<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789</id><updated>2012-02-06T22:26:57.369-02:00</updated><title type='text'>A escola, a bicicleta e a vida</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>145</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2268102496995755926</id><published>2012-02-05T16:46:00.001-02:00</published><updated>2012-02-05T21:37:54.766-02:00</updated><title type='text'>Barulho indecente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;OEstado de São Paulo&lt;br /&gt;São Paulo Reclama&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NshSyh--On0/Ty8So3zbvDI/AAAAAAAABDA/HW1byfxjIFE/s1600/IMG_0266.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-NshSyh--On0/Ty8So3zbvDI/AAAAAAAABDA/HW1byfxjIFE/s400/IMG_0266.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Venho por meio desta pedir ao Excelentíssimo Senhor PrefeitoGilberto Kassab que tome providências em relação ao altíssimo barulho emitidopor alguns veículos que circulam por São Paulo, modelos esportivos de carros emotos, e veículos populares equipados com potentes aparelhagem de som. Os doismelhores índices de aprovação de seu governo são o “Cidade Limpa” e asmelhorias cicloviárias, ambas ambientalmente corretas, o que pode indicar que apopulação ficaria muito feliz e sadia vivendo dentro dos padrões de sompermitidos por lei, o que claramente não é cumprido, principalmente nos fins desemana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Proprietários de Ferraris e Harley Davidsons, dentre outrosveículos esportivos, mas principalmente, deveriam se envergonhar fazendo tantobarulho. Eu sei, eu sei.... Imagino eu que seus proprietários já tenham viajadopara fora do Brasil e (imagino) que tenham percebido que em metrópoles deprimeiro mundo, civilizadas, qualquer veículo, independente do preço e conseqüentesofisticação, rodam dentro dos padrões da boa convivência, portanto sem gritar “olhaeu aqui!”. Isto inclui Ferraris, Harleys, e afins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Pela cidade também circulam inúmeros carros com sistema desom digno de trio elétrico de carnaval. O som de alguns é tão alto que adiversão dos proprietários é passar pelas ruas e disparar os alarmes de todoscarros estacionados. Em portas de bares e vários outros pontos de encontro oproblema se repete sem que nenhuma autoridade se apresente. Vale o mesmo “olhaeu aqui!”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Acredito que uma autoridade que enfrentou a sujeira visual eobteve ótimos resultados não vá sentir-se constrangido em obrigar a colocaçãode silenciadores ou de aprender o carro que tenha um trio elétrico ligado nacaçamba ou porta-malas. Há uma lei a apoiá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-2268102496995755926?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/2268102496995755926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/02/barulho-indecente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2268102496995755926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2268102496995755926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/02/barulho-indecente.html' title='Barulho indecente'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NshSyh--On0/Ty8So3zbvDI/AAAAAAAABDA/HW1byfxjIFE/s72-c/IMG_0266.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5026553227405004328</id><published>2012-01-31T10:16:00.000-02:00</published><updated>2012-01-31T10:23:52.918-02:00</updated><title type='text'>A bicicleta e a cidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZoTS17eJ8_U/TyfdRFXrA-I/AAAAAAAABCw/sBgbIwAxtVU/s1600/IMG_1323.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZoTS17eJ8_U/TyfdRFXrA-I/AAAAAAAABCw/sBgbIwAxtVU/s400/IMG_1323.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A cidade brasileira é, no geral,uma cidade com desenho urbano um tanto desorganizado, praticamente caótico, quevai crescendo do jeito que dá ou segundo os interesses de alguns, o que para otrânsito e a vida costuma ser ruim, mas para a bicicleta pode se transformar em&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;uma grande vantagem. Bicicleta é umveículo ótimo para curtas distâncias, até uns 4 km. É no interno de bairro queseu uso traz vantagens: ruas mais tranqüilas para circular, pedalar distante deveículos grandes e de trânsito de alta velocidade, maior segurança, rapidezpara fazer pequenas compras, facilidade de estacionar, melhor qualidade ambiental,poder ver e falar com as pessoas que estão pelo caminho, silêncio, sentircheiros, vento, temperatura, ver&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;comcalma a paisagem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nas cidades grandes, com o trânsitocada dia mais saturado e lento, a bicicleta tem sido usada para grandes distâncias,mas esta não é sua real vocação. Pedalar como se fosse conduzir um veículo motorizado,por ruas movimentadas, avenidas e vias expressas, pode ser uma necessidade, masnão é seguro, nem muito agradável. A distância e o trajeto devem definir o modode transporte. Bicicleta em avenida ou via expressa não casa. Na Europa, onde ascidades são bem pensadas, funcionais, racionais, o sistema de transporte funciona,vem crescendo a implantação de sistemas de bicicletas comunitárias, desenhadospara trajetos menores que 30 minutos de pedal, uns 2.5 km, como aponta estudorealizado pelo Bicing de Barcelona. É lógico que lá também há ciclistas quepreferem fazer longos trajetos, mas esta não é a regra. Quer ir longe, pára numbicicletário e pega o bonde, metro ou trem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Uma vez por ano algumas grandes cidadesbrasileiras fazem seu “Desafio Intermodal”, onde num trajeto de uns 10 km, nocaso de São Paulo, vários modos de transporte são comparados em sua eficiênciano trânsito de hora de pico. Geralmente a bicicleta é mais rápida. A bem daverdade, ciclistas em ótima forma física e um tanto enlouquecidos correm feitodesesperados para chegar na frente do resto; e chegam. Um ciclista normal,pedalando em velocidade normal, o que é algo em torno de 15 km/h, não chega tãorápido, mas chega com uma sensação de bem estar que os outros modos detransporte não proporcionam. Este é o real barato da bicicleta: sentir-se bem. Maspara chegar lá é necessário respeitar as características do veículo que se estáusando. E, no caso da bicicleta, por dentro dos bairros sempre será maisagradável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5026553227405004328?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5026553227405004328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/bicicleta-e-cidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5026553227405004328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5026553227405004328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/bicicleta-e-cidade.html' title='A bicicleta e a cidade'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZoTS17eJ8_U/TyfdRFXrA-I/AAAAAAAABCw/sBgbIwAxtVU/s72-c/IMG_1323.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3790015613970739847</id><published>2012-01-18T09:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-18T10:04:57.348-02:00</updated><title type='text'>Mulheres brasileiras</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Amulher loira e bem vestida está com a cara encostada no interfone do edifício.Conforme vou me aproximando percebo que a voz está um pouco alterada. “Vocêquer que eu tire uma foto?”, diz ela para o porteiro que a olha enfadonho dedentro de sua guarita de vidro. Quando estou passando por trás ela se voltapara mim e pergunta “Você acha que não posso estacionar aqui? Acha que estouatrapalhando a entrada do edifício? Vou tirar uma foto para mostrar a ele”,termina apontando para o porteiro. É uma mulher já feita, lá pelos 40 anos,loira, corpo cheio e bem definido, bonita, vestida com calça e blusa beges deum tecido leve, delicado, algumas joias ou bijuterias, que combina com oscabelos soltos. Transparece ter tido berço, boa educação. Quer porque querdeixar seu carro ali, uma SUV preta, vidros escuros, grande, alta, espaçosa. Narua não outra vaga. Ela se dirige para a traseira da SUV olhando nos meus olhoscom raiva e apontando para o chão. A raiva dela não a deixa ver, mas boa parteda traseira da SUV está dentro da linha amarela que define o espaço de entrada esaída da garagem. “Você acha que está atrapalhando? Você acha que não dá paraentrar e sair? Vou tirar uma foto”, repete irritada para mim. “Se fosse você,iria conseguir passar por ai? Iria conseguir manobrar o carro?”, respondo seguindoem frente para não dar trela. Percebo que ela para e olha para baixo emsilêncio. Cruzo a rua e vejo a SUV saindo da vaga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Deimediato vi passar na minha testa um texto politicamente incorreto sobre oocorrido. Voltei para casa, sentei na beira da cama, e como já estava com ocomputador fechado, anotei algumas coisas numa folha de papel. Lembrei de minhafase de sessões de terapia no ‘Café Belina’ do Shopping Iguatemi. Não havianada melhor para mudar o humor. Começava pelo apelido do lugar, Café Belina, emhomenagem àquela perua velha fabricada pela Ford, derivada do Corcel, aquelegaranhão sobre rodas. Para ter terapia bastava pedir um café, sentar na mesaque dava de frente para quem subia pela escada rolante e se deliciar com ostipos, ou zoológico, como queira, que iam um a um subindo, surgindo e semostrando ao mundo. Uma amiga muito divertida foi a criadora da terapia –grátis, diga-se de passagem. Fazia parte controlar riso ou gargalhada para nãodar na cara e ofender. A diversão agora tem um gosto de ranço, principalmente noShopping Iguatemi, que hoje, nestes dias de Brasil rico e desvairado, tem um perfilde casa de saúde mental suiça, com certeza a graça acabou. Antes acontecia detudo, o zoológico era completo, todos tipos, gêneros, formas. Hoje é coisa fabricada,esnobação sem sentido, muito forçada, tipo BBB das ricas transmitida pela TVBandeirantes. Não dá vontade sequer de ser politicamente incorreto porque émuito triste, sem graça, deprimente, verdadeiramente pobre, vulgar, medíocre.Mais que déjà vu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Aquelamulher, que ao perceber seu erro enfiou o rabo entre as pernas e saiu demansinho sem mais dizer. No final das contas faz parte das vítimas de todo azarde violências, das criminais às morais, que vivemos no nosso dia a dia. Nestecontexto a SUV passa ser a salvação. Chora menos quem pode mais, esta é a regra,SUVs são imponentes no trânsito..., que delícia..., ver todos por cima...Quando vieram as primeiras vans para o Brasil Sarah se apressou para tirarcarta profissional para pedir ao marido uma Besta, que ela considera até hoje “omelhor ‘carro’ que já tive”. “Você faz o que quiser no trânsito e todo mundo terespeita.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Coma bicicleta não tem esta história, muito pelo contrário. O número de mulheres queusam a bicicleta no Brasil é baixo por uma série de razões, que vão desde a mesmaquestão cultural que faz da SUV o tanque de guerra para algumas, até o fato deaté agora praticamente não haver dentro do mercado bicicleta própria para aaltura média da mulher brasileira. O correto seria que os modelos básicosfossem tamanho 16 e não 19 fabricado, padrão para mulheres europeias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Em1982 pedalei muito com Cristina, uma menina alta, magra, muito bonita, edeterminada, muito determinada. O tamanho padrão de bicicleta lhe serve perfeitamente.Na época o trânsito era infinitamente mais tranquilo, havia poucas mulheresdirigindo, mas também não era difícil ouvir alguém mandando uma motorista “voltarpara casa e vai lavar roupa”. Cristina então sequer tinha idade para ter cartae só pedalava. Foi dela que ouvi as primeiras histórias sobre carros diminuindoa velocidade e passando a mão na bunda da ciclista. Acabei descobrindo que,tristemente, o fato era muito mais comum que se podia imaginar e que váriasciclistas acabavam no chão, machucadas. Isto em bairros de classe média. Mulherbonita, com bela bunda, pedalando completamente sossegada só acompanhada de seuhomem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Aposição da mulher na sociedade mudou muito. O manual da boa mulher que existiu,com preceitos tão limitados e controladores, vai aos poucos ficando para trás.Conforme a mulher foi ganhando espaço e poderes, foi também deixando de lavarroupa para procurar sua identidade própria. O novo manual cria novas categorias:&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;patricinha, perua, melissa, e outrosadjetivos, alguns pouco elogiosos, mesmo assim muitas vezes incorporados pelaspróprias. Felizmente um personagem de novela resgatou a mulher trabalhadora,sobrevivente, chefe de família, que faz jus a grande e brava maioria dasbrasileiras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nãoé um fenômeno particular da mulher experimentar e se encaixar em posiçõessociais novas. Homens e toda população do Brasil passa pelo mesmo processo. Éoutro Brasil, é outro mundo, outro planeta. Mas, mesmo sendo um país rico, a 6ªeconomia do mundo, o número de mulheres pedalando continua baixo, mas crescendorapidamente - felizmente. Infelizmente a maioria destes processos se deu apoiadonuma precariedade trágica de cultura e educação, na de falta de exemplos, deuma elite paupérrima em princípios. Continuamos sem uma bicicleta básica e popularcom perfil próprio para o perfil da mulher média brasileira. Quem sabe um dia adona da SUV possa encontrar com facilidade uma bicicleta que lhe permita pedalarsem sujar sua chique roupa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3790015613970739847?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3790015613970739847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/mulheres-brasileiras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3790015613970739847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3790015613970739847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/mulheres-brasileiras.html' title='Mulheres brasileiras'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2516839187514718472</id><published>2012-01-15T12:52:00.003-02:00</published><updated>2012-01-15T12:52:40.157-02:00</updated><title type='text'>Leis e leigos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Do Código Civil:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Artigo 186: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ouimprudência, violar direito e causar dano a alguém, ainda que exclusivamentemoral, comete ato ilícito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Artigo 927: “Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, ficaobrigado a repará-lo. Parágrafo único: haverá obrigação de reparar o dano,independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando aatividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por suanatureza, risco para os direitos de outrem”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Este é o início de um texto que nunca terminei. Não seibem porque, mas também há tantas razões que não vale mais a pena pensar.Infelizmente este país está uma baderna completa que pensar em leis virou temasecundário. A nossa questão é de foro íntimo, é um problema de caráter. O valetudo está escancarado e valendo tudo mais que nunca. Liberou geral. Exagero? Videa história do CNJ que está estampada em todas primeiras páginas de jornais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O original começou a ser escrito dia 24 de Fevereirode 2010, foi aberto um montão de vezes para ser terminado e publicado e todavez eu parei na leitura dos dois artigos acima, 186 e 927, brochei, fechei etratei de esquecer para não enlouquecer. Posso bem imaginar o que fosse a idéiaoriginal, provavelmente ter ouvido mais uma história sobre ciclista chutando umcarro que foi considerado agressor contra os direitos dos ciclistas, portantoda humanidade, mais especificamente o direito individualíssimo do ciclistaofendido. Nosso trânsito é assim. Roberto da Matta, brilhante antropólogo, numaentrevista no Jornal da Cultura disse algo como “trânsito é o melhor espelho dasociedade”. Estamos fodidos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que interessa ao brasileiro é o “meu direito”. “Poucafarinha, meu pirão primeiro”, diz o ex conselheiro do CNJ, Ives Gandra Filho,em entrevista para O Estado de São Paulo, em “Lobby de juízes impediu CNJ depôr fim a farra das verbas milionárias”(Domingo, 15 de Janeiro de 2012; pg A12,Nacional). O meu começa no topo da pirâmide e termina no país dos coitadinhosdo chão dos abandonados. Incluo ciclistas, inexistentes para os númerosoficiais do país (IBGE) desde 1981. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mesmo o fato de não existir oficialmente não dá o direitode exigir nossa estrita parte do pirão primeiro. Mas é o que mais acontece. Enunca antes neste país aconteceu tanto porque o paizão liberou geral. Coitadinhos- todos. Não, não, não, como disse o paizão ‘os de olhos azuis e loiros’ nãoestão incluídos. Estranha frase para um pernambucano, estado onde boa parte dapopulação, melhor dizendo - do povão, tem olhos claros e não raro cabelo pixaime loiro, restos de uma colonização holandesa. Estes, segundo o paizão, tambémestão excluídos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Olho para trás e vejo o que aconteceu com a revolução da bicicleta noBrasil foi mais um desperdício de &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;oportunidade.O uso da bicicleta constrói uma nova realidade, mais humana, integrada,pacífica, livre, sustentável. Já acontecia Brasil afora em localidades mais detopografia mais plana e transporte de massa deficiente, fato comum. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O que aconteceu e ainda está acontecendo, fimdas contas, não passa da novidade e aceitação deste veículo pela classe média,acompanhada por “é legal” da propaganda, e um “é perigoso” da realidade. Abicicleta é perigosa, ou qualquer veículo mal conduzido é perigoso? A velhaclasse média, muito vaidosa, individualista, feliz de sua parte do pirão, querpedalar com pleno direito, mas sem perder seu pleno direito ao uso do carro.Coitadinhos! Como sentir-se-ão quando lhe chutam o espelhinho porque o motociclista/ ciclista veio de ângulo sego ou estava atrapalhando o direito de ir? &lt;/span&gt;Quemchutou antes, o ovo ou a galinha? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A baderna está instaurada. Leis valem pouco porque nãosão feitas para leigos, mas para quem com elas sabe tratar. Respeitar as leisde trânsito, que seria um ótimo treino para entender como funcionam as leis, a ordem,a comunidade real, ainda não faz parte de nossa pauta. Estamos longe disto.Muito longe disto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-2516839187514718472?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/2516839187514718472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/leis-e-leigos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2516839187514718472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2516839187514718472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/leis-e-leigos.html' title='Leis e leigos'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5641247322712067235</id><published>2012-01-03T15:10:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T15:10:36.795-02:00</updated><title type='text'>Feliz 2012. E aproveita</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quantas vezes você desejou um Feliz Ano Novo, destes com letra maiúscula no início de cada palavra, escrito ou dito sorridentemente? Quantos destes anos foram felizes? Qual o valor destas palavras? Qual o valor do escrito letra por letra? Feliz se escreve com “z” ou com “s” e acento no “i”? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nesta virada do ano dei meus votos com muita dificuldade. Gostaria de ter tido o direito de ter ficado quieto no meu canto. Silêncio é por vezes muito bom e era tudo que queria. Não consegui fugir de uma reunião, que por sinal foi bem agradável. Como sempre fiquei um tanto tonto com a falação, principalmente por duas pessoas que lá estavam não conseguem falar com um volume de voz e entonação baixo. Até as crianças fizeram menos algazarra. A um determinado fui lavar pratos, minha eterna rota de fuga quando canso de qualquer festa ou reunião. Há uma passagem do filme “O fio da navalha” que uso como apoio ao meu ato. “Deixa que a empregada lava...”; “Larga isto que vou colocar tudo na máquina (de lavar pratos)”... Terminar uma festa lavando pratos e organizando a bagunça é uma felicidade. Na passagem do Ano Novo não deixar nada bagunçado para trás (pelo na festa) e depois voltar para casa pedalando com as ruas completamente vazias é o máximo. Já tentei usar a mesma técnica com toda esta porra que está sobre a minha mesa de trabalho, mas fui lavar o lab top e achei que era hora de sair para a rua e pedalar. Deu mais certo, mesmo sabendo que ao voltar para casa o trabalho continuaria lá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O melhor mesmo da virada do ano é a manha do dia seguinte. É uma experiência interessante pedalar ou correr pelas ruas completamente vazias da cidade. Fiz isto durante anos, várias vezes por semana, anos a fio. Pedalar - é lógico. Quando comecei a pedalar a cidade era outra, completamente diferente, muitíssimo mais calma. Quando fizemos o primeiro Night Biker’s da história, lá pelos idos de 1988, saímos do Pacaembu para o Centro e cruzamos com pouquíssimos caros. O Centro estava completamente vazio e tranqüilo. Segurança total. Nestas primeiras horas de 2012, pedalando para casa, foi me passando imagens como esta do passado. A vida me deu momentos incríveis. A bicicleta me ofereceu paisagens hoje impensáveis. Paz. Do passado só sinto mesmo não ter percebido que correr a pé nos faz chegar perto do ser biológico que somos de fato, sem nenhuma ferramenta extra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Feliz 2012, é a esperança. Vamos fazer um bodyboard na marolinha que quebra em nossas praias. Pessoalmente eu fico na total esperança que no meio deste ano de 2012 a FIFA tenha corrones e declare ao mundo que a Copa de 2014 não será mais no Brasil. UAU! E todos nós, brasileiros, nos livramos de uma buraco de US$ 118 bilhões (número estimado de custo dado ao Estadão pelas empresas que estão investindo no evento) e provavelmente este país terá um futuro para nossos filhos e netos. Vamos aproveitando este 2012. Tem 2013 antes de 2014, e 2015 antes de 2016. Haja esperança! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5641247322712067235?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5641247322712067235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/feliz-2012-e-aproveita.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5641247322712067235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5641247322712067235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2012/01/feliz-2012-e-aproveita.html' title='Feliz 2012. E aproveita'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-9011649032155038714</id><published>2011-12-31T11:00:00.002-02:00</published><updated>2011-12-31T11:00:55.592-02:00</updated><title type='text'>Ladeiras do novo trajeto da São Silvestre</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;31 de Dezembro de 2011&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;São Paulo Reclama&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mudaram o trajeto da São Silvestre, mas não explicaram por que ou quem desenhou o novo trajeto. Quem conheceu a descida da av. Consolação, do antigo trajeto, sabe que este era o ponto onde mais pessoas se machucavam. Acredito que não deva haver estatísticas, infelizmente. Estatísticas podem colocar em situação desagradável as posições de alguns manda-chuvas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quem corre a pé sabe que as descidas da rua Major Natanael, logo no início da prova e av. Brigadeiro Luiz Antônio no final são muito íngremes para a maioria dos corredores. Hoje está chovendo, o que só deve piorar a situação. Descidas forçam demais as articulações e musculatura de qualquer corredor e não raro geram lesões. Qualquer evento esportivo deste porte, com mais de 10 mil participantes, acaba sendo questão de saúde pública e cuidados devem ser tomados para o bem estar geral. Provavelmente cuidar do bem estar dos atletas seja um deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não sei de quem foi a idéia de mudar o trajeto. A razão principal provavelmente é o tumulto que a chegada causa na av. Paulista em razão do preparo para a festa da virada no mesmo local. Ou terá sido mais uma vez uma questão de fluidez do trânsito? Ou as duas coisas juntas e algo mais? O fato é que estes grandes eventos são fácil e freqüentemente mudados, o que acaba com a tradição. A Prova 9 de Julho, importante evento ciclístico paulistano e brasileiro, está confinada às moscas no autódromo de Interlagos; a Maratona de São Paulo saiu do Centro e perdeu o grande público... A leitura que se faz é que a cidade de São Paulo continua não sendo um prazer da vida para os paulistanos; mas um direito para a vontade e manias de uns poucos. Usos, costumes e tradições pouco ou nada valem. “São Paulo não pode parar” (‘sic’&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;tão repetido).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-9011649032155038714?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/9011649032155038714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/ladeiras-do-novo-trajeto-da-sao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/9011649032155038714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/9011649032155038714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/ladeiras-do-novo-trajeto-da-sao.html' title='Ladeiras do novo trajeto da São Silvestre'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7949829653358756833</id><published>2011-12-24T18:16:00.000-02:00</published><updated>2011-12-24T18:16:05.744-02:00</updated><title type='text'>Feliz Natal, Cidade Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O preto velho cruza por trás do povo que assiste distinto o coro de músicas natalino que se concentra nos degraus da Catedral da Sé e pára na beira da rua. Tem os cabelos e barbas completamente brancos, desgrenhados pelo forte vento da chuva que vê vindo. Veste sobre seu velho e surrado terno um casaco de Papai Noel muito bem cuidado, vermelho intenso, gola branca impecável. Começa os primeiros pingos e a multidão foge para se proteger e se apinha do outro lado da rua debaixo de marquises, bares e cafés abertos. O preto velho permanece ali impassível, como se soubesse que aquela chuva não seria capaz de parar os acordes delicados do coral. Terminam uma música e o quase só se ouve o aplauso do solitário preto velho que sorri e aproveita o espaço dos que correram para se aproximar do coral e da escadaria. O maestro gira o pescoço, olha para os lados, vê nuvens passando rapidamente e o azul tomando o início de noite de verão. Olha para o coral feliz. Todos passaram pelo aperto dos maus tempos e lá permaneceram afinados. Olha para trás para agradecer o aplauso efusivo e dá com o Papai Noel preto de olhos e dentes intensos de alegria. Enquanto volta a cabeça para o coral percebe que os fugitivos estão aos poucos voltando. Umas últimas gotas caem sobre a partitura, sem mexer a cabeça ele lança um olhar para os céus e levanta os braços. “Dóóóó....”. Pára as mãos abertas para frente, aponta os tenores, move os lábios “um, dois, três” e a nova música vem num crescente de trás para frente, enche os pulmões e todos degraus sobrepõe vozes delicadas para formar o louvor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;As luzes da cidade começam acender. Pouco depois os holofotes amarelados da Catedral batem na fachada e contrastam com o cada minuto mais azul do céu com suas últimas nuvens apressadas. Entre a multidão e coral está o Papai Noel. Termina a música, mais aplausos, que aos poucos vão silenciando. O maestro virasse e agradece. Aponta o coral. E percebe um cantar suave, barítono cheio e preciso, mas baixo, bem baixinho, entusiasmo puro. “Estrela brasileira”, pesca o maestro, que percebe pelo sorriso envergonhado que a voz é do preto velho Papai Noel. Dá um sorriso de aprovação, volta-se para o coral e faz as últimas músicas da noite quase sem parada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O povo já se espalhou feliz pela paz do silêncio da praça. O preto velho continua lá. O coral festeja nas escadarias junto com o maestro. O preto velho quieto e sorridente segue olhando. “Deve estar bêbado. Deixa para lá”; mas maestro e duas cantoras descem as escadas. O preto velho esconde os dentes, mas mantém o sorriso e brilho dos olhos. “O senhor gostou?” E a resposta veio muito positiva dos olhos tímidos. A roupa de Papai Noel impressiona pela beleza. E o preto velho pela magreza sob o terno surrado, mas bem cuidado. “O senhor canta bem. Ouvido de maestro pega tudo. Já contou?” “Só para meus filhos. E hoje para os netos. Mas me desculpem, mas tenho que ir andando para chegar em casa.” E sem saber porque o maestro pergunta “Onde o senhor mora?” O preto velho, um tanto envergonhado, continua sorrido, olha o infinito, e depois de um breve silêncio responde: “Umas 3 horas caminhando”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um pouco a frente o coral cerca o preto velho Papai Noel. “Vamos todos de bonde. Vamos acompanhar o senhor. Pode ser?”. “Meu filho; moro num canto muito simples, vocês não vão querer ver...”. E quando se dá conta já está a caminho de casa, Papai Noel ao lado do motorneiro, coral balançando ao gosto dos trilhos, pontuado pelo sino das paradas. Numa delas pediram e ganharam o goro vermelho que faltava ao velho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Dizem que ali nasceu uma nova cidade. Aquele coro voltou um pouco tarde para suas casas, mas foram recebidos sem ressalvas. Havia sido uma noite mágica e ninguém sabe até hoje quem era aquele senhor, para onde o acompanharam, onde exatamente ele morava. Mas todos do coral lembram que entraram pela viela naquele lugar muito simples, pobre mesmo, cantando. Atrás deles entrou um bumbo, e aos poucos a marcação era de samba. Na casa do preto velho ele pediu silêncio e cantou para os netos “Noite Feliz”, e acabada esta mandou que todos voltassem para suas casas. “Tem gente esperando vocês. Não cheguem tarde. Vão embora. Obrigado”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A boa notícia correu; primeiro boca a boca, depois pela rádio, jornal e TV. O maestro repetia que entrar naquele local cantando foi o momento mais feliz de todo coral, e que as pessoas precisariam experimentar, não importa o lugar. E um dos repórteres pergunta se valeu a pena. “Vão! É um milagre. Há uma cidade lá fora que não conhecemos. Natal não é um presente. Natal, de ‘nascimento’, é uma dádiva. A cidade não é um presente, é dádiva. Vão em coro, vão juntos; mas vão! Peguem o bonde”. “E o Papai Noel preto velho?” - pergunta outro repórter? “Ele deve estar cuidado da família e da comunidade. Este é o espírito”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Feliz Natal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7949829653358756833?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7949829653358756833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/feliz-natal-cidade-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7949829653358756833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7949829653358756833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/feliz-natal-cidade-natal.html' title='Feliz Natal, Cidade Natal'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-1011129983371757609</id><published>2011-12-16T10:17:00.001-02:00</published><updated>2011-12-16T10:36:47.045-02:00</updated><title type='text'>Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;1962&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;“A meia não entra, a meia não entra!”, reclama o menino de 6 anos angustiado, sentado na borda da cama, sem perceber que na pressa está colocando a meia de cima para baixo. Está praticamente pronto, banho tomado, roupas limpas, passadas e cheirosas, cabelo engomado penteado cuidadosamente para trás, um sapato preto lustroso no pé, outro no chão, e a meia que não quer entrar na mão. A família passa pela porta e olha fazendo caretas. “Não existe meia que não entra no pé. Olha com calma a meia”, diz a mãe; e o menino remexe na meia irritado e volta a reclamar que “a meia não entra”. A irmã mais velha entra no quarto com a toalha enrolada na cabeça, tira a meia da mão do irmão, olha bem e grita “Mãe, quem costurou o furo da meia? Costurou o buraco e fechou a meia. Ele não vai vestir nunca esta meia”. “Pega outra meia cor azul no armário e ajuda seu irmão a vestir”, responde lá do quarto a mãe. E completa “Deixa a meia fechada em cima da mesa que esta eu quero ver”. A irmã pega a meia no armário e o irmão diz que ele mesmo veste. Ela sorri, entrega as meias, faz um carinho, “Veste logo”, e volta para o banheiro desenrolando a toalha da cabeça. Ele termina de se aprontar e sai correndo escada abaixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Todos prontos. “Cadê este menino?” E de dentro da casa ele começa ouvir os chamados da família, primeiro calmos, depois aos gritos. “Estou aqui, estou aqui”, responde ele sem sair da sua pequena bicicleta. O pai vai até o corredor da garagem e vê o filho girando para cima, para baixo, não fala nada e volta para dentro da casa. Em seguida surge a mãe, linda, bem vestida, pronta para a festa, e no passo do salto alto com vontade de rir chama a atenção do menino “Você já está todo suado”, passa a mão com suavidade na camisa do filho, “Nós vamos para o Natal. Você não poderia ter ficado quieto por uns minutos? Não poderia ter ficado quieto na televisão? Sempre a bicicleta, sempre a bicicleta... Vamos, deixa ela lá dentro e vamos que já estamos atrasados”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Há muitos caros estacionados perto da casa velha. “Me ajuda a levar os presentes, por favor”, pede a mãe para todos filhos. A porta da frente está aberta e já da escada se vê muita gente passando entre as salas. Do porão dois primos sobem correndo, quase derrubando os presentes. No topo da escada a família faz uma parada. São bem recebidos e começa o “Feliz Natal” acompanhado de sorrisos que será repetido algumas centenas de vezes, tantas quantas os parentes que cruzarem a frente. É muita gente junta. Há algumas meninas mais velhas sentadas conversando na escada que leva aos quartos. Elas acenam e continuam conversando, ou provavelmente fazendo fofocas. O menino se desprende da mão da mãe e some no meio da multidão. Corre para ver a árvore de Natal e o pequeno Papai Noel que se mexe sozinho. Encontra os primeiros primos de sua idade. Conversam um pouco e logo saem correndo por entre as pernas dos adultos. O menino passa pela sala de jantar, pára para admirar a cuidadosamente a mesa preparada para a ceia. Dourados, brilho, uma toalha de renda, detalhes em cor vinho, velas, um grande arranjo central com frutas e nozes. Há três anjos pendurados e um grande lustre de cristal cheio de lâmpadas acesas. Cadeiras vazias. E no menino toma uma palmada carinhosa, “Vai brincar que aqui não é lugar de criança”, diz alguma tia que o menino já viu, mas não sabe bem quem é. E ele dispara. “Pela cozinha não!!”, grita a tia brava e inutilmente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lá fora estão muitos primos, distribuídos pelo jardim, agrupados por tamanho, e um velocípede que passa conduzido por garoto feliz e arrogante pelo seu novíssimo presente. Velocípede vermelho. O garoto passa sorrindo olhando nos olhos. ‘O velocípede é meu’. Os mais velhos acham a situação engraçada e fazem chacota do garoto. Ele não está nem ai e segue em frente costurando entre os primos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;hr align="center" size="2" width="100%" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;1982&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um pouco antes do banho o mocassim foi engraxado com cuidado. Está brilhante. As roupas estão cuidadosamente estendidas na cama. São vestidas com bastante calma. Depois do mocassim vem o toque final: prender a perna da calça para ela não sujar na corrente. Ele sai do quarto, vai até a sala, dá um beijo na testa da mãe. “Você está muito chique. Abaixa um pouco para eu arrumar o nó de sua gravata”. E enquanto acerta gravata e colarinho desce os olhos e pergunta com falso tom de espanto: “Você vai de bicicleta?”. Olha nos olhos do filho com autoridade de mãe e dispara “Vai devagar para não chegar suado e vê se não suja roupa. Que hora você está de volta?”. “Fica tranqüila, eu volto cedo. Só vou dar uma passada para desejar Feliz Natal e rapidinho volto. Se eu for com o carro não vai ter lugar para estacionar. Vai ser um saco”. E quando a porta já está quase fechada ouve-se “Vai com cuidado. Volta rápido”. “Beijo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;hr align="center" size="2" width="100%" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;2002&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O tempo que a chegada do ciclista na festa de Natal era quase aguardada como a chegada de um aventureiro ficou para trás. Já eram dois a ir para o jantar pedalando. Ele entra e já não perguntam mais “Você veio de bicicleta?” Mas ninguém esquece a primeira vez que o primo ciclista chegou na portaria do edifício e o porteiro desandou a repetir “Com a bicicleta o senhor não entra, com a bicicleta o senhor não entra...” Teve que descer o tio para convencer o porteiro. Nos Natais seguintes o ciclista foi recebido pelo mesmo porteiro com quase inaudível e acabrunhado “Boa noite, Feliz Natal para o senhor também”. De rabo de olho o nortista deixava sua contrariedade com aquela situação. A história virou piada obrigatória do Natal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;hr align="center" size="2" width="100%" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Chegou o tempo das luzes da cidade, das ruas decoradas, do clima de festa. As ruas estão completamente lotadas, entulhadas de carros com suas janelas pretas e fechadas. Há uma reclamação geral que não dá mais para sair de carro. Muitos vão a pé ver o Natal criado para ser visto. Se as lojas ainda não estão cheias, os supermercados e as casas de comidas estão. Não dá para entrar. Não há mais espaço para tanta gente. Faz um bom tempo que a bicicleta tem dificuldade de encontrar espaços para passar entre os carros e até mesmo nas calçadas. Já não é mais só um fenômeno de Natal. O velho ciclista encontra um velho e querido primo na bicicletaria comprando uma bicicleta para a mulher. Linda bicicleta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- Você saiu em algum passeio para ver as luzes? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- Saímos alguns dias atrás. Antecipamos por causa do trânsito. Provavelmente vamos sair de novo, mas bem mais tarde, lá por volta das onze, quando o trânsito melhora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;- Você viu o pessoal que saiu com Papai Noel bem gordo na frente e uma bicicleta carregando uma árvore de Natal grande decorada e iluminada? Estes leds fazem milagres. Tava muito divertido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VqyGeXW0gqc/Tus7TFiWesI/AAAAAAAABBA/zcHPoFfFzPY/s1600/Florita+e+Mazzili+Natal+2006+10-12-2006+15-55-19.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="351" src="http://2.bp.blogspot.com/-VqyGeXW0gqc/Tus7TFiWesI/AAAAAAAABBA/zcHPoFfFzPY/s400/Florita+e+Mazzili+Natal+2006+10-12-2006+15-55-19.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-1011129983371757609?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/1011129983371757609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1011129983371757609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1011129983371757609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/natal.html' title='Natal'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VqyGeXW0gqc/Tus7TFiWesI/AAAAAAAABBA/zcHPoFfFzPY/s72-c/Florita+e+Mazzili+Natal+2006+10-12-2006+15-55-19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7536852928685354981</id><published>2011-12-09T11:53:00.012-02:00</published><updated>2011-12-09T13:20:00.007-02:00</updated><title type='text'>Ir para escola pedalando</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VTwbdpsPE18/TuIXAd7RHpI/AAAAAAAAA_s/nW-Wde6LQP8/s1600/100_6913.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-VTwbdpsPE18/TuIXAd7RHpI/AAAAAAAAA_s/nW-Wde6LQP8/s320/100_6913.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8yUPKwxVwFk/TuIaNGjucgI/AAAAAAAAA_8/DSL7uEXqpfw/s1600/100_1810.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-8yUPKwxVwFk/TuIaNGjucgI/AAAAAAAAA_8/DSL7uEXqpfw/s320/100_1810.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;“Não dê esmolas. Dê futuro”. Sempre gostei deste slogan criado em 2005. Não dê esmolas, dê futuro - nada mais sensato. O que é este Brasil que está sendo construído agora? O que é nossa vida diária? O que somos? Somos fruto do que?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ordem e progresso demandam ações que nem sempre são fáceis, principalmente quando a sociedade historicamente, como a nossa, tem mais olhos para seus direitos individuais do que deveres. Direitos, que por egoísmo, comodidade, ansiedade e até e principalmente ignorância, facilmente viram espécie de esmolas entregues como legítimas em ladainhas atraentes. Infelizmente passamos a aceitar com incrível normalidade o&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Deus lhe pague!” e pouco pensamos e respondemos “Ajuda-te e ajudar-te-ei”. Esmola é um vício, uma bebedeira que te deixa alegre hoje, mas vem com uma trágica ressaca social amanha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Esmolas transformadoras de nossas cidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que está acontecendo agora com nossas cidades? Cidades são seres vivos, sempre se transformam, ou se deformam. O que aconteceu no passado que levou nossas cidades a esta baixa qualidade de vida de todos, dos pobres aos ricos? Creio que o egoísmo de cada um e de todos, respaldado nos desejos de grupos específicos, e no silêncio conivente de todos, absolutamente todos, sem exceção. “A cavalo dado não se olha os dentes”. “Cuidado com teu telhado de vidro”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Somos uma fábrica de presuntos. Mortos, se quiser. Ou, como faço questão de afirmar “casualidades de guerra”. Só pára uma guerra quem tem atitude. Só muda uma sociedade quem tem atitude. O resto é subjulgado pelos acontecimentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Segregar salva? Vidro preto, muro alto... Segregar é esmola ou futuro? Cidade é coletivo ou individual. Cidade é atitude ou aceitação incondicional? Cidadania é subjulgar-se?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ter coragem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Hay que tener cojones! Isto aqui é uma guerra!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A Secretária Municipal de Educação de São Paulo está trabalhando para por em prática um projeto audacioso, fantástico e ao mesmo tempo politicamente arriscadíssimo: entregar aos alunos das escolas bicicletas para eles irem e voltarem da escola. O Governo Federal tem um projeto destes, mas em cidade pequena a história é outra. Aqui estamos falando sobre crianças no trânsito de São Paulo, o monstro mitológico. É preciso coragem! Parabéns.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A coisa que mais comum é ouvir que São Paulo não está preparada para a bicicleta. (E precisa?) Eu não perdi a conta quantas vezes ouvi mães e pais ciclistas afirmando que seus filhos jamais pedalarão nas ruas desta cidade infernal. A questão é que um monstro como São Paulo é muito diversificado e a realidade muda de bairro para bairro, de área para área, de rua para rua. Diz que é impossível quem faz questão de ficar dentro de seu castelo medieval, e a estes aviso que a Idade Média acabou já faz um tempinho.&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Na periferia a bicicleta é realidade. O jogo lá é outro. O pessoal não fica esperando, porque se ficar o bicho pega.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Dar bicicletas para adolescentes e crianças tem um grau de risco alto. Não dá para errar com as escolhas das escolas, professores, pais, bairro, trânsito... A segurança do ciclista depende de detalhes, disto não tenho dúvida. Com criança é inaceitável o “Com o tempo a gente vai arrumando”. Eles são o futuro hoje, agora, já, imediatamente. “Com o tempo a gente vai arrumando” construiu o Brasil atual. Está legal? Foi bom para você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Se for feito o que tem que ser feito este projeto tem um potencial de transformação da sociedade e da cidade muito grande, imenso, quase imensurável. Bem feito vai desmontar muitas panacéias que estão ai. A sociedade tem apoiar o projeto, ajudar a burilar o processo e principalmente assumir os riscos. O pessoal que está envolvido no projeto tem passado e experiência para fazer bem feito. Cabe a nós sociedade assumir o risco. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OmjjIw9L56A/TuIbK0_wY0I/AAAAAAAABAE/N97fB9ctiR4/s1600/100_1811.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-OmjjIw9L56A/TuIbK0_wY0I/AAAAAAAABAE/N97fB9ctiR4/s320/100_1811.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4hbqYuiFpcE/TuIbiCiLJ0I/AAAAAAAABAM/nQ8zGrQJ5eA/s1600/100_6950.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-4hbqYuiFpcE/TuIbiCiLJ0I/AAAAAAAABAM/nQ8zGrQJ5eA/s320/100_6950.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-font-kerning: 18.0pt; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Cidade de São Paulo incentiva o uso da bicicleta para ir à escola&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; - &lt;a href="http://vadebike.org/2011/12/cidade-de-sao-paulo-incentiva-o-uso-da-bicicleta-para-ir-a-escola/"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;http://vadebike.org/2011/12/cidade-de-sao-paulo-incentiva-o-uso-da-bicicleta-para-ir-a-escola/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 15.5pt; line-height: 115%; mso-font-kerning: 18.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;hr size="2" style="text-align: center;" width="100%" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O artigo do Gilberto Dimenstein sobre a proposta original do “Não dê esmola, dê futuro”, que creio que tenha acabado. Pelo menos não repercutiu na sociedade o que deveria. Deprimente. Vai ver que estou errado, e que o paizão veio mesmo para salvar. Enfim, eu não acredito. Responsabilidade se assume, não se passa para os outros. Quem não assume, subjulga-se. