Passados alguns dias do assassinato do ciclista a cena se repete. O primeiro foi morto a pauladas, o segundo estrangulado. E assim caminha a humanidade... Desculpem minha falha, corrigindo, assim caminha o Brasil.
Pergunta: qual a diferença destes dois absurdos com a forma como os "nós" vêem e tratam os "eles"; e os "eles" vêem e tratam os "nós"? "Vai de retro Satanás! Sai deste corpo!" Haverá alguma correlação entre estas duas barbáries e os exemplos dados pelos que servem de exemplo público? "Eu sou o bem e o outro, aquele diferente, aquele que tem o mal em si, aquele que não crê no eu creio, o que nós, os bons cremos, tem que arder no inferno". "Torcedor do outro time tem que morrer!" "Intrigas..."
Não sei como estará agora, mas não faz muito Brasil era um dos campeões mundiais em lixamento. E, convenhamos, profusão de linchamentos, os mais diversos tipos e modos, os públicos, os coletivos, os ao livre, os nas mídias, os dos tribunais do crime, e os das frequentes desvirtuações da coisa pública, aquela que está fazendo e andando para os brasileiros, aquela que está hoje, esteve ontem, e mui provavelmente estará amanhã nos jornais em meio a notícias 'deliciosas' de se ler. Não escapa um. Aquele maravilhoso exemplo que vem de cima, aquele que nos dá pauladas, mata leões, que são donos do poder de fazer o que bem entenderem, nos deixam largados em frangalhos e se vão para suas casas, seus lares, suas famílias, seus amigos com certeza de dever cumprido.
Caprichei nas tintas? O quadro geral saiu bom? Ou poderia seu um pouco mais..., mais... Não tenho palavras para expressar me. (Burro!)
Estes e tantas outras barbáries que vivemos há tempo... (que chatice de texto repetitivo)
Enfim, em quem você vai votar nas próximas eleições? "Nossa, que coisa chata! Que coisa fora do contexto! Que absurdo! O que tem a ver uma coisa com outra?" Boa pergunta!: o que tem a ver uma coisa com outra? Responda você.
Quanto vale uma vida no Brasil?
Numa das apresentações do movimento Brasil Adiante uma debatedora colocou que urge entender a situação não só com os dados (estatísticas) de mortes, mas com os dados que apontam a realidade das ocorrências.
Pergunta final: será que é necessário estar morto para estar morto?
Que vida você quer? Eu não tenho duvida: civilidade, respeito, diálogo, bom senso, união para a construção de qualidade de vida para todos.
Chega de barbárie, todas, de todos!



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