A análise da curadora Téo Foresti Girardi mais que merece u a leitura cuidadosa, deve ser tomada como um norte pelo qual devemos nos movimentar para alcançar.
Como pensar plano, como abranger em círculos o que realmente é produtivo? Como aproveitar uma oportunidade histórica?
Como acontece com frequência, comentários a textos, análises, proposições, são feitos com soberba. Soberba temos ou somos todos, mas qual é o limite entre o construtivo e o destrutivo que devemos aceitar numa soberba? Como filtrar o conteúdo da soberba mais soberba, do espelho, espelho meu, alguém mais inteligente que eu? Eu diria treinamento, o que nos falta. Me falta.
Liberdade de expressão? Apoio, total, mas uma coisa é liberdade de expressão, de ser, e outra é usar ferramentas expressivas, batidas, que já cansaram, para misturar coisas, confundir, sabotar pelo sabotar, pelo prazer de se posicionar socialmente nas mídias enaltecendo sua própria gloriosa soberba.
Tenho lutado muito para não me empastelar com minhas próprias soberbas estupidas. Olho para trás e vejo quanto foram improdutivas, para mim e para a construção coletiva, que bem lá no fim das contas é o que realmente conta. Até para mim mesmo.
Se lerem os comentários desta análise e acharem que errei, por favor, peço que digam.
Não posso copiar e publicar comentários dos outros aqui.
Adoraria debater. No tete a tete sou presa fácil. Escrevendo consigo sobreviver.
Parabéns pelo texto, parabéns pela inteligência, parabéns pela iniciativa. E sinto muito pelo baixo nível de alguns comentários, aqui e em outras. Já estive no meio da coisa pública e tenho boa noção do que é. Aliás, não é necessário viver um incêndio para ter uma noção do que é. Alguns comentários me fazem lembrar inúmeras passagens passadas onde quem tinha respostas foi ridicularizado por sentados numa cadeira. E cá estamos nós, neste Brasil...
Passamos da hora de quem quer um país de fato começar a ouvir quem realmente interessa, quem realmente tem o que dizer, quem tem ideias positivas, funcionais, por mais difíceis que sejam de implementar.
Lembro de um funcionário público, Renato Brandão, que um dia apareceu com uma pequena lata cilíndrica e disse que aquilo era o futuro, a mesma que hoje enche os supermercados. Foi pesadamente ridicularizado. O mesmo Renato Brandão foi para sul de Minas e criou uma pequena granja de porcos com padrão europeu, foi chamado de louco. E assim foi. Pelo menos os grandes fazendeiros do café, reunidos num canto discreto de uma pequena padaria, quando viram Renato entrar na padaria o chamaram para ouvir sua opinião. O resto é história, o cafezinho nosso de cada dia e nossas exportações quero digam.

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