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/colunas/gd110405.htm"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri;"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/colunas/gd110405.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; . &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7536852928685354981?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7536852928685354981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/ir-para-escola-pedalando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7536852928685354981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7536852928685354981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/ir-para-escola-pedalando.html' title='Ir para escola pedalando'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VTwbdpsPE18/TuIXAd7RHpI/AAAAAAAAA_s/nW-Wde6LQP8/s72-c/100_6913.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5532360278054386607</id><published>2011-12-02T10:49:00.008-02:00</published><updated>2011-12-02T11:04:08.469-02:00</updated><title type='text'>Opção pelo negativo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sRjHfiwEAOM/TtjK_a7W25I/AAAAAAAAA_c/25OVvxl7Gig/s1600/crian%25C3%25A7as+pedalando-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-sRjHfiwEAOM/TtjK_a7W25I/AAAAAAAAA_c/25OVvxl7Gig/s640/crian%25C3%25A7as+pedalando-1.jpg" width="368" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Tive contato com uma quantidade bem grande textos todos relativos a vários aspectos da questão “bicicleta”. A maioria destes, a quase totalidade, precisamente um pouco mais de 90%, com um discurso negativo, tipo “a bicicleta é muito legal, mas também é muito perigosa e o trânsito não respeita...” Já cansou ouvir este disco. Aliás, não dá mais. É impressionante como a maioria dos amantes da bicicleta tem um discurso que vende as piores situações que o ciclista pode experimentar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Eu não tenho dúvida que o número de usuários da bicicleta está crescendo ‘apesar o que dizem os ciclistas e o setor da bicicleta’. Já disse que o melhor vendedor de motos no Brasil é o setor nacional da bicicleta. E um dos maiores empecilhos para o desenvolvimento da bicicleta como modo de transporte é o discurso dos ciclistas, principalmente de grande parte dos engajados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Até quem não gosta de bicicleta reconhece as qualidades da bicicleta. Não dá para negar. infelizmente a bicicleta está perdendo oportunidade histórica político por causa deste constante discurso negativo. E pobre! A força de transformação da bicicleta é reconhecida, incrível; as boas lembranças que traz são marcantes para a sociedade, ninguém nega. Liberdade, bem estar, felicidade, meio ambiente..., blá, blá, blá, blá... E mais muito blá, blá, blá, blá, blá... para o discurso negativo. Que coisa mais monótona e chata! Este país precisando desesperadamente de uma transformação urbana. A bicicleta tem muito a oferecer e os amantes dela ficam matando a galinha dos ovos de ouro. Bem Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-52zkF2CkCZU/TtjLec2NMJI/AAAAAAAAA_k/ujfDjOEoezI/s1600/IMG_1059.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-52zkF2CkCZU/TtjLec2NMJI/AAAAAAAAA_k/ujfDjOEoezI/s400/IMG_1059.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;detalhe ciclovia Faria Lima, Largo da Batata, São Paulo&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nós, brasileiros, temos “um certo” apego pelo negativo. Parece que não podemos fazer o correto, o simples, o direto, o que dá resultados esperados e perenes, ou parece que negamos nossa identidade. Há uma aceitação do negativo, do “dá-se um jeito”, depois a gente acerta, faz de qualquer jeito...&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por que será? Colonização portuguesa? Influência da igreja Católica? Muito simplista, bobo, infantil. Será resultado ou princípio? Quem vem antes, o ovo ou a galinha? Não temos a capacidade de superar a inteligência galinácea? Ou estaremos fadados a procurar o ovo de cu lombo? Será que fazer correto cansa? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um amigo fez um comentário assustador. Segundo ele o país tem uma geração de jovens vindos de uma elite e os pais destes não tem limites para empurrá-los para as melhores posições possíveis. O resultado é uma geração que ao primeiro problema começam a chorar “papai, papai...”. Sou professor e só não voltei a dar aulas porque colegas de profissão e donos de escolas pediram que não o fizesse. Afirmam que educação hoje se resume na história, real e muito freqüente, do pai ou mãe que é chamado à escola porque o filho está de mal a pior, entra na diretoria e grita “estou pagando e meu filho não vai ser tratado assim”. Não sei por que, mas estas duas histórias acima me lembram uma criança vestindo capacete. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Futuro se constrói com acertos, na busca constante da qualidade. Quanto mais acertos, menor é o custo, menores são as implicações, menores são os danos colaterais. Desmandos ou deixar a qualidade em segundo plano para chegar de qualquer forma ao objetivo normalmente não dá certo. Minha mãe sempre repetia: “O tempo diz tudo a todos”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não me lembro exatamente como é o bordão do Instituto Ethos na rádio, mas aqui está a definição tirada do site: “A ética é a base da responsabilidade social, expressa nos princípios e valores adotados pela organização. Não há responsabilidade social sem ética nos negócios. Não adianta uma empresa pagar mal seus funcionários, corromper a área de compras de seus clientes, pagar propinas a fiscais do governo e, ao mesmo tempo, desenvolver programas voltados a entidades sociais da comunidade. Essa postura não condiz com uma empresa que quer trilhar um caminho de responsabilidade social. É importante haver coerência entre ação e discurso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5532360278054386607?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5532360278054386607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/opcao-pelo-negativo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5532360278054386607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5532360278054386607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/12/opcao-pelo-negativo.html' title='Opção pelo negativo'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sRjHfiwEAOM/TtjK_a7W25I/AAAAAAAAA_c/25OVvxl7Gig/s72-c/crian%25C3%25A7as+pedalando-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5672689312191256282</id><published>2011-11-24T15:00:00.002-02:00</published><updated>2011-11-24T17:51:55.913-02:00</updated><title type='text'>cidades amigáveis da bicicleta e um trabalho brilhante no Rio</title><content type='html'>Vale a pena ver estes dois links. E sentir prazer de um trabalho carioca brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mhtml:{1A547E77-F3EC-4A86-BF7C-A58032FCA79B}mid://00001401/!x-usc:http://copenhagenize.eu/index/index.html" target="_blank"&gt;http://copenhagenize.eu/index/index.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.copenhagenize.com/2011/10/cargo-bike-capital-rio-de-janeiro.html" target="_blank"&gt;http://www.copenhagenize.com/2011/10/cargo-bike-capital-rio-de-janeiro.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante este texto do Portella, que vem a calhar aqui:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joseluizportella/1011186-a-cidade-e-a-rua.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joseluizportella/1011186-a-cidade-e-a-rua.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por agora, mais este artigo sobre acidentes dentro de parques de NY, que parece que foi escrito aqui e sobre nossos parques:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/11/21/nyregion/after-collisions-prospect-park-attempts-to-slow-cyclists.html?_r=2&amp;amp;emc=eta1"&gt;http://www.nytimes.com/2011/11/21/nyregion/after-collisions-prospect-park-attempts-to-slow-cyclists.html?_r=2&amp;amp;emc=eta1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como estará hoje, mas há alguns anos o local mais inseguro para se pedalar em São Paulo era dentro do Parque do Ibirapuera. Aliás, quem tinha contato com o que acontecia nos parques paulistanos&amp;nbsp;dizia que o problema de colisões e tombos era comum em todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5672689312191256282?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5672689312191256282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/cidades-amigaveis-da-bicicleta-e-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5672689312191256282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5672689312191256282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/cidades-amigaveis-da-bicicleta-e-um.html' title='cidades amigáveis da bicicleta e um trabalho brilhante no Rio'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5307424864529858472</id><published>2011-11-21T20:47:00.000-02:00</published><updated>2011-11-21T20:47:52.900-02:00</updated><title type='text'>Protesto na Ciclofaixa de Moema e o chique</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Escola Blogspot&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Na minha primeira passagem por NY vi Robert Plant e Jimmy Page vestidos de roupas pretas de pelica, parados na esquina da 5ª Av. com a 57th esperando taxi sem que ninguém os incomodasse. Em NY, como toda a cidade que mereça o título de metrópole, há grande diversidade e a grande maioria é simplesmente um cidadão, independente das posições ou condição social. Mesmo os mais ricos evitam ao máximo demonstrações agressivas de poder social, que definitivamente não são chiques e bem vistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente São Paulo, que é uma cidade de grande diversidade, tem problemas ridículos de intolerância como os ataques contra homossexuais na av. Paulista, o mesmo local onde acontece a maior parada da diversidade do mundo. Mas infelizmente, para esta cidade que quer ser uma das grandes metrópoles do mundo, suas intolerâncias não param por ai; muito pelo contrário. Em nome da segurança própria uma imensa parcela dos paulistanos se considera protegido atrás de muros, arame farpados, cercas elétricas, sistemas de segurança, homens de preto, carros com vidros pretos, blindados, shoppings centers, e tantas besteiras e inutilidades mais. Não faz muito eu e Jonas Hagen entramos na favela Paraisópolis para checar um trecho da proposta para o sistema cicloviário do Butantã e, não demorou muito, veio um garoto checar (provavelmente para os donos do pedaço) o que estávamos fazendo ali. Ou na vistoria da favela do Sape, km 19 (creio) da rodovia Raposo Tavares onde fui impedido de entrar. Lá, só com a mediação da Sub-Prefeitura. Ou na portaria do edifício de escritórios de nossa reunião de cada dia. Enfim, exemplos é que não falta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Infelizmente a diversidade, a liberdade de idéias e de condição social não é artigo que possa encontrar na maioria da população paulistana. Infelizmente. Muita gente quer impor seus pontos de vista, sua individualidade, o famoso quem pode mais chora menos ou coisa que o valha. São Paulo não é coletiva. Com raras exceções, São Paulo é um amontoado de indivíduos, ou eventualmente grupelhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando começou a correr a notícia que haveria um protesto contra a declaração daquela senhora, proprietária de uma loja para ricos e famosos, segundo ela própria insinuou e afirmou, eu confesso que fiquei preocupado. No mesmo sábado pela manha encontramos um ciclista com jeitão de skinhead que havia ido numa das últimas manifestações de ciclistas na Paulista e contou que havia ficado realmente assustado com a dimensão e grau de tensão da manifestação. Ouvi notícias que havia intenção de uns poucos de ir com ovos... Ups! Não bom!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Hoje é segunda-feira e o que se tem notícia é que o protesto de Moema foi tranqüilo. Ótimo! Ufa!!! Como diz o sub-título da matéria do Estadão, caderno Cidades/Metrópole de Domingo 20 de Novembro de 2011, Ativistas pedem a manutenção da faixa exclusiva (ciclofaixa de Moema). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Sinto saudades dos protestos que fazíamos no passado. O foco, no geral, era o bom humor, que resolve mais do que deixa estragos. Quando deixa estrago é porque quem tomou a gozação é burro mesmo, então merece a (cômica) ofensa. E ai me lembrei de algumas músicas da época, como esta do Chico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 17.65pt; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 2;"&gt;&lt;span style="color: #984806; font-size: 17.5pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-style: italic; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-font-kerning: 18.0pt; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-themecolor: accent6; mso-themeshade: 128;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Deixe a Menina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 3;"&gt;&lt;span style="color: #404040; font-size: 13.5pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-themecolor: text1; mso-themetint: 191;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/"&gt;&lt;span style="color: #404040; font-size: 10.5pt; mso-themecolor: text1; mso-themetint: 191; text-decoration: none; text-underline: none;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Chico Buarque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não é por estar na sua presença&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Meu prezado rapaz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mas você vai mal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mas vai mal demais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-size: 11.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;São dez horas, o samba tá&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; quente&lt;br /&gt;Deixe a morena contente&lt;br /&gt;Deixe a menina sambar em paz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: white; line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: 9pt; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Eu não queria jogar confete&lt;br /&gt;Mas tenho que dizer&lt;br /&gt;Cê tá de lascar&lt;br /&gt;Cê tá de doer&lt;br /&gt;E se vai continuar enrustido&lt;br /&gt;Com essa cara de marido&lt;br /&gt;A moça é capaz de se aborrecer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;veja a integra em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/85755/"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri;"&gt;http://letras.terra.com.br/chico-buarque/85755/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;À tarde fui a um churrasco e ficamos conversando sobre tempos passados, os protestos, as brincadeiras, as molecagens, o ultrapassar limites, e a conclusão de todos, incluindo os meninos de então que hoje estão na faixa dos 35 anos e na época eram moleques, é que havia inteligência, um certo charme, limite, bom senso, até quando a coisa ia além dos limites. Como disse Gino Meneguetti, famoso ladrão da primeira década do século XX, em entrevista sobre sua carreira e o crime como “ladrão” e sua crítica ao crime do fim dos anos 70, que ele dizia que só havia bandido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quem viveu aquela época sabe que hoje é diferente, muito diferente, quase o contrário da vida chique que se teve até os anos 80. E só fez piorar. Hoje há quase uma guerra social, uma guerra de identidades, guerra por pequenos espaços, por impor limites ao outro, ao oponente. Sociedade? Cuma???&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Chique.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que é chique? Sobre todas as coisas chique é o inteligente, o culto, o aberto, o que não agride, que não tolhe, que abre portas, compreende, aceita mesmo discordando, o coletivo, cidadania, etc.... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ciclistas chiques sempre houve em São Paulo. Não me lembro no nome da modelo que via pedalando na rua Dinamarca, Jardim Europa, lá pelo início dos anos 90. Ela era chique porque era blasé, completamente blasé. Provavelmente havia morado na Europa e a bicicleta era simplesmente uma opção de modo de transporte. Era linda, bem vestida, conversa simples, mas educada e inteligente. Ela não estava sozinha. Há muito pedalavam pela cidade ciclistas em terno, camisa, gravata finos; ou vestidos em esporte social pedalando de mocassim argentino da Guido com solado de borracha colocado na sapataria da esquina. Meninas e mulheres também vestidas socialmente, ou seja, com roupas normais do dia a dia, incluindo salto alto quando necessário. Lembro a vocês que uma das razões para o mountain bike ter virado mania foi porque este começou no meio de famílias tradicionais da sociedade paulistana (que expressão maluca!!!, mas era o que usava na época). Chiques no vestir e chiques no comportamento social. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;br /&gt;Na época pedalar era nada chique, muito pelo contrário. Boa parte da sociedade paulistana achava estes ciclistas uma aberração. Hoje é chique. Os tempos mudam, as pessoas também. O conceito de chique muda, algumas vezes empobrece. As “madame” shique, de sarto arto, socialaite e famosa ou wannabe, como queira o seu senso de humor ou mal-humor, pretensamente ou impropriamente citadas pela proprietária da loja, se forem chiques mesmo vão deixar de ir lá por vergonha da baboseira dita. Chique mesmo tem educação e cultura para não embarcar numa situação destas. Chique é discreto e gosta de discrição. Desculpe minha senhora, mas o problema não é a ciclofaixa que cruza a porta de seu estabelecimento, mas sua indiscrição. Não expor clientes é imprescindível na condução de qualquer negócio. Se a proprietária tivesse alguma finesse iria a público e pediria desculpas, especialmente a si própria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente alguns acreditam que só vamos ir para frente com uma luta de classes. “Ora, dona Maria, pára de pedalar e vai lavar roupa!”. “Os motoristas (todos?!?) não respeitam os ciclistas”. “É um absurdo dar mais tempo para o pedestre (cruzar a rua). Você imagina o que vai acontecer com o trânsito?”. E ai vamos até chegar ao politicamente correto particular de cada grupelho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;br /&gt;Discordar pode ser chique. Ter ataque histérico definitivamente não o é. Ou será um “fi-lo porque qui-lo”?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena ler este artigo do NY Times - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://artsbeat.blogs.nytimes.com/2011/11/08/mad-about-bike-lanes-in-both-senses-of-the-word/?scp=2&amp;amp;sq=bikelanes&amp;amp;st=cse"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri;"&gt;http://artsbeat.blogs.nytimes.com/2011/11/08/mad-about-bike-lanes-in-both-senses-of-the-word/?scp=2&amp;amp;sq=bikelanes&amp;amp;st=cse&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; - que trata sobre esta mesma questão. Não, não é uma mulher fora de controle falando o que não deve. É sobre as discordâncias e a construção de uma nova cidade, uma nova sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5307424864529858472?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5307424864529858472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/protesto-na-ciclofaixa-de-moema-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5307424864529858472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5307424864529858472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/protesto-na-ciclofaixa-de-moema-e-o.html' title='Protesto na Ciclofaixa de Moema e o chique'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2087711301363114324</id><published>2011-11-18T16:35:00.002-02:00</published><updated>2011-11-18T16:43:11.215-02:00</updated><title type='text'>Ciclofaixa de Moema e apoio a esta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;São Paulo Reclama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A gritaria sobre a Ciclofaixa de Moema seria normal caso não viesse de todos lados, incluindo dos próprios ciclistas. A questão não é a proposta de criação de um sistema cicloviário, tão necessário a São Paulo, mas &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a qualidade do que foi entregue à população. A quantidade de problemas é grande e freqüente, alguns deles colocando em risco a segurança de motoristas, pedestres e até dos próprios ciclistas, objetivo final da ação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A alegação que os problemas decorrem por conta da novidade para a CET não cabe. A primeira proposta no sentido da criação de um sistema cicloviário contemplando ciclovias, ciclofaixas, trânsito partilhado, acalmamento de trânsito, sinalização e estacionamento para bicicletas para toda a cidade foi apresentada e entregue em 1983 à CET, por ordem do então Prefeito Mário Covas, com encaminhamento do Secretário de Transportes Getúlio Hanashiro. Desde então tem havido várias entregas de propostas e projetos, oferecimento de colaboração e treinamento técnico do corpo técnico da CET por parte de particulares, profissionais liberais, ciclistas e entidades de grande respeito internacional especializadas na questão da mobilidade não motorizada e transporte público. Há vários precedentes bem sucedidos, como as ciclovias do centro de Ubatuba que também ficam à esquerda da via, solução que deve ser adotada só em casos muito específicos e que aqui em São Paulo estão tornando-se fato comum e a meu ver de forma até inadequada. Em Buenos Aires todo sistema à esquerda foi retirado para dar vez a outro mais bem pensado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;É inaceitável entregar um trajeto para ciclistas com buracos, água correndo, arbustos invadindo a via, sinalização insuficiente, dentre outros. A CET tem uma história que deve ser respeitada, inclusive por seu próprio corpo. Lembro a todos que esta ciclofaixa foi realizada em local público e com verba pública, sob a responsabilidade de uma empresa mista que atende a obrigações legais e presta serviços públicos, o que, segundo lei Federal, implica em responsabilidade legal sobre os resultados. Alegar “que com o tempo nós vamos corrigindo” é não dar o trato devido e esperado ao dinheiro público, que é meu, seu, de todos, incluindo ciclistas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;No meio desta gritaria, que não pára, apareceu um abaixo assinado de apoio à Ciclofaixa de Moema. Na Internet circulam mensagens de apoio irrestrito ao trabalho realizado, seguido de agradecimentos. Dizem que se não houver apoio ao projeto a CET volta atrás e pára o processo, o que não creio porque a CET já se deu conta que a bicicleta é uma questão a ser resolvida, e Kassab sabe que o tema é um dos poucos pontos positivos de seu governo e crucial para seu futuro político. Parece que os ciclistas não se dão conta que há uma sensível diferença entre demandar um sistema cicloviário para a cidade e dar apoio a um amontoado de erros infantis. Eu, como usuário da bicicleta há quase quatro décadas, apoio qualquer melhoria para cidade que tenha qualidade, mas não servir de inocente útil, mesmo que seja para dar apoio a pessoas conhecidas e velhas lutadoras. Avançar aceitando qualquer coisa é perpetuar erros recorrentes que corroem qualidade de vida de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/2VfNf2oHcBg/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2VfNf2oHcBg&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/2VfNf2oHcBg&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/WD1oB_f776I/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WD1oB_f776I&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/WD1oB_f776I&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Arturo Alcorta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;RG.: 3.472.416 SSP SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;rua Eugênio de Medeiros 465, Pinheiros, 05425-001&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;São Paulo, SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;011-9248-8747&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:arturoalcorta@uol.com.br"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Arial;"&gt;arturoalcorta@uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt; &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-2087711301363114324?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/2087711301363114324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/ciclofaixa-de-moema-e-apoio-esta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2087711301363114324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2087711301363114324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/ciclofaixa-de-moema-e-apoio-esta.html' title='Ciclofaixa de Moema e apoio a esta'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3583271177419935965</id><published>2011-11-06T09:23:00.001-02:00</published><updated>2011-11-09T22:56:56.808-02:00</updated><title type='text'>Ciclorrotas São Paulo</title><content type='html'>Neste último sábado de Outubro foi lançado o Ciclorrotas de São Paulo, mapeamento de caminhos alternativos para ciclistas, com os trajetos mais tranqüilos, seguros, as subidas menos íngremes, paisagens mais agradáveis, enfim, os melhores caminhos para o ciclista. É ótimo que finalmente alguém tenha conseguido realizar o mapa e torná-lo palpável para a multidão de ciclistas, principalmente leigos e novatos. Encabeçado pelo CEBRAP, uma boa equipe trabalhou para oferecer algo que qualquer cidade deveria ter, principalmente São Paulo, que é tirar o ciclista dos caminhos do carro, ou seja, avenidas e vias expressas, e apresentar uma cidade, a dos internos de bairro, que a maioria da população simplesmente desconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, em particular, fico muito feliz e um tanto invejoso de ver o trabalho concluído por outros. Em 1982 apresentei pela primeira vez a idéia na Casa Madre Teodora, Projeto de Governo para o Estado de São Paulo de Franco Montoro, e desde então vim apresentando a idéia para a Prefeitura de São Paulo e outras. Nunca obtive sucesso e depois de 2005, quando tive patrocínio para o mapeamento, sinalização completa das ruas (uns 270km), educação, treinamento dos técnicos envolvidos, comunicação, etc..., e o projeto não obteve autorização da CET por motivos não esclarecidos, confesso que cansei. Um pouco depois desta história Leandro Valverde chegou de Londres com a mesma idéia e começou a se mexer para realizá-la. Buscou caminhos diferentes e conseguiu. Tenho a imagem clara dele sentado na sala de espera do então Secretário de Esportes Walter Feldman para mostrar a idéia. Eu estava de saída e ele de entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acertos e erros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o mapa ciclo rede não saiu pelas minhas mãos? Há inúmeras razões, erros em cascata. Projeto apresentado antes do momento correto, desconhecimento das autoridades sobre o que se estava falando, erro de comunicação e venda da proposta, personalismo,... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um sentimento de culpa em relação a uma série de atitudes e ações que tomei. Minha comunicação em todo processo foi falha, inadequada. Com meu perfil eu nunca deveria estar a frente da venda de qualquer produto, principalmente de um projeto do qual sou pai e responsável. Conhecer um produto, saber todos detalhes, ter uma relação muito forte com ele pouco serve para a venda do produto. O trabalho de convencimento deve ser feito por quem tenha a facilidade de convencer, de vender, de finalizar o acordo ou negócio. Venda tem a ver com negócio, troca, desprendimento, nunca com paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro erro crasso foi acreditar piamente nos outros: políticos, técnicos, empresários e mesmo parceiros. Não se deve acreditar que alguém tenha a resposta absolutamente correta e a plena capacidade de chegar ao resultado desejado. Soberba é burrice. Somar acreditar mais esperar é faz você muito vulnerável às vontades alheias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na coisa pública, entre executivos, políticos, e principalmente técnicos, teve muita gente que falou que o projeto sairia, mas por trás dos panos agiu de forma a frear qualquer progresso no processo. É necessário saber jogar o jogo, entendendo as regras e esticando a corda o máximo possível, mas nunca deixando de lado a ética e honestidade. Quem age sem ética e honestidade um dia fica em aberto, e se não ficar é porque os beneficiários aceitam a situação. Aproveitadores de ocasião há muitos e provavelmente alguns vão para história como bonzinhos, mesmo que para isto peguem seu trabalho, tentem copiar a idéia, façam qualquer coisa e ganhem reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que aprendi com esta história é que a maioria da esquerda brasileira não acredita na bicicleta como meio de se alcançar melhorias urbanas, sociais, econômicas e ambientais, o que é um contra-senso em relação às suas crenças políticas. “Ao socialismo se vai de bicicleta”; isto ninguém duvida. Para a maioria da pseudo-esquerda brasileira, que é o que mais tem, a bicicleta só é interessante quando eles descobrem nos ciclistas possíveis inocentes úteis e votos, o que tem de montões também. Vale para todos partidos e principalmente para do PT que está no poder. Acredito há um PT sério que ainda não saiu do partido e por isto já não sei se é tão sério assim. No governo Martha Suplicy, quando se fez o plano diretor da cidade, a bicicleta só entrou muito no final da reta, às pressas, aos trancos e barrancos, mesmo tendo eu e Sérgio Luis Bianco tentado inúmeras vezes abrir caminhos para mostrar propostas amplas, consistente, realistas e realizáveis para quase toda a cidade. Foi uma das piores experiências que tive na vida. Detalhe: Sérgio Luis Bianco era PT de carteirinha no bolso e havia trabalhado então nas campanhas de Lula, Genoino, Martha e mais alguém que não me lembro. Para ele a experiência foi pior ainda. Hoje eu tenho certeza que não dá para confiar em nenhum partido político, mesmo que uns sejam um pouco piores que os outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não foi um erro seu. Quem quer que fosse não teria conseguido que a CET aprovasse qualquer projeto pró bicicleta” – já me repetiram isto um milhão de vezes. Provavelmente sim, mas e se eu tivesse tido mais cuidado com as palavras, com a forma, com as propostas, com a venda da idéia? Quanto fui inábil? Sei bem do poder e da vaidade da vaidade do pessoal da CET. Sei a história deles. Sei que por lei a CET existe para dar fluidez aos veículos motorizados. Sei que era uma missão difícil, quase impossível, mas se houvesse agido de outra forma não teria chegado a outros resultados? Quando fui o responsável por não dar certo, pelo demora na aceitação, pelo atraso de ações que resultaram em acidentes e mortes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num processo destes é muito importante não demonstrar conhecimento porque pode ofender o outro, principalmente quando o outro se acha macaco velho no assunto. Os projetos apresentados eram de minha autoria, mas tinham a revisão e assinatura de vários técnicos e especialistas, dentre eles ex-funcionários da própria CET. Isto foi mais um erro? Eu trouxe para dentro do projeto uma briga política? Ou houve ai uma disputa de competências? Quem está dentro sabe das coisas; quem está fora deve ficar calado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O triste é que os projetos apresentados tinham princípio meio e fim, e davam inúmeras possibilidades de correção de rota. Propunham estágios de implantação para que o processo servisse de treinamento e adaptação para técnicos. Dava para escolher o ponto de partida do processo, áreas de implantação, tempo e volume de implantação... Teve apoio de entidades internacionais, teve dinheiro privado, muito dinheiro privado. Uns anos mais tarde foi apresentado o Ciclo Rede Butantã, que seria o sistema de alimentação das ciclovias Eliseu de Almeida e av. João Jorge Saad, que foi apresentado com mais detalhes, patrocinado pelo ITDP, e mesmo assim não foi para frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um passar de bastões, disto não tenho dúvida. O que aconteceu com os projetos apresentados no passado não deve se repetir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ciclorrotas está no ar: &lt;a href="http://vadebike.org/"&gt;http://vadebike.org/&lt;/a&gt;&amp;nbsp;. Bem vindo e parabéns a equipe que o realizou. São Paulo ganha muito com isto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3583271177419935965?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3583271177419935965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/ciclorrotas-sao-paulo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3583271177419935965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3583271177419935965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/11/ciclorrotas-sao-paulo.html' title='Ciclorrotas São Paulo'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7459206680877788090</id><published>2011-10-25T11:42:00.001-02:00</published><updated>2011-10-25T16:59:39.805-02:00</updated><title type='text'>sonho vertical ou horizontal?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Dá para separar as coisas, colocando cada fator em seu lugar, isolado do resto que o cerca, que o gerou, que lhe dá presença, vida? Não creio. Tudo está interligado entre si, mesmo as coisas mais desconexas. Holístico? Acredito que sim, pelo menos não consigo pensar diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Andei tomando umas broncas, bem dadas e pertinentes, sobre o que andei escrevendo neste blog; que está diretamente ligado à Escola de Bicicleta, portanto a questões pertinentes à bicicleta. Não é primeira vez que isto me acontece - esticar a corda além dos limites do que parece sensato. O que é sensato? Bicicleta e suas relações mais diretas é o sensato? Além é fio da navalha. Foi por esta razão que acabou minha coluna no Suplemento de Turismo do jornal O Estado de São Paulo, lá nos idos de 1987. Não sei exatamente sobre o que escrevi então, se não me falha a memória foi sobre a questão da qualidade das bicicletas, que então era entendido como fora do tema “turismo e bicicletas”. Depende..., mas... O fato, ir além, se repetiu em outros veículos, o último deles a Rádio Eldorado. “Trânsito, Arturo, trânsito!”, viviam me dizendo nesta segunda passagem por lá. Parecia que o trânsito não tem nada a ver com a vida da cidade, com o que acontece nas padarias... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Contestar faz parte de minha alma, meu sangue, meus ossos. Sonho de procurar sempre dias melhores ou burrice? Dizem que burro é muito mais inteligente que cavalo. Ponto para mim? “Que asno!” alguns devem estar pensando. Certamente! Onde está meu pasto? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Como se constrói um sonho? Vertical ou horizontal? Vertical é centrado em si próprio, no próprio ego. Horizontal é coletivo, holístico. Como você vê esta questão? Eu adoraria ter um sonho tipo “Tron”, completamente cartesiano, mas meus sonhos são holísticos. (Enquanto escrevo estas linhas ouço “The Long and Winding Road” dos Beatles, complementar, irônico, quase cômico, mas sem dúvida apropriado. Por ironia, o revisor do Word passou a revisar o texto em inglês e tudo está grifado em vermelho.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Uma das janelas abertas em meu computador é um vídeo que conta a história de como e porque a Holanda construiu seu sistema cicloviário. Dêem uma olhada em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=XuBdf9jYj7o&amp;amp;feature=email"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=XuBdf9jYj7o&amp;amp;feature=email&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; . Serve para justificar este meu azedume recente, que não tem sua causa somente nas mortes estúpidas do dia a dia. Comecei a desmoronar para valer depois de mais uma horrível experiência com o poder público. Não é só o fato de praticamente todo trabalho mais uma vez acabar engavetado, mas todo o processo, os desejos e sonhos implicados, o sem sentido geral e tão freqüente, a construção de algo que sabidamente não teria como dar certo, o futuro rasgado, o dinheiro público gasto de uma forma tão ineficiente. Foi uma aula magna do Brasil que estamos vivendo. Posso afirmar que é deprimente, literalmente deprimente. Hoje tenho praticamente certeza que este país não vai dar certo porque a quantidade de problemas sem qualquer esperança de solução é absurdo. O momento que estamos passando é como aquele cara que zera a poupança e gasta tudo rapidamente e de maneira irresponsável, e ainda oferece um churrasquinho no fim de semana para comemorar com a futura família falida e os amigos credores. Todo mundo acha ótimo, dá risada, volta de barriga cheia para casa e acha que está tudo indo muito bem obrigado. Não vai dar certo. E ninguém faz nada. E ai alguém me manda este vídeo sobre o processo de reorientação de um país chamado Holanda, que é minha referência, não pelas bicicletas, mas pelo que aprenderam trabalhando e respeitando as águas. Para o holandês a vida é simples: ou você faz o correto, que não é nem mais nem menos, ou morre afogado. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Poderia servir de exemplo para alguns de nós que estamos neste barco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Horizontal ou vertical? Infelizmente minha forma de pensar sempre viaja, portanto não é vertical. Tenho grande dificuldade com o vertical. Também não é horizontal. Sonhos não são bidimensionais, cartesianos. Briguei muito para vender a idéia que não só de ciclovias se faz um sistema cicloviário, que quem pensa na bicicleta precisa entender que a qualidade da bicicleta é ponto vital, que no trânsito existe um histórico psico-social-neurológico que faz muita diferença de uma localidade para outra; que tem que ensinar ciclista a jogar o jogo do trânsito e não fugir dele, que cortesia é mais segura, que a quase totalidade dos motoristas quer chegar em casa sem matar um... Este é o vertical ou horizontal da questão da bicicleta? Não sei, confesso que não sei, juro que não sei, que não tenho capacidade de chegar a uma conclusão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A experiência que tive nestes últimos anos me diz que ou se trabalha tudo junto, de maneira holística, ou não vamos chegar a um resultado adequado. O sistema maior, o macro, está tão desbalanceado que precisa ser pensado e trabalhado em cada uma de suas pontas com um olho no todo, no tudo. Também por ironia do destino saiu este texto &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-improviso-resume-a-historia-da-cidade-,789139,0.htm"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri;"&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-improviso-resume-a-historia-da-cidade-,789139,0.htm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; no Estadão, que me ajuda a sustentar meus pontos de vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Como qualquer um de vocês eu tenho um sonho: que um dia este país tenha equilíbrio social, paz, presente e futuro; que isto não seja esta baderna sangrenta, cheia de desmandos e políticos que cada dia parecem piores, a beira de traidores do pais. E eu revivo um pesadelo: uma população que acredita num discurso populista que dá esmolas, carros baratos que destroem nossas cidades, linha branca para ver uma Copa do Mundo de Futebol que nos vai empobrecer a todos e atrasar projetos de saneamento e educação cruciais para o povo não continuar escravizado pelo analfabetismo. Eu continuo tendo um sonho que a bicicleta pode ajudar muito na viagem para a construção do bem. Eu vou continuar sonhando, viajando na maionese, e tomando broncas. E agradecendo as broncas, que o que me dá referências que, como já disse, sou incapaz de entender bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7459206680877788090?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7459206680877788090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/10/sonho-vertical-ou-horizontal.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7459206680877788090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7459206680877788090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/10/sonho-vertical-ou-horizontal.html' title='sonho vertical ou horizontal?'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-1824537146070598890</id><published>2011-10-16T17:24:00.002-02:00</published><updated>2011-10-16T17:24:12.622-02:00</updated><title type='text'>"Não foi acidente", perícia e o pé quebrado</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;Damasceno tem que ser operado com emergência do pé que fraturou faz 8 dias. A fratura no calcanhar é considerada grave, o pé está completamente solto, provavelmente há ruptura de ligamentos, mas não há vaga para a operação porque não para de entrar gente estropiada em acidentes de moto, atropelamento e outros. A operação de emergência não tem data para ser realizada, mesmo que o pé de Damasceno esteja muito inchado, que ele passe os dias chorando de dor deitado no corredor, que um dos médicos tenha deixado escapar que há a possibilidade de que o velho pião de obra, com seus 56 anos, venha a perder o pé. Ele &lt;/span&gt;está internado no Hospital Municipal de Campo Limpo, que não é considerado dos piores de&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt; São Paulo. Mas o trânsito não para, nem sua fábrica de estropiados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A chuva não parou, mesmo assim a cada momento aumenta o número de pessoas que chegam e vestem as camisetas com a foto de mãe e filha de mãos dadas com a inscrição em baixo “Não foi acidente”. Balões brancos são distribuídos e inflados pelos participantes. A avenida foi interditada pela CET e alguns PMs se resguardam da chuva debaixo da cobertura de entrada do Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, São Paulo. Um jovem magro, alto, de óculos respingados e capa cinza chumbo, está tranquilo, atendendo a imprensa com uma fala calma, mas um pouco cansada. Eis Rafael Baltresca, o que restou da família atropelada a alguns dias na Marginal. Junto, neste evento denso, debaixo de uma chuva que cada minuto fica mais forte, como um pranto doido vindo das entranhas, há mais outras 8 famílias de atropelados, todos jovens. Mortes estúpidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um casal claramente envelhecido para idade dá uma entrevista para uma TV. O pai declara que não consegue parar de chorar pela morte do filho de 26 anos, que estava em seu primeiro dia de emprego, feliz. A mãe permanece ali, provavelmente sem perceber, agarrando o braço do marido num esforço para não despencar no barro; absolutamente imóvel, olhos desfocados na água que não para de cair dos céus. É um dia cinza. A movimentação da mais de centena que já chegou é pouca, quando há é lenta, silenciosa. Os organizadores circulam entregando as camisetas e colando adesivos com forma de borboleta em quem chega. A imprensa trabalha com discrição. Um abaixo assinado está numa das duas tendas, a azul. É feita a chamada para a passeata e para as falas preliminares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Três falam, o tio de Rafael que lê um lamento / protesto / manifesto, Rafael e um amigo da OAB. Silêncio entre os 200 ou mais participantes, praticamente todos vestidos de branco, encharcados mesmo se protegendo com seus guarda-chuvas. A mãe de Victor Gurman está abraçada a um senhor, com um olhar plácido quase petrificado. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Um pouco atrás uma família estende uma faixa com a foto de duas meninas novas. É difícil identificar quem é familiar de atropelados e mortos porque a emoção forte e dura está em cada e todos os rostos. Terminam as falas e o protesto segue lentamente. Algumas pessoas vão encravando grandes borboletas de cartolina nos gramados. A chuva lentamente retorce suas formas e escorre as cores, bem próprio para uma representação de mortos, ou assassinados pelo trânsito. É o tom da passeata. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Um número absurdo de acidentados entrou nos hospitais durante a passeata, disseram lá atrás. “Um morto a cada quantos minutos?” O que não se vê não se sente. Eles não existem. Só vão passar a existir se sua própria roupa for manchada de sangue dos feridos ou mortos. Mortos passam rápido, alguns são mais doloridos que outros, mas depois de um tempo desaparecem. Não para os pais. O Brasil é um país que tem uma estranha relação cordial com a morte e os assassinatos. Números não mentem. Morre-se assim não mais e só sobra um abismo para os mais próximos, absolutamente indiferente para a sociedade. Os acidentados, aqueles que sobrevivem à carnificina, são em número tão grande que viraram carne de vaca. É tanta gente, tão cotidiano, que já não conta mais. Cansou! Portas fechadas. Quem passa na porta não nota nada. Quem lê jornal tem pequenas notas. A massa que cai no leito hospitalar tem direito a alguns minutos diários de companhia, quanto tem. O nosso sistema hospitalar está criado para dar votos, não para fazer parte de um sistema de saúde pública. É tão útil inaugurar hospitais. O que acontecerá depois é número, que pode ser eleitoralmente bom ou ruim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A passeata chega à Marginal Pinheiros e segue para o ponto exato onde mãe e filha morreram atropeladas na calçada por um motorista jovem, bêbado e a 150 km/h onde é permitido 70 km/h. Paro a bicicleta na esquina e fico olhando o povo passar. Só eu e mais um outro senhor de bicicleta. Onde estarão os outros ciclistas tão preocupados com a violência no trânsito? