domingo, 24 de novembro de 2013

Pedido de desculpas

O Estado de São Paulo
"São Paulo Reclama"

Pedido de desculpas

Venho por meio desta pedir desculpas a funcionária da La Bufalina de Higienópolis por ter entrado, olhado, esperado, perguntado e ainda por cima comprado produtos, tendo assim perturbado o dia, o trabalho e o humor desta funcionária. Aliás, aproveito para fazer o mesmo pedido de desculpas a inúmeros funcionários, atendentes e prestadores de serviço desta cidade, que a cada dia prestam um serviço mais atencioso, educado, eficiente, prestativo a mim, cliente. Diariamente fico feliz em notar que cresce o número de cidadãos que demonstram sem qualquer contrangimento que trabalhar é uma obrigação desagradável, socialmente injusta. Fui educado por mamãe a esperar o fim da conversa dos outros e sei que tenho que ser mais paciente com quem está atrás do balcão Mamãe sempre dizia que feio ouvir as ligações de celular que não terminam mais. Mamãe, não se preocupe, estou ficando surdo e não consigo entender nada que eles falam, até por que cada dia a música das lojas é mais alta, mas confesso que morro de curiosidade. Finalmente, mamãe me ensinou que quando se encontra uma pessoa com cara enfadonha e ou de mau humor, como a da funcionária da La Bufalina (ou de inúmeros outros negócios), devesse pedir desculpas pelo inconveniente. Bom... espero que todos leitores me desculpem pelo inconveniente, afinal eu devo ser o único cliente chato.

Neste blog aproveito e faço um pedido de desculpas muito especial a algumas bicicletarias em especial, já que não sou rico, não posso ficar gastando, chego com uma bicicleta simples, roupas normais, sem sapatilha ou capacete. E pior, não trago minha bicicleta no rack de um carro importado. E para terminar sempre procuro umas coisas esquisitas. Coisa de pobre, eu sei, mas fazer o que? Não sou um biker chic

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Parabéns, estamos próximos do milhão!


Acidentes de trânsito matam 980 mil pessoas no Brasil em 31 anos

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,acidentes-de-transito-matam-980-mil-pessoas-no-brasil-em-31-anos,1099082,0.htm

1 milhão divido por 31 dá dízima periódica?

22 de Novembro de 2013para:
Fórum do Leitor

O Estado de São Paulo

Os 980 mil mortos no trânsito e a distorção nos percentuais
Bom, provavelmente já chegamos ao milhão de mortos no trânsito. Só o impostômetro consegue superar a velocidade de nossas mortes no trânsito. A forma de cálculo de mortos por 100 mil tem como base o total da população do país. Caso seja feito o cálculo com base no número de motocicletas existentes e circulantes no Brasil a coisa muda radicalmente de figura. O Brasil tem hoje aproximadamente uma motocicleta para cada 10 habitantes, o que multiplica os mortos no modal motocicleta por 10. O mesmo deveria ser feito para cada um dos modais para calcular o grau de risco destes. Com certeza o discurso feito em relação às bicicletas mudaria um pouco. Por exemplo, o número de ciclistas circulando em São Paulo (assim como na maioria das cidades do Brasil) cresceu proporcionalmente muito mais que a evolução do número de ciclistas mortos. Outro detalhe: o número oficial de ciclistas na cidade de São Paulo tem como base a pesquisa O.D. Metro, que tem dois filtros, para trabalho e modo principal, o que descarta uma grande quantidade de ciclistas que todos sabem que está ai. A pesquisa do milhão da mesma forma guarda uma discreta distorção de normalmente só contar quem morre no local, deixando de lado os que morrem no hospital, pelo menos uns 35% a mais, segundo especialistas. Números sempre são preciosas referências, mas é necessário interesse e um mínimo de curiosidade para saber o que eles realmente apontam e principalmente ocultam.

