Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
domingo, 3 de maio de 2026
Zanardi; renascer, reinventar, renascer, reinventar, renascer....
Inaugurada a terceira maior ponte marítima do Brasil
Quarenta anos de projeto? Aos brasileiros, assistam os capítulos sobre a China atual que está passando no JN da Globo para entender onde nós, brasileiros, estamos. E o que significa estes 40 anos de projeto. Me faz lembrar a Serra do Café na Regis Bitencourt.
Sobre o ambiental, óbvio que uma nova obra cria problemas. A questão é que nós, brasileiros, riscamos do dicionário "contornar com inteligência", que vai ou deveria ir mais ou menos pelo mitigar. Em outras palavras, como mitigar, como transformar um problema em uma alavanca para a solução prática, eficiente e inteligente? Sem números, muitos números, dados precisos sobre todos ângulos, fica difícil saber.
Números, dados, pesquisas, ciência? Não é nosso forte. Planejamento bem estruturado, de curto, médio e longo prazo? Também não.
O que me assusta nesta história é alavancar o turismo. Este sim poderá ser o pior problema ambiental. Pior mesmo! Os exemplos, inúmeros, quase todos, não deixam dúvidas.
Valor agregado? Aqui? O que é isso? O Brasil que funciona para valer, e como funciona bem, só nos dá prazer porque trabalha sob os sistemas ISO e outros de qualidade. Quando chegamos a coisa pública... ah! a coisa pública! caímos num populismo Balneário Camboriú.
Medo do turismo? Lógico que tenho. É para menos?
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Lixo, reciclável
PSG 5 X 4 Bayern
O futebol que se prática por aqui é um bom reflexo do que é o Brasil: arbitragem que lembra o STF, jogadores caindo como que quisessem falar no celular durante o trabalho, visual selfie para se diferenciar, o técnico sempre é o culpado, assim como o empresário, patrocinadores ricos, mas curiosos, assim como os carrões milionários que circulam esnobando pelas ruas...
Vale notar que na Europa futebol é um dos esportes populares, uma das modalidades de grande público, sem esquecer as outras. Em outras palavras, todos importam, todos interessam. Aqui, Futebol, Ponto final. Lá, Europa, ou primeiro mundo, unidos, mesmo que diferentes, num objetivo coletivo, o que se reflete no esporte, nos esportes, na noção de trabalho coletivo, responsável, responsável pelo próprio grupo e consciente da responsabilidade por todos outros. Aqui, nós e eles, o outro é um inimigo, eu sou o único, eu sou o bom, eu sei, o que valida qualquer simulação de dor, o urrar o mal que outro faz, o erro grotesco do juiz em nome de uma "vitória arrasadora sobre o adversário, leia-se inimigo.
Nelson Piquet, o tri campeão de F1, disparou que para o brasileiro o segundo colocado é o primeiro perdedor. Definição correta, brilhante e trágica ao mesmo tempo. Assim trágica que terá quem qualificará ou desqualificará qualquer palavra de Piquet num nós e eles, coisa de país de semi deuses a serem seguidos.
"Perdemos porque ele não estava em campo". Responsabilidade coletiva?
Gostaria de estar da saída do estádio deste PSG 5 x 4 Bayern para ouvir os comentários do público. Duvido que os torcedores franceses tenham pensado de forma tão desrespeitosa dos torcedores alemães. Antes de ser futebol, é a arte de um continente. Por isto são o que são.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Anunciado o fim da Rádio Eldorado
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Quem censurou?
Mata a véia!
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Obsolência programada? E se obtarmos pela durabilidade?
O carro teve um chileque e decidiu por conta própria que ia ficar com luzes e parte elétrica toda ligada. Bom, se deve dar um desconto a ele, velhinho, já com uns 20 anos de uso constante. E lá vai a dona à concessionária. A troca da peça sai por R$ 30 mil. O carro vale R$ 35 mil. A dona já sabia que a coisa estava ficando cara. Uma troca de lâmpada do farol tinha custado a bagatela de R$ 1.500,00, sim a "lampida", nada mais. Achou caro? Naquele modelo ainda se troca só a lambada, nos mais novos a lambada queimou só é possível a troca do conjunto ótico inteiro, ou seja, mais de R$ 5 mil, isto nos modelos mais simples. Nos de luxo? Não quero nem saber.
Se na década de 60 ou 70 dissesse que um dia as coisas ou não teriam conserto ou sairia uma fortuna, ninguém iria acreditar. Já sabíamos que tudo tinha vida útil, mas não que chegaríamos onde estamos.
Em tempos passados não se falava em colapso do planeta. Já haviam sinais que a coisa não ia muito bem, como por exemplo na época das chuvas e de férias os bueiros começavam a vomitar água podre, isto onde havia esgoto, coisa rara então. Mas colapso estava fora de nossa imaginação.
Naquele passado distante, uns 50 ou mais anos atrás, bateu o carro? Funileiro. Os caras eram mágicos, puxavam aqui, desentortavam ali, e o carro voltava a funcionar. Hoje se troca as peças tortas por novas, desmonta, joga no lixo, peça nova, encaixa, pintar, ponto final. Em tudo, quando compensa. "Deu PT". Como assim? "Perda total" Como assim??? "Não compensa consertar". Uau!