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lembro de uma tarde de sábado de outono quando tive contato com meu primeiro ciclista morto. Ia pela av. Cidade Jardim para a casa de Renata, do outro lado do rio, e na cabeceira da ponte havia um ciclista estendido no asfalto, sem sangue escorrendo, de olhos abertos, como se olhando o caminho para onde deveria continuar seguindo. Estava imóvel. Sua bicicleta estava um pouco mais a frente não muito retorcida. O trânsito começava a parar. Deitei minha bicicleta aos pés do acidentado, me agachei, tomei seu pulso ainda quente, e aprendi que o morto tem por um bom tempo uma circulação de fluidos que é estranha, silenciosa, elétrica sem eletricidade, o último suspiro de vida. Cruzou alguém, olhou para mim e fuzilou: “Está morto”. Fiquei ao lado do morto mais uns segundos e depois segui meu caminho. O ciclista deitado no asfalto continuou lá em seu derradeiro anoitecer de outono. Não havia mais nada a fazer, pelo menos naquele momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A passeata segue em frente pela Marginal Pinheiros e eu não me sinto em condição de acompanha-la. Fico pensando na Petição INICIATIVA POPULAR SOBRE CRIMES DE TRÂNSITO QUE ENVOLVA A EMBRIAGUEZ AO VOLANTE - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N15216"&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: Calibri;"&gt;http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N15216&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; e nas ações que se pode fazer daqui para frente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Prevenção, eu acredito em prevenção. Prevenção deve ser baseada na ciência. Infelizmente o pouco que se luta contra este estado de coisas, esta barbárie de mortes violentas no trânsito e por assassinato, são pequenas ações sempre posteriores ao acontecido. Como fazer que este país, que convive tão normalmente com a violência, a ter atitudes preventivas? Preventivo não gera votos. Brasil é um país festeiro, ou festivo, como queiram, e o que vale mesmo, como dizem os americanos, é que “o show deve continuar”. É comum no sertão acontecerem brigas no meio das festas, dos forrós, e quando há um assassinado o corpo é recolhido, colocado do lado de fora do salão, encostado à parede, para que o baile não pare. Simples. Mais ou menos como o trânsito que amaldiçoa os motoboys acidentados. “Tira este f.d.p. da rua que estou atrasado!” ouve-se o grito anônimo. Igual ao entregador com sua Fiorino que para ao lado do marronzinho da CET, pergunta o que está acontecendo e sai xingando o protesto. Não há visão da busca de uma solução definitiva, só do ter os problemas pessoais resolvidos imediatamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quem se interessa por reivindicar melhorias para o trabalho da Polícia Científica e do corpo de Legistas? Quantos legistas há no Brasil com especialidade em acidentes de trânsito, principalmente atropelamentos e acidentes envolvendo bicicletas? Em relação à bicicleta em si creio que não exista um sequer. Com dezenas de milhões de ciclistas circulando não há um especialista sequer. Bravo! O show deve continuar! Minha experiência diz que não adianta ter lei se não houver instrumentos e ferramentas para sua aplicação, no caso o trabalho acurado das duas Polícias, civil e militar, da Polícia técnica e dos Legistas. E de escrivão. É neste ponto que toda sociedade brasileira empaca. Nós queremos ver, queremos já, queremos ser enganados pelos nossos desejos infantis de uma justiça que não funciona e é frustrante, a dos nossos próprios delírios e a oficial, do poder público. E ai, acreditamos em falastrões de ocasião, todos, sem exceção políticos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Antes de deixar a passeata tenho uma última visão da mãe de Victor Gurman. Até hoje não entendo o que aconteceu. A qual velocidade estaria o carro? Há um cálculo, mas com um grau de imprecisão grande. Quem estava dirigindo? Afirmam que era a motorista, mas ainda pairam dúvidas. Me pergunto se o exame de corpo de delito, que deveria ter sido feito logo após o acidente no motorista, ele ou ela, e no passageiro, ele ou ela, não é citado por nenhuma reportagem. A Land Rover do acidente é um carro sofisticado que tem airbags, que supostamente devem ter aberto no acidente. Se isto aconteceu, deve haver marcas nos corpos dos dois que estavam no carro. Se o airbag não foi acionado provavelmente os corpos devem ter sofrido outros hematomas. Mas numa batida daquelas seguida de capotagem corpo sem hematoma só por milagre ou pura cegueira. Em qualquer das duas hipóteses as marcas dos corpos devem provar quem de fato estava na direção no momento do acidente. Nem se sabe o grau de teor alcóolico dos dois. Pelo que li, ela também afirma ter bebido, mas só um copo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Mas a questão da perícia não deveria parar por ai. E a questão da condição da via na área do acidente? Como é a sinalização vertical e horizontal, como está o geométrico da via? A calçada existente no local oferece condição para o pedestre? Se há erros na técnica da segurança viária, de quem é a responsabilidade? Houve outros acidentes? Há especialistas nesta área legista que tenham independência e isenção para fazer uma análise? E o corporativismo, como vai? Vai bem? Não existe? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Pelo menos o acidente de Victor parece ter andamento. Do outro lado da Marginal está a USP, e me vem à memória de outra tragédia que vem torcendo minhas entranhas. Estive com a mãe e o irmão de Leonardo Araújo dos Anjos, atropelado e morto no começo do ano na Rod. Raposo Tavares depois de sua festa de calouro da FEA USP. Ao que tudo indica nunca saberemos o que realmente aconteceu. Os fatos continuam não fazendo sentido. O tempo passa e nada parece acontecer. Leonardo está prestes a entrar nas horrorosas estatísticas que trucidam nosso futuro. É um mal, um câncer que vai invadindo a de todos, sem exceção. Ninguém está isento. Segurança no trânsito é saúde pública, ou pelo menos deveria ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A imprensa? Quantos jornalistas têm formação ou capacidade para acompanhar qualquer destes casos e escrever matéria coerente? A maioria dos jornalistas que tenho conversado faz sua pauta em cima da Assessoria de Imprensa da CET, o que é uma boa fonte, mas é um pouco como perguntar para o lobo o que está acontecendo. CET ou outros órgãos são os culpados por tudo? Não, não necessariamente, mas responsáveis pela questão de engenharia. Há filigranas que fazem muita diferença, para o bem e para o mal. Ou todos erram e a engenharia de trânsito é impecável? &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não há quem possa dar informação técnica isenta, o que levaria a sociedade ter outra visão dos fatos, que também levaria a uma mais apurada autocrítica dos próprios técnicos e responsáveis pelo trânsito, o que finalmente e mui provavelmente levaria a uma diminuição no número de acidentes, hospitalizados e mortos. Esta é a matemática que qualquer lugar civilizado do mundo faz. Tal qual Oswaldo Cruz fez em sua batalha pela saúde pública. Trânsito é saúde pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Eu me sinto culpado por estar escrevendo textos tão pesados e publicando-os no blog. Ao mesmo tempo me sinto culpado pelo silêncio. Silêncio mata, normalmente mui lentamente, sem que a gente perceba ou morra de fato. “Não adianta ficar só falando de desgraça”, dizia alguém. É verdade. Falar só não adianta, é preciso agir. Mas como agir?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-1824537146070598890?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/1824537146070598890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/10/nao-foi-acidente-pericia-e-o-pe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1824537146070598890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1824537146070598890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/10/nao-foi-acidente-pericia-e-o-pe.html' title='&quot;Não foi acidente&quot;, perícia e o pé quebrado'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5382382049618615493</id><published>2011-10-13T18:03:00.001-03:00</published><updated>2011-10-13T18:06:30.503-03:00</updated><title type='text'>Novos impostos. Velhos impostores?</title><content type='html'>Os novos impostos para bicicletas são os que estão no link abaixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.transaex.com.br/noticias.php?id=719"&gt;http://www.transaex.com.br/noticias.php?id=719&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Pneus de borracha, dos tipos utilizados em bicicletas (NCM 4011.50.00): de 16% para 35%;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Bicicletas (NCM 8712.00.10): de 20% para 35%; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É literalmente uma vergonha! Agora que a coisa está caminhando bem. Boneca deslumbrada? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegação de proteção à indústria nacional, na forma de aumento destes impostos, só serve para quem tem interesses individuais ou pessoais. Quem atendeu a este pedido, de aumento de impostos sobre bicicletas e pneus importados, desconhece o que é o setor brasileiro de bicicletas e suas práticas. Do contrário não daria um tiro no próprio pé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece a verdade dos fatos, coloca no lápis, faz contas básicas e tira suas conclusões. Um mais um são dois e provavelmente consideraria uma burrice sem tamanho aumentar estes impostos. Proteção a indústria nacional? Proteção a geração de empregos? Ora, faça-me rir! Só não entenderam que talvez que esta indústria nacional não atenda aos interesses do futuro do Brasil. Este é o ponto. Conheçam e façam uma análise isenta. Conheçam as histórias, conheça a realidade, investigue. Não ouça só uma versão dos fatos. Governo existe para mediar a sociedade, no sentido de construir um futuro melhor para todos, e não para atender interesses individuais. Bicicleta é ou não interesse do Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fabrica pneus no Brasil? Levorin? Quem mais? Quem tem peso para fazer pressão para mudança de impostos? Alguém do Governo Federal tomou o cuidado de ir até qualquer loja que venda bicicletas com pneus nacionais (made in Brazil) e apertou os ditos pneus para ver se estão cheios? Perguntou ao vendedor por quanto tempo ficam cheios? Tiveram o cuidado de ir às bicicletarias e ouvir de quem vende pneus e câmaras nacionais o que eles acham sobre a qualidade dos produtos? Ouviram os usuários? Por que não fazem teste comparativo com os importados? Durabilidade, resistência a furos, perda de ar, grau de atrito, aderência, deformação, assentamento no aro, pressão máxima... Há técnicos especializados em acidentes envolvendo ciclistas para definir a responsabilidade de pneus nos acidentes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Industria nacional de bicicletas: Quem prejudica as grandes marcas nacionais? As importadas? Ou as informais? Sim, as informais que os próprios afirmam existir e ser responsável pela metade do mercado? Então, qual é o problema para o Brasil: umas poucas centenas de milhares de bicicletas importadas (provavelmente não deve chegar a 200 mil) que pagam impostos, ou mais de 2 milhões e meio de bicicletas fabricadas informalmente no Brasil que não existem, portanto não pagam nada de imposto? Por que não foi colocado no lápis esta conta simples? Quanto arrecada o Governo com o imposto de importação X o que não se arrecada com a indústria informal? Quem realmente prejudica a indústria nacional oficial? Será efeito “Zona Franca de Manaus”? Ou vontade pessoal de mauricinho em foder a alma de uma marca brasileira nanica? Qual é a verdade? Proteger a indústria nacional? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém colocou no lápis o tamanho do estrago que estes aumentos de impostos fazem para bicicletarias, ciclistas, projetos de viabilização da bicicleta como modo de transporte e o futuro das cidades? Alguém pensou no que significa isto em termos de custos hospitalares? Sim, hospitalares! Custo de ciclista acidentado! Qual é o percentual real de ciclistas que sofrem acidentes por falha mecânica da bicicleta? Bicicletas importadas com padrão internacional têm índice praticamente zero de defeito. Qual será o nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não se manda qualquer bicicleta nacional, principalmente as básicas, para um organismo internacional de avaliação de qualidade e segurança? Vamos lá, Governo Federal, façam isto, tenham coragem, há milhões de trabalhadores se transportando com elas. Bicicleta é veículo por lei (CTB) e deve oferecer segurança. Vamos, manda um lote de "bicicleta indústria brasileira", com vários modelos, de várias faixas de preço, para ser avaliada lá fora. Vai ser interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pergunto aos fabricantes nacionais: o que aconteceu há uns anos atrás, naquela história que me contaram dos pneus, não vai se repetir novamente? Vocês vão colocar a produção nas palavras de um único fornecedor nacional? Parabéns! Ou o acordo foi muito bom, ou vocês vão ter que correr de novo e desesperadamente para fornecedores de fora. E ai, se a situação se repetir, quem vai pagar o custo do imposto mais caro? O comprador? Genial. Aliás, pensando bem, como vocês vão fazer o cálculo de custo das bicicletas topo de linha? Vai ficar muito mais caro ou vão vender com pneus impróprios? Vão mudar as características técnicas das bicicletas? Ou o pneu importado que entrar pela Zona Franca não paga a mesma coisa? Ou ainda vão fazer como uma famosa marca de motos obrigada a montar (na Zona Franca de Manaus) as motos com um pneu inseguro para aquele modelo, mas nacional? Feita a venda da moto os pneus importados, apropriados para as características da moto, eram entregues como brinde (custo incluído no preço final da moto, é lógico)? Enfim, como vai ser com as bicicletas nacionais mais sofisticadas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizar um setor como o das bicicletas requer planejamento, principio, meio, fim "e futuro". Atender a demanda de um ou dois sem olhar o todo é repetir erros grosseiros do passado. Fizeram igual na década de 90 e o resultado é que o mercado deu uma freada violenta, e, acredito eu, esta foi uma das razões para a Caloi quebrar na administração da família Caloi. Aumentar imposto da concorrência é uma doce e burra ilusão porque, por mais que queiram, não há qualidade para ser concorrência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as autoridades querem mesmo organizar e incrementar a questão da bicicleta é necessário olhar com seriedade para o todo e não só ficar restrito ao cabresto do sistema cicloviário, obras, asfalto, sinalização... Negam assim que circula neste sistema cicloviário um veículo chamado bicicleta. A história moderna da humanidade prova: “ao socialismo se vai de bicicleta”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo Federal, que presta serviços à sociedade, deve explicações sobre esta história. Ou dá mais uma prova de seu interesse pouco sério por este veículo tão popular chamado bicicleta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês acreditam mesmo que vamos chegar a algum lugar com este nível geral de qualidade de bicicletas? Creio que a resposta está na “piãozada” que assim que pode troca a bicicleta, que sempre dá problema, por uma moto. Custa menos. Como já disse um milhão de vezes: o melhor vendedor de motos deste país é a indústria nacional de bicicletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se faz com qualidade ou se faz com jeitinho brasileiro. Eu fico com qualidade, que tem critério, princípio, meio e fim: segurança, conforto, sustentabilidade, equidade. Eu fico com as Embrapas deste Brasil. Há muitos exemplos a seguir aqui. Basta escolher o que se quer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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Velhos impostores?'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-765794505741966452</id><published>2011-10-02T21:38:00.001-03:00</published><updated>2011-10-02T21:40:53.174-03:00</updated><title type='text'>Mudança de regras: novo imposto para bicis</title><content type='html'>&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O imposto incidente sobre bicicletas importadas vai aumentar para 30%. O Brasil já viu esta história, lá pelo início da década de 90, não lembro exatamente o ano. Naquela época, que acabou sendo o final da triste era do oligopólio Caloi / Monark, o pessoal do setor responsabilizava o então todo poderoso Bruno Caloi pela mudança de regra. Ele tinha cacife para conseguir com Brasília, em nome da proteção a indústria nacional, um aumento sensível no imposto de importação de bicicletas. A intensão então, como agora, foi pegar os importadores de bicicletas básicas. Ninguém era santo. Ouvia-se as mais diversas histórias sobre os mais diversos trambiques. Mandos e desmandos autoritários, imaturidade geral do setor, tiveram como resultado óbvio uma retração muito grande de todo mercado, que afetou inclusive a própria Caloi, então o único fabricante nacional de bicicletas concorrentes às importadas. Interessante, mas uns anos depois a Caloi quebrou e só não desapareceu por vontade pessoal do Musa pai que segurou uma barca furada sem tamanho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Como já disse, o imposto vai subir 30%, ou para 30%, a bem da verdade não sei bem. O mercado já começa sentir os efeitos da alta, justamente num momento que parece que a bicicleta está tomando o espaço que todos nós lutamos há tanto tempo. A maioria que veio dar as más notícias afirma que este aumento saiu novamente de dentro da Caloi. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;De quem quer que tenha saído esta ideia de jerico, a meu ver é de uma burrice sem tamanho. Ou má fé. Com a escala de produção que as indústrias brasileiras têm para bicicletas com preço venda público acima de US$ 250,00 é praticamente impossível conseguir preencher o mercado das grandes marcas internacionais, a não ser que conte com um protecionismo descarado. Mesmo assim um dia o bicho pega. Não dá para concorrer com a escala de produção e dumping de uma China. A não ser que os fabricantes importem bicicletas e montem aqui naquela maravilha chamada Zona Franca de Manaus. Maravilha para os abençoados. Neste sentido o aumento de imposto não protege a produção e o trabalhador brasileiro, mas o importador dito fabricante nacional. Vão sentar no protecionismo, aproveitando que o mercado brasileiro é patético e aceita qualquer coisa, e continuar vendendo bicicletas com problemas inadmissíveis em qualquer lugar civilizado. Aliás, inadmissíveis pelas leis brasileiras, CTB e Código Consumidor incluídos ai. Bom exemplo é uma mountain bike 21 marchas dita de qualidade produzida com as forquilhas traseiras com abertura própria para 24 marchas, a versão mais sofisticada. Obviamente uma redução de custos patética. Ou será ignorância sobre tolerâncias do alumínio usado? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Se houvesse boa fé a indústria nacional teria pressionado o Governo Federal pela diminuição dos impostos para bicicletas fabricadas no Brasil, principalmente as básicas. Com esta ação equilibrariam o mercado interno, que dizem ser de uma produção interna de 5 milhões de bicicletas/ano, sendo que pelo menos metade destas vem de fabricantes “informais”, piratas, e até literalmente inexistentes. Sim, fabricantes de bicicletas inexistentes, ou seja, sem ter registro em qualquer órgão regulatório. Este é realmente o problema, aliás, um puta problema! Por que não há interesse em diminuir os impostos sobre bicicletas? Por que não conseguimos ser global players?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Se houvesse boa fé com o Brasil teria sido apresentado um plano de reestruturação para todo setor de bicicletas no Brasil, com investimento em pesquisa, desenvolvimento e melhoria de qualidade geral. Não dá para comparar uma bicicleta básica brasileira da faixa de US$ 150,00 com qualquer do mercado americano, europeu ou internacional sério. As nacionais começam a desmontar em poucas semanas enquanto a similar distribuída no mercado internacional irá durar anos sem apresentar defeitos. Há quem afirme que uns 35% dos ciclistas morrem por falha mecânica da bicicleta. Vá até qualquer lugar onde a bicicleta seja usada para valer pela população e converse com os mecânicos locais. Revire o lixo das bicicletarias. “Irresponsabilidade do ciclista” – afirmam alguns cara de pau. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Parte desta baderna é responsabilidade direta do consumidor. Eu apontaria em especial o dedo no sentido do pessoal dito ciclo-ativista, que ainda se recusa entender que para ter ciclistas circulando nas cidades precisa uma coisa a mais que ciclovias e respeito. Para ter ciclistas nas ruas precisa de bicicleta, meus caros. E bicicleta é por lei, CTB, um veículo, portanto tem que ter qualidade. Bom, enfim, a classe média vai ao paraíso e quer que se dane o resto. E nossa maravilhosa esquerda está ai para dar carros para o povo. As cidades que se danem. Bom, melhor não entrar nesta confusão porque a história vai longe, bem longe, para o Brasil de nunca antes. Aliás, não me lembro de ter visto operários e sindicatos em manifestações pró bicicleta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O setor da bicicleta no Brasil evoluiu, está um pouco mais organizado que há umas décadas, mas muita coisa que ainda acontece&amp;nbsp;de forma patética e a prova disto é este aumento dos impostos sobre as importadas. Triste. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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Fala mestre Caetano Veloso. Mais uma palestra, mais um parto. Não sei bem quantas horas de trabalho para mais esta, mas foi mais de 10 horas sentado na frente do computador. No meio do parto saí para almoçar e conheci um palestrante ‘profissional’ que me deu o mesmo conselho que o que meus sócios vivem me dando em broncas: “Cria uma palestra (padrão) e usa sempre a mesma. (Sei lá quem) faz a mesma palestra há quinze anos e todos adoram”. Me pergunto se poderia fazer isto com a diversidade de público que costumo ter. Hoje será numa pequena escola estadual na quase periferia de Guarulhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou na escola e ainda tenho um pouco de tempo antes de subir e fazer a primeira palestra. Será duas vezes a mesma palestra. Tempo, tempo, tempo... O tempo que passo preparando uma palestra dá a possibilidade de parar e pensar, um direito que deveria ser universal. Ainda tenho a forte experiência da Turquia nas costas e olho para minhas palestras passadas, mesmo as que repercutiram muito bem, com certeza de que falta muito, não consigo saber bem o que, mas falta muito. Esperam de mim que fale sobre bicicletas e ciclovias, mas isto não me basta. Sou cabeça dura, empacado, como dizia alguém de minha família. Quero levar os outros a entender que a questão é maior do que colocar a bicicleta na cidade de maneira tão simplória como numa ciclovia. Acredito que no fundo do desejo de cada um e de todos, quando estes pensam sobre bicicleta, está algo muito além da questão da bicicleta, que o sonho de liberdade desta vida anormal que temos em nossas cidades. Todos estão buscando um futuro menos massacrante e a bicicleta se apresenta com a ponta do iceberg. “Senhor, perdoai-os, eles não sabem o que dizem”; bicicleta virou ato de fé, não sabem bem do que, mas de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema que me deram para as duas palestras desta tarde é “Sustentabilidade e qualidade de vida”. A cada dia que passa depois da Turquia eu mais vejo que brasileiro perdeu a noção do que é qualidade de vida. O que é qualidade de vida? Antes disto, o que é “qualidade”? Qualidade é um conceito mais fácil de explicar e resumi em 1=1 e 1+1=2. Mas o conceito de qualidade “depende da referência cultural”, coloquei num dos slides. Não vou falar sobre o ‘item’ “vida”. Não dá! Diariamente somos bombardeados com notícias que provam que nós, brasileiros, não temos o menor respeito pela vida. Não faz parte de nossa cultura. Exagero? Leia a matéria sobre a situação das polícias técnicas e legistas neste Brasil de nunca antes. Nela está a prova irrefutável que o número de mortes violentas é muitíssimo mais alto que o número oficial, 45 mil/ano. Maceió deveria ter pelo menos 88 médicos legistas, quando no Estado de Alagoas há só 21. E ai vai Brasil afora. Foi presuntado só virará morto oficial se for gente graúda. Graúna vai para a vala dos comuns. Povão morre, simplesmente, não importa a causa. E ai? Dá para explicar o que é “qualidade de vida” aqui, nesta escola? Dou uma de jornalista chapa branca em discurso de sindicato? “E ai, beleza?” Vou tentar levantar a bola sobre o que é “qualidade” e “sustentável” e a partir daí mostrar o que pode ser qualidade de vida numa cidade; sem entrar em maiores divagações. Tentar deixar uma semente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças que vejo pela pequena janela circulando no pátio parecem mais calmas e sadias que a média. A escola é respeitada por seu trabalho, considerado um dos melhores da região. Parece que na palestra estarão pais de alunos. O material que preparei é longo e denso, um tanto pesado. Tem sido sempre assim. Preciso mudar para algo mais simples e digestivo, sem cair no simplório imbecil. Hora do show. Desligo este computador o vou para fora ver a molecada, sentir o clima. “Arturo, boa palestra”. “Calma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas salas praticamente lotaram. Para minha surpresa só apareceu uma mãe e meu público foi uma garotada dos 12 aos 16 ou 17 anos. Baixei a bola e creio que tenha conseguido passar o recado. Ou estes estudantes são muito melhores que a média? Talvez um pouco dos dois. Para mim foi muito gratificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o parto, sento no carro e tento voltar para casa. Pego uma Dutra completamente parada, o que me dá tempo de sobra para rever meus passos em cada uma das palestras e procurar melhores caminhos para a próxima. Mais uma vez na vida confirmo que sou praticamente incapaz de repetir mecanicamente duas vezes a mesma coisa, no caso, a mesma palestra. Divagar é meu caminho. Uma menina faz um comentário e caio irremediavelmente num desvio de linha. Meu trem segue então para outro destino. A cabeça não pára mesmo que os slides na parede sejam exatamente os mesmos e eu tenha cuidadosamente ensaiado a fala em casa. Ainda me resta o direito de pensar.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Jrz37rtXeDU/TocGVRf2lOI/AAAAAAAAA8o/3GnMJOLecZ0/s1600/100_2572.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Jrz37rtXeDU/TocGVRf2lOI/AAAAAAAAA8o/3GnMJOLecZ0/s400/100_2572.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-9036682134351004679?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/9036682134351004679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/10/surpresas-de-cada-palestras.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/9036682134351004679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/9036682134351004679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/10/surpresas-de-cada-palestras.html' title='A surpresas de cada palestra'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Jrz37rtXeDU/TocGVRf2lOI/AAAAAAAAA8o/3GnMJOLecZ0/s72-c/100_2572.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-4239229474085640555</id><published>2011-09-24T21:08:00.003-03:00</published><updated>2011-09-24T22:47:28.585-03:00</updated><title type='text'>Esquizofrenia</title><content type='html'>O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;São Paulo Reclama: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me resta mais dúvida: estou doente, sou esquizofrênico. Vivo em um mundo irreal onde busco constantemente estabelecer uma relação de sensatez, equilíbrio e civilidade no trato com minha cidade e meu país, e simplesmente não consigo. Sou tomado por todos como idiota, insano, louco furioso. Fico agindo como o que creio que deva ser um cidadão, reclamando de coisas que os outros parecem não ver e não conseguem entender. Sou um chato, inconveniente, abusivo. Acredito realmente que somos uma sociedade, que podemos construir um futuro melhor, que juntos podemos mudar as coisas erradas. Estou doente, fatos diários e a reação da imensa maioria comprova isto. Tive mais um acesso de fúria ontem à tarde. Não fui capaz de entender uma situação burocrática. Consultei meu advogado, que afirmou que o que considero preciosismo desnecessário do DETRAN tem sua razão de ser, que eu devo fazer a declaração por eles pedida, que, a meu ver, dentro de minha ignorância e esquizofrenia, diminui a força da ordem expressa em documento por um Juiz. “Uma declaração sua fornece garantias extras (?) ao DETRAN” disse meu advogado. E completou “Deixe de ser Don Quixote!”. Não tenho mais dúvida, sofro de esquizofrenia quixotesca, daquelas que o doente realmente acredita que é cidadão e tem o dever de protestar, lutar pelos seus direitos, se necessário espernear em nome de todos, do justo, do sensato, da dignidade. Meus amigos e parentes fazem chacota ou repetem sempre “Para com isto que não adianta nada” ou “Não vai mudar nunca”. Peço desculpas a todos brasileiros, mas eu não consigo mudar. Estou doente. Sou esquizofrênico. Eu ainda acredito.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-49CBAJciFtM/Tn5x6jpWhgI/AAAAAAAAA8k/Hg_z3Pg5aeg/s1600/P1000563.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" hca="true" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-49CBAJciFtM/Tn5x6jpWhgI/AAAAAAAAA8k/Hg_z3Pg5aeg/s400/P1000563.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Nesta semana,&amp;nbsp;um dia depois que enviei este texto para o jornal&amp;nbsp;deu-se﻿ a mais nova e atualizada definição deste nosso Brasil de nunca d'antes: um menino de 10 anos deu um tiro na bunda da professora, saiu da sala, subiu uma escada (Stairway to heaven?) e suicidou-se comum tiro na cabeça. "Kafka é brasileiro"!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-4239229474085640555?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/4239229474085640555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/esquizofrenia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/4239229474085640555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/4239229474085640555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/esquizofrenia.html' title='Esquizofrenia'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-49CBAJciFtM/Tn5x6jpWhgI/AAAAAAAAA8k/Hg_z3Pg5aeg/s72-c/P1000563.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2080760040576994104</id><published>2011-09-11T06:12:00.005-03:00</published><updated>2011-09-11T07:02:12.761-03:00</updated><title type='text'>Direito de pensar - violência</title><content type='html'>Acordei assustado e ofegante. Dentro de uns dias volto ao Brasil e já comecei a sonhar com as coisas de nosso país. Pesadelos, melhor dizer. Sonhei (ou tive um pesadelo) no qual estava na casa do Abílio Diniz (?????) e no meio da reunião entra um sujeito bem vestido tranquilamente e dá um tiro mortal na cabeça do mordomo e um segundo tiro para machucar na namorada do Diniz. No meio do tumulto fala alguma coisa que não posso entender, mas é um recado ou ameaça, e então sai de cena tranquilamente. Corpos estendidos no chão, convidados mais calmos; saímos pela porta da frente e ganhamos a rua. Um pouco mais a frente encontramos o executor, sujeito tranqüilo e educado, que tenta explicar o que havia feito. Não outra forma de escapar da situação a não ser continuar caminhando ao seu lado. O pânico se multiplica em dois: não ter certeza do que o assassino nos reserva e o pânico de saber que a segurança do Diniz é pessoal do “mossad”, a elite do exército israelense que faz uns bicos no Brasil. “Quem será mais perigoso?” me pergunto constantemente. Passamos por uma mendiga clicando uma velha máquina fotográfica, das que usam filme. O assassino arranca a máquina da mão dela e segue clicando até desaparecer na multidão. Não deixo de pensar um segundo que o mossad já deve ter visto eu junto ao assassino. Sei que minha vida daqui para frente será absolutamente insegura, que minha vida está definitivamente em perigo, não importa o que eu faça ou tente explicar. Acordo. O quarto está praticamente escuro. A luz forte da luz passa pela cortina. A janela aberta deixa entrar o barulho da avenida que passa na frente do hotel. Levanto, abro a cortina e me apoio na janela. A lua está maravilhosa, cheia, brilhante, o céu límpido está cheio de estrelas. Ar puro e fresco. Coisa raríssima em uma São Paulo tão poluída. Onde estão nossas estrelas? O silêncio no bairro é muito agradável. São 3h00 da madrugada, não há ninguém nas normalmente calmas ruas deste bairro de edifícios, todos em 5 andares. Há umas poucas janelas com luzes e uma única com TV ligada. Fico admirando a paisagem e tendo espasmos apavorantes com meu sonho, ou pesadelo. Dentro de mais uns dias estarei de volta ao Brasil e esta sensação de completa tranqüilidade, de absoluta segurança, ficará aqui na Turquia. Isto aqui dá mais segurança que Nova Iorque, Paris, ou Barcelona. Tanta segurança quanto em Munique. São Paulo, sob este ponto de vista, é apavorante. A cada volta para minha casa é uma sensação desagradável de fragilidade, de estar exposto a um assalto. A lua vai baixando, brilhante. Lá em baixo há só dois jovens revirando o lixo de uma festa de casamento que aconteceu no hotel. Lixo aqui fica dentro de caixas fechadas. Os dois catadores tomam grande cuidado para não fazer barulho e só os percebi por causa do movimento. “Isto aqui é incrível! Que inveja desta tranqüilidade.” E as imagens do pesadelo voltam angustiantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego o carro. As ruas estão vazias. Me dou conta que não há seguranças, nem homens disfarçados caminhado pelas ruas. Quando há segurança ela é pública e bem clara. Nos museus há segurança armada, muitas vezes com metralhadoras leves. Em Istanbul entrei numa joalheria sofisticadíssima, imensa. Eu estava vestido com uma bermuda velha e de camiseta provavelmente já bem amassada pela viagem, mesmo assim me foi dado na mão um maravilhoso anel de US$ 3.000,00. Nada de segurança particular vigiando o local. Nada de porta fechada. Escancarado. Impensável no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos políticos e o pessoal do judiciário têm a coragem de dizer que estamos no estado de direito e em plena normalidade. Para quem? Só se for para eles. Normalidade é isto aqui. Normalidade é o direito do cidadão de sair para a localidade que bem entenda, mesmo com cara de gringo, e não sentir o mais remoto constrangimento, desconfiança ou mesmo o menor receio. É ridículo ter pesadelos sobre violência porque sei que dentro de uns dias volto para minha pátria e lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de contas não é só a questão da insegurança que pega. Tudo por aqui funciona muito melhor. As piores estradas são boas, os aeroportos são funcionais, as pessoas são educadas e atenciosas. É incrível o cuidado que este pessoal tem com suas crianças. Foram pouquíssimas as crianças que fizeram pirraça e as broncas, raramente necessárias, são dadas com carinho. O pessoal fala baixo, não há fuzuê nos bares, mesmo com a TV ligada no futebol. Não ouvi uma discussão sequer nestes mais de 10 dias. Há um grande cuidado com os outros, com o coletivo. Prova disto é que vira-latas caninos e felinos são tratados com muito respeito e nenhum animal tem medo de se aproximar das pessoas. Muito pelo contrário. Num dos restaurantes que sentamos numa mesa na rua vi uma discussão entre a atendente e um cliente que se sentiu incomodado pelo cachorro. O vira-lata estava tranqüilo, respeitando todas mesas, mas muito interessado numa madame beagle de coleira sentada no colo da dona. A discussão, muito discreta, acabou na saída do cliente e na permanência do vira-lata. Nenhuma das outras talvez 12 mesas sequer percebeu o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QlVdJ1XDPLA/TmyC7XzOoZI/AAAAAAAAA7E/nflMpquhzGo/s1600/P1000441.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" nba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-QlVdJ1XDPLA/TmyC7XzOoZI/AAAAAAAAA7E/nflMpquhzGo/s400/P1000441.JPG" width="372" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9SY1Q_rH6vA/TmyDKAiSGqI/AAAAAAAAA7I/t5KTG46UTVk/s1600/P1000512-1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" nba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-9SY1Q_rH6vA/TmyDKAiSGqI/AAAAAAAAA7I/t5KTG46UTVk/s400/P1000512-1.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fckN0TV9Bzg/TmyDbUeEeBI/AAAAAAAAA7M/VeGCss2UaCE/s1600/P1000552.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" nba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-fckN0TV9Bzg/TmyDbUeEeBI/AAAAAAAAA7M/VeGCss2UaCE/s400/P1000552.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sai do Brasil bastante desorientado com os acontecimentos deste ano e de minha própria vida. Aos 56 anos vejo um país que andou muito para frente em certos aspectos, mas no qual a vida está cada dia mais difícil e até em alguns momentos impraticável. As mortes violentas de Leonardo e Victor doem demais. Estou vivendo a repetição em casa das mortes brutais de Tim Lopes, repórter da Globo, e do menino João Hélio. Estamos no meio de uma guerra civil e nos acostumamos com a situação. Dentro de uns dias saio da Turquia mais consciente ainda que estamos, brasileiros, completamente loucos. Sei que vou aterrissar em Cumbica, pegar uma fila ridícula para mostrar documentos; que neste momento vou sentir profunda vergonha pelo tempo que os estrangeiros vão demorar para entrar no nosso país. Pior, vão dar com um aeroporto que mais parece uma feira livre e, ainda pior, dali vão pegar ou a Ayrton Senna ou a Dutra para cair na Marginal Tiete com suas paisagens deprimentes. Ai começa a violência, na baderna urbana, na falta de civilidade. E pode terminar encurralado entre um assassinato encomendado ou a segurança particular de um empresário bem sucedido, se o for. Depende de quem olha: se for os brasileiros ou se forem os franceses. Triste e assustador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-2080760040576994104?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/2080760040576994104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-violencia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2080760040576994104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2080760040576994104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-violencia.html' title='Direito de pensar - violência'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QlVdJ1XDPLA/TmyC7XzOoZI/AAAAAAAAA7E/nflMpquhzGo/s72-c/P1000441.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-6018144156652816963</id><published>2011-09-08T04:00:00.002-03:00</published><updated>2011-09-08T04:11:07.343-03:00</updated><title type='text'>Direito de pensar - presidiários</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BvH_1fA6g_U/TmhpppTthII/AAAAAAAAA68/cDDvqp_GCJc/s1600/100_8653.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" nba="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-BvH_1fA6g_U/TmhpppTthII/AAAAAAAAA68/cDDvqp_GCJc/s400/100_8653.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Charles Darwin e seu tratado em livro “A origem das espécies” nos remete àquela imagem clássica do chipanzé que transforma num macaco semi ereto, que tem a frente um homem peludo, que finalmente se transforma no homem ideal de nossos dias, completamente ereto, sem barriga, jovem e forte. Associamos automaticamente a evolução de nossa espécie como sendo corpórea, como fosse de uma casca. Quando eu era criança, faz muito tempo, lá pelos anos 50 e 60, sob a influência da santa Igreja (santa com minúscula mesmo), a moralidade impunha tamanhos limites ao pensar que até mesmo Darwin ainda era questionado. Ok, não mudou muito, porque em várias partes dos Estados Unidos há grupos religiosos que questionam esta definição científica. Para eles somos produtos de Deus e ponto. Adão e Eva e estas coisas. O homem foi criado a semelhança de Deus e não houve evolução. Adão teria sido Tom Cruise ou Tom Hanks? Talvez Tom Jones? Tem algum “Tom” loiro que possa ser incluído? Fica a escolha da seita religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai tem uma definição interessante para o celebro. Diz ele que o celebro é como um músculo, que quanto mais treinado, mais em forma fica. Eu entendo a explicação dele como fosse um conjunto de grupos musculares. Da mesma forma que o corpo humano se reestruturou para os novos usos que a ele foram impostos, nosso cérebro também o fez e segue fazendo a cada segundo. Quem anda muito a pé descalço tem os pés completamente diferente de quem usa sapatos, que também é diferente de quem usa tênis ou botas. As pinturas de Portinare, principalmente a série plantadores de café, mostram pés imensos, grossos, espalmados, que sempre achei que fosse uma figura de linguagem do pintor, mas é uma expressão quase exata da realidade. Pés, como qualquer outra parte do corpo, incluindo cérebro e sistema nervoso, mudam conforme a necessidade. Mas normalmente vemos a casca, não o sistema completo, as relações, o micro e macro juntos. Darwin!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente e vergonhosamente considero que li muito pouco na vida. Não tenho condição de fazer, através da literatura, uma análise sobre a evolução do funcionamento dos neurônios, não só no sentido do pensamento em si, da Inteligência emocional e racional, mas também e principalmente em relação à evolução da inteligência neurológica. Como jogaria Pelé e Garrincha como toda esta medicina esportiva que um Ronaldo teve a disposição. Qual a diferença neurológica entre os corpos da década de 50, 60 e os de hoje? Exemplo fácil: porque minha geração não consegue digitar ou jogar games como esta molecada? Ver um Leandro “teclando” mensagens ao celular para mim é fascinante e frustrante. Nossa diferença é só treinamento ou houve uma evolução neurológica da espécie nestes 30 anos? Eu não tenho a nítida sensação que o histórico psico-neurológico-social pode ser percebido de grupo social para grupo social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil foi e segue sendo o país das capitanias hereditárias. “Sabe com quem está falando?” E Turquia foi e de alguma forma segue tendo influências do Sultanato. “Fé em Deus e pé na tábua”, diz o título do livro de Roberto DaMatta. Como ele mesmo disse em entrevista “trânsito é o melhor reflexo de uma sociedade”. Motoristas sempre deixam claro seu histórico psico-social, portanto também neuro-social. É como o dedo mínimo estendido na hora de tomar café. Ou o gestual delicado das japonesas, a sensualidade caminhante das africanas, o reger a orquestra da conversa italiana, e assim vai. Como será estruturada estas diferenças esquelética / muscular / neurológica? Como entra Darwin ai? Aqui em Istanbul é assustador ver como os motoristas deixam o carro ir para cima do pedestre. Paulistano não sabe reduzir a velocidade porque não sabe frear. O motorista de Istanbul dá a sensação que sabe o que está fazendo, mas me pergunto se eles têm os reflexos condicionados para tempo tão baixo de reação? Eles deixam o pedestre passar, mas abrem caminho com o carro como fossem pedestres vestidos de automóvel. Na periferia de São Paulo fica claro que o problema é falta de treinamento ou de passado automobilístico. Aqui em Istanbul..., não sei. Pensando bem, aqui em Istanbul o trânsito é uma baderna generalizada. Nós, paulistanos, ou brasileiros no geral, somos muito mais civilizados. Eu gostaria de fazer uma conexão entre o que eles são como motoristas hoje e sua história de civilização. Interessante é que depois de 5 dias não ouvi sequer uma sirene de ambulância passar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zumbi, meu pequeno poodle preto, está aos poucos ficando sego. Preciso buscar informações sobre treinamento porque ele está cada dia mais inseguro e angustiado. Quero entender como funciona o processo da cegueira para desarmar os condicionamentos estabelecidos pela visão, onipotentes e onipresentes, que continuam servindo de parâmetro para a sua nova vida de sego. Talvez o primeiro passo seja fazer a experiência de ir pessoalmente para as ruas com olhos completamente vendados. Somos todos prisioneiros de nossos próprios olhos, principalmente nesta sociedade agressivamente visual de hoje. Somos prisioneiros de vícios neurológicos estabelecidos por várias gerações de nossa própria família e sociedade, e atualmente pela sociedade industrial. Inegável que há uma doutrinação neurológica, presente no dia a dia. De outra forma não haveria padronização, que é a base da produção em massa. Acredito que deva nos limitas a evolução. Canhotos conseguem sentir esta situação diariamente, mas também se adaptam porque há pouquíssimos produtos com soluções próprias para eles. Já tentou abrir uma lata de ervilhas com a mão esquerda? Tente, é bem interessante. Sobre nosso caráter neurológico ninguém fala; a não ser que haja algum comprometimento mais sério e limitante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga sofreu um derrame e teve que reaprender a andar. Num determinado tombo, esparramada no chão, virou para o médico e fisioterapeuta e disse: “Não quero aprender a andar. Quero aprender a me levantar de meus tombos”. Funcionou. Pessoas e grupos sociais normalmente só se pré-dispõe a uma grande mudança a partir de algum evento traumático, quando e onde todo parâmetro habitual simplesmente cai em nos mais diversos e realistas questionamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ensinar sociedades a reorganizar seus processos, culturais, de pensamento, e psicomotores? Como fazer isto sem destruir nossa principal riqueza, que é o passado, a memória? Mais uma vez a resposta gira em torno da educação, do semear cultura, da abertura. Como pegar uma sociedade tão civilizada como estes turcos e fazê-los também ser civilizados enquanto dirigem? Só com educação emocional e racional? O que nos falta para conseguirmos sair deste atoleiro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-6018144156652816963?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/6018144156652816963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-presidiarios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/6018144156652816963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/6018144156652816963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-presidiarios.html' title='Direito de pensar - presidiários'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BvH_1fA6g_U/TmhpppTthII/AAAAAAAAA68/cDDvqp_GCJc/s72-c/100_8653.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-9125057131563173196</id><published>2011-09-04T02:37:00.003-03:00</published><updated>2011-09-04T03:22:19.857-03:00</updated><title type='text'>Direito de pensar: Liberdade; libertinagem; respeito</title><content type='html'>Liberdade. Libertinagem. Eis a questão? O que é mais precioso? Não dá para chegar ao refinamento de ter liberdade com libertinagem? Ou de ter libertinagem com liberdade? Qual será o mais difícil? Talvez seja a definição de nossos dias, desta “belle époque” do canibalismo socialista liberal tão banal? Ou a dúvida aqui possa ser colocada de outra forma: Quais são as demandas reprimidas de nossa sociedade? Quanto de liberdade e quanto de libertinagem? Qual o ponto de equilíbrio? Mas a questão é mais em baixo: nós sabemos o que é liberdade? Você sabe qual é seu ponto de liberdade? Sabemos o que é libertinagem? Qual é o seu grau de libertinagem? Sim, libertinagem! Ou você se considera livre, mas não libertino? Somos uma sociedade libertina que tem sua base na rigidez, no ortodoxo, no moralismo, num processo egocentrado. “Sabe com quem está falando?”