam as fixa ou ficha, com "x" ou sê H? 
Falando sério; para quem está estudando francês e tem interesse numa comparação das culturas francesa e alemã vale a pena ver os filmes do Karambolage. Duro é perceber que nós, brasileiros, simplesmente não temos este tipo de documentário que apresenta e discute de forma leve e divertida elementos essenciais de nossa cultura. A verdade é que tirando a programação da TV Cultura, que infelizmente vai cada dia pior das pernas, resta muito pouco. 
Divirtam-se com os hipsters.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

2CV - Citroen

Citroen 2CV é uma das mais geniais criações da nossa civilização. Junta em um único veículo minimalismo, simplicidade espartana e funcionalidade sensata. Poucos são os automóveis que ofereceram tanta capacidade de transporte com tão pouco material empregado. Tudo nele é muito fácil de usar. 
Eu ainda sonho que um dia os automóveis voltem ao minimalismo dos 2CV e que a preocupação doentia com segurança dê lugar a sensatez ambiental. Vai acontecer, tem que acontecer ou não vamos sobreviver. O planeta não aguenta o desvario destes automóveis modernos. E os sucessores 2CV, Renault 4, Mini original da British Motor Corporation e Fiat Panda irão voltar a rodar nas ruas. Serão simplérrimos, muitíssimo mais leves e menos poluidores, ambientalmente corretos.