quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Corporativismo perverso geral e irrestrito

A melhor definição sobre o Brasil é 'corporativo'. A melhor definição sobre quem somos está no "Você sabe com quem está falando?", aplicável a todos, de todas camadas sociais, sem exceção.  Por que não mudar o lema da  bandeira brasileira, de Ordem e Progresso para Você sabe com quem está falando?, seria mais honesto.

Corporativismo perverso geral e irrestrito, sempre fomos ou nos tornamos? Corporativismo perverso geral e irrestrito estamos, e não há qualquer sinal de interesse para uma mudança. Leia os jornais. "Eu não sou assim!", dirão indignados a esta minha afirmação. Numa sociedade tão corporativa, se não for corporativo dificilmente se sobrevive, social e ou financeiramente.

Virá o discurso que corporativismo e prepotência é coisa da elite, qualquer que seja, a que manda ou do dinheiro. Besteira pura. Nas favelas ou você cala a boca ou vai se dar muito mal; exatamente como na elite. Corporativismo de sobrevivência.  Pobre não é imbecil, sabe as regras do jogo, ou você imagina que na cabeça deles o celular comprado de um garoto que custa tão baratinho veio de onde? Celular e outras muitas coisas. Aliás, sejamos honestos, a mesma regra de compra se aplica a todas camadas sociais.  

Sabe com quem está falando? É discurso só dos poderosos? Quando o pedreiro, encanador, funcionário qualquer simplesmente some, e você não pode fazer nada, e não faz, é o que? Ele sabe que está protegido por uma forte rede corporativa, copiada com inteligência e qualidade daqueles que cantaram de galo no passado. 

Os três Poderes deste país tem certeza que atos absurdos não terão consequência. Nós calamos. Nós, a mortadela, os que estão entre os religiosos, crentes nos dois milagreiros que estão aí. Calamos por telhado de vidro, ou medo do corporativismo? Ou os dois juntos?

E aí vem a pergunta: que país você quer? Melhor, como nós brasileiros perdemos a noção do que é um país, o que é um macro coletivo, pior, o que ou quem é o outro, a pergunta correta é "Que vida você quer?". Selfie! 

Um corporativismo suicida só existe quando o medo da transformação impera. Melhor, o medo de agir, de se posicionar, de pensar. "Se eu for diferente fico sozinho". Que medão!

Todo ato tem uma consequência. O que acontece quando ninguém entende que todo ato tem consequência? O que acontece quando todos acreditam piamente que tem poder, que são o poder, que são a autoridade?

Muito obrigado Camila Farani pelo ótimo texto e pela coragem. 



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