quinta-feira, 19 de março de 2026

Reitores, universidades e livros


Desculpem, aproveitando. No meio desta reforma ou atualização legal nas universidades, urge rever a lei de direitos autorais referente a literatura específica relacionada a cultura e ciências. Obras importantes de eminentes professores, pesquisadores e pensadores simplesmente desaparecem porque não se consegue reeditá-los.

Cito dois casos que conheço bem, o do Professor Fernando de Azevedo, a quem se faz desnecessária maiores apresentações, e de Murillo de Azevedo Marx, titular de História do Urbanismo da FAU USP.

Sei que são inúmeros os casos de obras importantíssimas que desapareceram em nome de um direito que atende única e exclusivamente à família e herdeiros, mas que deveriam ser prioridade do interesse nacional, a bem da verdade não só o nacional.

Apesar do grande interesse na reedição de livros de Fernando de Azevedo, foi impossível encontrar todos seus descendentes.

No caso de Murillo de Azevedo Marx, os direitos autorais são da própria universidade, que por sua vez não tem dinheiro para a reedição.

Não posso deixar de apontar uma outra questão. Sei de trabalhos importantes, até por serem únicos em suas áreas, que foram 'cancelados', usando um termo atual, porque seus autores não tinham plena simpatia dentro da academia.

Finalmente, pelo que sei a condição das bibliotecas universitárias está muito longe de ser a ideal. Preservar livros e documentos custa e muito, mas é investimento de retorno mais que garantido. O mesmo para museus, acervos....



Urge uma política solida e construtiva de Estado para a cultura e ciência. Sem cultura e ciência literalmente não há futuro, ou há, o da selvageria, da desordem, descontrole social e da violência, como consequência uma baixa qualidade de vida para toda a população, mesmo a mais abastada.

Um dos símbolos deste país de hoje é o Museu Nacional em chamas. Preciso dizer mais?

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