. Somos infantis, erramos sem a real liberdade da brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade só existe sob o manto da disciplina. Só a disciplina permite o controle da liberdade. Cultura, educação, prática, abandono da soberba, consciência, execução, bem de todos. Liberdade. Simples. Ou há liberdade para todos ou nunca seremos livres individualmente. Somos uma sociedade, um sistema. Como no trânsito. Você foge às regras e coloca o sistema em risco. Com o sistema em risco você está em risco. Quem é este você? Somos individualmente fruto do sistema, totalmente associados ao sistema, por mais diferentes e individuais tentemos ser. No caso do trânsito, um ótimo espelho da vida, “você” pode ser um técnico de trânsito; o povo que votou em quem está no poder e quem governa em nome destes, portanto, a política empregada no local; o motorista, motociclista, ciclista, pedestres..., todo universo de mobilidades de uma cidade. Enfim, você é você próprio e você “somos” ao mesmo tempo todos nós. Genética e culturalmente assim é. Exatamente como no trânsito. A liberdade de ir e vir em segurança e conforto. Simples. A verdade não é simples assim como queremos pensar. Trânsito é um bom exemplo desta nossa baderna filosófica e de medos. A bem dizer um caos ordenado. Sabemos bem dos benefícios da ordem, mas nossa imaturidade sobrevive nas delícias do caos permissivo. A liberdade com o privilégio à libertinagem. Pelo menos em países menos desenvolvidos, de terceiro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos países nórdicos, que não me lembro bem qual, qualquer número que não seja zero acidentes é considerado um desastre. No Brasil se fala com orgulho de que as mortes diminuíram alguns dígitos, quando número oficial de acidentes vem há anos na base de 35 mil/ano. “No carnaval deste ano o número de acidentes nas rodovias federais diminui...” anuncia o locutor do jornal noturno da TV. A nossa liberdade se mede no fato de, por lei, a posição dos radares terem que ser avisados antes. Em qualquer país civilizado a carteira de habilitação é uma concessão dada pelo estado para o cidadão. Aqui é um direito, não pelo que a lei diz, mas por privilégio social. “Brasil, o país dos coitadinhos”. (Se não sabe o que é um “coitado”, recomendo que procure num dicionário de boa qualidade; mas em resumo pode-se dizer também que é aquele que sofre coito). Tem lei que cola, tem lei que não cola. O trânsito brasileiro não é pior porque nós gostamos de ordem e mesmo abandonados a deriva pelas autoridades tratamos de respeitar as regras. Não fosse assim não teríamos a economia que temos. A questão é que nossa atual liberdade veio em um carro zero pago em trezentas suaves prestações, uma libertinagem bastante interessante para os vendilhões de nosso futuro. Em de educar para a vida, nos treinam para serem novamente votados. Acidente zero seria o suicídio para eles. Viva a Copa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade será o que compramos? E a libertinagem será o que nos vendem? Dá para acreditar numa matemática tão simplória? Ou será o inverso; a liberdade é o que nos vendem e a libertinagem é o que compramos? Valem todas as fórmulas e mais quantas combinações se possa fazer com a nossa liberdade e libertinagem de cada dia. Assim como dirigir um carro, moto ou pedalar uma bicicleta. No skate pelo menos este jogo de palavras e valores vai por água abaixo porque vale tudo, com direito a um tombo homérico, cheio de arranhões, quando não alguma fratura. Skatista pelo menos é honesto consigo e com os outros. Motorista tem uma grande diferença: se errar pode machucar ou matar o outro. Motorista que não entende a regra do jogo é desonesto. Ciclista que pedala sem cuidado com os pedestres também é socialmente desonesto. É uma questão de entender não a regra do jogo naquele exato momento, mas a regra maior, a do jogo macro. Brincar de liberdade e libertinagem no micro cosmos é fácil. Jogar o jogo do respeito para valer é outra coisa, é brincadeira para adultos, civilizados, honestos, livres e libertos. No respeito todos ganham e tem irrefutável direito à liberdade e libertinagem. Cabe a quem pensa dar um passo a frente e assumir suas responsabilidades. Liberdade e libertinagem. Só a cultura ampla e irrestrita nos salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me pergunto: as mesquitas cinco chamadas daqui, Istanbul, fazem religiosa e pontualmente 5 chamadas por dia. As regras sociais são claríssimas. E o trânsito é isto que se pode ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto menor o poder da religião melhor é qualidade do trânsito, menor o número de mortes violentas. Estranha realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d3294953c60ae1e4" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd3294953c60ae1e4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330763191%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4FC6A9EBB1B9878FD306D377E4AFCA354201A050.3D866606A1DC193E5890BB547786E136F6EFAA68%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd3294953c60ae1e4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Daf5UrhxMM6ehseaB6XOeqmQU6As&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v22.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd3294953c60ae1e4%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330763191%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4FC6A9EBB1B9878FD306D377E4AFCA354201A050.3D866606A1DC193E5890BB547786E136F6EFAA68%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd3294953c60ae1e4%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Daf5UrhxMM6ehseaB6XOeqmQU6As&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-9125057131563173196?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/9125057131563173196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-liberdade_04.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/9125057131563173196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/9125057131563173196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-liberdade_04.html' title='Direito de pensar: Liberdade; libertinagem; respeito'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7337602745809738235</id><published>2011-09-03T01:44:00.004-03:00</published><updated>2011-09-03T01:46:38.546-03:00</updated><title type='text'>Direito de pensar - liberdade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E0SsPq5YfIo/TmGw_38ggtI/AAAAAAAAA64/A42QNvaFHLg/s1600/100_8559.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-E0SsPq5YfIo/TmGw_38ggtI/AAAAAAAAA64/A42QNvaFHLg/s400/100_8559.JPG" width="266" xaa="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Alcorão manda que se faça cinco chamadas para rezas por dia. Na hora marcada, esteja onde estiver, você vai ouvir o cântico dos versos de poucas palavras, mas demorado. Dos inúmeros minaretes espalhados pela cidade invade o entoar arrastado cantado, muitas vezes como que em coro entre vários minaretes, um cantor respondendo ao outro lá longe. Em Cambuquira, sul de Minas Gerais, durante anos o padre colocava aos berros estridentes uma música de igreja como chamamento para as missas. Creio que era lá também que a missa em também era transmitida aos urros desafinados pelo alto falante pendurado na torre da igreja. Cambuquira é muito pequena, 17 mil habitantes, a igreja fica justamente no alto e centro da cidade e a imposição do padre chegava longe. Uma pequena parcela da população atendia aos chamados e cumpria suas obrigações religiosas. O resto, a maioria, rezava em silêncio pedindo a Deus para carregar o velho padre para os quintos do inferno. Entrar na justiça contra a igreja ninguém fez. Temor ou política? Sabe-se lá? Mineiro come quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro dos Estados Unidos, onde há uma quantidade sensível da população segue princípios religiosos, alguns rígidos, antes de comer é realizado um agradecimento pela benção de ter o que comer. Por influência desta mesma formação religiosa há uma grande preocupação com o comunitário, com o bem social de todos. Provavelmente o fast food e o carro devem estar acabando com este espírito e o resultado é que cada dia as pessoas ficam mais gordas e egoístas. Só uma conjectura, mas provavelmente não deve estar longe disto. No Brasil muitos dos que são ligados a estas novas igrejas aprenderam a ler pela obrigação de conhecer a Bíblia, o que é um ganho social sem tamanho. Também fazem um trabalho social importantíssimo. Muito saíram da miséria e tornaram-se classe média, e com isto veio o status, o carro, a pressa... Confesso que, se há um grupo social do qual tenho realmente medo é daquelas mulheres de cabelos presos ou soltos, vestidos longos de padrões discretos e ultrapassados, e sapatos baixos, que caminham olhando para frente com um olhar de autoridade soberba morta. A grande maioria sega perante a fé e em nome de seu Deus tem certeza de ser superior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás das burcas há mulheres iguais a quaisquer outras. Mas estão completamente escondidas, talvez nem seguras dentro de suas armaduras. Qual é ponto que nos levaria a compreender a verdade daquela situação? Sempre pensei que os homens destas mulheres escondidas também se vestiam diferente. Não aqui. O cara vai de jeans, camiseta, sapa-tenis ou tênis da moda e sai com sua mulher completamente escondida sob a burca. Aonde começa a fé e termina a insegurança pessoal? Não é muito diferente de outros hábitos ortodoxos, religiosos ou não. Como o hábito social de ser perua, especialmente em São Paulo, onde o dinheiro pesado corre solto. Perua que é perua pouco é vista nas ruas normais. Geralmente estão em templos de consumo rezando suas crenças ou afiando suas línguas. Chegam ali em carros totalmente pretos, com vidros também pretos, burcas de quatro rodas. Vestem-se de modo comum entre o seu meio social, dito em própria causa chiquérrimo, cruzam os corredores dos shoppings sem olhar para os cafonas mortais; enfim, tem suas vidas regidas por revistas sagradas como Caras e outras mais. Não usam burca, mas abusam do botox, do silicone. O efeito é mais ou menos o mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil é um dos maiores exportadores de roupas íntimas para os países islâmicos, sinal que debaixo daquela burca deve haver algo. Despir botox e silicone para encontrar a verdadeira mulher é absolutamente impossível e mesmo assim tem homem que acha o máximo. O imaginário faz milagres e de milagres vive a Fé. No final das contas acaba sendo tudo igual. Somos todos humanos em busca de um ponto de apoio para nossas incertezas ou fraquezas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7337602745809738235?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7337602745809738235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-liberdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7337602745809738235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7337602745809738235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/09/direito-de-pensar-liberdade.html' title='Direito de pensar - liberdade'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-E0SsPq5YfIo/TmGw_38ggtI/AAAAAAAAA64/A42QNvaFHLg/s72-c/100_8559.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5959966694267678755</id><published>2011-08-30T23:59:00.009-03:00</published><updated>2011-08-31T17:47:27.630-03:00</updated><title type='text'>Direito de pensar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-cc02032fc7c5f2bb" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v20.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dcc02032fc7c5f2bb%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330763191%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1B76B03691BB7BC2AC918CF0ACD2F4F554E13BF0.2ADCD769AC5E02CC19E473D8056C747659E692C5%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dcc02032fc7c5f2bb%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DnEPJHca03GSC0x0joKsSRseOd1Y&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v20.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dcc02032fc7c5f2bb%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330763191%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1B76B03691BB7BC2AC918CF0ACD2F4F554E13BF0.2ADCD769AC5E02CC19E473D8056C747659E692C5%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dcc02032fc7c5f2bb%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DnEPJHca03GSC0x0joKsSRseOd1Y&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Istanbul, 30 de Agosto de 2011. Estar aqui sempre foi um dos sonhos de meu irmão, que acabo realizando eu. Ele sabia bem o que queria. Conhecer a Mesquita Azul de um lado e doutro Santa Sofia, obras monumentais da mais fina arquitetura. Conhecer este país e cidade, ponto encontro de povos e culturas seculares. História em estado bruto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-27a453a0c1c6887" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D027a453a0c1c6887%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330763191%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2EF28645374BBB911BD812FC599D3C6DDBCAE5A6.EDA4466872364AD1194ABC338120C8227A79980%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D27a453a0c1c6887%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DfFrDuPjFlnQe3BPDxpfrSNih82I&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D027a453a0c1c6887%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330763191%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2EF28645374BBB911BD812FC599D3C6DDBCAE5A6.EDA4466872364AD1194ABC338120C8227A79980%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D27a453a0c1c6887%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DfFrDuPjFlnQe3BPDxpfrSNih82I&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Quis o destino que eu chegasse aqui no último dia do Hamadan e tivesse a experiência de ver o povo tranqüilo vivendo a grande praça nas últimas horas deste mês religioso. Nada de especial que indicasse que ali acontecia um dos momentos mais importantes desta sociedade. Exceto a discreta e bem montada quermesse, ou feira, cercada de grades, iluminada, com seus ótimos artesãos e comidas, mesas e cadeiras. Povo muito tranqüilo, limpo, educado, organizado, silencioso; crianças livres correndo soltas e brincando longe dos pais, brinquedos luminosos voando para cima e para baixo; o som marcante, mas não estridente, de uma banda folclórica, ou o que seja, tocando num palco assistido por uma pequena multidão atenta. A iluminação dos maravilhosos minaretes, do muro da Mesquita Azul, da abóboda da própria, do pequeno obelisco no meio deste lado praça, junto com as luzinhas de Natal da quermesse, casam com perfeição com a suavidade do andar de tudo ali. Não há um rosto fora do compasso tranqüilo da comemoração. As mulheres com as cabeças cobertas ou roupas religiosas são em número menor que eu imaginava e estão integradas a tudo. Vida normal. As de burca são raríssimas, mais ainda as só com os olhos expostos. Muitas são jovens e bonitas. Os homens são absolutamente normais. Raro ver um obeso. No meio deste povo religioso circula turistas de todo gosto e gênero, vestidos de todas as formas, e não há um olhar de repreensão, nem para as européias mais despidas e impróprias para a ocasião. Algumas muito impróprias. O povo de Istanbul vive a cidade e a vida com tranqüilidade e respeito aos outros. Impressiona, muito. Dá o que pensar. “Somos todos iguais esta noite” aqui não é uma música de Ivan Lins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contraste com uma festa religiosa qualquer no Brasil é muito grande. Hoje, primeiro dia após Hamadan e feriado nacional Turco, todo povo novamente voltou às ruas e praças. E o contraste só se reforçou. Nós, brasileiros, somos desmedidamente barulhentos, um tanto mais expansivos que o conveniente, não raro pouco respeitosos com o próximo e, vendo este povo daqui, fica claro que somos, ou estamos, profundamente inseguros sobre nós mesmos. Isto aqui, Turkia, é civilização secular. Dá para sentir nas ruas. Nós nascemos ontem. Ou melhor, ainda estamos em trabalho de parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;A Lira Turca tem praticamente o mesmo valor que o Real, mas a economia dos dois países tem uma escala muito diferente. Não sei se Brasil é uma potência ou um monstro econômico. Fico com o monstro. O que liga Istanbul a selvageria ocidental, em especial a nossa, é o automóvel e sua filosofia pela qual o resto que se dane. Não são tão agressivos como em nossas paragens, mas a filosofia é a mesma, e as conseqüências também. Uma das idéias mais geniais da civilização virou subversiva e faz terrorismo sem fronteiras, talvez o pior deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quis pensar muito sobre o que me aguardava vindo para cá. Gosto de surpresas e ironias da vida; e o convite caiu no colo, talvez vindo dos céus. Cá estou. Preciso repensar minha vida. Todos nós precisamos, deveríamos ter este direito, mas infelizmente a imensa maioria simplesmente não tem alternativa que deixar a vida levar. Ou não se dá este direito, sabe-se lá. Como civilização nunca fomos tão livres e aos mesmo tempo tão presidiários. Estou pensando em ficar fora, desligado, em silêncio, por um bom tempo. Preciso muito. O norte meio que se foi. Não foi a alma, mas a bússola. Turquia não estava nos planos. Ironia do destino. Minha crise é menos pessoal, mais com o que somos como povo, nação, como Brasil. Muito confuso, muito sujo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironia, novamente, voei para cá num 777 da Turkish Airlines novo, praticamente zero km, companhia aérea de país onde bem mais de 90% é islâmico, de quem nós pouco conhecemos, falamos ou ouvimos falar. Exceto que “libanês é turco”; mais que falta de respeito, uma mediocridade educacional. Deu para ver bem o avião porque não havia mais finger disponível no Aeroporto de Cumbica, Guarulhos, e subimos nele por escadinha tipo anos 60. Passamos pelo gate 14B, um buraco no nível da pista, de onde fomos levados em vários ônibus para o 777 reluzente parado de frente ao futuro puxadinho, ainda não inaugurado e incompreensível. Realidade risível? Também do gate 14 saiu o vôo para Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Outra piada. O contraste da Turkish com o lixo de viagem que acabei de fazer na American Airlines é bem sensível, principalmente quando se leva pensa o que nós acreditamos estar por trás destas duas realidades, a americana e a turca, por nós desconhecida. Na Turkish fomos tratados como gente. Na AA avião e aeromoças, ou aerovelhas, estavam caindo aos pedaços, quase que literalmente. “Chicken or pasta?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a brincadeira continua quando entramos no aeroporto Atatürk de Istanbul. Bem vindos à civilização! É bom nem pensar no Cumbica que nos resta, mas boa parte dos brasileiros faz comentários sobre o contraste. Tupiniquins de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, passam em rapidamente pelos controles, sofrem uma certa demora na entrega das malas, e estão todos livres. O aeroporto Atatürk é grande, organizado, limpo, funcional, os funcionários estão todos bem vestidos e são solícitos. A avenida que nos leva à cidade é limpa, sem buracos, florida; a velocidade máxima, 70, respeitada. A primeira impressão da cidade é muito agradável. Isto aqui é civilizado, lembra Europa. A bem da verdade, estamos no continente europeu, bem no finalzinho dele. Do outro lado do Estreito de Bósforo já é Ásia. Rapidamente chegamos ao hotel. Área turística, parte velha da cidade, nada demais. Bem vindo, de fato, à Istanbul. Bem vindo à uma outra cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua deles é incompreensível para nós. Tem “ç” até no começo das palavras, “s” com cedilha, tremas, e outros acentos e formas completamente desconhecidos por nós, sons novos. Gostaria de aprender a falar pelo menos “obrigado” em turco, mas até isto é complicado de guardar. Comento com o atende do hotel sobre esta dificuldade e ele me conta sobre as línguas e povos que tem a mesma origem de fala e escrita. Me sinto um euro-centrado tupiniquim completo. A vida e o pensar infinitamente maiores que nosso simplório dia a dia brasileiro-paulistano. Por um segundo me lembro do que me guiou no passado: o horror à mediocridade. Quero voltar a ter o direito de pensar. Quero ver uma luz no fim, mas no Brasil de hoje sequer sei se estou num túnel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomo um banho rápido e vou para a praça em busca de comida. E dou com a última noite do Hamadan. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5959966694267678755?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5959966694267678755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/08/direito-de-pensar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5959966694267678755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5959966694267678755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/08/direito-de-pensar.html' title='Direito de pensar'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-1484189939340436022</id><published>2011-08-20T11:16:00.003-03:00</published><updated>2011-08-20T11:28:38.923-03:00</updated><title type='text'>simplicidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FZjEY3KiwZ0/Tk_DrbFGKYI/AAAAAAAAA6U/0Z_7E7pJkdw/s1600/100_7918.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" qaa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-FZjEY3KiwZ0/Tk_DrbFGKYI/AAAAAAAAA6U/0Z_7E7pJkdw/s400/100_7918.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Bicicleta sempre foi uma bicicleta: simples, funcionais e resistentes. Para ser usada e abusada, para levar a liberdade. Bicicleta deve ser a definição de simplicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia Luiz Dranger, então responsável pela Specialized no Brasil, encontrou Mike Sinyard, proprietário da marca, e pediu para ele conseguir adesivos para a bicicleta de um ótimo cliente que iria repintar a bicicleta. “Eu faço bicicletas para as pessoas usarem, não para ficar olhando” foi a resposta de Mike Sinyard. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho de Jovelino ganhou uma bicicleta nova, correta para seus 1,85m e pés 43. Deixou de lado sua velha, mas bem cuidada, bicicleta pequena e simples. E segundo o pai, passa o tempo livre limpando a nova e confortável bicicleta. Não é o único que trata a bicicleta como se fosse uma filha. Muitos nunca tiram pleno proveito dos prazeres de pedalar por excesso de cuidado. Destes, só uns poucos um dia se dão conta que perderam a oportunidade de viver de fato o que a bicicleta oferece. Sua beleza é cativante, mas sua funcionalidade é geralmente maior que a imensa maioria consegue extrair dela. A simplicidade é bela, mas um tanto intimidante, principalmente numa sociedade fascinada com o complicado. Sim, quanto mais complicado e distante de nossa possibilidade, mais atrativo é. Funções de celular que nunca usaremos, carros com velocidade máxima acima dos 300 km/h, clipe de música com danças corrigidas por computador, botox que... Politicamente incorreto?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dMnl7STMXGo/Tk_D3jIUMgI/AAAAAAAAA6Y/FNUGBFBPcS0/s1600/schwinn.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" qaa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-dMnl7STMXGo/Tk_D3jIUMgI/AAAAAAAAA6Y/FNUGBFBPcS0/s400/schwinn.jpg" width="312" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bicicleta é secular. É fato. Provavelmente em razão de sua simplicidade. É praticamente idêntica ao que era em 1900. As diferenças são poucas. Pessoas educadas estão redescobrindo esta verdade através de bicicletas “retro”. Maravilhosas aliás. Simples, eficientes, deliciosas de pedalar, cumpridoras do seu papel e função. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a bicicleta engordou porque começou a usar tubos de alumínio ou porque os principais fabricantes de bicicletas de cromo-molibdênio se deram conta que num tubo mais largo a marca fica mais exposta. Provavelmente um pouco dos dois. Num mercado de pessoas pouco educadas ou você faz show ou, mesmo que tenha um produto maravilhoso, vai acabar fora do mercado. Quem usa a bicicleta como uma bicicleta fica muito tempo com a mesma bicicleta. Para girar o negócio o público alvo são aqueles que comem com os olhos. “Que linda! Quero esta! Meus amigos têm igual.” Não adianta avisar que aquela não é a bicicleta correta porque o efeito boiada tem uma força incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha bicicleta de infância, construída com tubos de perfil redondo, em aço, sem marchas, freio varão ou ferradura (ineficientes, sem dúvida), foram substituídas por tecnologias mais leves, duráveis e muito, mas muito mais eficientes. Bicicletas fantásticas aquelas da geração 1989 - 1995. E estas estão sendo substituídas por uma geração de bicicletas todas trejeitadas, com tubos hidroformes, cheios dos detalhes, visual agressivo, funcionamento talvez; modernas, vendáveis. As 21 marchas provavelmente vão deixar de existir, pelo menos em nosso mercado tupiniquim, não importando que a imensa maioria não faça idéia de como se usa o câmbio. Os freios agora são hidráulicos a disco, não importando que a maioria das bicicletarias ainda não tenha sequer aprendido bem como regular corretamente um “V” brake, e que é muito comum o pessoal capotar de frente. E o custo foi para os céus, não importando que a bicicleta tem, ou pelo menos deveria ter, uma função social e histórica. O que importa é vender para os novos ciclistas do momento. Já vi este filme antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos lá fora, onde o pessoal já entendeu para que realmente serve uma bicicleta, a seção das “retrô” está sempre cheia e bicicletas antigas, daquelas bem simplinhas, é sucesso garantido. Aqui isto começa acontecer, mas falta muito. Uma coisa não descarta a outra, e as bicicletas de última geração são bem vindas, mas beiram o abusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto custa fazer uma bicicleta com tubo hidroforme? Qual é o impacto ambiental? Onde fica a finesse da simplicidade forma / função? Por exemplo: um guidão de alumínio tem sua matéria prima extraída no Brasil; transportada para a China onde será transformada em tubo e usinada; dali parte para o mercado mundial, em especial Europa e América do Norte, onde será vendido por um custo baixo. Quanto ambientalmente custa esta “simplicidade” que vai e vem mares adentro? Onde está a simplicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é a vida útil da simplicidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a leve batida por trás de minha bicicleta o carro praticamente inutilizou o aro. A bicicleta não é nada especial; uma híbrida, aro 700, 36 furos, 25 mm de espessura, bico grosso, perfil baixo, preto fosco, para freio convencional. Não há para vender igual, pelo menos no mercado brasileiro. O alinhamento saiu bem uns 5 cm, o que é muito, normalmente considerado perda total. Com a técnica de realinhar através de batidas laterais consegui fazer com que o aro voltasse a ser usável, mas com tensões nos raios muito acima do recomendável. O aro agüentou bem até o dia que emprestei a bicicleta para um senhor testá-la. É muito provável que ele tenha descido meio fio com a bunda colada no selim e eu não tenha visto. Nem me lembrei da situação do aro. No dia seguinte... “TIC” e foi-se um raio. E o aro gritou “não tenho mais conserto”. E três meses depois do acidente ainda procuro um novo, sem sucesso. Não existe similar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foram poucos as tentativas de encontrar o aro. As lojas mais sofisticadas dizem que aro 36 furos está saindo do mercado e que daqui para frente será cada dia mais difícil encontrar qualquer estes aros. Coisa do passado. Como assim “coisa do passado”? As novas bicicletas estão vindo com aros 32 furos e provavelmente virão todas com freio a disco, respondem em coral bem afinado. “O que faço com esta bicicleta que tem dois anos? Jogo no lixo e compro uma nova?”, pergunto. E, de novo, em coro afinado recebo um sorriso irônico. “Está bem, e se eu trocar o cubo dianteiro por um 32 furos e comprar aquele aro (Specialized)?” E recebo uma resposta interessante: “Não temos para vender aquele aro. O importador não trouxe”. Ou seja, se eu trocar de bicicleta por uma reluzente zero km e tiver problema com o aro novo de 32 furos também não terei opção para manter a originalidade da bicicleta. “Temos aros 32 furos de perfil baixo, mas com 15 milímetros de espessura, próprios para (bicicleta de) estrada”. Detalhismo meu? Absolutamente não. Tecnicamente muda muita coisa na bicicleta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bicicleta ganhou tamanha importância na história porque é uma máquina simples, fácil de lidar, tem custos baixos; e este conjunto de qualidades sempre fez dela uma solução. A maoria dos problemas ou defeitos era só ter meia dúzia de ferramentas a mão e dava-se um jeito. Sempre houve certa dificuldade de encontrar peças originais ou compatíveis. Talvez fosse até mais difícil no passado porque a produção era verticalizada por cada um dos fabricantes. Hoje está basicamente tudo padronizado e há uma precisão muito grande, o que é ótimo. Mesmo assim a bicicleta está perdendo sua simplicidade, seu minimalismo. A nova filosofia é “deu problema, troca a bicicleta (inteira, por uma nova)”. Desculpem, mas é ridículo. Pense a bicicleta como coisa de pobre, porque neste desvario o pobre, o construído com poucos recursos, é uma resposta rica, chique, atual, perene. Simplesmente assim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-1484189939340436022?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/1484189939340436022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/08/simplicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1484189939340436022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1484189939340436022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/08/simplicidade.html' title='simplicidade'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FZjEY3KiwZ0/Tk_DrbFGKYI/AAAAAAAAA6U/0Z_7E7pJkdw/s72-c/100_7918.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-8604250866977558277</id><published>2011-08-09T10:29:00.001-03:00</published><updated>2011-08-09T10:36:37.928-03:00</updated><title type='text'>Céu sem estrelas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sND13wM4W6U/TkE31-lrxKI/AAAAAAAAA6I/Y7ufhfqn7dI/s1600/100_5096.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-sND13wM4W6U/TkE31-lrxKI/AAAAAAAAA6I/Y7ufhfqn7dI/s400/100_5096.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;As 5h00 já estava na rua esperando um ônibus que como sempre demorou. E olhei para o céu, límpido, todo estrelado. Estrelado! A quanto tempo não via um céu estrelado? Céu estrelado! Que maravilha! Estrelas em São Paulo. O céu desta grande cidade desapareceu há muito, primeiro pela iluminação, cada dia mais forte e ampla, depois pela poluição, cada dia mais grave, densa, cinza, opaca. Eric sempre repete “nos acostumamos com o ruim”. Quando em doses homeopáticas mais fácil ainda. Nossas grandes cidades não tem mais céu, não tem mais estrelas, não vemos mais a vida, não enxergamos nossa insignificância, não sabemos mais quem somos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quando passou o comenta de Harley fomos, eu, meu irmão e uma amiga, até depois de Santana do Parnaíba para tentar vê-lo, mas mesmo lá a interferência das luzes da grande cidade se fez valer e o céu tinha poucas estrelas e nada de cometa. Na década de 70, em Cambuquira, sul de Minas Gerais, uma cidadezinha então com bem menos de 15 mil habitantes, era possível ir para a laje do sítio e ver um maravilhoso céu estrelado. Não tão estrelado quando o que algumas vezes vi do mar. Uma em especial me marcou; quando fui e voltei de navio cargueiro para os Estados Unidos. Foi ai que entendi o quanto somos insignificantes perante o universo. Numa das feitas subi a parte mais alta do navio, deitei no chão e depois de 45 minutos minha vista ainda estava se adaptando para ver novas e minúsculas estrelas. Outro dia me perguntaram se dava para ver a Via Lactea claramente. Claro que sim, perfeitamente. E distinguir as cores e formas das estrelas e planetas. Mas infelizmente nossos olhos não estão acostumados. Estamos cegos pelas luzes e verdades da cidade. Que universo pequeno!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;À noite as luzes do navio são apagadas para quem está no comando ver melhor. Não dá para confiar só no radar. Ou pelo menos não dava então. Ficam só as luzes de posição, verde em um bordo, vermelha noutro. E o universo escancarado. Marinheiro sabe quem é neste jogo de forças gigantes. Nada, absolutamente nada! Completamente impotente!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não ter as referências cotidianas faz bem para a alma. Em alto mar só há água. Você caminha por todos os costados e não vê nada mais que águas revoltas e o céu. Solidão. Engana-se com a convivência de meia dúzia de também solitários. As verdades lá são outras. Dizem respeito a vida, ou melhor, a sobrevivência, a própria sobrevivência. Isto ficou claro quando acordamos um dia no Caribe, Triângulo das Bermudas, já próximo da foz do Mississipi, e o mar parecia um vidro de tão calmo e liso. Responderam ao “bom dia” com um silêncio macabro e olhos fixos no infinito. Mar zero, águas tão lisas aquelas, são o sinal de tempestade forte, de tornado, talvez furacão. Nenhuma onda, céu perfeitamente azul, terror geral. Durante todo dia cruzaram uns pouquíssimos navios e um grupo de golfinhos, e deles sobraram umas pequenas marolas, nada mais. Aqueles homens, velhos marinheiros, sabiam que sofreríamos a força da natureza, era só uma questão de tempo. Como se a fúria de todas aquelas lindas estrelas despencassem sobre nós. Desbravadores dos sete mares trazidos para a realidade do universo: insignificantes!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;No dia seguinte entramos no rio Mississipi e o tornado mostrou sua força. Um barco imenso, de umas 25 mil toneladas, simplesmente foi carregado uns 500 metros terra adentro. O pavor de algo desconhecido, mas sabido real, inerente àquele mar zero havia se concretizado. Estávamos todos trancados dentro do navio, estanques ao vento e chuva furiosa que parecia que iria quebrar todos vidros. O comandante, sujeito calmo, estava a beira da histeria. Os marinheiros mais velhos se recolheram aos camarotes. E assim passamos boa parte do dia. Ficamos todos exaustos. Somos nada perante a natureza, menos ainda perante o universo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não consegui de parar de olhar para aquelas estrelinhas lindas. O pessoal no ponto até olhou um pouco para cima, mas o frio era tanto que estavam mais preocupados em não congelar seus pescoços. Durante todos estes anos nossa vida urbana foi degradando. Sei disto porque a bicicleta me apresentou uma cidade que poucos viram. Não só São Paulo, que era de uma riqueza arquitetônica única no mundo. Tínhamos de tudo um pouco porque aqui pousou gente de todas as partes e culturas do mundo, principalmente portugueses, italianos, japoneses, alemães... A cada bairro, a cada quarteirão, a cada rua, uma nova e rica miscelânea enchia os olhos. Muito foi abaixo, destruído, perdido para sempre. A pior experiência que tive foi com Joinville, que quando conheci, lá pelo 2000, era uma gracinha de cidade, com suas pequenas casas em estilo germânico, com uma personalidade forte e tranquila. Muito foi abaixo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%; mso-bidi-font-family: Arial; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;As cidades fecham a alma de seus habitantes para um universo muito limitado. É nelas quer nos juntamos para sobreviver. A transformação da cidade, e nossa junto com ela, acaba nos segando sobre quem somos como indivíduos e como sociedade. Nos acostumamos com as coisas, o bom e ruim. Infelizmente nós, brasileiros, somos muito pobremente educados e acabamos usurpando do bom e nos acostumando com o ruim. Minha vida, como a de todos, deveria ser um caminho sem esquecimentos, sem sustos, sem perder o rumo. Ainda temos um universo sob nossas cabeças. Somos e sempre seremos um quase nada. Aprendi isto navegando em alto mar e vivencio esta mesma verdade toda vez que pego a bicicleta e pedalo como um verdadeiro ciclista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0in 0in 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-8604250866977558277?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/8604250866977558277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/08/ceu-sem-estrelas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/8604250866977558277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/8604250866977558277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/08/ceu-sem-estrelas.html' title='Céu sem estrelas'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-sND13wM4W6U/TkE31-lrxKI/AAAAAAAAA6I/Y7ufhfqn7dI/s72-c/100_5096.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-6689595029275627055</id><published>2011-08-08T18:10:00.001-03:00</published><updated>2011-08-09T10:27:48.277-03:00</updated><title type='text'>Efeito de uma pequena entrevista na Trip</title><content type='html'>----- Original Message ----- &lt;br /&gt;From: associados-ucb@yahoogrupos.com.br &lt;br /&gt;Sent: Monday, August 08, 2011 10:51 AM&lt;br /&gt;Subject: Re: [ASS-UCB] São Paulo na Revista Trip.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arturo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não é São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo respeito que tenho ao amigo Arturo, considerei "acontecimento esfumaçado" (quer ler as páginas 40 e 41 entenderá) a Revista perguntar: Como você vê o cenário da Bike (sic)no Brasil hoje? E obter como resposta algo direcionado ao contexto de São Paulo. Descuido? Bairrismo? Falta de conhecimento? Mercado consumidor da Revista? Ou nosso cenário pode mesmo ser descrito por São Paulo e Afuá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser melhor.&lt;br /&gt;Claudio Silva.&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;primeira resposta &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio&lt;br /&gt;boas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi descuido. Se de fato fosse dado a importância devida a questão da bicicleta no Brasil não estaria na situação que está. Ok! pode ser um olhar a partir de São Paulo, mas está longe de ser um bairrismo. Por mais que a questão da bicicleta tenha evoluido Brasil afora, ela está muito longe do que deveria, e todos nós sabemos disto. O que falei não desqualifica o que foi realizado, mas faz uma crítica sobre a falta de interesse dos governos em realmente resolver não só a questão da bicicleta, mas do pedestre, dos deficientes, do pessoal que morre às pencas nas motos... Se houvesse mesmo interesse em resolver a questão das cidades o Ministério das Cidades não teria um orçamento tão baixo. A meu ver não se faz socialismo baixando preço de carros ou de linha branca e TVs. Isto tem outro nome. A construção de uma nova sociedade começa na construção de uma nova cidade, do parar esta guerra civil que estamos vivendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta não quis ser bairrista (se foi) porque leva em consideração a questão da bicicleta que, a meu ver, inclui impostos, verbas, qualidade da bicicleta e dos serviços oferecidos ao mercado (péssimos no geral), criação de sistemas cicloviários, a transformação das cidades.... E ai não é um problema de São Paulo, mas do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista não está aqui. Vou ler de novo e ver como está a resposta. Mas creio que não tenha falado uma barbaridade. Há muito o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma agradeço o comentário porque me ajuda no pensar futuras respostas. Se você, Claudio, está reclamando, é interessante checar para ver o que há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraço&lt;br /&gt;Arturo&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;segunda resposta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio&lt;br /&gt;e a todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que dei esta resposta abaixo acabei me lembrando qual foi a pergunta, em que contexto ela foi colocada. Fizeram a pequena entrevista porque escrevi na Trip entre 1989 e 1991 (se não me falha a memória) e a pergunta era sobre o que havia mudado nestes 20 anos. Considero que mudou pouquíssimo, praticamente nada, e que ainda estamos muito longe de poder falar que a situação vai bem ou está tranquila. Este é o sentido de minha resposta. Passei pela revista e acabei não pegando nela. Ainda vou fazer, mas me lembro de toda história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também fiquei pensando sobre a mensagem que escrevi (abaixo) em cima de uma primeira reação à mensagem do Claudio. Minha posição nela é a que escrevi, mas o Claudio também tem lá sua razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tiro desta história (mais uma vez) é algo que venho falando há muito: que temos que ter um discurso afinado e tomar muito cuidado com a forma como as coisas são colocadas. É necessário medir as palavras, o que nem sempre, ou frequentemente, é muito complicado. Precisa de treinamento ou amadurecimento. Com treinamento fica mais fácil e dá melhores resultados. Treinamento não tem nada com falar feito jogador de futebol, mas com estabelecer procedimentos para ajudar a pensar respostas inteligentes e compreensíveis que levem, com tranquilidade, a um objetivo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que para a maioria de vocês, que entraram neste meio (cicloativismo) não faz muito (em relação as minhas tantas décadas no pedaço), os avanços foram enormes. Como o sonho de sociedade, de cidade, e de mobilidades (na época transporte) de minha geração era completamente diferente deste horror que vivemos hoje, há uma enorme sensação de vazio. Mesmo que o sonho tenha sido outro, que "aquilo deu nisto", etc..., na hora de uma entrevista é necessário ter em mente o conjunto, o grupo, o fim desejado por todos, a realidade atual, as possibilidades e as intenções futuras, o que pretendemos construir e formular um discurso conciso. Não é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente agradeço muito quando ouço de alguém comentários ou mesmo broncas que me fazem pensar. Para mim o bom amigo é aquele que fala. Claudio não foi o único que andou me dando "broncas" ultimamente. Outro dia dei uma palestra na UFABC e um cara bem preparado veio a mim e disse que alguns pontos haviam ficado no ar, o que foi uma observação muito pertinente. Amanha tenho que dar uma entrevista para uma rádio do interior, ligada a uma universidade. Com certeza esta nossa conversa vai me ajudar. Pelo menos espero que sim. Meus Tico e Teco terão mais chance de se comportar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a pergunta que vivo me fazendo: No que posso melhorar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços&lt;br /&gt;Arturo&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;Oi Arturo e demais colegas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente devemos todos checar o que está  acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vamos esquecer que o Ministério das Cidades é uma  instituição dentro de outra instituição, entendem? Não é o MCid que baixa preço  de carros! Muito menos é o MCid que tem o poder de reverter essas barbaridades  ou aumentar de uma hora para a outra o aporte de investimentos, percebem?  Deveriam para poder ajudar o Programa Bicicleta Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revista ficou  muito boa, mas poderia ter perguntado: "como você vê o cenário da Bike (sic) em  São Paulo hoje?", já que não se deu o trabalho de pesquisar como é no Brasil.  MERCADO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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Talvez mesmo que tivesse informações mais precisas sobre o público que estará presente, que é óbvio que será universitário e estudantil, provavelmente eu continuaria a ter dificuldades em definir a linha da fala. Todas as informações que tenho sobre o meio universitário de hoje não são exatamente as que eu gostaria de ouvir. Todo professor que conheço faz duras críticas ao despreparo, precariedade e em muitos casos a falta de interesse de parte dos alunos. E eu não consigo me livrar da imagem dos bares nos arredores das faculdades cheios de garrafas de cerveja vazias. Ou de alunos que tem que lutar pela sobrevivência e não conseguem ter uma boa formação porque no final do dia estão simplesmente acabados. E finalmente tem aquela tropa dos “se há governo eu sou contra” (não sei por que, mas sou contra!). É um coquetel muito difícil de lidar e hoje só não estou dando aulas por insistentes pedidos de todos estes amigos professores. “Se você tiver oportunidade, faça qualquer outra coisa (que não seja dar aulas)”, me recomendou uma amiga no meio de uma reunião onde só havia professores. Ninguém disse o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre transporte alternativo e bicicletas é cair sempre na mesma, mas este é o tema da palestra e do momento. E vamos lá. A expressão “transporte alternativo” começa a me incomodar. Em cidades onde o trânsito entrou em colapso o que seria transporte alternativo? Alternativo ao que? Ao que está instituído? Ao que uma minoria obriga os cidadãos a usarem? A burrice e bitolação institucional e institucionalizada? Bicicleta é transporte alternativo ou é de fato transporte de massa? Creio que dependa de quem esteja vendo a realidade. Para quem nunca teve interesse em ver a realidade que passa lambendo a ponta do nariz a bicicleta praticamente não existe. Pedestres também não, mesmo que a maioria dos deslocamentos sejam realizados a pé. De fato, dentro de um carro de vidros pretos correndo por uma avenida congestionada, onde o barulho é infernal e as calçadas são praticamente intransitáveis, será difícil ver pedestres. Até porque o motorista não pode tirar o olho dos carros da frente ou vai bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternativa a esta situação demanda a mudança de mentalidade e com ela uma mudança mais aprofundada de todo funcionamento da cidade. O projeto da cidade que está ai, que vivemos hoje, foi para o lixo há décadas em todo mundo, menos aqui no Brasil. A cereja do bolo foi a inacreditável irresponsabilidade do Lula em ter baixado os impostos para os carros. Foi a socialização do congestionamento e mesmo assim parece que ainda não chegamos sequer ao réquiem de nossas cidades. O brasileiro perdeu a noção do que é cidade e cidadania. Triste. A bem da verdade, não fazemos mais idéia do que seja vida. Nossa cultura é muito voltada para a banalidade da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom que se deve dar numa palestra destas é o que vai afinar a orquestra dos alunos. O que se quer deixar para eles? Eu já devo estar na terceira tentativa de construir uma palestra e todos os discursos não me agradaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;strong&gt;Infelizmente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; vi uma matéria no SPTV 1ª edição, da Globo, onde apareceu o Jairo, ex-aluno e amigo, falando sobre a morte do filho, amado filho Victor, vítima de atropelamento acontecido no sábado de madrugada na rua Natingui. Esta é segunda vez no ano que falo aqui sobre morte de filhos de amigos. Primeiro Leonardo Araujo dos Anjos, recém matriculado na FEA USP, brilhante menino, com um histórico de fazer inveja. Agora Victor, 24 anos, também com uma história rara para a idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/cidades/mat/2011/07/28/jovem-atropelado-na-calcada-por-jipe-blindado-em-sp-tem-morte-cerebral-924993742.asp"&gt;http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/cidades/mat/2011/07/28/jovem-atropelado-na-calcada-por-jipe-blindado-em-sp-tem-morte-cerebral-924993742.