Hoje, depois de muito tempo, mas muito tempo mesmo, acabei de olhar para o relógio e vi que trabalhei praticamente 14 horas, um prazer que, repito com prazer, não sentia faz muito. Que dia maravilhoso! Vocês não fazem a mais remota ideia de como foram divinos meus anos de trabalho. De quantas vezes tomei bronca, "Larga isto e vem dormir!"
Sim, mesmo sem trabalho remunerado, aposentado como se diz, continuo fazendo minhas coisas, mas com menos tempo para mim mesmo, para meu trabalho, para meus trabalhos, para mim. A vida vai atropelando, ou, eu fui permitindo que me atropelassem, melhor dito.
Não faz muito separei um dia da semana para mim. Uau! que delícia. Me acalmou muito, eu próprio não podia imaginar quanto.
Ócio, hoje foi meu dia do ócio. Se pudesse continuaria no trabalho, mas amanhã será outro dia.
Cara, que dia!
Bom dia. Acordei. Agora pela manhã percebi o que aconteceu ontem. Abri o celular para ler as notícias, cada dia mais desconfortáveis, e depois vi algumas besteiras, e o tempo passa. Estamos todos vivendo uma fábrica de dispersões que me parece vai muito além de uma simples teoria da conspiração. Nunca foi tão significativa a expressão "recuperar o tempo perdido", no caso o tempo imediato, o que passa agora. Tive um dia para lá de feliz no meu ócio do tempo perdido, estranho dizer, mas ócio realizado no trabalho, uma inversão do velho sentido de ócio, mas sem qualquer dúvida um ócio literal.
Estou lendo "História da Felicidade". Maravilhoso. Recomendo. Reposiciona muito do que pensamos sobre quem somos e nossa época.


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