sexta-feira, 15 de maio de 2026

E não é que a Eldorado silenciou

 Ouvi os últimos minutos de transmissão da Rádio Eldorado. E não é que um pouco antes da meia noite ela silenciou. Confesso que não sei o que pensar. Mais uma perda em minha vida. Mais uma perda em nossas vidas, perda incalculável. Mas quantos saberão calcular, quantos tem a ciência e a consciência para avaliar?

Vivemos uma época de terra arrasada, da vulgarização do passar por cima a qualquer custo para abrir caminhos incertos. O passado é a bússola para o futuro. Cultura!

A vida é como nuvens que passam, não voltam e nunca serão as mesmas. A bússola do passado ensina o saber olhar o caminho das nuvens, as que vem e as que somem no horizonte. Nada será como antes amanhã. Mesmo assim é sábio viver a vida bem, acordar, comer, andar, pensar, trabalhar, descansar, acordar... Moto continuo. Aí entra a bússola, agulha do passado que aponta para o norte do futuro seguro.

Algumas coisas não se deve deixar estragar, acabar. Inteligência é uma delas, talvez a principal. Rádio Eldorado silenciou. Que horror. Silenciou de verdade. Pode?

Nós silenciamos. Há momento para tudo, para o silêncio e para a manifestação. Onde eu errei? Quando troquei de momento certo meu silêncio? Com certeza agora foi. Melhor, foi-se. Deprimente.


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