Estou em Aparecida e fiz a romaria partindo de São Paulo. Todos estão afirmando que o número de romeiros dobrou este ano. O que quer que seja, explodiu. Venho fazendo romarias todos anos e afirmo que o que acabei de ver é assustador. Se continuar neste crescente, o que deve acontecer, não sei como será ano que vem e nos próximos.
Sim, há um problema de segurança; sim, houveram ocorrências. E sim, as autoridades estão pensando a situação dentro do estrito da lei e dos manuais de segurança no trânsito. Em outras palavras, os romeiros, pedestres, tem que se encaixar no CTB que ainda é escrito priorizando a fluidez do trânsito motorizado. Isto, em qualquer país civilizado, tem se provado um erro.
A romaria é um fenômeno social. Duvido que se consiga descaracteriza-lo mudando seu trajeto original.
Como está CTB de maneira clara e inequívoca, a prioridade máxima é do pedestre.
Recomendo que as autoridades pensem fora da caixinha. Não estou falando fora da lei. A Romaria para Aparecida é um case que oferece oportunidades únicas para se pensar sobre o futuro das mobilidades. E de movimentação de massas.
Para quem não entendeu o que escrevi aqui, por favor, vejam o que está acontecendo em todo mundo. Há uma mudança em andamento que não vai parar, é irreversível, simples assim.
Ou procure outras publicações sobre o que Michael King fala, e que ouvido em todas partes. Aqui? Numa palestra na Universidade Mackenzie ouvi uma das principais autoridades (?) sobre pedestres soltar algo como 'este cara não sabe o que fala, é um imbecil'. Detalhe o dito veio da boca de alguém que tinha no momento daquela palestra de King um currículo de momento 750 ocorrências fatais com pedestres / ano. Sim, é isto mesmo, está publicado, número oficial. A responsabilidade foi só de um? Não, mas o número insiste em ficar grudado na chefia. E aqui era uma respeitada como autoridade.
Faça sua escolha.
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