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente a morte de Victor me dá o caminho da palestra. Transporte alternativo ao que temos hoje é manter as pessoas vivas ou sem sequelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3652560249596745691?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3652560249596745691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/ufabc-santo-andre-procura-de-um-caminho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3652560249596745691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3652560249596745691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/ufabc-santo-andre-procura-de-um-caminho.html' title='UFABC Santo André - a procura de um caminho para minha palestra'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-65041609717007514</id><published>2011-07-18T11:59:00.000-03:00</published><updated>2011-07-18T11:59:39.918-03:00</updated><title type='text'>O evento do SESC e minha provocação</title><content type='html'>O evento “Cidades, bicicletas e o futuro da mobilidade” no SESC Pinheiros acabou sendo melhor do que eu poderia imaginar. Uma semana depois ainda tem gente falando, comentando, elogiando, criticando, o que deixa claro que as falas não caíram no esquecimento. Há quem tenha se decepcionado com o David Byrne, adorado o Eduardo Vasconcelos e até quem tenha falado bem sobre minha participação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“David Byrne não é um ativista, mas escritor”, alguém retrucou numa espécie de desabafo aos que esperavam um show dele. De fato, o que ele apresentou foi o olhar de um ciclista sobre as cidades, a meu ver interessante porque mostrou slides sobre projetos de urbanistas, alguns alucinantes, completamente desconhecidos pela maioria. É claro que, como artista e cidadão do mundo, e também como ciclista, portanto preocupado com a própria segurança, David acabe formando opinião sobre a questão das mobilidades. É um processo quase que automático, inerente ao trabalho dele, mas daí a ele virar um especialista em cidades e mobilidades vai um longo caminho. David foi importantíssimo pelo público que levou ao SESC, mais de 600 pessoas. Merece nosso agradecimento e desejo de “volte sempre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falei logo depois do David, o que não é muito fácil. Felizmente as falas, minha, de Marcelo Branco (Secretário de Transportes), e do Eduardo Vasconcelos (ANTP), acabaram se complementando. Não sei quem me disse antes do evento que o ideal seria que houvesse uma linha entre as falas, e isto aconteceu naturalmente. Para mim foi fantástico, fluido; talvez a melhor mesa da qual eu tenha tomado parte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento só não foi teve repercussão maior porque houve alguma falha na assessoria, do próprio David Byrne ou do evento, não sei ao certo. Um dos trabalhos que a Escola de Bicicleta normalmente realiza é auxiliar a imprensa. Há um grupo de jornalistas que sabe que pode recorrer a nós para conseguir nomes ou caminhos para a boa notícia. E nesta nossa longa experiência nunca tivemos pedidos de socorro tão enfáticos como neste evento. Pedidos de socorro e não de orientação ou ajuda para pauta. Algo não funcionou como devido. Teve quem tivesse ficado irritado com a posição do David, mas pelo que vi acredito que ele sequer tenha sabido o que realmente estava acontecendo. A sensação que me deu, pelo pouco tempo que estivemos juntos no camarim, é que David Byrne é um tanto tímido, agitado (o que todos viram), mas solícito, atencioso. A questão é que o evento tinha muito a ver com a promoção do livro, mais que com mobilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte fico feliz em ter sido reconhecido na rua por algumas pessoas que estiveram na palestra e gostaram de minha fala. A maturidade me está fazendo muito bem. A cada dia fica mais claro que calma e bom trato social fazem o melhor caminho para chegar onde se quer. Como já escrevi aqui fiz uma fala para “puxar as orelhas” do pessoal. Não é fácil dizer que as coisas estão do jeito que estão porque a população assim quer, e que a maioria não abre a boca para reclamar de melhoras ou do que está errado. Eu adoraria ter o volume de aplausos que o Eduardo Vasconcelos teve, mas já ser aplaudido no final da fala me fez bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos blogueiros que estavam lá referiu-se a minha fala como “uma provocação”, o que acho interessante, mas não real. Eu não tenho dúvida que esta barco chamado Brasil está navegando em mar agitadíssimo porque a imensa maioria está em festa e não esta nem ai com nada. Alguns fatos atuais provavelmente levariam a população às ruas em protesto no passado, hoje sequer são motivo de conversa. Outras tantas barbaridades a maioria sequer toma conhecimento por pura falta de interesse. O pior tombo é cair da soberba. Espero que eu esteja errado, mas parece que caminhamos para isto. Há fortes indícios que a coisa não vai bem. Minha fala definitivamente não foi provocação, mas fatos reais que estão ai para quem quiser ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato interessante é que todos que vieram falar sobre o evento perguntaram como se faz para que se organize uma fala da Meli Malatesta, responsável pela questão das bicicletas no Município de São Paulo. Vamos ver como se faz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-65041609717007514?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/65041609717007514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/o-evento-do-sesc-e-minha-provocacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/65041609717007514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/65041609717007514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/o-evento-do-sesc-e-minha-provocacao.html' title='O evento do SESC e minha provocação'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7629279466301868281</id><published>2011-07-10T08:32:00.006-03:00</published><updated>2011-07-10T09:24:01.998-03:00</updated><title type='text'>David Byrne e o futuro das mobilidades no Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6Y5ahi6Uel4/ThmMon733dI/AAAAAAAAA44/3ZdzA-gij8I/s1600/1-SP.GIF" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" m$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6Y5ahi6Uel4/ThmMon733dI/AAAAAAAAA44/3ZdzA-gij8I/s400/1-SP.GIF" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;David Byrne está fazendo um giro aqui pela América Latina e aqui em São Paulo, no SESC Pinheiros, vai fazer uma fala dentro da mesa “A bicicleta e o futuro da mobilidade”. Compõe a mesa o Secretário de Transportes do Município de São Paulo Marcelo Branco, Eduardo Vasconcellos da ANTP, e eu, com muita honra. Participar de qualquer mesa sempre é uma honra; nesta em particular é mais que uma honra, é fato interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma grande expectativa que David Byrne, aqui no Brasil mais conhecido por seu trabalho no Talking Heads, venha a encher a casa, ou seja, o teatro do SESC Pinheiros, que não é pequeno. E esta é a questão. David Byrne deve encher o teatro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já postei um texto sobre Nova Iorque. Estive lá recentemente e estou até agora um tanto embasbacado com o que vi, muito mais pela comparação imediata que faço com nossa, paulistana, brasileira, inacreditável inércia para transformar, mudar, evoluir, responder às demandas do tempo e principalmente as do futuro. Estive em NY em 1994 e depois não voltei mais. Mas tenho recebido constantemente notícias sobre o que está acontecendo lá com a questão da bicicleta e dos pedestres. Antes de ir havia ficado maravilhado com o vídeo e texto do Sérgio Abranches “Ruas sustentáveis de NY” sobre a transformação da 7ª Av. com a retirada de espaço para os carros para a “invasão” de pedestres e ciclistas no leito da própria avenida. Gente sentada em cadeiras municipais no meio do asfalto, ciclovia, floreiras, mesinhas, tudo usando metade do espaço que antes era do automóvel e trânsito infernal. Fizeram e não resultou num caos, muito pelo contrário. Incrível, fizeram e deu certo. Em NY! Não é mole!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VjF8rZg2duI/ThmZNf-8LlI/AAAAAAAAA48/tISXryg91Tk/s1600/100_8104.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" m$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-VjF8rZg2duI/ThmZNf-8LlI/AAAAAAAAA48/tISXryg91Tk/s200/100_8104.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fui conferir pessoalmente e fiquei pasmo com que vi. (Repito com prazer!) A quantidade de espaço que foi tirada dos carros e passada para pedestres e ciclistas, andando, sentados e distraídos, é muitíssimo maior que eu pudesse sonhar. Como toda vez que alguém ia para lá pedia que entrasse numa bicicletaria e pegasse um mapa das ciclovias, portanto sabia que o processo de mudança está sendo rápido, forte e constante. A malha cicloviária de NY cresceu uma barbaridade nesta última década. Nunca vi números comparativos, mas acredito que seja a maior transformação de todas grandes capitais do mundo, batendo Londres, Barcelona, Paris e outras que a gente tanto ouve falar. Mas a coisa não para por ai porque estão recuperando áreas degradadas por todas os cantos. Há projetos curiosos e muito inteligentes como a transformação de uma linha férrea aérea em bulevar para pedestres junto com toda a área no entorno. Mágico! Mas o que impressiona mesmo é que a cidade está incrivelmente mais leve. É visível que as pessoas estão muito mais leves, felizes. NY está indo para frente, para o futuro. A transformação não se restringe só a estes locais, mas reflete em toda Manhattan. NY é hoje muito agradável, completamente diferente da cidade de 1994 onde não se podia andar em paz nas ruas e cheia de áreas proibidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E penso como as coisas acontecem por aqui. A transformação humana de São Paulo é praticamente zero. As cidades brasileiras começam a sofrer as conseqüências da irresponsabilidade daquela tropa pseudo-socialista, com-certeza-sindicalista-populista que comanda o país e que acha e propagandeia que salvou a pátria da crise mundial via carros quase de “grátis”. Lê-se notícias de ex-cidades calmas lá nos cafundós sofrendo com congestionamentos absurdos. Morrem pedestres às pencas, também motoristas, motociclistas, morre todo mundo. Quem se danem! E o transporte coletivo foi para o brejo, investimento pífio, resultados ridículos. Mas a economia foi salva (a maioria acredita) e todo e qualquer um pode ter o conforto de seu próprio carro. A cidade brasileira involuiu incrivelmente num espaço de tempo muito curto. Socialismo puro! O sonho de humanismo é das montadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No SESC Pinheiros minha fala será curta, 10 minutos, e eu terei que me controlar, o que vendo o que vejo no dia a dia é bem difícil. Vou agradecer a presença do David Byrne, do auditório cheio, mostrar fotos do que vi em NY (adoro falar sobre isto - não custa sonhar), falar rapidamente sobre o que deve ser mobilidade, e terminar perguntando quem gostaria de se inscrever para uma possível palestra de Meli Malatesta. (Silêncio.....) Quem é Meli Malatesta? Meli é hoje a responsável pela questão da bicicleta na cidade de São Paulo. É, em última estância, quem manda no pedaço. Sempre que falo isto ela nega, dizendo que as coisas não são bem assim, mas as leis federais que regem a assinatura técnica dizem o contrário. Será que teremos um auditório tão cheio para ver Meli? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6Y5ahi6Uel4/ThmMon733dI/AAAAAAAAA44/3ZdzA-gij8I/s1600/1-SP.GIF" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu não acredito que nós, ditos cidadãos paulistanos (ou qualquer brasileiro), tenhamos interesse em gastar nosso tempo para entender, pensar, discutir e propor um futuro para nós próprios. A mobilidade que existe dentro de cada um de nós vai da casa para o trabalho e volta, e eventualmente para algum lazer. De preferência de carro. Construir uma cidade humana onde as crianças possam andar nas ruas com total liberdade não está em pauta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7629279466301868281?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7629279466301868281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/david-byrne-e-o-futuro-das-mobilidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7629279466301868281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7629279466301868281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/david-byrne-e-o-futuro-das-mobilidades.html' title='David Byrne e o futuro das mobilidades no Brasil'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6Y5ahi6Uel4/ThmMon733dI/AAAAAAAAA44/3ZdzA-gij8I/s72-c/1-SP.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-8036074642651443731</id><published>2011-07-04T11:12:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T11:12:19.921-03:00</updated><title type='text'>Sobre as mortes de pedestres em São Paulo e no Brasil</title><content type='html'>Bom dia Brasil &lt;br /&gt;Rede Globo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisto o Bom dia Brasil sempre que posso, pois considero um dos melhores noticiários da TV brasileira. Mas quando trata sobre a questão da violência no trânsito, em especial sobre a questão dos pedestres e ciclistas, o jornalismo da Rede Globo comete o eterno erro básico de pousar a responsabilidade sobre o motorista ou sobre a vítima; esquecendo o fator técnico da via e responsabilidade de seus executores. Infelizmente o jornalismo desta casa parece ter bons ouvidos só para o corpo técnico da CET SP. Não ocorreu ainda que estes técnicos têm grande interesse em defender suas próprias verdades, e que estas mesmas verdades talvez tenham algum problema porque de alguma forma são também responsáveis pelas quase 1.500 mortes / ano (que se repetem há mais de uma década) que temos só no Município de São Paulo. A questão técnica tem, sim, grande influência sobre os índices de acidentalidade. E no comportamento de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube que a CET Santos está indo, imediatamente, no local de acidente fatal para verificar todas as condições locais que possam ter influenciado no acidente, o que deveria ser regra para todo e qualquer técnico e órgão responsável de trânsito. Saber olhar a verdade, entender o próprio trabalho, assumir as próprias responsabilidades e corrigir o que está errado, é o caminho para de fato diminuir a barbárie. Foi assim que se construiu os caminhos para um trânsito mais humano em todas as partes do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a dica para que a Globo procure entrar em contato com qualquer departamento de trânsito de cidades civilizadas para ver qual a influência das técnicas de trânsito inclusive no comportamento de pedestres e ciclistas. Como a Globo tem filiais recomendo que entre contato com o ITDP (http://www.itdp.org/ - Walter Hook), ou com Michael King em Nova Iorque; e na Europa com I-CE (http://www.i-ce.nl/) ou GiZ (http://www.giz.de/en/home.html) . Estas entidades conhecem a situação no Brasil e em São Paulo. Acredito que uma boa conversa deixará claro que o buraco dos pedestres e ciclistas é bem mais em baixo e que a pauta deva ser conduzida de maneira mais realista. Colocar a culpa no outro é muito fácil. Duro é chegar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os leitores deste blog: Ainda não consegui enviar o texto para eles porque há uma série de bloqueios para fazê-lo. Diferente de outras mídias que o acesso é direto, a Globo parece não querer receber comentários. Infelizmente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-8036074642651443731?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/8036074642651443731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/sobre-as-mortes-de-pedestres-em-sao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/8036074642651443731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/8036074642651443731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/07/sobre-as-mortes-de-pedestres-em-sao.html' title='Sobre as mortes de pedestres em São Paulo e no Brasil'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-6454583494790417537</id><published>2011-06-22T16:41:00.003-03:00</published><updated>2011-06-23T13:36:07.940-03:00</updated><title type='text'>Troca de escola</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UCOQERP2SL0/TgNrPijpjmI/AAAAAAAAA4w/Gs4UGkA6hSc/s1600/desenho+Arturo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="353" src="http://1.bp.blogspot.com/-UCOQERP2SL0/TgNrPijpjmI/AAAAAAAAA4w/Gs4UGkA6hSc/s400/desenho+Arturo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Foi num almoço na casa de minha avó como outro qualquer, mas que na saída, em vez de ir para o carro, ela me levou para a velha grande e misteriosa garagem. Correu um pouco a pesada porta de madeira, desapareceu no fundo escuro do espaço vazio e cheirando forte a mofo, e reapareceu com uma bicicleta empoeirada e já um pouco enferrujada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toma, é sua. Não pude dar antes porque seu pai não permitiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia bem o que responder nem o que pensar, mas fiquei muito feliz e ao mesmo tempo desapontado por ganhar uma bicicleta nova naquele estado. Não era meu aniversário, nem qualquer outra data que merecesse sequer uma lembrança. quanto mais um presente. Até demorei um pouco para tomar posse dela e tomá-la com as próprias mãos. Sabia o porque daquela situação. Um pouco antes do meu aniversário eu fora expulso do colégio. Não interessou a ninguém, exceto minha mãe, saber o porque da expulsão, se havia sido justa ou injusta. Meu pai, principalmente, havia ficado fora de si com a situação. Eu nunca fui um anjo propriamente dito, mas aquele colégio de padres vindos de uma Europa em II Guerra Mundial também não era flor que se cheirasse. Fazia um bom tempo que eles estavam aos poucos convidando alunos considerados inconvenientes, leia-se pobres, mal ajambrados, filhos de famílias de esquerda ou com qualquer posição considerada incomoda aos interesses da escola, além de desajustados, a se retirar. Eu me encaixava em algumas categorias. Aproveitaram minha revolta com a expulsão ridícula de um amigo, Rogê Ferreira, sobrinho de um político da esquerda, e me chutaram no embalo. Não houve uma conversa civilizada para averiguar o que realmente acontecera. Inquieto, arteiro, disperso desde criança, se houvesse distúrbio da ordem já se sabia bem quem poderia ser apontada como responsável. Minha culpa estava definida antes, durante e futuramente. Naquela situação não havia o que fazer a não ser receber a bicicleta. Colocar toda história em pauta para discutir minha versão provavelmente significaria mandar a coitada da bicicleta de volta trevas da garagem fedida e escura, local dos infernos. Ela não merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu para sair pedalando porque o pneu estava vazio. Continuei com a bicicleta na mão, simplesmente olhando. Fazia muito tempo que não tinha uma. Muito tempo. A minha e de minha irmã foram roubadas quando ainda éramos crianças. Desde então pedalava nas bicicletas de primos e amigos. Aquela era minha. Demorei, mas sorri aberto e dei um beijo em minha avó sem largar a bicicleta. Ela ficou quieta, feliz, vendo minha reação. Deu as costas, foi até o Fusca, abriu a porta e puxou o banco para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como a gente vai colocar esta bicicleta ai dentro? Se demorar muito ai olhando ela não vai poder encher o pneu e dar umas voltas. A tarde já vai acabar. Fez novo silêncio, olhou nos meus olhos com olhar grave. – Seu pai não queria que eu te desse esta bicicleta agora. Diz que você não se comporta bem, mas eu acredito em você. Comporte-se bem. Não brigue com seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limpando a bicicleta em casa fiquei com um pouco de raiva de toda história. Afinal, ganhar uma bicicleta nova que esteja suja e enferrujada não é bem ganhar uma bicicleta nova. Deixar a coitada jogada seis meses no fundo daquela garagem úmida... Deu um bom trabalho fazê-la ficar apresentável. Enchi os pneus e sai para minha primeira volta, que não queria terminasse jamais. Voltei quando o cansaço já não deixava mais sequer lembrar por quais caminhos pedalei. A bicicleta era minha e pronto. Encostei na garagem, subi para jantar e antes de dormir ainda desci para olhá-la novamente. No dia seguinte mostrei para meus amigos e ninguém conseguiu entender bem porque uma bicicleta nova estava com cara de velha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É mentira do Arturo, disse um deles provocando, - Quem compra uma bicicleta nova usada? Só a família do Arturo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei passar sem responder, olhar fixo na minha bicicleta; minha! Deixei o pessoal sair para umas pequenas voltas, controlando aos gritos para evitar fossem longe de minha vista. Minha bicicleta! Mas todos andaram nela. Minha bicicleta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou muito e passada a época dos passeios e corridas entre amigos a bicicleta passou a me lavar mais longe, algumas vezes bem longe. Meu pai nunca falou sobre o assunto bicicleta e minha santa mãe evitava expressar qualquer preocupação, se limitando a uma vez ou outra pedir um dolorido “meu filho... toma cuidado”. Se eles soubessem... E deviam saber de minhas aventuras porque sempre aparecia na casa de meus primos, que não era exatamente na outra esquina de nossa casa. Fofoca de família corre mais rápido que chamada de telefone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia fui até o supermercado fazer algumas compras para minha mãe e deixei a bicicleta parada na porta. Obviamente ela foi roubada. Fiquei perplexo. Naqueles tempos aquilo não era coisa que pudesse acontecer. De novo sem bicicleta e mal sabia que a partir de então por um bom tempo de minha vida. A adolescência chegara, amigos e primos tinham outros objetivos, e eu próprio mudei. Ou quase. Havia uma Sears e lá alguns modelos de bicicletas que de vez em quando ia dar uma olhada. Mas eram caras para mim e a coisa ficou por muito tempo na paquera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca de escola foi a melhor coisa que poderia ter acontecido em minha vida. Descobri que eu podia não ser exatamente um aluno padrão, mas também não fugia muito à regra. Na nova escola a classe era mista. Naquela escola, dita de expulsos, com aquele pessoal, dito indisciplinados, eu me sentia gente. Não sei bem o que sentia na escola dos padres, mas não podia ser normal. No meio da minha gente a vida era leve, fácil, amistosa. Foram anos felizes. Ótimas amigas. Eu era então pedestre. E assim fiquei por muitos anos, mesmo depois que tirei carta. Dirigir era o máximo, mas caminhar trazia a magia da calma, e então era tudo que eu queria. As poucas vezes que tive uma bicicleta nas mãos foi maravilhoso, como um reencontro predestinado. Praticamente tão bom quanto as mulheres. Mulher é mais macia e aconchegante, sem dúvida. Foi por ai que conheci a expressão “casar ou comprar uma bicicleta”. Duvida cruel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não dá para ter mulher sem casar? Acho que encontrei a fórmula mágica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só muitos anos depois do roubo voltei a ter uma bicicleta. Não era exatamente minha, mas de meu irmão, santo irmão. Não sei bem quantas vezes ele a usou, mas bem posso imaginar quantas vezes eu a pedi e ele me emprestou. Por um longo ano, este foi o tempo até que eu finalmente pudesse comprar a minha própria bicicleta, igual a dele, mas amarela. Infelizmente nunca saímos para pedalar juntos, e este é um dos vazios de minha vida. Mas meu irmão, em sua eterna boa vontade e sabedoria no bem levar as pessoas, sempre dispôs de sua bicicleta prata para quem quer que fosse pedalar com seu irmão caçula. Provavelmente percebeu que o moleque levado e inquieto acalmava depois de umas pedaladas. E assim foi e sempre será.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-6454583494790417537?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/6454583494790417537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/foi-num-almoco-na-casa-de-minha-avo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/6454583494790417537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/6454583494790417537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/foi-num-almoco-na-casa-de-minha-avo.html' title='Troca de escola'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UCOQERP2SL0/TgNrPijpjmI/AAAAAAAAA4w/Gs4UGkA6hSc/s72-c/desenho+Arturo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-4026518642032927812</id><published>2011-06-14T16:36:00.006-03:00</published><updated>2011-06-14T16:40:57.557-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;São Paulo Reclama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mordomo sempre é o culpado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um ciclista morreu no trânsito de São Paulo e o culpado sempre é o mordomo. Ops!, desculpe, o motorista. Vício de leitura. Mais uma vez. É tudo tão banal, automático, que a língua cai na obviedade da mesma resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo produz números absurdos no que diz respeito às mortes no trânsito. Alguém deve ser responsável por esta situação, provavelmente o mordomo. Estes números se repetem há décadas sem que haja uma investigação mais profunda sobre as causas. Toda vez que morre alguém mais proeminente ou que o fato gere boa notícia os paulistanos acabam tendo uma nova conversa de péssimo gosto para os bares e esquinas. Do contrário nada. Falar sobre mortos desconhecidos e desinteressantes é muito. Discutir a questão para valer, ponderando fatos e nuances importantes? Nem pensar! Ai já é demais; fica chato. Enfim, deixa morrer..., os mortos e o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrem algumas dezenas de ciclistas. Morrem algumas centenas de motociclistas e morre muitas centenas de pedestres. Por ano. A imensa maioria de baixa renda e lá longe. Lá por aquelas bandas só dá notícia quando há efeito boliche, daqueles que o carro invade o ponto de ônibus. O resto é resto. Como diz a própria CET, o pedestre é o responsável pelo próprio acidente. O trânsito de São Paulo gera algo em torno de 1.500 B.O.s de IML por ano, (repito: há décadas), o que constitui literalmente uma guerra, ou genocídio. Há um órgão constituído que é responsável direto pelo trânsito. Mas toda vez que acontece uma tragédia o culpado é o mordomo. Literatura barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Av. Sumaré tem uma ciclovia que está abandonada. O projeto original desta ciclovia previa sua extensão da rua Turiassú (Palmeiras) até a av. Henrique Schauman, e, se não me falha a memória, dali até o Parque do Ibirapuera. Por que não foi implantado o projeto completo? E os outros projetos do Projeto Ciclista, da SVMA de São Paulo? Por que deu em nada os esforços da GTZ (http://www.gtz.de/en/aktuell/625.htm ) alemã, do ITDP (http://www.itdp.org/ ) e Fundação Clinton Brasil (http://www.clintonfoundation.org/) americanas, do I-Ce (http://www.cycling.nl/) holandês, e do Banco Mundial, para citar os mais importantes? Por que a questão do desenvolvimento da bicicleta como modo de transporte, melhorias para pedestres e pessoas com deficiência não sai da gaveta? Por que nada dá nunca certo? Por que a população acredita que não há projetos para humanizar esta cidade, para frear esta guerra? Quem melou a história? Quem melou estes esforços???? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos fazendo algo, estamos começando a trabalhar”já afirmaram. Mas quem pergunta: “em que termos?”? Qual a história de bastidores das ciclovias da Radial e Pinheiros; da Ciclo Faixa de Domingo? Por que só estas saíram do papel? A que custo? Com que resultados? Para quem? Por que a CET está fazendo trabalhos só em algumas áreas periféricas? O que faz com que a escolha seja ali? Quantidade de ciclistas circulando nos locais? E o que mais há nesta história? E o resto da cidade? E os pontos críticos? Os locais de maio índice de acidentes? Por que deu tanta confusão com a ciclovia de Parelheiros? Quem assinou o projeto? Por que assinou? Em que condições? Quem é responsável de fato, pelo que manda a lei? Será que alguém que é crucial para estes projetos tem algum medo com relação ao uso da bicicleta? Qual é o enrosco? Qual é o babado entre quatro paredes? Qual é a história não contada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente sempre que há uma matéria especial sobre trânsito os mesmos nomes são entrevistados, sempre respondendo as mesmas mesmices e anacronismos. “Bicicleta não é compatível com o trânsito de São Paulo” - só pode ser piada publicar uma besteira destas. Trezentos e cinqüenta mil ciclistas dia de trabalho circulando pela cidade é a verdade incontestável. Não seria interessante buscar novas idéias, conceitos, visões? Não seria interessante procurar chegar mais perto da verdade? Do que vale repetir sempre a mesma coisa? É para manter tudo igual ou para satisfazer o que o público quer ouvir? Notícias Populares? Onde está a inteligência? Falando nela, seria melhor os ativistas de vez em quando tirar o capacete para arejar as idéias. Para evitar outras tragédias e construir uma cidade melhor é necessário ver o todo, não o que parece óbvio, o que foi vendido pronto e serve aos interesses de terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia Prado morreu pedalando um veículo “bicicleta” (Código de Trânsito Brasileiro) numa faixa exclusiva para ônibus da av. Paulista (estabelecida dentro da lei). Este senhor, ciclista com prática, perdeu o equilíbrio e morreu numa curva de acesso para a av. Sumaré; onde todo motorista olha para o lado contrário da posição de qualquer ciclista para justamente acessar com segurança na avenida. Há ali uma seqüência de postes, como em toda a cidade; postes que tiram diminuem a visão de qualquer motorista. Não sei se o ciclista estava indo para a ciclovia de canteiro central existente na av. Sumaré; mas se ele tivesse optado por pedalar no meio da avenida eu não estranharia porque a conservação da ciclovia é péssima, ela é usada por pedestres, não está sinalizada, dentre outros problemas. A simples sinalização dos acessos à ciclovia Sumaré ajudaria muito na segurança; mas constrói-se a obra, corta-se a faixa, e o trabalho está concluído. Será? &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ljyK8NBy5BQ/Tfe4EjCMA0I/AAAAAAAAA4c/u9lqknee6Po/s1600/local+ciclista+morto+av.+Sumar%25C3%25A9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://1.bp.blogspot.com/-ljyK8NBy5BQ/Tfe4EjCMA0I/AAAAAAAAA4c/u9lqknee6Po/s400/local+ciclista+morto+av.+Sumar%25C3%25A9.jpg" t8="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Enfim, restringir o acidente, a morte do ciclista, ao fato local, com culpa imediata do motorista, demonstra uma falta de vontade de chegar à verdade e assim tentar evitar novos dramas. É como a coisa das drogas: prende o viciado ou o pequeno traficante. Sobre o financiador ninguém fala uma palavra. No caso do trânsito, quem “financia” estas mortes? Quem são os responsáveis diretos e indiretos pelo fato? Parece que ainda não estamos maduros para encarar esta verdade. A violência generalizada é fato inconteste. A falta de interesse na busca da verdade também. E o mordomo é sempre o culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arturo Alcorta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-4026518642032927812?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/4026518642032927812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/o-estado-de-sao-paulo-sao-paulo-reclama.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/4026518642032927812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/4026518642032927812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/o-estado-de-sao-paulo-sao-paulo-reclama.html' title=''/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ljyK8NBy5BQ/Tfe4EjCMA0I/AAAAAAAAA4c/u9lqknee6Po/s72-c/local+ciclista+morto+av.+Sumar%25C3%25A9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5177694829082864301</id><published>2011-06-09T22:10:00.002-03:00</published><updated>2011-06-10T03:24:10.958-03:00</updated><title type='text'>Faróis de xênon e faroletes piscantes para bicicletas</title><content type='html'>O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;Fórum do Leitor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábia medida tomada pelo CONTRAN proibindo o uso dos faróis de xênon no Brasil. A luz branca, muito potente, pode parecer ótima para quem dirige, mas praticamente cega quem vem de frente, o que é um perigo até para próprio motorista do veículo com faróis de xênon. A reclamação contra estes faróis sempre foi geral. O CONTRAN poderia aproveitar o momento e também proibir o uso de farolete dianteiro piscante para bicicletas, que também causa desconforto aos outros e gera uma falsa sensação de segurança ao ciclista, induzindo a erros, o principal acreditar que com tal sinalizador podem trafegar na contra-mão, o que constitui na situação de maior perigo para o ciclista. É crucial para a segurança ser visto, mas sem ofuscar a visão dos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando a oportunidade: a maioria dos acidentes envolvendo ciclistas acontece à noite ou no lusco-fusco. Urge que o CONTRAN tome alguma providência no que diz respeito à qualidade dos refletores de fabricação nacional, que são de péssima qualidade. Basta tentar encontrar um que não tenha quebrado e caído no chão para entender a questão. A maioria da população usuária de bicicleta tem orçamento curto para comprar faroletes e lanternas a pilha, e os refletores dianteiro, traseiro, de pedais e rodas, fazem toda diferença não só para o ciclista, mas todo trânsito. Vide o resultado do trabalho realizado na Rodovia Ayrton Senna, onde foi adesivado refletores às bicicletas dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://i.ytimg.com/vi/yFdJUVqi2qY/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yFdJUVqi2qY?f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/yFdJUVqi2qY?f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5177694829082864301?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5177694829082864301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/farois-de-xenon-e-faroletes-piscantes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5177694829082864301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5177694829082864301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/farois-de-xenon-e-faroletes-piscantes.html' title='Faróis de xênon e faroletes piscantes para bicicletas'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7563121447480745125</id><published>2011-06-08T00:06:00.001-03:00</published><updated>2011-06-08T00:07:19.654-03:00</updated><title type='text'>Roubo bobo e o BO eletrônico burro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: 16pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;São Paulo Reclama&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 18pt; line-height: 115%; mso-bidi-font-size: 11.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Enquanto eu tirava uma soneca entrou alguém em minha casa, pegou um pouco mais que R$ 70,00 de minha carteira e meu celular, um modelo muito velho. Quem quer que tenha sido foi de grande ousadia porque o fez a menos de 5 metros de onde eu estava. Só vim perceber que havia sido de fato roubado quando fui pagar o pão e encontrei a carteira vazia. Até então estava tentando lembrar onde havia deixado o celular. O ladrão entrou e saiu de minha casa sem deixar vestígios na hora do almoço, quando a rua está cheia, o por quilo da casa vizinha está muito movimentado. Na mesma mesa onde estava carteira e celular havia também uma máquina fotográfica, meu relógio, o cartão de crédito e mais outras pequenas besteiras. Situação estranha que, juro, pensei ser molecagem de algum amigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Logo que ficou clara a situação sentei no computador e gerei um B.O. eletrônico. Acredito que a população tem a obrigação de informar a Polícia para que esta tenha dados, através do Infocrim, e assim ajude a melhorar as ações da segurança pública. Tenho absoluta certeza que ou todos temos segurança ou ninguém tem. E acredito que mesmo um fato bobo como o acontecido deve ser comunicado porque tanto pode ter sido só um pé de chinelo oportunista, como um olheiro que entrou para ver o que há dentro da casa. Tem havido alguns roubos na minha rua, que só soube depois do fato, e acho crucial comunicar as autoridades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Para meu espanto recebi uma mensagem de volta comunicando que o acontecido, pelo fato de ter sido dentro de minha casa, não pode ter Boletim de Ocorrência eletrônico, mas demanda que eu compareça a uma Delegacia para fazer o B.O. pessoalmente. Ops!!! Assim minha cidadania fica indecisa. Como mostraram várias matérias, de vários canais de TV e jornais, há uma grande possibilidade que eu tenha que torrar algumas horas numa delegacia. Ai fica a pergunta ao Senhor Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo (que vem fazendo um bom trabalho): não dá para simplificar? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Acredito de fato que a única forma de frear este estado de guerra que temos no país é através de um sistema de segurança baseado na inteligência onde a população colabore sempre. Com o tempo exíguo de nossas vidas fica difícil ir até uma delegacia, que tem a pecha de demora e precariedade de atendimento, para comunicar um roubo de pé de chinelo. Tenho minhas boas razões para me perguntar qual será a boa vontade dos que atendem com um fato tão pequeno quando sempre há casos que os policiais dizem mais importantes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O que o caso faz transparecer é que não há estrutura na Polícia para fazer da Internet a poderosa ferramenta que de fato é. Prefiro gastar meu tempo aqui escrevendo este meu protesto. Vou colaborar sempre para a segurança de todos, que é meu dever cidadão, mas espero para isto haja vontade ou boa vontade de parte do Poder Público em ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7563121447480745125?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7563121447480745125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/roubo-bobo-e-o-bo-eletronico-burro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7563121447480745125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7563121447480745125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/roubo-bobo-e-o-bo-eletronico-burro.html' title='Roubo bobo e o BO eletrônico burro'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7179963599392598217</id><published>2011-06-05T16:04:00.002-03:00</published><updated>2011-06-05T23:43:29.484-03:00</updated><title type='text'>Dor e vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Está complicado deitar e dormir. O ombro direito está bem sensível desde o acidente da sexta-feira retrasada, quando um carro me deu um totó por trás e acabei sendo jogado no chão de costas.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Depois de ter realinhado a roda traseira da bicicleta sai pedalando e senti bem o ombro pesado. Fiquei assustado, lembrando quando o Michael errou uma subida de calçada e capotou de frente. Voltou para casa pedalando bravamente, sem reclamar, e no dia seguinte ligou contando que havia quebrado o ombro. Fiquei imaginando se o mesmo iria acontecer comigo, se no dia seguinte estaria engessado e assim ficaria por um mês ou mais. Seria uma merda para o trabalho. Parei a bicicleta, fiz uns testes girando o braço para todos os lados, e cheguei à conclusão que provavelmente não havia fratura ou ruptura de ligamento. DE qualquer forma estava ficando rígido e doendo bastante. Mau sinal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A musculatura esfriou, a dor ficou bem pesada, mas não apareceu nenhum derrame, nem uma restrição acentuada de movimentos. Bom sinal. A primeira noite de sono foi típica: muita dor, acordando à menor movimentação na cama, mal dormida. Mas, confesso, esta mesma dor intensa me fez dar muita risada de minhas molecagens passadas que não raro terminavam mais ou menos da mesma forma. Molecagens ou burrices. E senti muita saudade de minha santa mãe; muita saudade. Que paciência dona Lollia teve com este filho! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma destas aconteceu quando voltava de madrugada para casa pedalando depois de uma noite de amores. Vinha fazendo zig-zags, feliz da vida, quando a roda dianteira simplesmente fechou. Sai voando por cima do guidão e raspei todo meu lado esquerdo no asfalto. Chegando em casa, ainda com todos dormindo, fui para o banho, passei escovinha em toda perna, tronco e braço arranhado, e fui deitar nu. Acordei com o lençol colado no corpo. Enrolei-me no lençol como um sacerdote indiano, abri a porta e dei de cara com minha santa mãe. “O que é isto? O que você está fazendo enrolado no lençol?” Contei e fui para o chuveiro descolar meu corpo. Passar a escova em arranhão é uma dor momentânea, mas não menos difícil de administrar. A dor de ver o desespero de minha mãe foi mais complicada ainda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Um dia, com ela ainda viva, fiz uma contagem para saber quantas vezes até então havia sido imobilizado: 18! O pior foi fechar o calculo de quantos dias de minha vida fiquei inativo, um total absurdo. Parte desta vida acidentada se deve a minha diabete, mas não justifica tudo. Querer conseguir resultados a qualquer custo, uma burrice sem tamanho, foi causa mais freqüente. Hoje não dá mais. A velhice traz consigo sabedoria, o saber que a recuperação vai ser cada vez mais longa. Com a idade, principalmente depois dos 50, as seqüelas de um erro fazem que o corpo desça degraus cada vez mais altos. Meu pai diz que depois dos 50 se você acordar sem dor é porque está morto. Bem verdade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu olho para trás mais uma vez e tenho a mais absoluta certeza que faltou “educação física”, literalmente. Sou de uma época que educação física era praticada na escola em duas aulas por semana e que não passava de uma seqüência de exercícios comandados por um professor – um dois, um dois,um dois, agacha, levanta, agacha, levanta; seguida de alguma prática esportiva, normalmente futebol, vôlei ou basquete. Os ruins ficavam na reserva, o que era meu caso. Naquela época até mesmo os treinadores profissionais pouco sabiam sobre o que poderia ser educação física, como aprender a usar o corpo da melhor maneira possível, como saber quais são os limites e quais as técnicas adequadas para chegar aos resultados desejados. Era tudo uma variação do um dois, repete, repete, repete... Hoje há um profundo conhecimento sobre o corpo, seus movimentos e suas capacidades; mas parece que a geração das academias e dos “personais” passou do não saber nada do passado para o acreditar que sabe tudo. O número de pessoas machucadas em treinamento que o diga. No ciclismo então é bom nem falar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O ideal é alcançar um ponto de equilíbrio da saúde, do bem estar, do rendimento e principalmente do não se machucar. Poucos são os educadores que de fato buscam encontrar o equilíbrio sadio do indivíduo. Sentir dor faz parte deste processo, mas precisa saber quais são as dores sadias, não lesivas, o que é um passo além porque envolve tanto experiências físicas como psicológicas. Tem muita gente que acha lindo se arrebentar. Em alguns meios sociais, lesão é sinal que o cara está dando tudo de si, de tentar se superar. Quanta besteira! Nossos dias podem ser resumidos numa propaganda que promete “Fazer você perder 30 kg em 30 dias e ainda ficar com barriga tanquinho”. É o que se espera do personal e é o que eles procuram entregar – custe o que custar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por causa da diabete aprendi a lidar com a dor e não raro contorná-la. Algumas vezes passei muito longe do bom senso e limite. Numa prova de mountain bike, há uns 15 anos, pincei a ciática, o que paralisou completamente minha respiração por uns 2 minutos. Controlei a situação com a bicicleta em movimento. Transferi toda minha sustentação da lombar para a musculatura frontal e assim que voltei a respirar segui em frente e terminei a prova. Contei esta história com grande orgulho para meu médico e amigo Bettarello, que ficou realmente furioso. “Você não faz idéia da irresponsabilidade que cometeu. Você poderia ter ficado paralítico!”. Ou correr a São Silvestre com duas costelas quebradas, o que também não é nada recomendável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não se educa sobre o que é dor e sobre suas variações. Talvez não interesse. Para a maioria vale aquela propaganda: “Ao menor sintoma (de dor) tome...” Pelo outro lado há a venda de um heroísmo tanto fantasioso como estúpido que a maioria compra como sendo o máximo. Heróis de verdade não sentem dor, ou se sentem passam por cima dela para chegar a eterna vitória sobre o mal. É nossa famosa sociedade bipolar variando de um extremo ao outro e esquecendo que somos todos humanos. Dor faz parte da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A medicina chinesa estuda as dores há mais de 4.000 anos. Para a medicina moderna, ocidental, dor é dor e tem que ser automaticamente combatida. Mascarar a dor com remédios pode ser cômodo, mas também pode ser uma ação perigosa para o encontro do equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O que aconteceu comigo foi um acidente. Mesmo me fazendo lembrar algumas passagens da vida confesso que uma semana sentindo dor e dormindo mal é muito ruim, dispensável. Não dá para parar de pedalar e assim tentar zerar a possibilidade de outro acidente. Riscos fazem parte da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7179963599392598217?