Fanatismo é a forma mais fácil de se levar a cegueira. Estamos colhendo os frutos do fanatismo, que no passado era chamado de "inocente util", e hoje virou "nós e eles" ou também "nós e eles", escolha seu lado. Não sentiu o cheiro de queimada quem não quis, o fogo ardendo vermelho e quente está lá faz muito.
Depois que foram descobertos os campos de concentração, os aliados pegaram toda a população de cidades no entorno e os levaram para ver a barbárie in loco. Hoje temos informações de qualidade a disposição, basta ler.
Temos um país com uma riqueza natural sem igual. Como só olhamos para o próprio umbigo destruímos sistematicamente nosso potencial, e com ele nosso futuro. Alguma novidade no que está vindo a tona? Não sei, mas não me surpreende muito, aliás, não me surpreende nada.
Aos "nós e eles", dos dois lados, que tal vocês deixarem de ser fanáticos inocentes úteis para se transformar em brasileiros?
A única verdade na história da humanidade é "unidos venceremos". Fraticidio é para os doentes. A maluquice que vivemos só irá parar quando nós quisermos - todos, unidos, mesmo discordantes. Não há outra saída. O problema não são diferenças, mas a cegueira que não deixa ver a realidade. E a realidade não está no proprio umbigo, ou dos iguais.
Diferenças, com o uso da inteligência, aponta caminhos e soluções novas. Não sabe disto quem não quer ou não tem capacidade.
PS.: a cegueira, o desinteresse, o olhar só o próprio umbigo, é fato corriqueiro deste Brasil desde sempre, em tudo, em todos setores da sociedade e economia. Os erros que cometemos em tudo beiram o absurdo. "O Brasil não é para iniciantes", dito lá pelos anos 60 ou 70, já deveria ter acabado há muito, mas muito tempo mesmo. O que nos destrói é uma soberba altamente destrutiva embutida no "nós somos diferentes, fazemos do nosso jeito". O jeitinho Brasileiro é mágico quando olha para a eficiência, o contexto, o futuro, o que os outros fazem e nós podemos melhorar.
Nós e eles é de uma mediocridade sem tamanho. Remete a falência de inúmeras sociedades, a História prova de maneira farta.
Olha só que boa coincidência. O segundo Opinião do Estadão traz o seguinte.
Meu comentário, ainda no Opinião "O ecossistema da corrupção"
Recomendo a leitura do outro Opinião de hoje, "Um grito de socorro pelas universidades", pricipalmente os três últimos parágrafos. Não se faz necessário lembrar que o mesmo texto poderia ter sido escrito como um olhar sobre a outra face do " nós e eles". Infelizmente, não terá a universidade se transformado numa nova religião? Que diferença há?



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