Você já viu o que se transformou um reparo de válvula de privada? Ou o courinho de torneira? Aquele que para parar o pinga pinga. Virou uma peça plástica sofisticada de alta tecnologia que acabou, descarta, compra e põe outra igual. Meio ambiente? Quem? Quanto tempo durava um courinho? Quanto dura um reparo destes novos? Qual o impacto ambiental? "Quem?" Mais, cadê o sujeito que faz o reparo? Quanto ele cobra? Quando ele vem! "O que?" Conversa de loucos.
Como criança sabia que se quebrasse a bicicleta não teria outra. Tinha que cuidar de tudo, porque era único, custava caro e não dava para comprar outro. Aliás, não fazíamos ideia do que era cultura do desperdício pela simples razão que era impensável desperdiçar. Coca-Cola? Uma garrafa, das de vidro, aos domingos, ou no aniversário, ponto final, sem mais conversa.
Sim, sabíamos o que era obediência programada...
Corrigindo, sabíamos o que era obsolescência programada, ou pelo menos tínhamos uma noção do que era, mas nada como a loucura que vivemos hoje.
Já obediência, a programada pelos pais, tios, avós, era para ser obedecida, ponto final, sem mais conversa... mesmo. Fez besteira? A insolência estava bem programada para a surra e o castigo. Quebrou, pagou! Ponto final.
Um rádio custava o que um rádio devia custar e uma escovinha de unha custava o que devia custar, pelo menos o custo fazia algum sentido. Hoje? A escovinha pode custar bem mais que um pequeno aparelho eletrônico fabricado dentro de um complexo processo industrial de alta tecnologia. É a escala de produção, está certo, mas não faz sentido que um pedaço de plástico com cerdas encaixadas, um processo industrial básico, de poucas etapas, possa custar mais que algo altamente tecnológico. As escovinhas já não duram tanto, o mesmo para as porcarias eletrônicas.
Tive um celular Nokia, dos antigos, que caiu 10 andares, ficou submerso por uns 15 minutos, foi seco e voltou a funcionar. Uma amiga comprou um celular de última geração que deu defeito ainda novo. Recebeu um novo e o velho foi descartado, lixo, ponto final. Obsolescência programada?
Outra amiga levou sua bicicleta, uma 29, das básicas, baratas, para trocar os pneus e fazer uma manutenção geral preventiva. O orçamento veio com R$ 2.600,00. Roubo? Não. O orçamento feito pela bicicletaria, tradicional e séria, foi padrão dentro do mercado: troca tudo por novo. Ou joga fora a antiga e compra uma bicicleta nova que vai custar uns trocados a mais em suaves prestações. Os pneus, estes sim tinham que ser trocados, mas o resto? Pelo que recomenda o manual do fabricante da corrente, desgastou, sim troca tudo, todo sistema de marchas. O jogo é este, se quiser joga, se não quiser dá o fora.
De volta à programação
Ineptocracia
quarta-feira, 8 de abril de 2026
Queima Brasil, queima
Crianças doentes da cabeça
terça-feira, 7 de abril de 2026
Hail Mari. A vantagem da falta de opções
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Love, amor, amour, amore...: rentabidade garantida
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| Made in China |
quarta-feira, 1 de abril de 2026
As janelas do outro edifício
A borboleta da bicicleta
segunda-feira, 23 de março de 2026
Carlos Barcellar e O valor da preservação da memória; Opinião do Estadão. E a minha
Esta Opinião do Estadão, "O valor da preservação da memória", foi publicada horas depois que escrevi e subi meu último texto, Portal de governo apagado, onde toco exatamente no mesmo ponto, a memória pública. Sobre preservação de memória sei muito bem o que escrevo e falo porque convivi com meu irmão, Murillo de Azevedo Marx, que fez toda sua vida, ou luta, no sentido de preservar a memória não só da arquitetura, sua área específica de atuação, mas de tudo.
A noite li o último texto, crônica, publicado de Leandro Karnal sobre colapso de poder dos USA, e como geralmente faço, terminando nos comentários. No meio do texto, Karnal conta que é professor de história dos Estados Unidos, o que sabendo quem ele é não deve ser de pouco conhecimento, portanto ele deve saber o que está falando ou ponderando. Como é comum em comentários, sempre aparece quem se apresente como sendo a história em si, sem cuidados respeitosos tanto pelo que escreve quanto por fatos inegáveis. Não estranho, até porque agora o chique, o must, é o eu; eu selfie, eu sei, eu estou absolutamente correto, todos os outros são uns imbecis, só eu tenho a verdade...
História. Preservação de memória. Quem sou eu? Quem eres tu? Quem somos nós? Ou isto ou navega se a deriva num mar de esperanças vãs sob o canto das sereias.
BRASIL, UM PAÍS SEM MEMÓRIA, dito e repetido, verdade incontestável, e simplesmente deprimente. Ainda teremos futuro? Sem memória, eu duvido.
Fica aqui o meu mais sincero agradecimento a Carlos Barcellar e a todos que lutaram e continuam lutando para preservar o que ainda resta da memória deste país. Fica aqui meu agradecimento a quem estava e está no poder e deu guarida ao trabalho de Carlos Barcellar, e de qualquer um que quis e quer preservar história.
Não preservar serve, dentre outras coisas, a dar passos largos e rápidos para, no mínimo, livrar histórias indesejáveis de conhecimento e julgamento. Ou coisa pior, muito pior.
Quem tem medo da verdade?




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