Arturo Alcorta, Escola de Bicicleta, sobre a vida, rodando um pouco por tudo
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Quem ganhou foram só as bets? E agora?
Um pedido de desculpas e a explicação
Tenho que pedir desculpas por vários textos que tenho publicado. Tenho entrado em temas e assuntos que não creio estar dentro do que este blog propõe. A bicicleta, a escola e a vida, no fundo no fundo tem a intesão de levantar pontos e ideias que ajudem a pensar e se possível agir para melhorar a qualidade de vida de todos, sem exceção. Alguns parecem desconectados do propósito, mas não o são.
Fui educado, quase condicionado, para a prioridade. No sentido coletivo o ensinamento ficou claro e é posto. No pessoal nem tanto ou pouco, mas isto é outra história que não vem ao caso.
A prioridade máxima neste momento é evitar que o Brasil colapse para valer. Nem nos piores momentos dos anos militares, que chamo de 'dentadura', e tenho minhas razões, a coisa ficou tão ruim, tão fora do controle, tão inaceitável, tão absurda como temos agora. Falo isto porque vivi num vasto meio que tinha de tudo, esquerda revolucionária, esquerda, centro, direita, direita religiosa, extrema direita, etc..., portanto me sinto cômodo no que penso. As gerações daquela época podiam ser o que se bem pensem, mas uma coisa é certa: tinham noção clara dos limites que não se devem cruzar.
Com muitos que tenho conversado, alguns de esquerda, todos concordam que se esta escala de estupidez que vivemos hoje tivesse acontecido naqueles tempos duros, os militares teriam dado um basta inclusive metendo em cana os mais assanhadinhos da direita, da sua própria turma, como aconteceu. Há histórias endossando este meu pensamento, a mais conhecida foi eles, militares, terem dado um basta na ala mais alucinada no pós Herzog. Aliás, como foi feito pelos militares na tentativa de golpe atual quando Bolsonaro foi avisado que se continuasse seria preso.
Quis a vida que praticamente todos anos entre 1969 e 1980 eu fosse mandado para Buenos Aires nas férias. Sei bem o que um desvario como o que estamos vivendo pode fazer com um país de grande potencial. Os populismos fizeram Argentina caminhar para trás, desintegrar lentamente, durante 70 anos seguidos, com seguidos voos de galinha que sempre acabaram na goela das raposas. "Foda-se o povo". Não quero que repita aqui, mais, não quero que continue se repetindo aqui.
Temos que encontrar um caminho seguro. Não existe segurança quando há histéricos sem controle alucinando todos em nome de seus próprios delírios.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Roubaram a placa comemorativa do...
Deprimente. Espero que recuperem. Mas... por onde começar? Roubaram mais um patrimônio histórico? Deprimente! Falando nisto... Descobriram onde foi parar a escultura de 400 kilos de bronze que foi arrancada da parede da praça Carlos Gomes? Se sabe onde foi parar tudo que foi roubado dos cemitérios, e olha que deve ter sido muito mais que os 400 kg da praça? Grana legal! Aliás, explica como alguém no meio da noite consegue arrancar um treco de 400 kg de uma parede em local público sem ser notado? Ou, num único dia roubarem 4 km de cabo elétricos, notícia que até hoje sou meio descrente, mas como todas as redes divulgaram... A plaquinha histórica é pequena... biscoito fácil, espero que recuperem, espero mesmo. Estará ainda inteira, nas mãos de quem? Desdentados ou protestantes indignados com acusações infundadas aos seus?
Roubos pequenos... por onde começar? Uma loja da Kalunga dentro de shopping de classe media alta tem em média uma perda de 5% ao dia. O mesmo para a loja da Hering, C&A, e outras... um pouco mais, um pouco menos... em dias normais... Fins de semanas e datas especiais a diversão é melhor. E as figurinhas da Copa das Coca-Cola? Ok, estou descriminando? O que será que acontece no Santa Luzia, o mercado mais chique do país, classe AAA? Nos restaurantes? "Você está brincando! Levaram o que? O lustre?" perguntei pasmado para uma amiga dona de restaurante. A coisa aqui é master muito antes do escândalo (?) Master. Farra nacional generalizada.
A plaquinha comemorativa é muito mais que uma placa. Quem tem idade para ter vivido aqueles tempos sabe o que significaram para todo país, para toda o povo, aquelas manifestações, que diga-se de passagem, eram inteligentes, não raro bem humoradas, nada parecido com a estupidez generalizada que temos hoje.
Dado que a OAB está cada dia mais ausente, nada a ver com os tempos da 'plaquinha comemorativa' arrancada do chão, será que moverá uma palha para recuperá-la? Ou permanecerá com suas preocupações corporativistas tão lucrativas que balançam em Brasília e no STF? Ora, se um dia o Brasil deixar de ter uma justiça tão corporativa e lucrativa para alguns, ou uma 'justiça', peço que tenhamos uma "práca" irremovível. Irroubável dependerá muito do que queremos ser. Digo, como civilização. Hoje somos 'Brasil'.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro... e daí?
O que dá certo no Brasil (e no mundo)
Duvido que algum candidato se interesse realmente por este precioso artigo. Nosso formato de eleição não abre espaço para colocações como a desta preciosa verdade aqui apresentada. Bandeirolas? Horário político obrigatório? Debates de duas horas com candidatos ausentes e temas genéricos? "Nós ou eles" e todos seus fanáticos seguidores já deram provas cabais que querem o poder, o resto que se dane. Acho deprimente escrever isto, mas creio com profunda tristeza que não esteja tão errado.
Deixo meu profundo agradecimento ao Marcos Lisboa, um brasileiro. De verdade.
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Ler a coluna de Karnak como Manifesto pela Educação
Poucas vezes em minha vida um texto pegou tão pesado quanto este de Leandro Karnal sobre a situação da educação brasileira. Sou professor, prefiro dizer que sou educador. Como professor dei aulas em colégios estaduais por um curto período, e em particular por alguns anos, isto entre 1978 e 1984, época que a educação brasileira já apresentava problemas, mas nada na escala que se tem hoje.
A educação no Brasil entrou em colapso, e não só a educação escolar, mas a social também. As formalidades mínimas para um decente convívio social, coletivo, estão num limbo de "você sabe com quem está falando", nós ou eles, é meu direito, pandemia de celulares, selfies e redes sociais "veja meu sorriso e como sou rico, lindo, e gostoso". Ok, desculpem, ia esquecendo o politicamente correto que obriga a uma correção "como sou rica, linda e gostosa". A distorção geral do que é conhecimento e saber é um horror.
Karnal pública um texto no Estadão, este que consegui copiar e está aqui abaixo, que é com certeza um Manifesto pela Educação do Brasil. Pedi nos comentários do Estadão que seja liberado por Karnal e o Estadão em Word ou PDF para ser divulgado para público muito além dos assinantes. Com o dito palavrão e tudo mais.
É deprimente ver o que a educação escolar se transformou. Tem que mudar. Ou melhora ou estamos muitíssimo mais fodidos que estamos agora.
Salvem a educação. Salvem a escola. Salvem os professores. Salvem o Brasil.
E se não entenderam, salve se quem puder, o que em qualquer hipótese não acontecerá.
Sem educação, sem professores, você e os seus simplesmente não têm qualquer futuro, não importa quem ou o que você seja. Se você acha que estou errado..., bom, aí... fazer o que? Meu caro, a história não mente.
Leandro Karnal, muito muito obrigado.




