quinta-feira, 9 de abril de 2026

Ineptocracia



Ineptocracia, termo muito interessante, que calha bem para o largo momento que estamos vivendo neste país chamado Brasil. Aliás, eu digo, vivemos uma inepto-larapiocracia.

Fiquemos com a ineptocracia 'brasa', como tentaram emplacar como apelido na seleção brasileira. Faz sentido quando se olha para os últimos incêndios, o do prédio histórico no Paraná e o velódromo no Rio. Qual será o próximo. Aguardem que vira. Cultura? Cultura no Brasil? Esportes? Faça sua bet! Aposte que o número de endividados crescerá. Barbada.
Ineptos. Faz quantos anos que não temos um macro projeto de estado de longo prazo para o país? Remendos temos aos montes, em todos setores. As mudanças necessárias demoram anos, décadas para virem, e não raro quando vem chegam pela metade. Vide a reforma fiscal, décadas atrasada. Vide a segurança pública. Vide...

30 março de 2026, foi inaugurado o monotrilho que deveria ter ligado o Aeroporto de Congonhas com o estádio do São Paulo F. C., como obra para a Copa do Mundo de Futebol aqui, Brasil. Iniciada em 2010, deveria ser entregue em 2014, antes da Copa. Finito pela metade, ok, um terço, ok, pequena parte, ok, foi inaugurado, Thanks Gold!, doze anos depois. Uma das desculpas é que mudaram o estádio da Copa por vontade e desejo do Exce. Presidente. Saiu do Morumbi de ricos e foi para Itaquera de gente bem mais simples,  estádio novinho, dívida também... Não qualquer dívida, mas uma senhora dívida que ninguém sabe quando paga, isto se paga. E a torcida achou lindo. 
Nada fora do normal, o atraso, aumento de custo, obra abandonada por anos, transtornos, votos no candidato que ajudou na realização do sonho Corinthiano, mesmo que tenha sobrado uma dívida que não se sabe quem e quando será paga... Onde está e de quem é esse dinheiro? Sei lá? Duvido que alguém consiga contabilizar de forma que se entenda. UAI, se tem uma dívida monumental, quem segura a bronca?
Pelo menos os custos da obra parada se sabe. Como sempre custava tanto no projeto e custou tanto a n potência no final, dinheiro público, meu, teu, nosso, deles...Dinheiro público, portanto nas bundas de quem vai sobrar sabemos. Já o custo gerado pela mudança de projetos da Copa, quem sabe?

E a confusão no Oriente Médio vai rolando, vai rolando, vai rolando..., e se transformou num drama planetário. Vai sobrar para todo mundo. Alguém lá em Brasília pensou nesta possibilidade? Alguém estudou o que fazer com as possíveis (possíveis???) dificuldades e oportunidades que se apresentam com esta guerra? Qualquer um minimamente esclarecido ficaria com uma pulga na orelha, mas os 'inteligente', os 'eficiente', do Planalto não, eles sabem o que fazem. Sabem? 
Que o barril de pólvora que o instável (instável??, só isto?) presidente dos USA está armando acho que os inteligentes de Brasília já tenham sacado, mas daí a terem noção do que fazer, vai longo caminho a deriva.
Precisa de 'pobrema' vindo de fora? Não, não, não, mas servem bem como cortina de fumaça para a baderna caseira. Nada melhor que notícias sobre a viagem a lua para esquecer por um tempo os lunáticos caseiros.

Vamos para o que nos afeta diretamente. São Paulo está tendo com frequência congestionamentos de mais de 1.000 km. Tem solução? Sim, mas...
Ontem foi mais um dia de caos completo. Mesmo pedalando tive dificuldade para chegar onde devia. Estou cansado de repetir isto. Cada dia mais frequente e cada vez pior. Responsabilidade de um acidente? Não. Sem razão aparente. Que loucura. Alguma palavra sobre o que fazer? Sim, magias, milagres momentâneos, soluções. Soluções: qual é o plural e o aumentativo de soluço? Sim, soluções, tentativas de resolver aos soluços. IP! IP! IP! A médio longo prazo, alguma idéia inteligente? Qual? Desculpem, não ouvi ou não consigo entender.

Ineptocracia.

Aliás, olhando as primeiras páginas de jornais, vendo as notícias na TV, ouvindo rádio, melhor inepto-larapiocracia.

Temo fú! Ou vamos colocar a caixola para funcionar. E agir

Nunca na história deste país o nível geral foi tão baixo. O país caminha, mas como?
Nestes últimos dias tem ficado claro que o que mais se tem é inepto e larápio. Um país se faz de exemplos. Os nossos exemplos neste momento são Brasília e Rio de Janeiro. Vai dizer que não, que estou exagerando? 

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