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7179963599392598217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/dor-e-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7179963599392598217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7179963599392598217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/06/dor-e-vida.html' title='Dor e vida'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2097327503201026479</id><published>2011-05-27T22:12:00.001-03:00</published><updated>2011-05-29T11:25:37.730-03:00</updated><title type='text'>O sinal amarelo e a segurança social</title><content type='html'>O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;São Paulo Reclama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedalo há mais de 30 anos pela cidade de São Paulo e até hoje havia sofrido 2 colisões com carros (este é o termo legal correto), as duas patéticas. Hoje a tarde aconteceu minha terceira experiência. Felizmente os danos foram de pequena monta, tanto na bicicleta quanto em meu corpo. O motorista que vinha atrás, provavelmente distraído, tentou cruzar o sinal amarelo (que na realidade estava a muito vermelho) e acabou colidindo por trás de minha bicicleta, me jogando no chão. O cidadão que estava dirigindo parou, tentou se explicar, ofereceu ajuda, prometeu conserto de minha roda torta. Um marronzinho da CET apareceu e prestou corretamente seus serviços. Agradeci, fiquei com o cartão, dei um jeito na roda e voltei meio capenga para casa. Pelo cartão acabei descobrindo que fui “atropelado” (como dizem os leigos) por uma destas pessoas que são realmente do bem e que lutam para fazer deste Brasil um lugar mais humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu ali, tão comum a toda nossa cidade, é que os responsáveis pelo trânsito fazem uso do “amarelo” para ganhar segundos e assim melhorar a média geral de velocidade do trânsito. É resultado de uma velha política de transporte voltada quase que exclusivamente à fluidez do trânsito motorizado, mesmo que esta passe por cima da própria lei que criou a CET. Artigo 3º - A Companhia de Engenharia de Tráfego tem por objetivo: planejar e implantar, nas vias e logradouros do Município, a operação do sistema viários, com o fim de assegurar maior segurança e fluidez do trânsito e trafego. Fluidez sim. Segurança? Os tenebrosos números divulgados pela própria CET dizem a verdade irrefutável. Fomentar a fluidez a qualquer custo tem seu preço. O uso do amarelo é um detalhe técnico, uma sutileza perigosa. Os pedestres que o digam. Mas, como declara a própria CET: a responsabilidade é do pedestre. Será isto segurança? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurança se faz com verdades. Como muito poucos sabem o que é de fato segurança fica muito fácil ficar bem na fita com ações ou campanhas pontuais. A questão dos motociclistas que o diga. O trânsito de São Paulo, que tem um dos melhores corpos técnicos do mundo, vai continuar violento porque não há interesse do governo e nem da população para que seja diferente. Descobrir que reduzir velocidade em avenidas acidenta e mata menos é de uma obviedade patética. Vide “física” (ciência). Segurança é feita detalhes que se encaixam numa lógica universal. Não é simplesmente verde, amarelo, vermelho. Vai muito além. Há um mar de implicações, principalmente sociais. Quem se interessa? A discussão hoje é tão rasa que só da para perguntar: quando o amarelo irá voltar a ser um importante elemento de segurança? Ou: quando vai parar a guerra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segurança no trânsito é para todos, não pode ter dono, não pode ser um direito encastelado, como é hoje. A responsabilidade direta pelo acidente desta tarde foi, pela lei, do homem de bem; mas esta verdade é, em termos de segurança, tão pobre quando mentirosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-2097327503201026479?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/2097327503201026479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/o-sinal-amarelo-e-seguranca-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2097327503201026479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2097327503201026479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/o-sinal-amarelo-e-seguranca-social.html' title='O sinal amarelo e a segurança social'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3069714172128753219</id><published>2011-05-22T16:06:00.006-03:00</published><updated>2011-05-22T18:53:34.442-03:00</updated><title type='text'>Broadway Av. - NY</title><content type='html'>Uma pedalada na Broadway, do Central Park até a Union Square. Há 10 anos esta foi uma das avenidas com maior trânsito de veículos motorizados de NY. Ela cruza Manhattan de norte a sul em diagonal. Simplesmente mudaram o uso do espaço urbano e a vida continua - mais humana e melhor. &lt;br /&gt;Se quiserem fazer uma comparação entre no Google Earth, no street view do&amp;nbsp;Times Square e no cruzamento da 5th Av com Broadway. As imagens são datadas de 01 de Outubro de 2006, portanto tem 5 anos. Desculpem senhores e senhoras, mas São Paulo é uma vergonha. O que estão fazendo agora aqui é um tremendo engana bobo. Ou "Me engana que eu gosto". Como queira.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8Q9v6fB_0eY/Tdlfu0ZOmVI/AAAAAAAAA1g/tFShMKAofvY/s1600/DSC01715.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-8Q9v6fB_0eY/Tdlfu0ZOmVI/AAAAAAAAA1g/tFShMKAofvY/s400/DSC01715.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-H6YIrFANV_U/Tdlfu_2qW8I/AAAAAAAAA1o/ByeQFc5YrYA/s1600/DSC01716.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-H6YIrFANV_U/Tdlfu_2qW8I/AAAAAAAAA1o/ByeQFc5YrYA/s400/DSC01716.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-n88tHxYEWPc/TdlfvYiQFxI/AAAAAAAAA1w/BxdSgQH3JD4/s1600/DSC01717.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-n88tHxYEWPc/TdlfvYiQFxI/AAAAAAAAA1w/BxdSgQH3JD4/s400/DSC01717.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5eUTQB5Fj34/TdlfvvfXP3I/AAAAAAAAA14/kK8KiFJORJ0/s1600/DSC01718.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-5eUTQB5Fj34/TdlfvvfXP3I/AAAAAAAAA14/kK8KiFJORJ0/s400/DSC01718.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nTciKtdGQcw/TdlfvlhqxwI/AAAAAAAAA2A/8Vdu9v17pWM/s1600/DSC01723.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-nTciKtdGQcw/TdlfvlhqxwI/AAAAAAAAA2A/8Vdu9v17pWM/s400/DSC01723.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-P4P2SgU4i7Q/Tdlfw6kGNqI/AAAAAAAAA2I/8ji2v5AOSkk/s1600/P1000067.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-P4P2SgU4i7Q/Tdlfw6kGNqI/AAAAAAAAA2I/8ji2v5AOSkk/s400/P1000067.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o7bcxbOrIoc/TdlfxNe2ZWI/AAAAAAAAA2Q/mwLe_6YIKUw/s1600/P1000068.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-o7bcxbOrIoc/TdlfxNe2ZWI/AAAAAAAAA2Q/mwLe_6YIKUw/s400/P1000068.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YqNd3KEtrqw/Tdlfxa6QPLI/AAAAAAAAA2Y/sGbur421-bk/s1600/P1000071.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-YqNd3KEtrqw/Tdlfxa6QPLI/AAAAAAAAA2Y/sGbur421-bk/s400/P1000071.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kjk4ceD7GfI/TdlfxuGJBHI/AAAAAAAAA2g/HbvajSBlFuo/s1600/P1000073.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-kjk4ceD7GfI/TdlfxuGJBHI/AAAAAAAAA2g/HbvajSBlFuo/s400/P1000073.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-K7VZ1n9KVBU/TdlfysUhmsI/AAAAAAAAA2o/MvuC_kUxT9E/s1600/P1000075.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-K7VZ1n9KVBU/TdlfysUhmsI/AAAAAAAAA2o/MvuC_kUxT9E/s400/P1000075.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZWPyeuGIU-Q/TdlfyzIg7EI/AAAAAAAAA2w/R36iZe5UGx4/s1600/P1000076.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZWPyeuGIU-Q/TdlfyzIg7EI/AAAAAAAAA2w/R36iZe5UGx4/s400/P1000076.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-v6Qdo0pdtCU/TdlfzNhHPQI/AAAAAAAAA24/XpHfXFwsBIw/s1600/P1000078.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-v6Qdo0pdtCU/TdlfzNhHPQI/AAAAAAAAA24/XpHfXFwsBIw/s400/P1000078.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wweVAoIUJbQ/TdlfznDxYbI/AAAAAAAAA3A/RU6001x7PCs/s1600/P1000082.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-wweVAoIUJbQ/TdlfznDxYbI/AAAAAAAAA3A/RU6001x7PCs/s400/P1000082.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CDTlXVN8ieE/Tdlf0q4lD6I/AAAAAAAAA3Q/zDljfHMaxlk/s1600/P1000084.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-CDTlXVN8ieE/Tdlf0q4lD6I/AAAAAAAAA3Q/zDljfHMaxlk/s400/P1000084.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bfjrcVMosn8/Tdlf1O8XnDI/AAAAAAAAA3Y/8OrXIwP_cCM/s1600/P1000088.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-bfjrcVMosn8/Tdlf1O8XnDI/AAAAAAAAA3Y/8OrXIwP_cCM/s400/P1000088.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KrpYKCge3xw/Tdlf1Zc9F-I/AAAAAAAAA3g/3TvI595FzrI/s1600/P1000089.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-KrpYKCge3xw/Tdlf1Zc9F-I/AAAAAAAAA3g/3TvI595FzrI/s400/P1000089.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img align="middle" alt="Posted by Picasa" border="0" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" style="-moz-background-clip: initial; -moz-background-inline-policy: initial; -moz-background-origin: initial; background: 0% 50%; border: 0px currentColor; padding: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3069714172128753219?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3069714172128753219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/broadway-av-ny.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3069714172128753219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3069714172128753219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/broadway-av-ny.html' title='Broadway Av. - NY'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8Q9v6fB_0eY/Tdlfu0ZOmVI/AAAAAAAAA1g/tFShMKAofvY/s72-c/DSC01715.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7062982642553115097</id><published>2011-05-19T18:40:00.001-03:00</published><updated>2011-05-19T18:40:42.985-03:00</updated><title type='text'>Palocci e a ponta do iceberg</title><content type='html'>O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;Fórum do Leitor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palocci não é o primeiro, não é o único e com certeza não será o último a tirar grandes vantagens de estar trabalhando no serviço público. A questão vai além do que jornais e seus jornalistas e comentaristas estão levantando e expondo. Estar perto ou dentro da coisa pública por si só traz um conhecimento sobre como de fato funciona este país que é mais que precioso, é fundamental para conseguir qualquer resultado, pessoal ou para o bem do país. O que faltou a todos que estão cobrindo mais este caso é lembrar o serviço público brasileiro está inserido na nossa “suposta” democracia. Democracia “se baseia na idéia da soberania popular e na distribuição equilibrada do poder” (iDicionário Aulete), portanto deveria passar pela facilidade de qualquer cidadão comum em compreender e conseguir usar a coisa pública. Ter contato com a coisa pública de fato, além do balcão de atendimento, é para poucos. A máquina pública, através e ao gosto de seus indivíduos servidores, se dá ao direito de abrir ou não as portas às informações corretas. Maquiavelismo puro. Quem tem habilidade ou força consegue ter acesso, geralmente paulatino e dosado, ao Brasil de verdade. O resto preenche formulários. Não é muito democrático e nem sempre de moral honesta. Os Paloccis da vida são só a ponta do iceberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Todos que estão envolvidos na transformação de nossas cidades para uma vida mais saudável deveriam ser educados&amp;nbsp;e treinados para lidar corretamente com a coisa pública. É muito fácil e comum virar inocente útil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7062982642553115097?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7062982642553115097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/palocci-e-ponta-do-iceberg.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7062982642553115097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7062982642553115097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/palocci-e-ponta-do-iceberg.html' title='Palocci e a ponta do iceberg'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5915987965834707793</id><published>2011-05-16T23:38:00.018-03:00</published><updated>2011-05-25T18:47:13.166-03:00</updated><title type='text'>NY 2011 e a coragem para transformar o espaco urbano e humano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; 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Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5915987965834707793?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5915987965834707793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/ny-2011-e-coragem-para-transformar-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5915987965834707793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5915987965834707793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/ny-2011-e-coragem-para-transformar-o.html' title='NY 2011 e a coragem para transformar o espaco urbano e humano'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3478852426170329468</id><published>2011-05-13T23:48:00.006-03:00</published><updated>2011-05-14T09:05:06.119-03:00</updated><title type='text'>ferias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KE-vYSLDc64/Tc30DJ4ezMI/AAAAAAAAA0Y/DK0u9GdS8cg/s1600/100_7725.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-KE-vYSLDc64/Tc30DJ4ezMI/AAAAAAAAA0Y/DK0u9GdS8cg/s400/100_7725.JPG" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Como fazer um clique para desligar das bicicletas? Infelizmente&amp;nbsp;nao da fazer. Meu calcanhar de aquiles doi muito de tanto andar. Adoro andar. Provavelmente por causa da diabete minhas dores sao cada dia mais recorrentes. Um dos caminhos e voltar aos pedais. Outro seria correr a pe, mas tenho um pouco de medo de piorar a situacao. Em casa eu tentaria correr, o que&amp;nbsp;algumas vezes funciona, nao sei bem a razao, mas imagino qual seja. O fato e que a diabete esta comecando a cobrar seu preco. Dor eu sinto praticamente direto desde que tenho uns 20 anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ql6ojiI6ocI/Tc33xrTGHkI/AAAAAAAAA0c/gRyWnWMwx14/s1600/100_8138.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-ql6ojiI6ocI/Tc33xrTGHkI/AAAAAAAAA0c/gRyWnWMwx14/s400/100_8138.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;Recomendo um desenho animado de TV chamado "Family Guy", coisa ja antiga e felizmente politicamente incorreto. De preferencia o original, em ingles. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;Infelizmente tive um pesadelo sobre problemas de trabalho. E hoje dormi pela segunda noite muito mal. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;Sempre sonhei com o que vou fazer quando tirar uma bolada grande, uns 50 milhoes. Demorei para descobrir o sentido da vida milionaria. Agora nao tenho mais qualquer duvida: quero ter dinheiro suficiente para trabalhar em paz. Amo o que faco, mas da forma como faco e exaustivo. Escola de Bicicleta vai cada dia melhor, mas a quantidade de trabalho comecou a se transformar em um problema, talvez pela diabete.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;Conversei com algumas pessoas sobre ter dinheiro para trabalhar em paz e todos acharam a ideia legal. Infelizmente trabalhar em transformacao humana nao e rentavel, muitas vezes sequer compreendido. No passado cheguei a ser ofendido por estar envolvido com a questao da bicicleta. Nao fui o unico.&amp;nbsp;Ainda hoje ha muita incompreensao; resultado da falta de discussao seria sobre as coisas. E um problema de nossa epoca, principalmente do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Mais uns dias e as ferias acabam. Confesso que ainda preciso de algum tipo de retiro. Preciso descansar. Como desligar de nossas loucuras, de nossos vicios sociais, humanos? &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-640Go3qY0vg/Tc5viGOb2yI/AAAAAAAAA0g/fIuhEUwIxpc/s1600/100_7820.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-640Go3qY0vg/Tc5viGOb2yI/AAAAAAAAA0g/fIuhEUwIxpc/s400/100_7820.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
Escola de Bicicleta
www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3478852426170329468?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3478852426170329468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/montreal-canada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3478852426170329468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3478852426170329468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/montreal-canada.html' title='ferias'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KE-vYSLDc64/Tc30DJ4ezMI/AAAAAAAAA0Y/DK0u9GdS8cg/s72-c/100_7725.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-649733108000069439</id><published>2011-05-04T04:19:00.003-03:00</published><updated>2011-05-04T09:35:40.879-03:00</updated><title type='text'>Somos todos iguais - ai ou aqui no Canada</title><content type='html'>Peguei o primeiro fim de semana de sol depois do que os canadenses dizem ter sido um inverno muito duro. Pelo frio que fez no meu primeiro dia aqui posso bem imaginar o que tenha sido. Montreal é muito calma. Movimento mesmo so mesmo no centro e em hora de trabalho e comercio aberto. Boa parte da vida acontece nos internos, pequenos shoppings que ficam embaixo ou entre edificios. Fora dali até nossas cidades mais calmas parecem ter mais vida.&lt;br /&gt;A quantidade de bicicletas por todas as partes de cidade é muito grande, principalmente pressas a postes, parquimetros, grades e outros. O numero de ciclistas circulando também é grande, bem mais visivel que em Sao Paulo, por exemplo. Ha muito ciclista usando fixa, que é tao moda aqui como ai. Muitas hibridas, uma boa quantidade delas ainda modelos classicos, construidas em tubos de aço de pequeno diametro e chiquérrimas. As femininas com paralamas em especial. Tem ciclista para todos os gostos, exatamente como pelas nossas paragens. É coisa de nos americanos. Na Europa o que se ve é ciclista com roupa de trabalho; muito raramente um ou outro com roupa de franga (roupa de ciclista, como chamamos em Sao Paulo).&lt;br /&gt;Sabado a tarde a cidade ficou cheia de vida nas ruas, mas foi no domingo que a festa foi para valer. Ha uma quantidade grande de ciclovias e ciclofaixas implantadas pela cidade. Montreal é de fato uma cidade amiga da bicicleta e o pessoal para valer usa o que ela oferece. Nao tem aquela coisa de ter hora para abrir e fechar como nas nossas ciclofaixas ou ruas fechadas. Esta implantado e pronto. Ha que se reconhecer que as ruas e avenidas sao muito mais largas, o traçado urbano é quadriculado, e ha espaço para implantaçao de melhorias para os ciclistas, o que é fato raro nas cidades brasileiras.&lt;br /&gt;As rotas que passam vao ao centro sao sempre muito usadas. Mas neste domingo ensolarado, depois de longo inverno, o pessoal mostrava na cara o prazer de sair para pedalar por toda a cidade. ( http://www.voyagezfute.ca/velo.asp?lng=1 ). E que prazer! Nao que seja tudo perfeito. Os problemas sao praticamente os mesmos aqui e ai. Chega nas esquinas o pessoal daqui no geral para o ciclista passar, mas por um milagre nao vi um ciclista ser pego por tras por um carro virando a direita. E outro ciclista que teve que freiar brusco para nao entrar no meio da porta do carro que cortou a frente. Ha semaforo para ciclistas e e pedestres em praticamente todas as esquinas, o que faz uma grande diferença, mas é logico que ha os ciclistas que furam. No andar da ciclovia tem pai e mae com criança pequena quase sendo atropelados por pseudo-ciclistas com suas possantes bicicletas road que acham que aquele espaço é para treinar. Enfim, é muito parecido com que vivemos por ai.&lt;br /&gt;Bacana mesmo foi ter pedalado no circuito Gilles-velleneuve, onde acontecem as corridas de Formula 1. Sao duas ilhas, a do circuito e uma que fica paralela. Infelizmente praticamente tudo ali so começa a funcionar em Junho. Na primeira ilha ha um belo parque aquatico, um restaurante e a maravilhosa Biosfera - http://www.ec.gc.ca/biosphere/ . Criada para a Expo Mundial de 1967 é hoje o simples, divertido, e atrativo Museu do Meio Ambiente, este sim aberto a visitaçao. Na segunda ilha, a do circuito, estava acontecendo uma corrida de bicicletas estrada para deficientes. Para se ter ideia, um deles, que fez a ultima volta junto com o pelotao de ponta, nao tem uma perna e o braço do lado oposto. Queria eu ter o sprint dele. Correu junto duplas em tandem. E o bacana é que o circuito nao foi fechado para os outros ciclistas, das crianças aos que queriam treinar. Para nao atrapalhar a prova, so foi necessario respeitar a passagem orientada em duas barreiras. Me chamou atençao que o circuito é muito mais estreito e tem um asfalto muito menos abrasivo que Interlagos. Pedalar no Gilles é uma delicia.&lt;br /&gt;Todas as pontes tem espaço especial para ciclistas e pedestres. Todo sistema cicloviario esta interligado. A nao ser por uma outra obra temporaria, o ciclista tem fuidez. Os mapas de todo o sistema cicloviario pode ser encontrado em qualquer da muitas bicicletarias. A maioria delas tem bicicletas para alugar, mountain, hibridas e até mesmo road bikes. Ha ainda as "Bixi", http://www.bixi.com/ , o sistema de bicicletas comunitarias recem implantado. Nao que tudo seja uma maravilha. Por incrivel que possa parecer o asfalto das ruas esta numa condiçao ruim, com muitos buracos. As ciclovias tambem nao estao todas bem conservadas. Circular no meio dos carros é facil porque ha educaçao e principalmente respeito a lei. Nao so isto. O transito no geral é muito mais organizado, muito menos intenso, o que faz tudo menos tenso. Resultado de uma cidade mais calma. Cidade mais calma, sociedade mais calma, pedalar mais calmo.&lt;br /&gt;O que impressiona é a qualidade do ar. Aqui, assim como na Europa, mesmo no meio do transito pesado voce consegue respirar sem problema. No fim do dia a gola da camisa esta limpa e a roupa nao fede. Muito diferente de Sao Paulo, Municipio, que ja tem um sistema de controle de qualidade das emissoes. Quando comparado com o ar de outras cidades é um choque. É simplesmente inacreditavel que nos aceitemos o ar que respiramos. Nojento!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-649733108000069439?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/649733108000069439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/somos-todos-iguais-ai-ou-aqui-no-canada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/649733108000069439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/649733108000069439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/05/somos-todos-iguais-ai-ou-aqui-no-canada.html' title='Somos todos iguais - ai ou aqui no Canada'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2258856895201371418</id><published>2011-04-26T08:31:00.001-03:00</published><updated>2011-04-26T08:38:21.443-03:00</updated><title type='text'>Manutenção da vida de um professor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SLU30SDxDOo/Tbauk9SKgzI/AAAAAAAAA0U/dRJCG3rZggU/s1600/IMG_0690+-+C%25C3%25B3pia.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="385" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-SLU30SDxDOo/Tbauk9SKgzI/AAAAAAAAA0U/dRJCG3rZggU/s400/IMG_0690+-+C%25C3%25B3pia.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;Fórum do Leitor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta feira retrasada morreu, em razão de um engasgo, o emérito professor da FAU USP Murillo Marx. Participou de aproximadamente 300 bancas de graduação no Brasil e exterior, além de um currículo de 44 páginas, ainda desatualizado, de publicações, artigos e livros. Produção de qualidade considerável, segundo colegas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga fez um breve, mas apurado cálculo de custo de educação de uma filha até a entrada desta na faculdade e chegou a um valor próximo a R$ 1 milhão. É um erro pensar que um custo desta ordem recai somente sobre os pais. Recai sobre toda a sociedade. Inúmeros países, principalmente os de maior IDH, sabem da importância macro econômica de manter e preservar o valor da produção intelectual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer engasgado é fato mais comum que se possa imaginar, disseram funcionários do Serviço Funerário e IML. Acontece no mundo todo, mas a diferença é que em qualquer país civilizado há a obrigatoriedade de que estabelecimentos públicos recebam treinamento e tenham sempre alguém preparado para casos de emergência. Segundo um ex-professor da USP há uma lei no Estado de São Paulo neste sentido, mas esta ainda não é cumprida porque não se definiu quem dará este treinamento. Procedimento simples conhecido lá fora pela sigla “A B C” - falar com quem está se sentindo mal, colocá-lo em posição que facilite a respiração e procedimentos de manutenção enquanto a emergência não chega. Coisa básica que já é praticado em várias empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer empresa séria dá o devido valor a seus funcionários e tem uma série de ações preventivas e de emergência que tratam de minimizar danos ou perdas humanas, que no fundo são patrimoniais. O mesmo deveria ser feito com funcionários, professores e pesquisadores públicos. O custo da perda de alguém como Murillo Marx é muito alto, quase absurdo, até para um estado tão rico quanto São Paulo. Não se fala aqui de “lucros cessantes”, mas do valor agregado de cultura e resultados que aqui no Brasil toscamente ainda é considerado intangível, mas espero não o seja por muito tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho por meio desta pedir ao Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, médico de formação, e ao Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo, João Grandino Rodas, jurista, que coloquem em funcionamento um sistema de prevenção e emergência para seus funcionários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da USP foi me dito que o Hospital Universitário da USP já tem um trabalho em andamento que deve ser estabelecido como regra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode colocar um professor, que é verdadeiramente patrimônio público, ao sabor de uma falha de atendimento emergencial, no caso da SAMU, que depois de 10 minutos não apareceu; mesmo tendo bases a menos de 2 km do local de atendimento (Largo do Arouche). Como disseram depois: “Mente e chama os Bombeiros”. Chamado a PM, rapidíssimo o professor Murillo Marx estava na viatura para rapidamente percorrer os mil metros até a porta do Pronto Atendimento da Santa Casa e ser atendido. Não resistiu. Todos nós perdemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-2258856895201371418?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/2258856895201371418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/04/manutencao-da-vida-de-um-professor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2258856895201371418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/2258856895201371418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/04/manutencao-da-vida-de-um-professor.html' title='Manutenção da vida de um professor'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SLU30SDxDOo/Tbauk9SKgzI/AAAAAAAAA0U/dRJCG3rZggU/s72-c/IMG_0690+-+C%25C3%25B3pia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5647235792638315000</id><published>2011-04-23T17:18:00.002-03:00</published><updated>2011-04-23T19:29:03.854-03:00</updated><title type='text'>Sobre o texto: Ciclovias e ciclofaixas ajudam a diminuir mortes de ciclistas</title><content type='html'>O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;São Paulo Reclama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o jornalismo brasileiro, incluindo o do Estado de São Paulo, tem vícios sobre como investigar, ver e descrever a questão do trânsito de nossas cidades. É normal que assim seja porque no fundo somos todos iguais e jornalistas tem os mesmos vícios de qualquer outro cidadão que viva numa sociedade construída pelo e para o automóvel, principalmente o particular. Mas jornalistas estão ai para prestar um serviço à sociedade e ir mais fundo nos fatos na busca da verdade. Mas vício enraizado é muito difícil de ser percebido e vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de mais de uma década de intenso crescimento do uso da bicicleta como veículo de transporte, ou melhor, da bicicleta se tornar visível aos olhos de uma classe média encastelada em suas manias, o entendimento do fato em geral é simplista e não raro distorcido; o que se reflete nos textos dos jornalistas, que também fazem parte desta mesma “média”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Machado fez um bom trabalho como jornalista na matéria “Ciclofaixas e ciclovias ajudam a diminuir mortes de ciclistas”, mas acredito que ficou satisfeito com o ponto onde a história pareceu fazer sentido, um mal da imprensa brasileira cada dia mais pressionada por resultados e sobrevivência. A queda do números de ciclistas mortos nestes últimos anos decorre de uma serie de fatores, os quais estão em parte relacionados na matéria: aumento de ciclistas nas ruas, costume do motorista com esta novidade, ciclistas mais preparados, reflexos positivos tanto da experiência da classe média na Ciclofaixa de Domingo como nas ciclovias recentemente entregues, como aponta o batalhador da causa André Pasqualini. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CET SP talvez seja no Brasil um dos pouquíssimos órgãos que tenha números sobre acidentes de trânsito, mas seus mais abnegados funcionários devem ter consciência que coleta de dados e pesquisa para valer em terra tupiniquim é desinteressante para pajés e caciques. A verdade dói. O que se tem nos melhores dados é uma visão parcial da situação. No caso das bicicletas não existe perícia técnica sobre o veículo. Indo um pouco mais longe: há perícia de qualidade para automóveis, motocicletas e outros veículos motorizados? Voltando às bicicletas: quem vive no meio sabe que boa parte dos ciclistas sofre acidentes por falha mecânica da própria bicicleta. Técnicos de concessionárias de rodovias falam a boca pequena que pelo menos 35% dos acidentes tem por causa a bicicleta. Há quem, também a boca pequena, diga que estes números devem ser muito maiores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Números antigos da própria CET SP mostram que a maioria dos acidentes acontece em vias de trânsito pesado, ou seja, quando o ciclista está em contato com veículos grandes: ônibus, caminhões, vans. Ou seja, o pequeno porte do conjunto bicicleta - ciclista o torna quase invisível no trânsito. Dependendo da área, principalmente em periferia ou bairros mais pobres, e da necessidade de viagem realizada pelo ciclista, não há alternativa a não ser usar vias saturadas, muitas delas estreitas, algumas de trânsito rápido (e criminoso). Há ainda a estrada conurbada. Ciclistas pedalando nestes locais é muito mais comum que se possa imaginar. O ciclista trabalhador se vê perante a opção de ir e voltar do trabalho correndo certo risco ou pagar caro e ficar horas encalacrado em ônibus de baixa qualidade. Os riscos do pedal são mais interessantes. Por outro lado ciclista operário sempre foi invisível. De certa forma continua assim. É mais fácil enxergar os iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos números da CET SP mostram que a maioria dos acidentes acontece no lusco-fusco. Por lei, CTB, toda bicicleta deveria portar refletores na frente, atrás, nas rodas e pedais, o que raramente acontece porque a qualidade do produto brasileiro é ruim e muito frágil, logo cai e desaparece, portanto inútil. O ciclista é invisível porque está invisível de fato. A importância do refletor pode ser comprovada no resultado do simples e brilhante trabalho realizado por algumas concessionárias que adesivaram as bicicletas com restos de refletivos das placas de sinalização. O trabalho é bem conhecido entre técnicos. Mas quem acorda às 4h00m para bater ponto? Às 9h00 o ciclista operário está trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título da matéria pode se entender, mas é de entendimento perigoso, distorcido ou, para quem vive o assunto, cômodo. Provavelmente sem má fé. Deveria o autor da matéria ter procurado saber “o que mais?”. Num bom linguajar deixa sensação de ter se limitado ao que todos acham: ciclovia e ciclofaixa é sinônimo de segurança, a esperança de qualquer ciclista. Será mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que corre nos bastidores, mesmo entre os defensores e usuários de ciclovias e ciclofaixas, é que tem havido acidentes com bem mais freqüência que o se poderia esperar. Diz que diz? Poucos sabem e menos ainda são os que querem aceitar que ciclovias não são completamente seguras e que nelas há acidentes, graves inclusive. Tivesse o jornalista ido atrás descobriria o que realmente acontece na ciclovia do Parque Ibirapuera, ou de qualquer outro parque. No PA do HC teria outras notícias. Não é difícil ter relatos sobre a aderência da Ciclovia do Rio Pinheiros. Ou no custo e da inutilidade da Ciclovia Radial Leste. Ou ciclovias existentes abandonadas. O número de ciclistas que por causa da Ciclo Faixa de Domingo acredita que o correto é pedalar a esquerda de avenidas. Ou saberia sobre as histórias dos bandeirinhas e marronzinhos. Houvesse ido fundo provavelmente não teria colocado o título “Ciclofaixas e ciclovias ajudam a diminuir mortes de ciclistas”, uma frase a beira do leviano para a realidade paulistana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é uma das cidades mais ricas do planeta, mesmo assim vem vivenciando há muito números de guerra no trânsito. A postura de toda imprensa sobre o assunto, nesta e outras paragens brasilianas, é minimamente simplista. Vide o que está publicado sobre o drama de motoboys ou sobre o genocídio de pedestres. Na maioria dos textos recai nos próprios a culpa pelo acidente. Não se coloca nunca a responsabilidade legal das autoridades estabelecida pelo CTB, não se faz uma avaliação mais profunda das reais causas, sobre falha técnica, má fé urbanística e outros fatores. Sempre o mesmo discurso da mesma panela. A matéria se repete e os mortos com ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil caótico que vivemos só nos resta a imprensa como luz. Se mesmo ela se curva ao trivial.....&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DXT0Ku05Dq4/TbM3QKQV9VI/AAAAAAAAA0Q/1juhPo370Z4/s1600/OESP+-+Ciclofaixas+e+ciclovias+e+mortes0001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="303" i8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-DXT0Ku05Dq4/TbM3QKQV9VI/AAAAAAAAA0Q/1juhPo370Z4/s400/OESP+-+Ciclofaixas+e+ciclovias+e+mortes0001.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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A notícia caiu feito uma bomba porque aquela era uma vontade que a cada dia se agigantava em cada coração. Até então, 2006, praticamente todos os projetos relacionados à bicicleta e seu uso em São Paulo - ciclovias, ciclofaixas, ruas de lazer, passeios e outros - haviam morrido dentro da CET. A justificativa era sempre mais ou menos a mesma, que mesmo não lembrando mais exatamente as palavras, é algo como “é necessário ver muito bem a segurança do ciclista”...; e a partir daí não se fazia mais nada. Confessado entre paredes a razão para a falta de ação sempre foi o medo que se fizessem algo eles, a CET, seria responsável por qualquer problema; o que hoje sei que é uma tremenda balela. Morrem uns 750 pedestres/ano na capital paulista e, infelizmente, desconheço quem tenha entrado na justiça contra a CET. É fácil provar besteiras e inépcias deles. Aliás, todo mundo erra, somos humanos, inclusive eles. A diferença é que eles se dão o direito à omissão de responsabilidade e ninguém faz nada. Governantes, servidores, vereadores e a população simplesmente se calam; vergonhosamente. Vergonhosamente por que o silencio vem da ignorância de todos, inclusive e principalmente dos ditos educados, aqueles que deveriam dar exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo discurso vem se repetindo a décadas. Quantos projetos perdidos, esquecidos, jogados no lixo. Quantos! Vocês não imaginam quantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curta ciclovia de Parelheiros foi logo concluída e entregue à população e não demorou muito para começarem os acidentes. Lembro de ter ouvido que um ciclista acabou morrendo. A CET foi chamada para dar jeito e furiosa não poupou críticas à forma como fora realizado. Foram lá e sinalizaram. Então começava uma discussão interna sobre a atitude do Sub-Prefeito, com boa parte dos ciclistas, vereadores, funcionários públicos e até mesmo uns tantos de primeiro escalão, oferecendo brindes, “urras!!!!!” e apoio à ousadia; e outros dizendo que aquela não era a forma de resolver, que tudo tem seu tempo, que a CET sabe o que faz, e que uma hora esta mesma CET aprenderia como lidar com a questão da bicicleta e os processos seriam mais lógicos, fáceis, rápidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, nos mesmos corredores, cada dia menos gente dá seu apoio à CET e cada dia mais se ouve quem prefere mandar que as coisas sejam realizadas da mesma forma que se fez em Parelheiros. Ou não sai do papel. Muito tem sido feito nesta base, o que também é um erro. Quem manda no trânsito é a CET, isto é lei federal e este poder não se deve tirar do órgão responsável pelo trânsito – até que alguém encontre uma saída e decida mudar a lei de responsabilidade técnica. Fazer trabalhos em paralelo é sempre um erro; um dos principais entraves do progresso deste país. No caso da CET é um jogo de poder, quando não de vaidades, o que na coisa pública é ridículo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver o que está errado é a CET continuar com uma visão sobre vida na cidade, trânsito e mobilidade anacrônica, cada dia menos apropriada e até mesmo honesta para todos, incluindo eles próprios. É lógico que há uma pressão social muito forte para que eles mantenham o “status quo”, que deve ser levado em conta. O paulistano, aliás, o brasileiro quer brincar de “bibi-fonfom” com seus carrinhos dados pela política populista e absolutamente irresponsável de equilíbrio da economia via diminuição de impostos. Acredito que a CET está se encurralando porque se recusa a ver a nova cidade e a montar um setor que realmente atenda às demandas de pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência, o que é dever legal. Eles são sim responsáveis pelo trânsito de todos, não só motorizados. O que eles têm hoje para “não motorizados” é bem definido pelos números de acidentes fatais divulgados pela própria CET e que provam, sem sobra de dúvida, que eles só são “amigos” do fluxo de veículos motorizados. O resto que se dane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de São Paulo, 29 de Março de 2011 / Cidades / Metrópole / C7&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1fjkst4NucA/TZnA4xhnYGI/AAAAAAAAA0M/i1QJ12vGlo8/s1600/digitalizar0001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="458" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-1fjkst4NucA/TZnA4xhnYGI/AAAAAAAAA0M/i1QJ12vGlo8/s640/digitalizar0001.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-796340281157021579?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/796340281157021579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/04/exemplo-de-parelheiros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/796340281157021579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/796340281157021579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/04/exemplo-de-parelheiros.html' title='Exemplo de Parelheiros'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1fjkst4NucA/TZnA4xhnYGI/AAAAAAAAA0M/i1QJ12vGlo8/s72-c/digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-874550048085118469</id><published>2011-03-26T09:45:00.003-03:00</published><updated>2011-03-26T09:50:17.963-03:00</updated><title type='text'>PM, serviço e procurando</title><content type='html'>O Estado de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo Reclama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cruzamento das ruas Augusta com Oscar Freire, às 16h35m desta sexta-feira, 25 de março de 2011, um pequeno carro de cor clara e vidros abertos, com uma criança e um motorista fecharam o cruzamento do sinal aberto da Oscar Freire. Eu estava de bicicleta e disse ao motorista que se ‘fizessem o mesmo com ele provavelmente não gostaria’. Como pensei que ele não tivesse ouvido, quando contornei o carro, repeti a frase. O motorista tirou a mão para fora, fez a forma de uma arma com os dedos e insinuou me dar um tiro. A partir dá levantei a voz perguntando se ele estava me ameaçando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para os lados procurando policiais e dei com três PMs encostados na parede da Side Walk, junto à banca de jornal. Pedi ajuda. Um deles me disse algo parecido a que eu estava tentando fazer o “serviço“ dele, no que respondi que eu havia sido ameaçado. O PM retrucou que ‘não havia visto a arma’. “O que significa fazer aquele gesto com a mão?”. E o PM já em voz alta respondeu que eu “estava procurando”, repetindo a frase várias vezes. Os dois PM companheiros ficaram quietos, com um olhar um tanto constrangido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motorista que fechou a passagem dos carros da Oscar Freire prejudicou todos motoristas e cometeu infração estabelecida por lei. E o fez de má fé porque moveu-se no exato momento que iria fechar o sinal. Eu como ciclista poderia simplesmente ter seguido em frente e deixado o problema para trás, mas é meu dever como cidadão zelar pelo legal e por todos. Se o PM estava olhando para o cruzamento, deve ter visto que atrás do carro que fechou o cruzamento havia uma sofisticada Land Rover preta, dirigida por uma muito fina senhora falando no telefone, parada sobre a faixa de pedestre, o que constitui dupla infração tipificada por lei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei bem o que é ser silenciosamente ameaçado, no caso do gesto da mão, porque faz parte do meu trabalho vistoriar áreas consideradas de risco, ditas violentas. Não sei como trata a lei em relação ao caso, mas uma autoridade deveria, por bom senso, evitar tais situações. Da mesma forma com relação às palavras do PM, ouvidas por muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PM de São Paulo tem um ótimo trabalho. São bem treinados e por regra lidam com situações bem complicadas com equilíbrio. Estranhei o comportamento do PM, fora do padrão. Nada que uma boa conversa interna não resolva e sei que será feita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto, e este sim preocupante, é a questão de autonomia legal da PM. Não sei se os que fazem patrulhamento de rua podem intervir em situações de trânsito. Ou só os PM da Companhia de Trânsito que é muito bem vinda de volta ao trabalho? Todos os PMs deveriam ter autonomia legal para fazer cumprir a lei, qualquer que seja ela, principalmente as de trânsito que são poucas e fáceis de trabalhar. Vejo o acontecido como fruto da falta de autoridade real que estes PMs têm em serviço. Em qualquer país onde haja lei de fato o motorista não ousaria fechar o cruzamento por ter certeza de ser multado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-874550048085118469?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/874550048085118469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/03/pm-servico-e-procurando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/874550048085118469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/874550048085118469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/03/pm-servico-e-procurando.html' title='PM, serviço e procurando'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3252707650512566039</id><published>2011-03-18T22:43:00.003-03:00</published><updated>2011-03-18T23:02:23.854-03:00</updated><title type='text'>Uma São Paulo possível</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-_R1vVvmCuQ4/TYQKq-Yr71I/AAAAAAAAAzw/sqLdfQ6S5jQ/s1600/100_2062.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;“Eu tenho um sonho....” &lt;br /&gt;Tenho consciência que o meu primeiro trabalho como Bike Repórter Eldorado FM foi bom. Consegui deixar para o público o sonho que esta São Paulo, megalópole de contrastes, não raro terríveis, pode ter saída. Fiz o Bike Repórter entre 1999 e 2001, saindo do ar logo depois do 11 de Setembro brutal. “Eu tenho um sonho” - usei mais de uma vez este jargão para delirar, ou será pensar, atrever, antever, sobre a possibilidade que creio a maioria dos paulistanos não consiga imaginar realizável. Estão acostumados com o ruim. Transformar uma cidade, uma sociedade, vidas é possível e interessante. A história freqüentemente prova isto. Bogotá, Londres, Nova Iorque, só para citar 3, são prova atual que é possível. &lt;br /&gt;&lt;img border="0" height="300" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-_R1vVvmCuQ4/TYQKq-Yr71I/AAAAAAAAAzw/sqLdfQ6S5jQ/s400/100_2062.jpg" width="400" /&gt;&lt;br /&gt;Grandes cidades se reúnem desde do fim do século XIX para trocar experiências. Até pouquíssimo tempo o discurso preponderante foi “garantir o fluxo de veículos (motorizados é lógico)”. Esta filosofia, ou política, como queira, morreu, finito. Falta enterrar, e rápido porque está fedendo. A cada dia mais e mais pessoas, administradores, funcionários públicos e políticos, mesmo os mais retrógrados, conseguem ver que a cidade deve mudar para o respeito à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um senhor que está trabalhando comigo disse que havia saído do trânsito de São Paulo porque não agüentava mais continuar ficar fazendo coisas pequenas, pontuais, que não adiantam nada. Para resolver precisa fazer o todo, mudar o maior, o macro. Sonhar, desafiar, executar. É voz corrente que fazer pequeno é mexer aqui e empurrar para lá o problema; uma verdade sem questionamento. A cidade é um organismo muito complexo que não pode ser pensada de forma pequena, tacanha. São Paulo tem pedaços ótimos, mas fragmentados, desassociados. É seu charme e ao mesmo tempo seu câncer. A bem da verdade, câncer mesmo é a pobreza de espírito de toda sua população, mas este são outros quinhentos.