Antes de 1996 o Brasil tinha um código de trânsito, que foi revisto, o que urge fazer de novo.
Arturo Alcorta


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As novidades e nossa inocência

Murillo Marx, meu irmão, constantemente chamava a atenção sobre a "besteira" de nossa crença na novidade. O olhar deslumbrado para o que parece inédito é um dos grandes erros na avaliação de nosso tempo ou de qualquer ciclo histórico, prejudicando uma avaliação mais ampla e correta dos fatos; também diminuindo a sensibilidade para a qualidade da criação, por mais simples que pareça.
Murillo, professor de história da arquitetura e livre docente de história do urbanismo da USP, tentou me ensinar a ter um olhar horizontal sobre os fatos, principalmente os relativos às mudanças sociais e urbanas. O interessante é que Murillo só veio a entender o por que da bicicleta muito no final de sua vida, não faz muito tempo, depois de ter ouvido o Renato Zerbinato falando num congresso.
Ontem no jantar meu pai nos mostrou com lágrimas nos olhos um filme da BBC sobre um automaton, "o escritor" que está no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=FUa7oBsSDk8), mas não consegui baixar aqui. Mas o vídeo abaixo faz a vez. De qualquer forma vejam também o da BBC, até pelo seu tom britânico e o contraponto com este americano. Há uma ótima versão francesa. Vale pela maravilha do 'brinquedo' e pela diferença de culturas expressando exatamente o mesmo tema.
Afinal, o caldo de cultura de cada um que tem gosto particular. E como estamos numa época onde o indivíduo está muito fragilizado, não se trocam receitas, não se faz o outro provar o gosto, mas fala-se de boca cheia sobre a nossa incrível novidade. Bem humano.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

NY - Ciclistas e impunidade

Esta matéria do NY Times poderia ser a continuação de várias conversas e discussões sobre a questão da segurança no trânsito de Nova Iorque e as comparações com São Paulo, como a que tive com o Celso Jatene faz uns dias. Ou pode ser um truco naquele discurso apavorante sobre o nosso trânsito. Poderia também dar corda aos que dizem que segurança para o ciclista só existe nas cidades europeias, como Amsterdã ou Paris, o que só em parte é verdade. Não é hábito dos ciclistas locais aliviar os pedais nos cruzamentos e mesmo os melhores e mais mulherengos ciclistas ou pedestres apavoram quando as altas e gostosas loiras holandesas passam batido a mil raspando sem olhar para o lado ou pedir desculpa. Quando tem semáforo e fiscalização todos param, inclusive elas, mas nos centros históricos com suas ruas estreitas e sem visibilidade nas esquinas, esquece. Fora pedalar na calçada, contramão, na faixa de pedestre... O ato de pedalar libera. Os pedestres que o temam. Acontece o mesmo em todas as partes.
Os conflitos com os carros, de todo tipo, também são parecidos, aqui, ali, lá, em NY, Paris ou Holanda; um pouco mais, um pouco menos. Uns estão um pouco mais evoluídos, outros nem tanto, mas a história do trânsito e transporte mostra que a situação só melhora quando há um acordo social, quando a conversa fica civilizada. Ou seja: respeito aos acordos sociais firmados em leis.