&lt;br /&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-ad5oQXAaBD4/TYQOitsYXpI/AAAAAAAAAz8/dvK3hH3ULGo/s1600/100_1446.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-ad5oQXAaBD4/TYQOitsYXpI/AAAAAAAAAz8/dvK3hH3ULGo/s400/100_1446.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Eu tenho um sonho...”. Não; eu tenho vários sonhos.&lt;br /&gt;Que tal tirar os ônibus dos corredores e colocar bondes, opss... desculpem, VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos). Sim, o velho e bom bonde, sobre trilhos, que não agridem o entorno, que são mais silenciosos, menos poluentes, transportam com mais suavidade... Avenidas como a Santo Amaro e Celso Garcia, hoje completamente degradadas pelo transporte de massa de baixa qualidade, voltaria a ter vida com qualidade. O bonde sozinho faz verão? Não! No caso da Celso Garcia perdemos a oportunidade de ver implantado o projeto de recuperação da avenida e todo entorno, do Centro até a Penha, que infelizmente morreu na praia, sabe se lá por que. Quando estive em Amsterdã e passei por vias com perfil parecido as nossas velhas avenidas degradadas senti um nó na garganta. Dá para fazer, basta querer. Houve projeto e cheiro de dinheiro, picaram, queimaram e jogaram no lixo. Talvez o sonho do paulistano seja ter muitas monumentais pontes estaiadas. Deprimente. Pode até ter sua beleza, mas urbanisticamente é paupérrimo, deformante. &lt;br /&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-T1uIfsOCYH0/TYQOFI0aZ9I/AAAAAAAAAz4/aiZj8DqHIqs/s1600/100_1334-1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-T1uIfsOCYH0/TYQOFI0aZ9I/AAAAAAAAAz4/aiZj8DqHIqs/s400/100_1334-1.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pontes são um marco em qualquer cidade digna do mundo. Aqui servem para veículos motorizados, se tanto, uma coisa sem graça, com uma pretensa função, algumas vezes mal executada. Ninguém olha para as pontes. Nem para a das Bandeiras, obra imponente em art déco, mirante das caudalosas águas do Tiete. Devem pensar que estas últimas palavras é poesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me agrada é ficar parado no topo da ponte Bernard Goldfarb, apesar do perigo dos ônibus passando raspando causado pela falta de passagem para pedestres. É aquela ponte paralela à ponte Euzébio Matoso, e que liga as avenidas Francisco Morato e Vital Brasil à rua Butantã, Pinheiros. Ela é bem mais alta que a Euzébio Matoso e proporciona uma vista magnífica da várzea do rio Pinheiros. Para o norte vê-se a curva do rio para esquerda com o Pico do Jaraguá ao fundo do verde do bairro residencial de Alto Pinheiros. Mais próximo da ponte o imponente edifício da Editora Abril e um conjunto de novos e modernos escritórios de bom gosto. Infelizmente vão construir mais um edifício na cabeceira esquerda – norte e a vista do horizonte e o por do sol provavelmente se perderá para sempre. Para o lado sul está o Jóquei Clube de São Paulo a frente do verde e casas do bairro Cidade Jardim. Ainda ao sul, do outro lado do rio há uma parede confusa e até feia de edifícios de vários tamanhos, estilos e épocas, como que indicando “bem vindo ao caos”. De qualquer forma é uma vista magnífica que mereceria destino melhor que a passagem corrida de automóveis e ônibus. Eu tomaria a ponte dos carros para a criação do Museu dos Rios. Dá para usar a mesma estrutura para colocar uma área pública, romântica, envidraçada, transparente, significativa da retomada da cidade pela vida. Com isto se faz um boulevard na rua Butantã ligando o rio até os largos de Pinheiros e da Batata. Retomada a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim todos edifícios da Avenida Paulista seriam obrigados a interligar seus térreos ou shoppings, ampliando a área de convívio e melhorando as mobilidades quando a condição climática não for boa. Não é tão simples assim de realizar, mas poderia fazer com que áreas comerciais que hoje estão praticamente mortas revivessem. Fortaleceria a unidade de um espaço urbano que hoje não passa de um aglomerado de construções diversas, de gosto bem duvidoso. Hoje a junção se faz pela via de passagem rápida (velocidade máxima 60 km/h) e um calçadão. (E uma quantidade incomoda de atropelados.) O mobiliário urbano que havia lá, projeto de alta qualidade estética, prático e funcional, vem sendo desmembrado e descaracterizado. Vide a troca das tradicionais luminárias de canteiro central, agora um arremedo kitch do modernismo barato. Ilumina, concordo, mas é brega. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paulista tem que se transformar em um espaço digno de uma das maiores metrópoles do planeta. Falta respeitar pessoas com deficiência, ciclistas, os próprios pedestres, quem usa o transporte de massa de superfície... Falta mais espaços de convívio, como o estímulo a mesinhas na calçada. Falta uma integração mais dinâmica com o resto da cidade, no melhor aproveitamento de espaços próximos como o terraço sobre o Túnel 9 de Julho e Parque Trianon; ou até a força do Bexiga; da Frei Caneca, rua Augusta, do mirante para o Pacaembu da própria av. Paulista (cruzamento com a rua Minas Gerais). Tem que integrar, que girar 24 horas. A interligação dos edifícios e condomínios é complicada, simplesmente um sonho de unidade, de conjunto, de urbanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou falar em reorganizar o Centro porque isto é o básico do básico e não um sonho. Infelizmente tem gente que acredita que a imbecilidade que se fez em nome do Projeto Nova Luz é o correto. Ignorância é o maior perigo. Cracolândia ou Cacolândia? Aliás, as operações urbanas são um tanto deformantes. Não entendo bem a quem servem...... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim o principal sonho é ver o Projeto Córrego Limpo completamente realizado, com a recuperação plena da qualidade das águas e do entorno, com a criação de parques lineares, acesso fácil, onde venham a ter crianças brincando na rua sem que seus pais tenham que ficar vigiando, como acontece em qualquer lugar civilizado do planeta. O Córrego Limpo está caminhando, mas poderia estar bem mais adiantado se houvesse apoio real da população. Algumas intervenções são difíceis porque é necessário tirar gente que invadiu área pública, o que não falta nesta cidade. Mesmo em áreas bem estabelecidas como no entorno da av. Francisco Morato, Butantã, há dificuldades para se implantar coisas bestas como as facilidades propostas pelo Ciclo Rede Butantã, que espero será implantado em uns 7 córregos e ruas adjacentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que São Paulo carece de projeto, sonho, de inteligência urbana, de coletividade, de paulistanidade. Se fosse possível desinvadir estas terras de seus usurpadores... Daria para falar em pegar uma ponte e colocar um museu com vistas para o rio; e não seria coisa de louco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img height="72" src="https://lh3.googleusercontent.com/-_R1vVvmCuQ4/TYQKq-Yr71I/AAAAAAAAAzw/sqLdfQ6S5jQ/s320/100_2062.jpg" style="filter: alpha(opacity=30); left: 564px; mozopacity: 0.3; opacity: 0.3; position: absolute; top: 352px; visibility: hidden;" width="96" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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Não tenho porque acreditar. Como cidadão, vejo o produto final em geral de baixíssima qualidade. Pelo contato que tive e sigo tendo com vários setores e instituições, principalmente da coisa pública, acredito que a ineficiência não vem de incompetência generalizada, má fé e roubalheira, como acredita a maioria. Este é um problema muito menor do que se imagina. A coisa pública está cheia de gente séria, competente, esforçada e trabalhadora, mas que serve a uma máquina que funciona pessimamente mal. Somos uma sociedade tão rica e ao mesmo tempo tão precária, frágil, pobre é a palavra mais apropriada. Da mesma forma que quando o Brasil era uma colônia, nossas riquezas continuam sendo jogadas ao vento. É fácil culpar o outro, prática tão comum hoje em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 22 de Fevereiro deste 2011, à 01h da madrugada, morreu atropelado no quilômetro 13 da Rodovia Raposo Tavares o calouro da FEA USP Leonardo Araujo dos Santos. O que se sabe é que naquele seu primeiro dia de aula aconteceu o trote, que durou até lá pelas 22h. Do fim do trote até seu atropelamento na rodovia, 3 horas depois, há um vácuo. Quem conheceu a vida da família Araujo, este menino, mãe e irmão, sabe que Leonardo era um jovem fora da faixa de risco. É uma família de classe média sobrevivente. Os três são centrados, objetivos, tranqüilos, lutadores, positivos e construtivos. Gente do bem e da paz. Seguindo os passos do irmão mais velho Leonardo também entrou na USP. A forma como chegaram lá aumenta muito o valor da conquista. Muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tvig.ig.com.br/354755/aluno-da-usp-morre-atropelado-em-rodovia.htm"&gt;http://tvig.ig.com.br/354755/aluno-da-usp-morre-atropelado-em-rodovia.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até ter sido um simples atropelamento. Simples atropelamento! Que absurdo! Pode até ter sido, mas que não se deixe de investigar os fatos. Muito fácil para ser realidade. Meninos com o valor deste são raros aqui ou em qualquer parte do mundo e não podem ser desperdiçados. A perda deles é um tiro no pé do próprio futuro do país. O que se sabe até agora é que Leonardo passou pelo trote na av. Faria Lima e depois sumiu. Morava com a mãe em Vila Maria Alta. Não gostava de beber, não era chegado a grandes festas, gandaias, divertia-se dentro de seu habitual equilíbrio e calma. Como foi parar na Raposo Tavares, o que estava fazendo caminhando na pista, porque não viu e ouviu o carro vindo em um ponto que isto é relativamente fácil? Teve morte instantânea. Os fatos podem ser simplesmente estes, mas a morte de um jovem, principalmente valoroso não é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesma semana veio a tona os números sobre a violência no Brasil, que vem aumentando assustadoramente nestes últimos anos. O número de jovens mortos é absurdo. Mesmo em guerras, as mais sangrentas, jovens são preservados. Aqui no Brasil Leonardo e milhares de outros viraram estatística. E aceitamos. Os cidadãos deste país fogem do drama humano. A ignorância geral, sem exceção, faz com que o brasileiro não consiga vislumbrar sequer o custo destas perdas. Acredita-se que acovardar-se escondido em pseudo-castelos medievais nos salvará da realidade selvagem. Lá fora não importa que um valiosíssimo Tim Lopes seja trucidado e logo depois débeis mentais arrastam por 7 km de ruas e matam um menino de 6 anos, João Hélio. Só 50 pessoas foram ao manifesto. Estas cenas mudam de roteiro e se repetem de maneira vergonhosa, mas todos aceitam a vergonha como normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsabilizo a sociedade brasileira, que continuamente se prova frouxa, em todos os sentidos da palavra, pela inoperância das instituições. Confio que a história de Leonardo, muito estranha, seja esclarecida porque sei que há gente de valor nestas mesmas instituições. Gente que quer construir um país, um futuro, mesmo sendo chamados por grande parte da sociedade de incompetentes e corruptos. Peço a estes bravos servidores que busquem a verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-1978460432235946943?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/1978460432235946943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/o-custo-de-uma-morte-sem-sentido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1978460432235946943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1978460432235946943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/o-custo-de-uma-morte-sem-sentido.html' title='O custo de uma morte sem sentido'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3824145720868368396</id><published>2011-02-25T21:42:00.000-03:00</published><updated>2011-02-25T21:42:39.465-03:00</updated><title type='text'>foto marcante</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uLkjWqY8t-E/TWhMVLgXl1I/AAAAAAAAAzY/rdGojwBxoNc/s1600/100_4932.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="278" l6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-uLkjWqY8t-E/TWhMVLgXl1I/AAAAAAAAAzY/rdGojwBxoNc/s400/100_4932.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há alguma forma que esta semana desapareça? Esta foto passa a ser, para mim, a marca desta semana triste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Myrian, que ai pedala feliz, é a mãe de Leonardo Araujo dos Anjos, atropelado e morto nesta última terça-feira, dia 22 de Fevereiro de 2011, às 01h00m, na Rodovia Raposo Tavares. Tenho que tomar fôlego para conseguir digitar o texto sobre a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Caloi Easy Rider, uma das bicicletas mais agradáveis de pedalar que indústria brasileira criou, foi criada pelo Fábio, conhecido como Japinha, uma figura adorável. Teresa D’Aprile acaba de me comunicar o falecimento dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironia da vida: sempre usei esta foto para falar de felicidade, das possibilidades que a bicicleta abre para qualquer um. Esta semana ela fala sobre outras coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carinhos às famílias. Leonardo e Fábio são guardados no meu coração em um lugar especial, quase como filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3824145720868368396?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3824145720868368396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/foto-marcante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3824145720868368396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3824145720868368396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/foto-marcante.html' title='foto marcante'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uLkjWqY8t-E/TWhMVLgXl1I/AAAAAAAAAzY/rdGojwBxoNc/s72-c/100_4932.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5923470649813195639</id><published>2011-02-21T11:54:00.001-03:00</published><updated>2011-02-21T11:59:42.802-03:00</updated><title type='text'>A responsabilidade legal pelo ciclista</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/div&gt;São Paulo Reclama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-s2JPwvDTbr0/TWJ9sPTLbvI/AAAAAAAAAy4/6AvCsDMR0Lo/s1600/IMG_0020.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" j6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-s2JPwvDTbr0/TWJ9sPTLbvI/AAAAAAAAAy4/6AvCsDMR0Lo/s400/IMG_0020.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;Lili caiu de sua bicicleta num buraco da rua da Consolação esquina com rua Estados Unidos. Estava praticamente parada, o que resulta nos piores tombos. Teve trincas em ossos do pulso e fratura no rádio, o que a levou a uma operação corretiva. Deve ficar parada por mais de um mês, o que lhe é uma grande complicação. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Histórias de acidentes com bicicleta, como o de Lili, são cada dia mais freqüentes; resultado do rápido crescimento do número de ciclistas circulando e dos perigos do uso da bicicleta, dirão. Será verdade? É tão simples assim? É a mesma coisa em todas as partes do mundo? E de quem é responsabilidade legal? Do próprio ciclista? &lt;/div&gt;Em entrevista para TV, uma autoridade colocou que no Estado de São Paulo 22 milhões de veículos vão receber os benefícios legais do IPVA 2011 pago. Este número diz respeito só aos veículos motorizados. Se neste cálculo for computada a bicicleta temos mais pelo menos 8 milhões, portanto 30 milhões de beneficiados. Bicicleta é, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, um veículo, portanto deve ser incluída como beneficiária dos impostos pagos. E na fala da autoridade. Mais ainda,também pelo mesmo CTB, pedestres tem prioridade sobre veículos, portanto também devem entrar nesta partilha. E ai vai... &lt;br /&gt;O que IPVA tem a ver com buraco? Provavelmente nada, mas a declaração leva à questão do dever e da responsabilidade legal do Poder Público. Hoje só é incluído quem interessa. &lt;br /&gt;De quem é a responsabilidade legal pelo tombo do ciclista? Do ciclista, dirão. O ciclista sempre é o responsável pelos próprios atos, dirão. Se não houver uma ciclovia, ciclofaixa ou sinalização específica ele circula sobre a própria responsabilidade, dirão. Definitivamente não é verdade. Não é o que diz a lei. No caso de Lili a responsabilidade é da Prefeitura, que deve manter o pavimento das ruas em perfeitas condições ou sinalizar os eventuais problemas. Mais ainda: havendo ou não qualquer sinalização a responsabilidade pela circulação segura do ciclista (e pedestres) nas ruas é da Prefeitura e do órgão responsável, no caso a CET SP. Está no CTB, é lei, cumpra-se. O que acontece hoje é que as autoridades se valem da grave distorção onde a ausência do poder público é facilmente aceita socialmente. É o jeitinho brasileiro - “Se eu não fiz não sou responsável”. O cidadão assumiu seus riscos...&lt;br /&gt;Está na hora da sociedade entender que boa parte dos acidentes envolvendo ciclistas (o foco do momento) e pedestres são causados por falhas, erros ou ausência do Poder Público. É fácil tipificar na lei de quem é a responsabilidade. A lei é um instrumento claro e bem usada ajuda a melhorar a vida de todos. Ciclistas, como qualquer cidadão, têm direitos e deveres. Assumir responsabilidades não devidas ou deixar como está é assinar a continuidade da incompetência e baixa qualidade na qual vivemos. A cidade de São Paulo é uma das mais ricas do mundo, mas sua qualidade urbana e segurança estão muito aquém do aceitável para sua posição. Os números de mortes no trânsito mostram que há algo muito errado, mas muito errado mesmo. A imagem da bicicleta insegura é muito interessante para um grupo de pessoas que são intimamente ligadas à fluidez do trânsito motorizado. “Bicicleta atrapalha!” é o estertor dos que não acreditam em novos tempos, na construção de uma nova cidade, para todos, voltada para a vida e não só o carro. A negação da realidade, o empurrar responsabilidades, tão comum às autoridades, está criando mais uma categoria de motoboys, agora os ciclistas. Se já não bastasse o horror diário que temos. Mas... quem se importa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5923470649813195639?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5923470649813195639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/responsabilidade-legal-pelo-ciclista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5923470649813195639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5923470649813195639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/responsabilidade-legal-pelo-ciclista.html' title='A responsabilidade legal pelo ciclista'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s2JPwvDTbr0/TWJ9sPTLbvI/AAAAAAAAAy4/6AvCsDMR0Lo/s72-c/IMG_0020.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3516792216542231249</id><published>2011-02-15T10:11:00.005-02:00</published><updated>2011-02-15T10:54:11.065-02:00</updated><title type='text'>Para não se arrepender</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Se arrependimento matasse... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrependimento é algo dispensável, que a vida vai ensinando os caminhos para evitar, ou pelo menos para minimizar nossas posições mais fortes, as que com o tempo se mostram ineficazes ou pouco produtivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a bicicleta quem me ensinou que algumas ações, julgamentos, juízos e preconceitos pouco valem quando a verdade é colocada em pratos limpos. Mas considero que muito de minha segurança no transito depende de não fazer coisas insensatas das quais possa me arrepender mais tarde. Entenda os outros e será seguro. Jogue a culpa no que está em volta e aumentará seus riscos. E mesmo que o outro erre, analise com inteligência. Potenciar o erro do outro enfraquece as próprias virtudes. Virtudes nos traz bom senso e bom senso o bom futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto quatro breves e incompletas histórias, duas da vida pessoal e duas de minha relação com a bicicleta e a vontade de mudar o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História 1:&lt;/strong&gt; Foi um longo namoro. Dez anos de paquera, namoro, e pouquíssimo tempo de noivado, um relacionamento de forte paixão, relativamente tranqüilo, de bom companheirismo, mas imaturo. Acertados os detalhes logo estávamos casados e seguindo viagem para Recife, onde fomos morar. Exatamente 3 meses e 20 dias eu estava dirigindo o carro de volta para São Paulo; só. Fui entender o que passara quando a psicóloga disse sem meias palavras: “Sua mulher tem um distúrbio neuro-depressivo (hoje conhecido por “bipolaridade”). Você não poderia entender o que estava acontecendo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História 2:&lt;/strong&gt; Os noticiários davam que a fazenda do então Presidente Fernando Henrique Cardoso havia sido reintegrada pela Polícia Federal depois de sei lá quantos dias de invasão e alguns tantos danos à propriedade. No meio das imagens da TV a de uns Sem Terra imobilizados com a cara no chão de terra. A questão foi tema da conversa do jantar da casa de minha avó. Eu disse que colocar os Sem Terra naquela posição era um grande erro porque, principalmente na fazenda do Presidente da República, a desocupação deveria ser feita no mais restrito da lei. “Acontecer deslizes legais em outro lugar ainda vai, mas na fazenda do Presidente da República é burrice porque sabota a autoridade máxima do país. É um grande estrago para todos”. Meu tio falou de bate pronto: “Você apóia este pessoal, você gosta de invasor!” Entramos em um embate tenso, pessoal, portanto inútil. Em um determinado momento que soltei “Você é fascista!”. “Você conhece meu trabalho. Acha que sou fascista?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História 3:&lt;/strong&gt; Estava com o pulso engessado e não poderia correr a etapa do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike em São José dos Campos, mas como “jornalista” tive que ir lá ver os treinos e ouvir a fúria dos competidores porque o circuito havia sido alisado por máquinas e parecia um estradão de terra. A razão, diziam todos, era que a Caloi, responsável e patrocinadora do evento, queria a todo custo que Mazzaron, da própria Caloi, ciclista de estrada dos melhores que o Brasil já teve e iniciante no mountain bike, mas ainda sem prática com a buraqueira, tivesse sua vida facilitada. No dia da prova fiz inscrição para minha categoria (máster) sem o gesso. Na hora da largada fui levado para pista cuidadosamente cercado pelos outros competidores para que a organização não visse não só o gesso, mas minha bicicleta, uma Caloi 10 das antigas, que quebraria num circuito de mountain bike de verdade. Larguei, corri, fui avisado aos gritos por amigos que a organização não iria me desclassificar, mas queria me matar. O circuito estava tão liso que terminei a prova com pulso e bicicleta inteiros. A provocação surtiu efeito. Dali para frente provas de mountain bike passariam a ser provas de mountain bike. E eu fiquei com grandes inimigos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-79kL88E3oeo/TVp1PceiDpI/AAAAAAAAAyc/tN7WEj-KrKQ/s1600/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="141" src="http://2.bp.blogspot.com/-79kL88E3oeo/TVp1PceiDpI/AAAAAAAAAyc/tN7WEj-KrKQ/s200/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0002.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Hpg1x3g0GbQ/TVp1LBxJESI/AAAAAAAAAyY/nmwwFFqOaTQ/s1600/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="141" src="http://2.bp.blogspot.com/-Hpg1x3g0GbQ/TVp1LBxJESI/AAAAAAAAAyY/nmwwFFqOaTQ/s200/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0001.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;strong&gt;História 4:&lt;/strong&gt; Gunter Bantel era então responsável pelo Projeto Ciclista do Município de São Paulo. O Projeto Ciclista propunha uma série de ciclovias espalhadas pela cidade, umas 100 se não me falha a memória, todas desconectadas. Eu tinha idéias bem diferentes de como trabalhar a questão da bicicleta e como introduzir um sistema cicloviário. Era (e continuo sendo) contra a “ciclovia salvação da humanidade”, o que considero um desperdício de dinheiro. Bantel era conhecido por seu gênio forte, por ganhar espaços no grito, pela intransigência com certos pontos, pela obstinação. Pelo sim ou pelo não, boa parte do que há até hoje em São Paulo para bicicletas tem de alguma forma sua mão. Durante a criação do mapa Ciclo Rede Rio Pinheiros, da GTZ com a SVMA SP, houveram algumas tensões no processo, algumas estranhas. Um pouco depois de terminado o mapa Ricardo Otake tornou-se Secretário de Verde e Meio Ambiente, me chamou para conversar e perguntou o que eu acreditava que deveria ser feito para seguir com o Projeto Ciclista. O fim da era Bantel foi ali decretado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-U45wL58bJs4/TVp2roAXzKI/AAAAAAAAAyg/RJ_ykmRBpHA/s1600/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="141" src="http://3.bp.blogspot.com/-U45wL58bJs4/TVp2roAXzKI/AAAAAAAAAyg/RJ_ykmRBpHA/s200/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0003.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HVaaPqfVrjw/TVp28ImUK7I/AAAAAAAAAyo/hnjrN409pSM/s1600/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0004.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="141" src="http://2.bp.blogspot.com/-HVaaPqfVrjw/TVp28ImUK7I/AAAAAAAAAyo/hnjrN409pSM/s200/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0004.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se pudesse voltar atrás...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha separação de Tina é uma das cicatrizes mais doloridas que trago na vida. Infelizmente consigo reviver cada segundo do momento que avisei que estava terminado e que eu ia embora. Está feito, não tem reversão. Finito! Infelizmente. Infelizmente. Infelizmente. Sinto por todos, não só por nós dois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda vou trabalhar meu tio, que tem como defeito usar sua brilhante inteligência e charme para sempre sair por cima das situações, até as mais banais. É um cara bom, ótimo família, um ego forte que sabendo levar diverte e faz bem. A posição política que tem é direito dele. Perder o relacionamento foi imaturidade minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mazzaron era a de um tanto de ciclista vitorioso um pouco introvertido ou centrado no objetivo. Nestes anos fez um mais que bom trabalho em pró do ciclismo de competição. Amadureceu a abriu-se. Aquela história de São José dos Campos, que nunca nos demos o direito de conversar com calma, teve vários desdobramentos, mas ficou no passado. Coisas desagradáveis que acontecem na vida de qualquer um. Ele era “o” ciclista da Caloi e recebia ordens. Mazzaron pedalava, não fazia circuitos. Juan Timon, de quem já escrevi um texto, meu grande inimigo / amigo, em qualquer ordem, provavelmente foi o responsável pela alisada no circuito. Hoje Mazzaron rema para o mesmo lado de todos. É peça crucial na engrenagem. Uma posição radical sobre aquela história de todos nós não teria dado chance de Mazzaron mostrar seu amadurecimento e os resultados que hoje ele nos oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bantel é uma das principais peças da história da bicicleta no Brasil. O gênio de rottweiller que tinha na época, mais umas coisas de pura cabeça dura alemã, me fez tomar uma posição que hoje tenho minhas sérias dúvidas que tenha sido a melhor. O fato é que Batel provavelmente fosse indispensável para a época, mesmo que eu continue considerando que se poderia ter sido feito muito mais, muito mais facilmente, por muito menos de outra forma. O fato é que ele fez, com acertos e erros, mas fez. Flexibilidade teria engraxado a situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ficar aqui contando historinhas de vida como estas. Infelizmente as tenho aos montes. Em algumas o arrependimento mata, aos poucos, lentamente; noutras deixa a dúvida cruel. A única certeza é que o que se pode tirar do fazer concessão é sempre melhor que deixar nossa intransigência fechar portas. Porta fechada esconde caminhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei macaco velho. Muitos anos de estrada. Vi o ciclismo e a bicicleta serem violentados por situações sem nexo, por fofocas, intrigas, incompreensões, bitolamento, falta de inteligência, educação, amadorismo, bobeira, e tantas outras faltas de maturidade. Ou até por razões justas que acabam levando a caminhos estreitos. Ouvi montes de histórias ruins. Não faz muito tempo havia o negócio da bicicleta era um oligopólio que mandava e desmandava na base da força bruta. Houve muita sacanagem, muita intimidação e até coisas piores. Não deu certo, nem poderia dar. Julgamento rápido, condenação certa e fuzilamento é ineficaz, burrice mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje todos estamos mais maduros. O Brasil está mais maduro, toda a sociedade está mais treinada para vida em grupo, para alcançar objetivos mais sólidos e duradouros. Começamos a entender que ou vamos todos em frente ou ninguém chega a lugar nenhum. Sociedade: organização coletiva. Com a coisa da bicicleta não é diferente. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3516792216542231249?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3516792216542231249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/para-nao-se-arrepender.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3516792216542231249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3516792216542231249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/para-nao-se-arrepender.html' title='Para não se arrepender'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-79kL88E3oeo/TVp1PceiDpI/AAAAAAAAAyc/tN7WEj-KrKQ/s72-c/Projeto+Ciclista+Nova+Faria+Lima0002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3441593922414622828</id><published>2011-02-03T23:16:00.004-02:00</published><updated>2011-02-03T23:25:42.896-02:00</updated><title type='text'>Pelas tumbas do Faraó!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUtVYfHBOjI/AAAAAAAAAw4/ZBWTA0DlDrc/s1600/DSC04204-1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="112" src="http://3.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUtVYfHBOjI/AAAAAAAAAw4/ZBWTA0DlDrc/s400/DSC04204-1.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;- Valéria, você que mexe com internet faz tanto tempo podia imaginar que aquilo ia dar nisto, que a informação em vez de ser um controlador de poder iria um dia ser o detonador de revoltas como esta do Oriente Médio, principalmente Egito?&lt;br /&gt;- Ninguém podia dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias correm numa velocidade brutal. O pau que está rolando neste segundo nas ruas do Cairo pode ser visto instantaneamente na telinha de um bom computador. Acabaram de me telefonar com voz embargada porque um camburão veio correndo contra a massa protestante e simplesmente passou por cima de uns tantos, enquanto outros voavam atirados para cima e os lados como fosse desenho animado. Só que “for real”. Era criança, 9 anos, estava na rua quando as rádios começaram a gritar que havia estourado a revolução (de 1964). Corri aos prantos para casa. Não sei como uma criança reagiria hoje, mas provavelmente mais tranqüila porque está acostumada a realidade nua e crua instantânea. Quando não aos “games” ou mesmo desenhos animados matinais onde tudo explode, tudo vai pelos ares, todos morrem com a maior naturalidade. Uma hora destas inventam uma forma de transmitir cheiros e a realidade será mais real ainda. Uma grande diferença para os desenhos de Pica-Pau e Pato Donald de minha época. No caso do Pato Donald era necessário montar a máquina projetora de filmes, tirar o filme da lata, montar o filme na projetora, encaixar bem os dentes do filme, esperar a lâmpada esquentar, acionar e ver o filme. Opa; esqueceram de ligar a caixa acústica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é “enter”, ponto! Pato Donald vai para o alvo do tiro. Pannnn... pannnn.... pannn. Acertou! e o ser vivo que vinha voando em sua direção vira instantaneamente um frango assado com direito a pontuação. Game over.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha reação mudou muito e rapidamente. Quando Blumenau veio abaixo eu fiquei desesperado, praticamente surtei. Agora neste horror que aconteceu na Região Serrana, fiquei chocado, mas parece que me acostumei. Provavelmente não. A Internet trouxe notícias sobre desvios que foram feitos nas doações para Blumenau e isto tirou meu pique. Mas não foi só. Um amigo de Blumenau saiu de bicicleta e distribuiu fotos que qualquer mídia teria censurado, coisas brutais. Aquele nível de imagem obviamente foi também censurado agora. Há limites. Ou não deve haver? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valéria acabou entrando no tema do momento: qual o limite a Internet deve ter? Nenhum. É a definição de liberdade em si. Censura, no pior sentido, neste caso é idiota porque ninguém segura a rede. O governo Egípcio bem que tentou, mas em vão. Cortaram a Internet do grande público. Cortaram a telefonia. Tentaram silenciar as mídias. Impossível. Internet via rádio amador. Via rádio amador? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje se transmite por Internet pela eletricidade. Por rádio amador é fácil; explica Valéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os noticiários deram que operadoras da Europa deixaram livre seus sistemas para o Egito. Se não fosse assim seria de outra forma. A molecada acha um jeito, acha um caminho. Não tem mais freios. Ironia do destino é vitória completa do liberalismo. Tremam os que sentem arrepios deste desatino do capitalismo selvagem, mas é verdade, nada mais liberal que a Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando as imagens do desastre da Região Serrana do Rio de Janeiro fiquei me perguntando no que um ciclista como eu poderia ajudar. Provavelmente pouco porque nem as motos especiais estavam conseguindo passar. Já na época de Blumenau fiquei com a idéia de como organizar os ciclistas para uma situação de emergência. Na minha santa estupidez dos 55 anos de vida não consigo imaginar; ou consigo imaginar, mas não conseguiria executar. Provavelmente se colocasse na mão de moleque ele resolveria e rapidamente organizaria o pessoal via Internet. Ai teria que entrar a voz da experiência de algum macaco velho em desastres para a coisa toda dar resultado. Os dois mundos se completam, se necessitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não consigo mesmo achar resposta é porque quando a coisa é mais objetiva, como responder “O que vocês querem da (entidade) União dos Ciclistas do Brasil” vem só uma meia dúzia de respostas? Isto para falar no nosso mundinho. Mas porque não se consegue frear fatos cotidianos que nos massacram, como a violência brutal deste Brasil dito pacífico. Não vale a resposta que o brasileiro não dá bola para estas coisas, porque os pictogramas das bicicletinhas pintadas como protesto nas ruas foram entendidos pelos motoristas, um dos grupos sociais mais agressivos deste país, e estes passaram a tomar mais cuidado com os ciclistas que ali circulavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tão fácil e ao mesmo tempo tão impossível? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante de todo este momento histórico é que os islamitas, que boa parte do ocidente euro-centrado desdenha por toscos, limitados, primitivos, e outros adjetivos mais, é que estão mostrando o caminho da revolução binária. Alá ou Allah.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3441593922414622828?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3441593922414622828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/pelas-tumbas-do-farao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3441593922414622828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3441593922414622828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/02/pelas-tumbas-do-farao.html' title='Pelas tumbas do Faraó!'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUtVYfHBOjI/AAAAAAAAAw4/ZBWTA0DlDrc/s72-c/DSC04204-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-7535461633141949451</id><published>2011-01-25T16:47:00.003-02:00</published><updated>2011-01-26T10:44:21.526-02:00</updated><title type='text'>World Bike Tour e Ciclo Faixa de Domingo fechada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAVvYqg_6I/AAAAAAAAAv8/KOlRgzdJfcM/s1600/100_7603.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAVvYqg_6I/AAAAAAAAAv8/KOlRgzdJfcM/s400/100_7603.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAWP9nIg6I/AAAAAAAAAwE/ar3SuiP1SEU/s1600/100_7630.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;25 de Janeiro de 2011. Hoje, dia de seu aniversário, São Paulo teve seu mais importante evento de bicicletas, o World Bike Tour. O evento está melhorando a cada ano em vários aspectos: organização; bicicletas mais bem desenhadas, montadas e ajustadas; familiaridade e tranqüilidade entre os participantes. Você pega a bicicleta e vai da Ponte Estaiada até a USP onde está a chegada e termino do evento. A volta para o ponto de partida este ano teve a opção de ser pela própria Marginal Pinheiros, o que ajudou muito. Nos trens da CPTM foi avisado que em caráter excepcional seriam aceitas mais bicicletas que o normal no último vagão de cada composição. Mesmo assim o ponto crítico deste grande evento paulistano continua sendo a dispersão depois do termino do passeio. São 8 mil ciclistas afluindo para um mesmo local - e saindo dele - o que configura uma grande operação de trânsito, portanto de segurança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&lt;img border="0" height="133" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAWL3hA7LI/AAAAAAAAAwA/GaxIiZEq8vk/s200/100_7623.JPG" width="200" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O que muitos se perguntaram é porque a Ciclo Faixa de Domingo, dois dias depois de sua inauguração, em pleno feriado e tão necessária para a segurança daquela massa de ciclistas, estava inativa. Por que pelo terceiro ano seguido os ciclistas foram deixados a própria sorte nas ruas. A responsabilidade pela segurança no trânsito, inclusive do ciclista, cabe, por lei, à CET. Duvido que a ordem de não operar a Ciclo Faixa de Domingo durante o evento tenha partido do Prefeito e Secretários. Menos ainda do patrocinador do evento e Ciclo Faixa, que é o mesmo. Esta é mais uma demonstração que a prioridade continua sendo a fluidez do trânsito de veículos motorizados (mesmo em um feriado destes). Oferecer segurança, prevista em lei, aos ciclistas é secundário. Em domingo ensolarado, assim como esta manha de Word Bike Tour, a Secretaria de Esportes do Município diz circularem pela cidade 700 mil ciclistas. Depois do evento o número de ciclistas circulando à esquerda nas avenidas, marcadas ou não pela Ciclo Faixa, era grande, incluindo muitas famílias com crianças.&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAWP9nIg6I/AAAAAAAAAwE/ar3SuiP1SEU/s1600/100_7630.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAWP9nIg6I/AAAAAAAAAwE/ar3SuiP1SEU/s400/100_7630.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt; Não havia ninguém para orientá-los sobre o grande perigo e a contravenção que estavam cometendo. Local de ciclista é no bordo direito da via (Art.: 247 - Código Brasileiro de Trânsito). Parabéns a organização do belo evento. Parabéns ao pessoal da Bicicletada, que prestou ótimo serviço cidadão como "Bike anjos", ou seja, mostrando o caminho mais seguro á massa de desorientados que queriam pedalar seguros de volta para suas casas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAWL3hA7LI/AAAAAAAAAwA/GaxIiZEq8vk/s1600/100_7623.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-7535461633141949451?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/7535461633141949451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/01/world-bike-tour-e-ciclo-faixa-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7535461633141949451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/7535461633141949451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/01/world-bike-tour-e-ciclo-faixa-de.html' title='World Bike Tour e Ciclo Faixa de Domingo fechada'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TUAVvYqg_6I/AAAAAAAAAv8/KOlRgzdJfcM/s72-c/100_7603.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-3823625466126198889</id><published>2011-01-15T10:54:00.001-02:00</published><updated>2011-01-15T10:58:03.270-02:00</updated><title type='text'>Invasões, trilhas e desastres</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TTGZynUEabI/AAAAAAAAAvk/ei8GptN4r_s/s1600/DSC04193.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TTGZynUEabI/AAAAAAAAAvk/ei8GptN4r_s/s400/DSC04193.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Aconteceu de novo: o morro desceu e a força das águas varreu mais uma cidade. Alguns bairros simplesmente desapareceram. Culpa da chuva? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se olha com cuidado as imagens dos morros que vieram abaixo na região serra do Rio de Janeiro quase sempre é possível ver situações que parecem ser a causa do colapso da encosta. Em uma destas imagens de destruição a mata parece intacta, mas olhando para esquerda da foto o topo da montanha há um caminho, provavelmente uma estradinha de serviço, que no ponto onde o morro desceu está escondida pela mata. Noutras o morro está pelado ou há grandes casas no topo. Quase sempre dá perceber algo estranho. A tromba d’água foi muito forte, isto não se discute, mas o que mais aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me perguntando se morros despencam desta forma quando a mata é de fato virgem. Será que houve problemas parecidos na época dos índios? Há relatos? Não se fala uma palavra sobre o passado longínquo. Não há referência. Tudo gira em torno de dramas e não sobre história e ciência, que é o que nos pode dar alguma resposta para o futuro. Não se trata situações como estas como casualidades da depredação humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado São Paulo foi o primeiro a ter uma lei, criada por Asis Ab Saber no Governo Paul Maluf, de proteção a Mata Atlântica. Hoje há uma lei Federal, de autoria de Fábio Feldman, aprovada em 2006, depois de 18 anos tramitando no Congresso. Ontem o Jornal Nacional deu uma cronologia dos desastres similares acontecidos nestas últimas décadas e o roteiro é vergonhoso para todos nós, que a bem da verdade estamos cagando e andando para este e outros problemas. Ninguém faz nada, nem em relação ao lixo que vai para o chão. Ninguém consegue fazer cálculo: custa muito mais barato prevenir que remediar. É questão da nossa cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente no meio da mata deve haver trilhas para pedestres, animais, que não costumam ser problema, e talvez até para motos, jipes e outros motorizados. O efetivo de policiais florestais é muito baixo e o controle é precário, mas com a lei foi dado um passo importante. Hoje, com o problema da escassez de água para a população da região metropolitana de São Paulo há a necessidade, cada dia mais urgente, de manter os mananciais produtivos, intactos e limpos. Água é mais valiosa que ouro. A proteção das matas ciliares, dos morros no entorno, e de todo do ecossistema correlato às águas passou a ser coisa séria. A discussão sobre construir desordenadamente passou para um novo patamar onde até os invasores e depredadores têm consciência que do jeito que foi e está não pode continuar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns meses ouvi uma conversa sintomática de uma moradora do Bororé, bairro as margens da Represa Billings, área com muitas construções irregulares, invasões nas margens dos córregos e morros. Dizia ela que há uma certa irritação do povo que é morador antigo, dos lotes legais, com o pessoal que invadiu o córrego que se vê de sua rua. A conversa tinha um tom forte no sentido de que não se considera mais aqueles invasores uns coitados, um pessoal igual que não tem para onde ir, que invadir área pública é normal. Ela tem uma consciência clara sobre o que é área legalizada e ambientalmente correta, e começa a pensar em agir para retirar o pessoal ilegal dali. A comunidade quer ter uma cidade urbanizada, quer seu parque linear, não quer mais ficar socorrendo quem sabidamente está onde não deveria estar. Efeito do projeto Córrego Limpo da SABESP que já foi implantado na represa Guarapiranga, não longe dali, e que para mim é o projeto urbano mais importante em andamento no país porque educa para as águas. Água nos mostra sua incrível força para a vida, a destruição ou a morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este novo desastre da região serrano do Rio de Janeiro me fez lembrar as trilhas que fazemos em mountain bike, que não raro tem trechos muito erodidos pela passagem de moto ou jipe. Os buracos deixados por motos costumam ser os piores, mais profundos. Não sei quanto um talho no chão da mata, uma erosão causada pela simples diversão, pode ser causa de um desastre destes. Provavelmente em grande declividade uma situação destas desestabiliza toda encosta. O caminho deixado por uma bicicleta é muito menos danoso, mas de qualquer forma é um corte, uma cicatriz. Por isto há muitas campanhas nos Estados Unidos e Canadá para que o mountain biker seja amigo da natureza e evite deixar destruição para trás. Aqui Engenheiro Evangelista e Engenheiro Marsilac, os dois últimos bairros antes da reserva florestal de Capivari Monos, extremo sul e reserva florestal de São Paulo, houve (e espero que continue) uma ONG, se não falha a memória “Olhos D’Água”, que treinava ciclistas para fazer mountain bike amigo da mata. Acabavam servindo de fiscais e ajudando a preservar tudo. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-3823625466126198889?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/3823625466126198889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/01/invasoes-trilhas-e-desastres.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3823625466126198889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/3823625466126198889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/01/invasoes-trilhas-e-desastres.html' title='Invasões, trilhas e desastres'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TTGZynUEabI/AAAAAAAAAvk/ei8GptN4r_s/s72-c/DSC04193.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-666665016800856513</id><published>2011-01-06T16:18:00.002-02:00</published><updated>2011-01-07T11:23:39.312-02:00</updated><title type='text'>Haiti, Complexo do Alemão e o ENEN</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Só procuramos ver o que não nos incomoda ou o que não nos afeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catástrofes naturais costumam expor o desastre criado pelo homem, pela negação de sua própria história, de sua cultura, sabedoria, pela prepotência, boçalidade que nos assola perene e sistematicamente. O conforto individual vale mais que qualquer indício inegável de que a individualidade só leva a um futuro errante. Conforto é o que nos trouxe aonde chegamos. Mas passamos do ponto sensato da noção do que é segurança e liberdade, o melhor dos confortos, que só é possível através do coletivo. Ou todos temos segurança e liberdade ou ninguém está totalmente seguro e liberto, esta é a mais pura verdade. O mesmo vale para o ponto de equilíbrio do conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece hoje só pode ser justificado pelo baixíssimo nível de educação social. Ninguém escapa desta verdade. Entre a elite pensante, que tem boa cultura, é assustador o silêncio, a falta de crítica. Bem simbólico, e acho que já contei esta simbólica história, foi vivenciar um dos principais intelectuais do Brasil, muito respeitado aqui e alhures, norte de uma geração, deixar a bosta de seu cachorro no meio da praça vizinha a sua casa, onde brincam filhos e netos de amigos. Remete ao senhor feudal. Os servos que limpem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade é pública, e o que público é de ninguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Parece que) Sai de cena o ícone deste desatino, Lula, o “crustáceo”, como o próprio diz, o paizão de tudo de bom que nunca havia acontecido antes nestas paragens. Intelectuais calam perante a força populista e curvam-se perante o milagre brasileiro acontecido única e exclusivamente nestes últimos anos. Antes não havia nada, só malditos. Francis Fukuyama está absolutamente certo: “A história acabou”. Durante estes magníficos anos não houve porque nem o que criticar. A cavalo dado não se olha os dentes. Quem havia ficado de fora agora é dono da festa e sequer está preocupado com o bem casado da saída. Roberto da Matta, que o diga: (http://gilvanmelo.blogspot.com/2010/11/como-fazer-oposicao-roberto-da-matta.html). Já aconteceu antes, mas não nesta escala vergonhosa. As músicas das rádios que o digam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil de Lula repete a Argentina e seu milagre; repete o silêncio criminoso da sociedade americana durante e depois da era Bush; repete inúmeras histórias vividas. Quer deixar a família e os amigos felizes? Abra seu cartão de crédito assim simplesmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediocridade mata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENEM (ou neném como chamam os furiosos) está ai para provar. Dos que produzem as provas aos que as fazem todos estão reprovados. O exemplo máximo do país, o estadista, como quer muitos, é esperto, inteligente, e isto basta. Basta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula é fenômeno que foi sendo criado. Não se faz sucesso sem maquiagem. Papagaio de pirata faz milagres. Mundo afora há muitos como ele, criaturas de um momento histórico, de uns poucos ou do delírio da população. Lula, Kirchner, Chaves, Bush, Berlusconi, só para citar uns pouquíssimos da longa lista que em pleno século XXI. Estes senhores, são humanos, têm defeitos e qualidades, são fruto de uma grande distorção social. Construir com bases sólidas nem sempre faz muito sucesso. Os 15 minutos de fama de cada um de nós atende muito melhor ao próprio ego. Construir o futuro virou a política dos 15 minutos de fama e para isto basta uma frase de efeito, um chame especial, saber gritar em público, ficar bem na fita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas cidades são o melhor reflexo de quem somos. O governo Lula teve suas qualidades, a melhor delas foi saber propagandeá-las com esperteza. Outra foi cooptar, se não no participar, mas no calar, muito dos possíveis críticos. Continuo em minha posição que o que houve não foi socialismo muito menos um processo socializante porque as bases estão quase que exclusivamente fincadas no dar e no ter. Nossas cidades têm um monte de coisas e deixo a você, leitor, enumerá-los. Mas o que é a cidade brasileira? Portanto quem somos nós? Quem tem um grande guardião ou paizão é porque não condições de se segurar por si próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, enquanto tomava café numa doceira com cadeiras na calçada com direito a vista de uma bela praça ajardinada, aproximou-se e entrou um miserável senhor, morador de rua, com o cheiro acre típico destes. Lembrei-me das descrições das cidades medievais e pós-medievais. Oswaldo Cruz foi violentamente combatido por suas campanhas de sanidade pública, isto numa Rio de Janeiro, então Capital do Brasil, em pleno nascedouro do século XX. Jogava-se então merda pela janela – literalmente. Não muito diferente do que ainda vejo em algumas áreas não tão periféricas como muitos podem crer. O índice de coleta e tratamento de esgoto de algumas cidades é mais que constrangedor, é vergonhoso, se é que algum cidadão brasileiro tem ou sabe o que significa de fato “vergonha”. O agradável café e paisagem, com o senhor tomando seu café calmamente na mesa, ao lado tinham provavelmente o cheiro tão comum às cidades de algumas décadas passadas. Quem entrou num ônibus apertado na Europa que o diga. Ou pelos nossos becos mijados. Ou pelas ruas do carnaval... A noção atual de cidade diz que não há outra forma. O mesmo com as pequenas embalagens de papel de bala que são jogadas no chão coletivo. Tudo isto que convive-se diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciente de sua situação, o senhor havia perguntado se poderia sentar-se ali. E por que não? Ao sair esqueceu seu saco de latinhas, já todo rasgado e furado. Eu e o manobrista ajeitamos as latinhas num novo saco e fui levar até o velho senhor quieto, ciente de si e bem educado. Ele agradeceu. Voltei ao café e fui lavar as mãos. Necessidade ou neurose? Por que ter consciência pesada por lavar as mãos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como controlar a baderna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou mais de um ano e Porto Príncipe, capital do Haiti, continua um caos. Pelo que se lê ainda há corpos por todas as partes, agora vítimas da cólera. A reconstrução da área destruída pelo terremoto pouco avançou. O que fazer com o entulho? Para que investir dinheiro naquela baderna destruída que antes do terremoto já era uma baderna? Qual o valor daquilo? Pergunte aos aproveitadores e bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que estão tentando fazer as escolas funcionar. Parece que a “coisa”, seja ela o que quer que seja, está muito devagar começando a voltar à normalidade. O que é normalidade? Qual é o parâmetro para normalidade daquelas pessoas? Na Rádio Canadá Internacional, emissão em francês, foi entrevistado dia 5 de janeiro de 2011 um haitiano que escreveu um livro sobre a cidade, Porto Príncipe, que desapareceu em minutos e sobre o povo que luta para sobreviver com sorrisos. A normalidade é o caos de antes. Quantos terão idéia do que deve ser uma cidade? Quantos fazem idéia do que é conforto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caudilhos e populistas permitiram a destruição da cidade durante décadas, um século. Desmoronar tudo num terremoto só foi a cereja do bolo. Tão parecido com nossas enchentes e desbarrancamentos, com a nossa violência instituída. De quem é a culpa? Por que ter consciência pesada por lavar as mãos? Quanto vale o silêncio? Quinze minutos de sabedoria ou o futuro da família? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problema dele! Ele que se vire!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O absurdo do complexo do alemão é o tempo que a sociedade legalizada demorou para tomar uma atitude. E não foi ela quem o fez, mas um pequeno grupo de pessoas, ou policiais. Milhares de pessoas foram abandonadas. Elas se acostumaram à situação. Todos nos acostumamos à situação. Não há o habito de trabalhar um problema até sua solução final e definitiva. A libertação daquela população poderia ter sido um ato de toda sociedade? Poderia, mas isto demanda educação de fato, não esta coisa que recebemos. Não se consegue sequer explicar aos letrados o que hoje é chamado de “doença social”, no caso “câncer social”. Há muita gente que não consegue entender a sociedade como um tecido vivo que pode ficar doente, fora do equilíbrio, e que precisa de tratamento. Os letrados se trancam em seus carros de vidro preto e a cidade passa ser algo distante, tão irreal como uma imagem virtual. Há uma incapacidade geral de perceber que a solução pode ser mais fácil que imaginamos, que o problema é deixar crescer a bola de neve ladeira abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova Iorque tratou de seu câncer e está novamente em pé. Hoje eles têm todos os custos, da violência e do tratamento desta, planilhados. Sabem quanto custa um pichação, um mendigo, um assalto, o traficante; custo que recai sobre toda a sociedade, até mesmo nos que se crêem mais protegidos e seguros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na destruição entram os que acreditam que são estadistas, os que acreditam ser justos, os que acreditam estar fazendo o bem para si e suas famílias. O ponto em comum é a falta de noção do que é o processo construtivo que só a vivência recheada de cultura nos traz. Não existe cidade sem educação ampla geral e irrestrita. Não há solução mágica. Parece que ninguém faz idéia do que é uma cidade. A cidade é um caldo de cultura sem tamanho que só a educação pode dar rumo seguro. Dá para construir uma nova cidade, uma nova sociedade, uma nova civilização? Dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo a leitura deste artigo do Washington Novaes - &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101231/not_imp660153,0.php"&gt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101231/not_imp660153,0.php&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-666665016800856513?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/666665016800856513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/01/haiti-complexo-do-alemao-e-o-enen.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/666665016800856513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/666665016800856513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2011/01/haiti-complexo-do-alemao-e-o-enen.html' title='Haiti, Complexo do Alemão e o ENEN'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-754833993378084170</id><published>2010-12-24T19:16:00.001-02:00</published><updated>2010-12-24T19:22:36.904-02:00</updated><title type='text'>nascer, viver, morrer</title><content type='html'>A vida se recicla. Muito antes da civilização inventar esta coisa de reciclagem a vida vem se reciclando naturalmente. A pergunta sobre o sentido da vida feito para o sábio eremita do topo do montanha é cientificamente simples de responder: a vida é uma constante reciclagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta época do ano tem uma forte relação com o recomeçar. Para muitos Natal é o nascimento Daquele que veio para nos guiar e ano novo é a reafirmação da esperança de um tempo novo e próspero. Pois então, Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos. E para a maioria a reciclagem está realizada. Algo parecido com a reciclagem econômica que sem as grandes festas iria ser complicada, pelo menos sob os padrões que temos até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O budismo fala sobre o óbvio: nascemos, vivemos e morremos. O homem que nasceu neste dia, hoje chamado Natal e representado por Papai Noel, tem um período de sua vida, entre seus 14 e 30 anos de idade, ainda desconhecido. Há estudiosos que dizem que Jesus Cristo perambulou pela Índia e talvez mais além, que lá teve contato com o Hinduísmo e Budismo. Como qualquer outro homem, portanto ser biológico, Cristo nasceu, viveu e morreu, cumpriu o ciclo normal da vida, reciclou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que tenhamos avançado como sociedade nossa vida continua sendo conversada em torno do nascer e viver. Morrer é um tema desagradável, não raro inoportuno, que de preferência deve ser evitado. Morrer está diretamente relacionado com tristeza, dor, perda, e muito pouco com transformação, reciclagem, naturalidade dos fatos, inevitável. Talvez o melhor saldo deste ano que agora termina foi ter surgido um início de discussão mais séria sobre o direito de morte de pacientes terminais. Passei uns 7 anos acompanhando o final da vida de pessoas queridas e acabei aprendendo sobre a naturalidade da morte,&amp;nbsp;por isto&amp;nbsp;faço meus mais profundos votos que um dia, o mais breve possível, ela faça parte da vida. Talvez um dia a humanidade agradeça ao Black Sabbath original, o do Ozzy, por ter brincado com as coisas do outro lado da vida, mas no meu dia prefiro uma boa e alegre banda de jazz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte foi natural até o momento em que começou atrapalhar alguns interesses, principalmente de senhores feudais. Manter o pessoal vivo é mais lucrativo. Negócios são negócios e como qualquer outro instrumento a morte passou a ser usada e abusada como eficiente forma de controle social. A igreja que o diga. Refinou-se tanto a técnica do marketing da morte que um dia surgiu o purgatório, o mais fino esmero da sacanagem: quem é mandado para lá pode negociar seus pecados, ou seja, pagar com juros e correção monetária, e assim voltar para o paraíso. Já no inferno a coisa pega para valer, mas sempre se pode dar um jeitinho. Medo faz milagres. Pavor coletivo então... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo está no banco de reservas. Foi substituído pelo Papai Noel estilo Coca Cola, um velhinho simpático, que por ironia do destino continua sempre corado, vigoroso e nunca morre. Sua sobrevida sorridente ajuda a amenizar nossas agruras naturais da vida e nos dá a eterna esperança que nossa meia pendurada numa árvore enfeitada amanheça recheada com o nosso mais profundo desejo, normalmente algo individual e individualista. É meu! E também cria uma certa obrigação de dar algo para alguém ou para alguns. Dar não é exatamente doar. Dependendo do espírito dá-se ou doa-se, normalmente na esperança de ter algo em troca. Com a morte real não há troca, escambo ou negócio. Morte é definitiva. Nascimento é definitivo. A vida, queira ou não, também é definitiva. Sem entender o que é definitivo na esteira do transitório que nunca pára, onde tudo um dia cai, segue e desaparece, do maravilhoso ao péssimo, indiscriminadamente, não é possível entender o que é de fato viver com naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida passa por nós e se não souber olhar este processo com plena naturalidade dificilmente viveremos a vida real de cada momento, de cada pessoa, de tudo que nos cerca. Muito provavelmente estaremos presos a preceitos primitivos, bárbaros e medievais que ainda sabotam o potencial que a humanidade vem constantemente criando pelos séculos. O elo perdido é a morte, o fim definitivo, o termino, a certeza que haverá reciclagem. Nosso corpo se recicla constantemente; nossa mente, sua inteligência e emoções também. Morremos e nascemos biologicamente a todo segundo. Transformação química pura. Não há porque negar a morte, não há porque temê-la. É natural. Imagine só a cara de saco cheio de Jesus se ele tivesse a certeza que nunca iria morrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver é fantástico; bem entendido: nascer, viver e morrer. Reciclar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas Festas a todos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-754833993378084170?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/754833993378084170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/nascer-viver-morrer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/754833993378084170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/754833993378084170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/nascer-viver-morrer.html' title='nascer, viver, morrer'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-5343232149682249386</id><published>2010-12-13T21:12:00.003-02:00</published><updated>2010-12-13T21:25:41.762-02:00</updated><title type='text'>Cidade brasileira; caos e segurança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TQaq1FECupI/AAAAAAAAAt4/jRxr_v2SuEo/s1600/DSC04193.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TQaq1FECupI/AAAAAAAAAt4/jRxr_v2SuEo/s320/DSC04193.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TQaq62j6gfI/AAAAAAAAAt8/oNHGPo4Bzkw/s1600/DSC04139.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TQaq62j6gfI/AAAAAAAAAt8/oNHGPo4Bzkw/s320/DSC04139.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A bicicleta me levou a cantos de várias cidades, do Brasil e do exterior, que normalmente um cidadão comum não vai, aliás, geralmente nem sabe que existe. A cidade existente de um cidadão comum é o trajeto que ele faz em seu carro ou transporte de massa, portanto é essencialmente a cidade das vias principais e do caminho para o trabalho, estudo ou diversão. O que está fora desta rota sequer é visto. A cidade fora dos hábitos é um território praticamente desconhecido. A quantidade de gente que nunca foi ao centro de suas cidades é muito grande. Parecido com criança que acha que só existe o frango congelado do supermercado. Frango vivo ciscando pode ser apavorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias pessoas foram levadas pela bicicleta a circular em uma cidade que lhes é bem pouco conhecida, até mesmo a que passa na porta do carro diariamente. Quem sai do carro, de suas pequenas janelas e alta velocidade, simplesmente fica impressionado com o local onde vive, seja para o bem ou o mal. A maioria descobre que a cidade, principalmente à noite, é muito mais simpática do que (não se) vê de dentro de uma caixa de vidros pretos. Normalmente o cidadão motorista que está pedalando quer ir descobrir, ou melhor, redescobrir o que já é conhecido; ou que acreditam que seja. Passar devagar, caminhando ou pedalando, pela avenida na qual estão fartos de ficar parados no congestionamento, já o máximo da emoção de novas descobertas. Conhecer a rua de cima ou de baixo, parar na praça, no boteco é mágico. Mas dificilmente aceitam entrar em locais desconhecidos, mais simples, ou passar por uma favela, uma área dita violenta, mesmo que você, guia experiente e respeitado, assine em baixo que conhece o pedaço e que ali não é o que se imagina ou dizem. Os que aceitam o “desafio” geralmente tem um choque de culturas e verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei algumas vezes em favelas. Uma delas no Rio de Janeiro, quando tive que levar uma empregada doméstica para casa porque estava com caxumba ou coisa semelhante. Quando me pediram o favor de subir a menina dei pulos de alegria pela chance de ver o morro por dentro. Na subida do Morro do Vidigal passamos por 4 revistas armadas dos traficantes. Como estava levando gente da comunidade seguimos sem problemas. A via, a medida que chegava mais próxima ao topo do morro, estreitava, trazendo uma apavorante claustrofobia até para um visitante acostumado a lugares estranhos. Os últimos quarteirões permitiam a passagem só de meu pequeno carro. Um caminhão ali, se passasse, passaria raspando as paredes dos casebres. A casa da menina ficava exatamente no topo, com uma incrível vista: de um lado São Conrado, d’outro Leblon e Ipanema. Deslumbrante. Quanta inveja. A riqueza da vista só permitida aos mais pobres, olheiros e comandantes do morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Paraisópolis, Morumbi, São Paulo, a situação foi diferente. Entrei com Jonas para fazer vistoria no trecho que deveria receber então o início de uma ciclovia que nunca saiu do papel, a Paraisópolis – Shopping Butantã / Eliseu de Almeida. Fora da favela umas poucas pessoas na rua, os carros que passavam apresados. Dois quarteirões a frente, já dentro da favela, gente tranqüila conversando ou caminhando, um comércio simples e variado, nem sinal de armas e traficantes. Quando começamos a tirar fotos veio alguém, um pau mandado, verificar o que estávamos fazendo lá, e só. Estava na cara que éramos alienígenas no pedaço e que o sujeito estava checando para os donos do pedaço. Eu e Jonas ficamos pasmados com a vida borbulhando ali e o contraste com o bem organizado, limpo, rico, sofisticado, cheio de seguranças e ao mesmo tempo absolutamente morto bairro que fica logo ao cruzar a rua de volta à civilização; seja esta o que quer que seja que a esta altura não sei mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você prefere? Que cidade queremos? Esta é a pergunta que me faço e que ouvi ser repetida por Henrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá e responsável direto maior transformação urbana destas últimas décadas. Peñalosa fez um comentário assustador: São Paulo, a cidade mais rica do país, não tem crianças circulando nas ruas. Deprimente! Nas favelas têm. Ironia, vida corre solta para os desprotegidos e é um presídio para os privilegiados. O sonho dos “bacana”, “gente fina”, é circular num carro blindado. Ou será brindado? A verdade blindada não leva a uma vida que deve ser brindada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contraste é o que mais há em nossas cidades. E como fazemos questão de não olhar o outro lado de nossos muros o que há no lado pobre é por princípio um conto de terror. Não é bem verdade. Onde está a cidade feliz? Onde estão as pessoas livres? Quem é livre? O que é liberdade? Não nos damos conta que o conto de terror real é não buscar melhorias para nossa própria vida e que este passo passa obrigatoriamente pela melhoria da vida do próximo, de todos e principalmente dos menos favorecidos. Não se trata de piedade, socialismo barato, mas de sensatez, de lógica. Melhorar a condição básica dos necessitados - leia-se melhorar a cidade - é o caminho mais curto e simples para chegar aos resultados que nós desejamos. Se quer se auto-proteger, ser egoísta, pelo menos seja com inteligência. Não existe solução para um lado só. Quanto melhor o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) geral, melhor a vida individual. Ou vamos todos, ou não vai ninguém. É escolher entre a burrice do blindado ou ser brindado pela vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bicicleta me deixa cada dia mais ansioso sobre o futuro. Vejo cidades escondidas com grande potencial para construir uma vida melhor. O que muitas vezes parece uma baderna urbana nos dá inúmeras oportunidades. Duro é mudar uma cidade projetada, quadriculada, cartesiana, protegida, construída para fins específicos. Vide Brasília. Caos pode ser aproveitado, arranjado, transformado de várias formas. O que está petrificado, cercado, isolado, blindado, definitivamente arranjado, está doente, está dissociado da realidade da vida moderna, das urgências para o bem de todos. É necessário se abrir ao caos. Não precisa aceitar, mas pelo menos reconhecer e aproveitar ensinamentos para um novo conceito de segurança e felicidade. Afinal, uns tem morte por falta de segurança, bala perdida, brutalidade; outros comentem suicídio social por medo da vida, por medo da mudança. A bicicleta oferece a liberdade de ver e sentir o caos da vida com equilíbrio e sensatez. O carro dá a chance de passar rápido e não ver nada que desagrade. Dizem que bicicleta é insegura e que o carro é seguro. Depende muito, mas eu tenho mesmo é medo de andar de carro, muito medo. Estarei ficando louco?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-5343232149682249386?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/5343232149682249386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/cidade-brasileira-caos-e-seguranca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5343232149682249386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/5343232149682249386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/cidade-brasileira-caos-e-seguranca.html' title='Cidade brasileira; caos e segurança'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TQaq1FECupI/AAAAAAAAAt4/jRxr_v2SuEo/s72-c/DSC04193.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-8454492698682499921</id><published>2010-12-08T23:26:00.000-02:00</published><updated>2010-12-08T23:26:10.521-02:00</updated><title type='text'>Sobre corte no orçamento e as mobilidades sustentáveis</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fórum do Leitor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui meu pedido à Presidente Dilma Rousseff para que todos trabalhos e projetos para melhoria da segurança e conforto de mobilidades não motorizadas, ou seja, pedestres, deficientes físicos e de mobilidade, e ciclistas, não sejam incluídos no corte de orçamento da União que se faz necessário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que a maioria da população se transporta a pé, que todo brasileiro, mesmo os mais motorizados, é em algum momento de sua vida um pedestre; que aproximadamente 14% da população é deficiente físico ou tem deficiência de mobilidade; que a bicicleta é o veículo mais usado no Brasil, tendo relevante importância no transporte e subsistência de boa parte da população, principalmente a massa menos privilegiadas; que todos estes sempre foram e continuam sendo colocados em planos secundários relativos a questão da cidade, de seu trânsito e transporte; que a reconstrução das cidades e de nossas vidas, principalmente dos pequenos, geração futura, só será viável se for respeitada e legitimada a vida de todos, onde crianças, como seu neto Gabriel, possam circular e brincar livres e seguros pelas ruas.... Dado o baixo investimento voltado especificamente para não motorizados, que por si só traz o patético nonsense do termo “não motorizados”, termino esta novamente pedindo que não se tire o direito do pobre (e de todos nós) caminhar em uma calçada digna, praticamente inexistente em boa parte do Brasil; que não se mantenha em prisão domiciliar os deficientes, como hoje acontece; que dezenas de milhões de ciclistas estudantes e trabalhadores (e todos outros) também possam ter direito ao uso seguro das vias e de cruzar pontes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Excelentíssima Senhora Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, como ciclista, pedestre, tio avô, e principalmente como cidadão responsável por e com todos, peço que todo orçamento voltado à vida seja pelo menos mantido, quando não ampliado. É mais barato investir em previdência e futuro, que pagar contas de acidentados. Todos nós agradecemos. Gabriel em tempo lhe agradecerá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arturo Alcorta &lt;br /&gt;RG.: 3.472.416 SSP SP&lt;br /&gt;rua Eugênio de Medeiros 465, Pinheiros - 05425-001&lt;br /&gt;São Paulo, SP&lt;br /&gt;011-9248-8747&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-8454492698682499921?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/8454492698682499921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/sobre-corte-no-orcamento-e-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/8454492698682499921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/8454492698682499921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/sobre-corte-no-orcamento-e-as.html' title='Sobre corte no orçamento e as mobilidades sustentáveis'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-1246355894172579683</id><published>2010-12-08T10:30:00.000-02:00</published><updated>2010-12-08T10:30:47.658-02:00</updated><title type='text'>Bicicletas públicas em Buenos Aires</title><content type='html'>Matéria sobre inauguração das bicicletas comunitárias em Buenos Aires: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://videos.lanacion.com.ar/video18006-se-inauguro-el-sistema-de-bicing-en-la-ciudad"&gt;http://videos.lanacion.com.ar/video18006-se-inauguro-el-sistema-de-bicing-en-la-ciudad&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Buenos&amp;nbsp;Aires vai aos trancos e barrancos&amp;nbsp;implementando a bicicleta como modo de transporte. Para quem não sabe até a década de 90 foi "proibido o uso de veículos movidos a sangue" na cidade, o que incluía a bicicleta. Ademais a cultura do automovel é muito forte e tradicional. O automobilismo&amp;nbsp;de competição faz parte da vida dos argentinos, que sempre tiveram uma forte indústria no setor. &lt;br /&gt;Buenos Aires tem um trânsito muito especial, que flui as custas de motoristas que usam pouco os freios, mudam de direção suavemente e com constância, semaforização sequencial, enfim, um tanto estranha para um ciclista. Não senti agressividade latente, como em algumas outras capitais que pedalei, mas a primeira vista tudo parece uma tremenda baderna, o que não é. Pedalar em BsAs é relativamente tranquilo, só tendo que tomar muito cuidado nos cruzamentos no meio dos bairros. &lt;br /&gt;O sistema cicloviário existente foi desativado (pelo que me contaram) e um novo está sendo projetado por uma empresa de engenharia brasileira, a Logit, se não me falha a memória. &lt;br /&gt;Para terminar, pedalar no Parque Palermo, onde se encontra este bicicletário do vídeo acima, é uma maravilha. Infelizmente há problemas de segurança, o que é triste, já que BsAs tinha índice praticamente zero de crimes há algumas décadas. &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, &amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;O que me deixa triste é que a quantidade de bicicletas e as urgências que temos aqui em São Paulo são muitíssimo maiores que as de Buenos Aires e praticamente nada acontece aqui, ou acontece num passo de galinha, como disse Soninha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-1246355894172579683?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/1246355894172579683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/bicicletas-publicas-em-buenos-aires.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1246355894172579683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/1246355894172579683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/12/bicicletas-publicas-em-buenos-aires.html' title='Bicicletas públicas em Buenos Aires'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2861025540323874390</id><published>2010-11-29T18:06:00.006-02:00</published><updated>2010-11-29T18:23:15.960-02:00</updated><title type='text'>Bikefit e Cleber Anderson</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Cleber Anderson deu uma palestra sobre bikefit no sábado de comemoração de um ano da criação do Ciclo Cidade - http://www.ciclocidade.org.br/ . Para uma palestra normal foi longa, para o assunto foi curta, pela atenção prestada pelo povo que estava lá poderia ter ido mais longe não fosse o resto da programação. Ajustar uma bicicleta para o ciclista é um tema vasto e aqui no Brasil é novidade, ainda dá espaço para muitas dúvidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço Cleber há muitos anos, desde 1989, quando trabalhamos juntos na extinta Bicisport. Acabei conhecendo toda sua família, seis irmãos ligados ao ciclismo de competição, um deles, Clovis, um dos melhores ciclistas olímpicos da história do Brasil. Com eles aprendi um bocado. Cleber, em particular, sempre teve a curiosidade para ir além dos usos e costumes do ciclismo. A razão, como o próprio contou na abertura da palestra, foi sua formação como técnico em mecânica e a faculdade de educação física. Bem vindo à biomecânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso de ouvir Cleber falando agora é que nós, da Escola de Bicicleta, estamos preparando uma nova página para o site, exatamente sobre bikefit. O pouco que conheço sobre o assunto vem de leitura, da minha formação de faculdade (fisiologia para desenho), da necessidade do conhecimento do meu próprio corpo por causa das inúmeras lesões causadas pela diabete e as molecagens. Cleber esclareceu detalhes sobre a evolução das técnicas de bikefit, confirmou minhas suspeitas que fórmulas prontas costuma levar a erros de postura, alguns até grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valéria, ótima parceira e webmaster do site, é mais que uma curiosa, é uma estudiosa do assunto e conhece todas estas coisas muito melhor do que eu. Sempre está mostrando sites com formas e formulas diferentes de bikefit, o que nos faz pensar muito sobre como dar aos iniciantes uma melhor orientação. De minha parte sempre houve algo que eu não achava que estava no ar, afinal não tenho dúvida que somos todos um tanto diferentes, corpos e mentes tão próximos e tão distantes para os quais fórmula matemática pode até servir como referência, mas não como verdade definitiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cleber matou minha xarada, óbvia por sinal: a diferença na forma e tamanho da bacia é o fator que fórmulas. Distâncias entre o acetábulo / cabeça do fêmur e os ísquios varia muito, o que faz com que o cálculo para chegar à altura do selim pela medida do cavalo não seja uma relação matemática exata. Cleber contou, mostrando várias anotações suas destes anos fazendo bikefit, que a diferença chega a alguns centímetros de pessoa para pessoa. Pela maneira que ele usa para chegar a altura correta basta o ciclista sentar no selim, largar as duas pernas e subir o canote até o calcanhar raspar no pedal. Dê uma olhada em &lt;a href="http://www.andersonbicicletas.com.br/"&gt;http://www.andersonbicicletas.com.br/&lt;/a&gt; ; &amp;gt; equipamento; &amp;gt;&amp;gt; bike na medida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho genérico é este:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TPQKgiwb8UI/AAAAAAAAAsw/B9siXIoe2sE/s1600/tamanho+bicicleta+ciclista.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TPQKgiwb8UI/AAAAAAAAAsw/B9siXIoe2sE/s320/tamanho+bicicleta+ciclista.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto interessante foi sobre a questão da forma do selim. Dependendo da forma da bacia e alongamento do ciclista, (e digo eu do modelo de bicicleta que se vai pedalar, mais em pé ou deitado) o ponto de apoio dos ísquios no selim é diferente. Quanto mais alongado for a musculatura posterior do ciclista mais fino provavelmente será o selim ideal. Quanto menos alongado, mais largo. Forma da bacia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo os passos da palestra, traseira da bicicleta ajustada corretamente para a perna, joelho e pé, então se vai para dorso e braços. Acertar posição correta de selim é possível até numa bicicleta errada para o ciclista, mas esta é traseira da bicicleta, falta a frente. O bikefit para dorso e braços só é possível com uma bicicleta de tamanho e geometria corretos para o ciclista que irá usá-la. Ai começa a sutileza que o público geral tem dificuldade de entender: ter uma bicicleta no tamanho apropriado não é necessariamente ter a bicicleta correta. Por que? Porque há diferenças na geometria empregada pelos fabricantes. De forma muito simples a diferença pode-se ver naquele desenho explicativo sobre pró / esportivas / básicas que temos no site. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TPQInizjlgI/AAAAAAAAAso/O1iKOtbqOx4/s1600/USOGIF3.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TPQInizjlgI/AAAAAAAAAso/O1iKOtbqOx4/s320/USOGIF3.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Para que e para quem aquela bicicleta foi projetada é algo que o mercado e compradores tem muita dificuldade de entender. Para este caso Cleber deu o exemplo das bicicletas femininas. Para algumas marcas menos sérias são simplesmente bicicletas masculinas com tubo rebaixado ou em tamanhos menores pintadas de maneira feminina. A geometria é a mesma da masculina, o que não atende à corpo feminino que é bem diferente. Não dá para fazer um bikefit correto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final fiz questão de lembrar aos formadores de opinião que eles têm quase uma obrigação de saber o que é uma bicicleta correta para o ciclista porque modelo, tamanho ou geometria errada é uma das principais razões para possíveis ciclistas se afastar dos pedais. Prova disto é o baixo índice de mulheres usuárias da bicicleta no Brasil. Mesmo os poucos modelos tamanho 17, que já é grande para a maioria das mulheres, vem com o mesmo avanço das masculinas, muito longo para elas. Tudo em nome da redução de custos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bicicleta chique não é a bicicleta status social, mas a luva que veste o ciclista. Fazer bikefit, que pode parecer um luxo ou frescura, ajuda demais a entender o que é de fato pedalar. E partir daí brincar de pedalar vira uma outra história, muito mais ampla, divertida e livre. Bicicleta é uma experiência humana mais ampla que parece; ao alcance de qualquer um, profissional, amador, transporteiro ou domingueiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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www.escoladebicicleta.com.br&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7095934197195012789-4570082880799136312?l=escoladebicicleta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/feeds/4570082880799136312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/11/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/4570082880799136312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7095934197195012789/posts/default/4570082880799136312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escoladebicicleta.blogspot.com/2010/11/blog-post.html' title='cadeirante e o direito de passagem'/><author><name>Arturo Alcorta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14195360721299940942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-OzKJI7Chb48/ToyTpmIxsSI/AAAAAAAAA-M/SPIvLhYtaaQ/s220/100_8473.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7095934197195012789.post-2937284973501704848</id><published>2010-11-18T23:49:00.001-02:00</published><updated>2010-11-18T23:55:59.232-02:00</updated><title type='text'>Oh dia!, oh vida!....</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TOXZGmzEXjI/AAAAAAAAAro/lUImR9nMCMw/s1600/100_6677.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_HDCf5ozLYUk/TOXZGmzEXjI/AAAAAAAAAro/lUImR9nMCMw/s400/100_6677.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Este texto esteve esquecido por muito tempo. Estou com saudades de escrever para o meu blog e não venho conseguindo tanto por falta de tempo, quanto porque estou meio capengando num cansaço que só se explica num “issstressssi” sem tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá que não vai fazer muito sentido mesmo, mesmo assim vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do texto antigo:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2009 foi um ano magnífico para mim e para a Escola de Bicicleta, provavelmente o melhor de sua história. Ai veio 2010, ano dos meus 55 anos, grandes esperanças, festas, etc e tal. Ups! Não está sendo bem assim.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;A verdade é que de fato neste final de 2010 ainda acho que está sendo um dos anos mais estranhos de minha vida. O primeiro semestre, quando escrevi este lamento que aqui está postado em itálico, foi uma loucura porque praticamente não pintou trabalho e mesmo assim não parei de trabalhar um segundo. O segundo semestre acabou entrando um ótimo trabalho, que no devido tempo conto, e virando a maré de uma falência trabalhosa para uma trabalheira quase que monetariamente compensadora, mas como experiência de vida e aprendizado maravilhosos, exaustivos, mas maravilhosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por onde começar as lamentações? Certamente lembrando o personagem de Hanna Barbera, Hardy, a hiena, que lamentava absolutamente tudo com a frase “Oh dia, oh azar...” . Sem dúvida faz muito tempo que não tenho tempos tão tumultuados tão demorados, como o direito a repetir “tão” tantas vezes. “Tão tantas” dá boa letra de rock pauleira, Aliás, tão e tantas quantas eu bem entender!, digo para mim mesmo, ou será para eu mesmo. Par ou impar. Não precisa, fico com a última hipótese. Ninguém tem nada a ver com meu mau humor e minhas mazelas. Mas me guardo o direito: “Oh dia, oh vida...”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um dia, sentado à mesa com uma tia, Maria Elena, sem “h”, falava eu sobre minha diabete e ela mandou de bica um “Você está ficando hipocondríaco”. Boas verdades não deviriam doer porque é o que de mais honesto se pode fazer com quem se respeita. Pelo menos consigo próprio, já que algumas vezes não dá para agüentar tanta choradeira. E ali percebi que deveria mudar de canal. E mudei. Aquele comentário acabou sendo marco de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dos bons momentos de minha família, quando minha mãe ainda vivia, era quando meu irmão, coração de ouro, mas mal humorado de nascença para algumas coisas simples e bestas, ficava tão mal humorado que disparava a rir sobre seu próprio mal humor. Numa das feitas chegamos a ter que levantar da mesa de tanto rir da situação. Aliás eu e minha mãe rolamos no chão às gargalhadas – literalmente. Não me lembro bem sobre o que se tratava, mas com certeza era fato insignificante na vida de qualquer ser normal, o que meu irmão não é muito, e que para ele era um drama. Até hoje não usa computador por que o marcador de posição de digitação fica piscando sem parar. “Não dá para parar esta merda. Assim é impossível”rosna alto ele. Não adianta argumentar que sem a marcação não haverá forma de saber onde você está no texto. Ele é da geração que se fez em máquina de escrever mecânica, tornou-se livre docente e publicou alguns livros, e nunca precisou de “uma coisa enervante piscando”. Tem cacife intelectual para que os que o cercam digitem seus trabalhos. Aliás, não entrega o trabalho sem acertar pagamento. O cômico é que digita maquina mecânica sem olhar para o teclado, e o faz rápido.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;Ter consciência de seus próprios defeitos é quase uma arte. Acredito que olhar os próprios defeitos, erros ou deslizes, é o melhor caminho para o crescimento, para o amadurecimento. Alguns a gente não corrige. Talvez eu tenha me apropriado do ditado “não jogue para os outros seus próprios erros” com um pouco demais de ortodoxia. Pouco demais é uma expressão ótima, tipicamente brasileira, bem em cima do muro. Enfim, parto do princípio que se houve alguma coisa errada na qual estava de alguma forma envolvido provavelmente eu tenho uma parte de responsabilidade ou poderia ter feito diferente e ter chegado a um outro resultado. O que é de fato verdade, mas qual é o ponto de equilíbrio para minhas próprias cobranças? Amadurecer a que custo? Chego a esta altura do campeonato consciente que se o custo for muito alto a maturidade não vem. É óbvio que chutando todos paus da barraca também não. O ponto de equilíbrio está num botão vermelho bem grande e visível que fica no meio do painel de controle de nossas vidas, de cada uma delas, onde se lê “FODA-SE!”, mas quem de nós sabe usá-lo com sabedoria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando tinha uns 20 anos eu dei uma exagerada na festa e tive o que parece ter sido uma morte, um desligar completo dos sistemas. Muito provavelmente minha glicemia zerou eu apaguei para valer. Uma sensação bem diferente das minhas 4 pré-comas glicêmicas, quando meu corpo inteiro entrou em cãibra, um terror principalmente para quem vê. O fato é que no dia seguinte,voltando da faculdade, parei na frente de um jardim e descobri que a vida para valer era outra, e a partir daí comecei a ver minha felicidade de frente. A outra experiência mais forte foi num Cactus Cup, prova que sempre foi meu sonho chegar bem, ir para o pódio. Larguei mal, estava com a bicicleta errada para o circuito, e quando vi estava muito atrás, lá nos “úrtimo”. Na subida forcei demais e quando chegou na descida não dei um tempo para acalmar, o que resultou num desmaio em cima da bicicleta que só não resultou em chão porque raspei com a lateral no barranco e voltei uns metros depois. Ainda dei um grito com o cara que estava na minha frente, passei e ai caiu a ficha que aquilo ali era simplesmente uma prova esportiva e não uma batalha real de guerra. O peso da besteirada toda foi pesado, mas muito educativo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vira e mexe recebo a notícia que alguém que conheço foi atropelado ou sofreu algum acidente com sua bicicleta. Não consigo entender. Não sei se minha auto-cobrança me manteve distante dos acidentes ou se tive muita sorte. Provavelmente os dois. Tenho certeza que disciplina técnica na condução da bicicleta faz muita diferença na segurança no trânsito. Ai sim se acontece alguma coisa errada o erro é (em 95% dos casos) meu. É dado estatístico, científico e ponto final. Não dá para ficar nem no “Oh vida!, Oh dia!...”; nem no sempre passar a responsabilidade para os outros. E no meio destas disciplinas de pilotagem tem que saber usar o botão “FODA-SE!” – e saber usá-lo com bom senso e sabedoria, do contrário quem se fode é você próprio. Não tenho a menor dúvida que a pior coisa para quem pedala na rua é brigar com o trânsito. Daí minha distância da Bicicletada. Para mim a bicicletada deveria ser da paz, simpatia, do agregar e da boa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Durante uns três dias fiquei tentando mandar as respostas de mensagens da Escola de Bicicleta sem sucesso. Não saía do computador. Tenta, tenta e nada. Valéria acabou vindo aqui e depois de muito olhar percebeu que um endereço tinha uma vírgula no lugar do ponto. “Pode ser isto” disse e foi ai que olhei os outros endereços e vi que praticamente todos estavam errados. Resultado da transferência dos endereços do velho computador para o novo. Ou melhor, foi um problema de “Vista”, não a minha, mas aquele maravilhoso programa da Microsoft que, dizem os teóricos do complô, foi criado nos Estados Unidos; mas todos sabemos que foi criado no Centro de Estudos Avançados de Softers da Coréia do Norte, que usava então os fantásticos computadores HP 6615br, iguais aos que acabo de me livrar, a pedido de um padre exorcista.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Há momentos ou coisas que acontecem na vida da gente que simplesmente não temos como controlar. Faz parte do jogo. Com alguns ficamos neuróticos, com outros simplesmente desligamos, ou seja, metemos uma porrada tão forte no “FODA-SE!” que ele emperra para aquela situação. Procurar ver a própria balança e buscar seu melhor equilíbrio torna-se então crucial. E que não se engane que conseguimos o feito do equilíbrio, da maturidade, num piscar de olhos. Tudo se consegue um passo por vez. E dependendo do desequilíbrio o passo deve ser maior ou menor, mais rápido ou mais lento, mais suave ou pisado... A vida não é fácil e ai está justamente a graça dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Arturo Alcorta
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