Caution: Danger in the Traffic Lanes


To the Editor:
To the Editor:
Re “Is It O.K. to Kill Cyclists?,” by Daniel Duane (Sunday Review, Nov. 10):
No, it is not O.K. to kill cyclists with impunity, but neither is it O.K. to kill pedestrians, which happens a couple of hundred times a year in New York City. The problem is not a cultural predisposition against bicyclists; it is that nobody obeys traffic laws anymore, and that’s at least partly because nobody is enforcing them.
I’m all in favor of the quiet, cleanliness and sustainability of bicycles as alternatives to motor vehicles, but the first and best sustainable transportation is walking, and New York has the largest population of pedestrians in the country. I am one of them.
I walk 15 to 20 miles a week on the streets of Manhattan, and have for 40 years, and I never cross a street anymore without taking my life in my hands.
Every time a light turns red, I can count on two or three cars going through it. Every time my light turns green, I can count on right-turners charging through my crosswalk. And through all these years and all these miles, I can count on the fingers of one hand the number of times I have seen anyone ticketed for this lawbreaking.
I strongly urge the new mayor to put the same kind of resources into regulating New York City traffic that his predecessor put into facilitating it. Enforcing our traffic laws would protect pedestrians, cyclists and drivers alike, would make a tremendous contribution to public civility, and could create a windfall for the depleted city coffers.
DAVID BERMAN
New York, Nov. 10, 2013
To the Editor:
Daniel Duane makes it abundantly clear that bicyclists hit by cars do not have any chance in court, as they do not have any rights on the road.
I grew up in the Netherlands, where everybody rides a bike for years before he gets behind the wheel. Thus, all drivers started out as bicyclists and know how to think like a bicyclist.
At 26, I moved to Connecticut, and my first purchase was a bike. Within a year I had given up biking altogether after several near accidents.
Advocating more bike lanes is fine, but how about this: In the Netherlands, any new road comes with a bike lane.
JACOB IJDO
Iowa City, Nov. 10, 2013
To the Editor:
Cyclists have a right to be on the road, and we have a responsibility to protect them. A socially just solution will require these actions:
In all instances cyclists will be deemed to have the right of way when in a bicycle lane (akin to a pedestrian in a crosswalk) and adhering to the law (the corollary is that cyclists will be fined heavily for violating the law when directly observed or documented by camera surveillance).
A driver whose car strikes a cyclist will suffer strict penalties and be responsible for medical costs, commensurate with the consequence of inattention.
All future bicycle lanes will be placed between the curb and the right side of parked cars.
The violation of traffic laws by cyclists can be very irritating but is no excuse, ever, for a driver to violate their civil right to life and safety.
PHIL CORSELLO
Denver, Nov. 11, 2013
To the Editor:
As a three-times-a-week bicycle rider in Marin County, I make this plea to some cyclists in San Francisco (and elsewhere): Please make yourselves visible after dark. 
Driving in the city at night, I have had close shaves with cyclists wearing dark clothes on bikes with no lights or feeble ones.
GARY FRIEDMAN
San Rafael, Calif., Nov. 11, 2013
To the Editor:
Daniel Duane argues that drivers are not being held accountable for traffic accidents involving cyclists, but glosses over the fact that cyclists are not being held accountable for the menace they are to pedestrians.
Moving down the food chain to little old lady pedestrians like me, I have been sideswiped, swarmed, yelled at, chased and directly hit by cyclists speeding down hills, avoiding lights, talking on phones, eating and racing.
While they may be losing to the cars on the road, they are running circles around the walkers in the parks, on the streets and on the sidewalks.
Unless and until cyclists pay attention to the traffic laws, stop at lights, obey speed laws and have respect for pedestrians, they are going to be targets. Maybe that same pedestrian they sideswiped yesterday is driving a cab today.
LOIS LEATHERMAN
New York, Nov. 11, 2013
To the Editor:
Daniel Duane asserts that the law does not adequately punish drivers who accidentally kill cyclists.
As the friend of someone responsible for such a tragedy, I would like to remind Mr. Duane that the absolute and hollowing trauma of ending an innocent life weighs more heavily than any fine or confinement that may follow.
It is never O.K. to kill cyclists, and no one knows this better than those who live every moment with the overwhelming guilt of having done so.
MAZDAK BRADBERRY
Madison, Wis., Nov. 11, 2013
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

eu preciso de um paraciclo

Isto é que fiquei sabendo sobre como fazer um pedido de instalação de paraciclo no Município de São Paulo:
A Secretaria de Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, SVMA SP, até pouco tempo teve o direito de comprar e distribuir os paraciclos em forma de grampo amarelo por que usou a lei que lhe dá competência para melhorar a condição ambiental da cidade. O processo de instalação e uso destes grampos vinha se tornando comum, rotineiro, mas a competência legal passou para a Secretaria Municipal de Transportes. Hoje o processo todo está parado até que se acerte as formalidades legais necessárias, o que espero que seja rápido.
O cidadão pode e deve fazer o pedido de instalação do paraciclo em local público, até como forma de pressão, mas só as autoridades competentes tem o poder de decidir se instalam ou não, e onde e quando será instalado.

Paraciclos - vários modelos

 

 

 

Excelente por que trava toda bicicleta
 

 

 

 

 

 

 

aumenta o número de vagas, uma para cima, uma para baixo
 



A solução para sua bicicleta não ser roubada...

Não sei como será nas outras cidades, mas aqui em São Paulo até pouco tempo a Prefeitura respondia rapidamente ao pedido de colocação dos grampos amarelos, os paraciclos que começam a se espalhar pelas ruas.
É importante saber que a rua é espaço público regido por leis que, no geral, visam manter o melhor uso possível para o coletivo. No caso de qualquer mobiliário, que via de regra é colocado no espaço dos pedestres e deficientes, a lei dá prioridade para a livre circulação destes. Outra razão para controlar o que está sobre a calçada refere-se ao que existe no subsolo e a possível necessidade de sua manutenção.
Enfim, procure o órgão responsável pela calçada, ou qualquer outro espaço público, antes de instalar qualquer coisa de seu interesse.
Paraciclo de feitura simples no Ipiranga. Com uns retoques no projeto fica ótimo
Lembre-se que um paraciclo não significa certeza de segurança para a bicicleta, mas a posição do paraciclo pode dificultar a ação dos ladrões.